terça-feira, 15 de março de 2011

Ascensão e queda de um ...Galliano

John Galliano, nasceu em Gibraltar em 1960, mudando-se depois para Londres em 1966.
Em 1984, formou-se em Design de Moda na St. Martins College of Art &Design, tendo sido considerado o melhor aluno do seu ano.
Por não ter muitos meios de subsistência, para pagar os seus estudos trabalho como costureiro no National Theatre de Londres, onde aprendeu as noções de espectáculo e ilusão que transportaria para as suas colecções. No desfile que apresentou na festa de formatura consideraram-no um "verdadeiro génio da moda".
Semanas depois as suas roupas já estavam à venda numa famosa loja londrina e, ainda esse ano, criava a sua própria marca.
Em 1987 ganhou o prémio de Design Britânico do Ano.

É por essa altura que se muda para Paris.
Numa festa privada em casa de São Schlumberger, várias top models como Kate Moss, Christy Turlington e Naomi Campbell, desfilaram de graça a pedido de Anna Wintour, editora-chefe da Vogue americana. O desfile foi um êxito, e o criador passou a ser considerado o homem mais desejado da alta costura.
Em 1995, foi convidado para director criativo da Givenchy.
Em 1996 arrasa com a colecção Le Papillon et la Fleur.
Em 1998 foi transferido para outra empresa do grupo Christian Dior.
Gay assumido e espontâneo, levou para a marca francesa a sua excentricidade e o conhecido estilo teatral.
De facto, é um génio, pelo menos para mim.
As suas criações foram consideradas "investíveis" o que lhe trouxe clientes famosas, como Madona, Nicole Kidman, Naomi Campbell, Penélope Cruz, entre outras.

Condecorado por Nicolas Sarkosy (2009)


Os insultos de carcácter anti-semita proferidos no bairro judaico do Marais, em França, valeram-lhe umas horas de prisão, onde foi confirmado que estava alcoolizado.
Os comentários levaram à queda do ícone da criação de moda. Galliano foi despedido depois de 15 anos à frente do gigante que ajudou a ressuscitar.
Aguarda ser julgado pela justiça francesa, depois de já ter sido condenado pela opinião pública.



Natalie Portman, cara do perfume Miss Dior Chérie, foi a primeira a revoltar-se com as acusações. "Estou completamente chocada e enojada com o vídeo do John Galliano" - afirmou a actriz judia. "Tenho orgulho em ser judia e não quero estar associada a ele de forma alguma".

Em sua defesa surgiu Jean Paul Gaultier, afirmando que Galliano "não é racista, muito pelo contrário". O designer "tem um talento enorme".
Stephane Zerbib, também ele judeu, é o advogado de defesa de Galliano, com quem trabalha há sete anos e o qual afirma que nunca sentiu preconceito da sua parte.
Paris Fashion Week Fall/Winter 2011/2012 - Casa Dior
Último desfile de Galliano

Opinião: Embora não seja importante, aqui fica a minha singela opinião.
Todos os grandes génios têm o seu momento de fraqueza. Galliano não foi feliz nas declarações proferidas, mesmo sob o efeito de alccol, não tem desculpa.
Cada pessoa, ainda tem liberdade, para gostar do que gosta, de quem gosta, e ter opinião sobre assuntos controversos ou não.
Depois disto é que o blog encerra...

sexta-feira, 11 de março de 2011

O "meu" Japão está a perder a sua beleza...

Closer To The Edge

30 Seconds to Mars

Jared Leto
Ai, este Jared anda-me a tirar o sono...
Closer To The Edge
I don't remember the moment I tried to forget
I lost myself is it better not said
Now I'm Closer to the Edge
It was a thousand to one and a million to two
Time to go down in flame and I'm taking You
Closer to the Edge
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No No No No
Can you imagine a time when the truth ran free?
The birth of a song
The death of a dream
Closer to the Edge
This never ending story
Paid for with pride and fate
We all fall short of glory
Lost in our fate
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No No No No
No No No NoI will never forget
No NoI will never regret
No NoI will live my life
No No No NoI will never forget
No NoI will never regret
No NoI will live my life
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe We'll meet again
No No No No
Closer to the Edge
Closer to the Edge
Closer to the Edge
Closer to the Edge
No No No No
Closer to the Edge
Espero que esteja tudo bem com o meu seguidor no Japão.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Se a moda pega...


