sábado, 1 de janeiro de 2011

Luta


É através de ti que sinto.
É através de ti que vejo.
O Outono passou, os dias de Inverno tardam em chegar. Este calor sufoca. Asfixia o ar que me custa respirar.
As árvores, agitam despidas ramagens à minha passagem, como se quisessem expulsar-me do caminho. Um caminho sinuoso, tortuoso pelo qual tenho que passar para chegar a ti.
Paro, fecho os olhos.
O vento sopra, os ramos voltam a agitar-se fortemente, chicoteando-me. Pequenos galhos entrelaçam-se nas minhas pernas, puxando-me.
Luto, debato-me, tentando fugir.
Pequenas gotas de sangue escorrem pelo meu corpo.
Começa a chover. Uma chuva forte, gélida que me enregela.
Sinto o corpo cair violentamente contra o chão. Algo me puxa.
Quero sair dali. Quero fugir. Sinto o corpo enfraquecer. Não vou lutar mais, sinto-me fraca.
Sorrio ao pensar em ti.
Deixo-me levar! Contra o caminho pretendido.
Uma lágrima escorre pela minha face. Fecho os olhos e deixo-me ir...

4 comentários:

  1. O vento, o orvalho, a chuva...Há momentos em que tudo em nós sente de maneira intensa. Bonito isso.
    Abraços!

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  2. Agradeço a visita!
    Gosto de sentir a chuva, o vento...
    Um abraço de Portalegre.

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