"Heidi Klum oferece cuecas a Jay Leno
A modelo alemã Heidi Klum foi inerpelada, à entrada de uma festa depois da cerimónia de entrega dos Óscares, por um jornalista do programa de Jay Leno (The Tonight Show), que lhe pediu um objecto pessoal para levar como recordação ao apresentador. Sem nada para oferecer, Heidi tirou as cuecas e deu-lhas."

Não sei o que se terá passado pela cabeça da menina, mas coisa boa não deve ter sido.
É que a ver pela imagem colocada, se alguém se lembrasse de lhe pedir um objecto pessoal, será que ela daria a écharpe de pelo?!
Terá o sr. Seal gostado da brincadeira??
E, o que terá feito o sr. Jay Leno com a indumentária pessoal?!
(Nota depois de editar: Não é écharpe, mas sim, estola. Desculpem a minha insensibilidade de moda)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Mais "osso" que barriga

"O aperto de mão é, dependendo da cultura, um gesto social relevante que expressa um sentimento positivo de amizade, afinidade ou confiança entre dois seres humanos." - assim está descrito na wikipédia.
Ora bem se é um gesto social que expressa amizade e essas tretas todas, porque razão, certas pessoas, quando me dão um aperto de mão, fazem com que estale todos os ossinhos da minha singela mão de princesa. Não há carpo, metacarpo, escafóide ou trapézio ou flexor ou adutor que aguente.
Quando esticam a mão para me cumprimentar, até estremeço só de pensar no estalar de ossinhos.
E quando não há aperto de mão e há uma beijoca, chocam os zingomáticos uns nos outros.
Mas isto é bem feito, quem me manda ter mais osso que carnucha?!?

"Prémio Literário José Luís Peixoto"

José Luís Peixoto

Como os meus 25 anos já foram a algum tempo, pode ser que interesse a alguém.
José Luís Peixoto, um escritor que gosto imenso de ler. Tem muita pontuação, mas nem todos são perfeitos ehehehehe
"Livro" - um dos livros da mesinha de cabeceira (tenho lá 4).

“ Só um livro é capaz de fazer a eternidade de um povo.”Eça de Queiróz

O “Prémio Literário José Luís Peixoto” é um concurso de âmbito internacional, aberto a cidadãos de nacionalidade portuguesa, e ainda a cidadãos naturais e/ou residentes em países de língua oficial portuguesa. Para além de homenagear o patrono do prémio, José Luís Peixoto, natural do Concelho de Ponte de Sor, o mesmo tem como objectivo incentivar a criatividade literária entre os jovens, bem como o gosto pela leitura.

Neste contexto, a Câmara Municipal de Ponte de Sor promove a 4ª edição do “Prémio Literário José Luís Peixoto” em 2010 que, por ser par, e segundo o Regulamento, se destina a premiar trabalhos inéditos na modalidade de poesia.

Podem concorrer jovens que completem 25 anos de idade até ao dia 31 de Dezembro de 2011. Os candidatos devem fazer chegar os seus trabalhos, dirigidos ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Largo 25 de Abril, 7400-228 Ponte de Sor, impreterivelmente, até ao dia 29 de Abril de 2011.

Mais informação:

segunda-feira, 7 de março de 2011

E, porque é Carnaval...

Uma recordação dos anos 70, eheheheh
Digam lá se a pequena não tinha pose para a coisa.

SLB

Estou triste, desolada, mas a esperança para além de verde (cruzes, canhoto) é a última a morrer.
O meu Glorioso ainda lá vai.

domingo, 6 de março de 2011

Florescer

Floresce um ser assustado
Por descobrir um novo mundo
Alegrias, tristezas, saudade
Não mais irá bater no fundo

A solidão ficou para trás
Em frente segue um rodado
Parado à espera do tempo
O tempo demora. Fico encostado

Corre! Corre, até mais não!
Não deixes fugir quem te esperou
É hora de lutar, mudar
Encontra quem sempre te Amou...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Gueixa

E por falar no país das Gueixas, aqui deixo o meu apreço a uma arte milenar que muito aprecio.
Gueixa ou em japonês 芸者, geisha, são mulheres que estudam a tradição milenar da arte de sedução, dança e canto.
Contrariamente ao que muita gente pensa, as gueixas não têm qualquer ligação com prostituição; porém a ocupação americana durante a 2ª Guerra Mundial denegriu um pouco essa tradição, chegando algumas gueixas a prostituirem-se.
No Japão a condição de Gueixa é cultural, repleta de status, delicadeza e tradição.
Para se tornar gueixa, ingressavam numa casa onde só viviam gueixas (Oki-ya), quando ainda jovens. Essas casas eram comandadas por uma mulher (Okami-san) já experiente, muitas vezes, uma ex-gueixa.
As aprendizes (Maiko) eram crianças especiais, consideradas muito inteligentes e de rara beleza. Ingressavam na Oki-ya, fazendo trabalhos domésticos, para mais tarde, quando adolescentes, começarem o rigoroso treino para se tornar gueixa.
Aprendiam várias artes como dança, pintura, caligrafia, música, dicção, etiqueta, acrobacias, interpretação teatral, estudando muito até atingirem a perfeição, possuindo uma formação privilegiada até das demais mulheres japonesas.
A aparência impecável era outra das particularidades.
Vestiam Kimonos cheios de adornos, uma maquilhagem que cobria todo o rosto de branco (Oshiroi), usavam tamancos de madeira (Zori) e tinham que estar sempre alegres.
As casas onde viviam eram sustentadas por um homem rico, muitas vezes casado (Danna). Geralmente possuía uma geixa como amante. Mas era raro ter contacto íntimo com algum homem.
Elas seduzem com a sua beleza, dotes artísticos e encantamento. É um mundo privado, misterioso...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Quem??

Quem será a pessoa que me lê no país das Gueixas?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Um Delírio VI

Peder Mork Monsted

(Continuação)


A porta fechou-se com violência
Voltei-me rapidamente.
José encontrava-se à minha frente.
Recordei a primeira vez que nos vimos.

Tinha pouco mais de 10, 11 anos quando conheci o José.
Era uma altura em que nada me fazia mais feliz do que ler, brincar, descobrir. Os livros da biblioteca itinerante, as brincadeiras solitárias, as descobertas pelos caminhos até à aldeia.
Fora numa dessas viagens imaginárias que o vi pela primeira vez.
O sol, queimava-me a pele. "O verão, este ano, está mais quente do que o habitual" - ouvira dizer a meu pai tantas vezes.
O vestido às florinhas azuis tinha sido prenda da madrinha e o dia da visita do sr. Meireles era o dia ideal para o estrear. A mãe não queria que chegasse tarde. A D.Luísa tinha-nos convidado para lá ir jantar. Ao fim de muitos anos, o seu único filho regressava a casa. Ouvira dizer que tinha fugido por amor.
"- Não chegues tarde!" - disse a mãe.
Saí com a sacola dos livros. Hoje pesava mais do que o habitual. A paixão pela leitura fazia com que trouxesse cada vez mais livros para casa. O pai não gostava que lesse e a mãe, desde que não deixasse a casa por arrumar, não se importava muito.
Como sempre, o caminho até à aldeia era o mesmo, a imaginação é que mudava. Uns dias era um deserto, outros montanhas com neve, uma planície. Era uma amazona, uma terrorista, uma guerreira, uma princesa.
Ia assim com os seus sonhos, quando perto do riacho, encontrou um senhor com um olhar tão triste, diria que até já teria estado a chorar. Cabelo castanho escuro, olhos negros, tom de pele queimado pelo sol. Olhava fixamente para mim. Assustei-me um pouco e corri. Corri até não poder mais.
"Os livros!" Deixei lá os livros. E agora? Como os iria entregar? O que diria ao sr. Meireles?
Dei voltas e mais voltas. Como voltar lá? Não sabia quem era aquele homem.
Não podia ir falar com o sr. Meireles, não podia voltar ao riacho. Não podia dizer nada ao meu pai, pois nunca mais me deixaria ir à aldeia. O que iria fazer??
Sentei-me encostada à laranjeira. Os raios de sol passavam por entre a folhagem, e o cheiro a laranja inundava o ar. Fechei os olhos e pensei no rosto do riacho. Porque estaria triste e a chorar?
Não sei quanto tempo passou. "Acordei" com a voz da minha mãe.
Senti alguém perto. mas a voz da minha mãe parecia estar longe. O sol encandeava-me.
Tapei o sol com a mão, e bem perto de mim, estava o rosto do riacho. O que fazia ali? Ter-me-ia seguido? Quis chamar o meu pai, mas a voz não saía. Tentei levantar-me, mas as pernas não se mexeram.

(continua)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Orgulho Benfiquista



Não é que goste muito destas coisas, mas ontem à noite soube tão bem vencer os Leões e a jogar com menos um jogador, mais de metade do jogo.

Mas quem me conhece sabe que gosto e muito destas coisas.
GLORIOSO SEMPRE!!!!!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Serei sonâmbula?!?!?

Será possível uma pessoa falar, abrir os olhos e mexer-se enquanto dorme e não se lembrar de nada?
Estará a minha mente e o meu corpo tão absorvido por Morpheu ou estarei a entrar em algum estado de sonambulismo???
Por acaso ainda não me deu para me levantar da cama. Mas desde atender o telemóvel e não me lembrar, falar, estar com os olhos abertos e NÂO ME LEMBRAR de rigorosamente nada.
Qualquer dia ainda "vou" dar comigo no meio da rua. Perdida.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O cerco está a apertar

No dia dos namorados uma caneta.
Ontem um desenho, um poema, um bilhetinho...
Não me está a agradar nada.
A minha princesa a ser "assediada" por um catraio???

Esta noite até dormi mal. Cada vez que fechava os olhos "via" o cerco a apertar-se...

Quem me manda ter uma filha lindíssima (não sai à mãe), eheheh

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Diário de uma ribatejana arraçada de alentejana na capital

Em pleno séc. XXI, Portugal continua a não ser um país tão desenvolvido como se quer fazer passar aos estranjas.

5:30h - Hora de acordar!! Acordar a esta hora?!? Não quero! Quero dormir mais!! Chove torrencialmente e ainda é de noite cerrada.
6:20h - Deixo a cidade acolhedora debaixo de uma madrugada chuvosa, fria. À medida que me afasto, fica um vazio no peito. A serra vai ficando distante e o nevoeiro ao pouco vai escondendo a sua beleza.
8:00h - Chegada à ponte Vasco da Gama, a chuva parou, como se nos quisesse engulosar a chegada à capital. De facto, a paisagem do rio Tejo a "caminhar" para o seu encontro com o mar salgado, é deslumbrante. O céu em três tons cinza, o sol a querer romper pela espessa camada sólida criou imagens deslumbrantes.

Começa o tormento.
A belíssima paisagem começa a ser cortada por carros, ora ultrapassavam da direita, ora da esquerda, só faltava mesmo passar por cima. Um pára, arranca que não lembra a ninguém. Buzinas para um lado e para o outro. Pessoas a gesticular, gritar, barulho, confusão, sujidade. Quero ir para casa! Lisboa não é para mim.
Quero a calma do meu Alentejo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Prenda do dia dos Namorados??????

"- Mãe, deram-me uma caneta."
"- Uma caneta? Quem te deu a caneta?"
"- O Tiago."
"- TIAGO?!?!? Quem é o Tiago? E porque te deu a caneta?"
"- Não sei. É da turma da A.G. e deu-lhe a caneta a ela para me vir entregar. Tem a música do Camp Rock."
"- Mas porque é que o TIAGO te deu a caneta?"
"- Por causa do dia dos namorados."
"- A.S.S.D Tu tens um namorado?????"
"- Não. Só me deu a caneta."


A minha princesa, JÁ a receber presentes, e no dis dos namorados???? Não em agradou nada, mesmo nada.
Já me estou a imaginar de espingarda em punho, a apontar em todas as direcções masculinas, quando a fôr buscar à escola.
Anda aqui uma mãe a apaparicar a filhota, para agora vir um badameco e oferecer canetas que tocam música?!?!?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Passar a noite


Por aqui queria passar
Por aqui queria descobrir
O teu ser, o teu corpo, o teu olhar
Afogar o meu destino, e depois emergir
Emergir um novo ser
Lutar, batalhar
umas vezes ganhar, outras perder...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Anjo Caído

O Anjo Caído

Era um anjo de Deus
Que se perdera dos céus
E terra a terra voava.
A seta que lhe acertava
Partira de arco traidor,
Porque as penas que levava
Não eram penas de amor.
O anjo caiu ferido,
E se viu aos pés rendido
Do tirano caçador.
De asa morta e sem splendor
O triste, peregrinando
Por estes vales de dor,
Andou gemendo e chorando.
Vi-o eu, o anjo dos céus,
O abandonado de Deus,
Vi-o, nessa tropelia
Que o mundo chama alegria,
Vi-o a taça do prazer
Pôr ao lábio que tremia...
E só lágrimas beber.
Ninguém mais na terra o via,
Era eu só que o conhecia...
Eu que já não posso amar!
Quem no havia de salvar?
Eu, que numa sepultura
Me fora vivo enterrar?
Loucura! ai, cega loucura!
Mas entre os anjos dos céus
Faltava um anjo ao seu Deus;
E remi-lo e resgatá-lo,
Daquela infâmia salvá-lo
Só força de amor podia.
Quem desse amor há-de amá-lo,
Se ninguém o conhecia?
Eu só, - e eu morto, eu descrido,
Eu tive o arrojo atrevido
De amar um anjo sem luz.
Cravei-a eu nessa cruz
Minha alma que renascia,
Que toda em sua alma pus,
E o meu ser se dividia,
Porque ela outra alma não tinha,
Outra alma senão a minha...
Tarde, ai! tarde o conheci,
Porque eu o meu ser perdi,
E ele à vida não volveu...
Mas da morte que eu morri
Também o infeliz morreu.

Folhas Caídas
Almeida Garret
Um dos meus preferidos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Perguntas Difíceis

Porque será que, quando alguém se dirige a uma repartição pública, pensa de antemão que vai ser mal atendido e começa logo a "espingardar" sem necessidade????

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quem?!?


Sinto o meu corpo de novo.
As pálpebras aos poucos vão-se abrindo. A pouca claridade cega-me.
O dia lá fora está cinzento. Ouvem-se as ramagens das árvores dançar ao compasso do vento. Ao longe, um farol. Estou perto do mar? Sinto o seu cheiro. Sinto a sua dor, agonizante, como se quisesse entrar ferozmente pela terra, alagando tudo à sua passagem.
Os meus braços elevam-se o mais alto que consigo. Quero ir para longe. Ver, cheirar, sentir o mar. Estou presa!
Onde estou?!
"Calma! Vais magoar-te!" - ouço uma voz sussurrar no meu ouvido.
Esta voz! Conheço esta voz.
Olho em todas as direcções, não vejo ninguém.
"Quem está aí?" - pergunto, um pouco a medo.
"Quem está aí?" - ouço a minha voz ressoar bem longe.
Quero fugir. O meu corpo continua preso.
Um pequeno toque na minha face, acalma a minha luta feroz.
Sinto-me cansada!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Novo Presidente



O médico especialista em imunohemoterapia Álvaro Beleza é a partir de hoje o novo presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), sucedendo no cargo a Gabriel Olim.

Álvaro Beleza, que neste momento dirige o Laboratório de Saúde Pública do Algarve e coordena a rede regional de sangue do Algarve, foi antes diretor do Serviço de Sangue do Hospital de Évora e coordenador da rede regional do Alentejo.

Seja bem vindo!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Wassily Kandinsky

Moscovo 1 (1916)





Several Circles (1926)


Wassily Kandinsky 1886/1944

Wassily Kandinsky, nasceu em Moscovo em 1866.
Artista russo, introdutor da Abstração no campo das artes visuais.

Em 1896, mudou-se para Munique, mas o estilo da escola de Azbè desiludiu-o. Preferia pintar paisagens coloridas ao ar livre em vez de modelos.

Na década de 1910, desenvolveu os seus primeiros estudos não figurativos, fazendo com que seja considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um Delírio...V

(continua)
Ainda recordo a primeira vez que vi o Sr. Meireles.
A carrinha da biblioteca itinerante chegava todos os meses, no mesmo dia, à mesma hora.
Quando lá passava, de mão dada com a minha mãe não sabia o que era. Um carro na aldeia, não era coisa que se visse todos os dias.
Imaginava o que seria. O que traziam aquelas pessoas quando de lá saíam? E o senhor que lá estava. Tinha um ar simpático. Sempre sorridente. Falava com todos de igual modo.
Quando me via passar, sorria. Envergonhada, escondia o rosto na saia da minha mãe. Tinha medo daquele senhor.
Certo dia de Outono, em que o tempo começa a ficar frio, as noites a chegar mais cedo, ia para casa mais a minha mãe, quando passou a carrinha por nós. Ouvi o motor parar, e o senhor disse algo à minha mãe. Ela pegou-me ao colo e entrámos na carrinha. Fiquei com medo. Agarrei a minha mãe com todas as forças que tinha. A minha face contra o seu peito, quase que não a deixava respirar. Ouvi-o sorrir.
"- Não tenhas medo pequenota."
"-Peço desculpa, senhor. A Maria não costuma ser assim. Até é uma criança muito faladora, um pouco tímida, mas fala pelos cotovelos."
Ver as paisagens que tão bem conhecia pelo janela da carrinha a passar mais rápido que o normal. fez-me sorrir.
"-Chegámos!"
"-Mais uma vez obrigado, sr. Meireles. Maria agradece ao senhor!"
Não queria. Não queria olhar para aquele senhor, que tanto medo me metia.
"-Maria, como te portaste tão bem, tenho um presente para ti." - Um presente? Para mim? Nunca tinha recebido um presente. Nem sabia o que era um presente. A medo voltei a cara. Diante de mim estava uma cara triste, uns olhos castanhos tristes. A boca sorria, mas o resto não.
"-Não esteja triste! Eu gostei do passeio!" - disse com medo.
"-Toma. Um livro. É para ti. Não precisas devolver como os outros meninos. Este é só teu."
Sorri. Agradeci. E quando ia a despedir-me, disse baixinho: "Não esteja triste. Eu virei vê-lo sempre. Prometo!"
E assim foi.
Durante os anos seguintes, todos os meses lá estava à espera do sr. Meireles. Falávamos de tudo, família, livros, música, escola.
O dia mais triste da sua vida, foi quando casei. Nunca me disse o porquê.
E agora, aparece um neto, que eu nem sabia que existia. Falavam de mim. Como falavam de mim?! Porque falavam de mim?!

Agarrei a carta que acabara de ler. Dobrei-a e guardei-a no livro que não iria devolver nunca mais.
"Ricardo" disse baixinho.

(continuação)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Clannad & Bono - In A Lifetime (1985)



Aqui está a prova de como conhecia o grupo e a música.
Um Abraço, Falcão de Jade, grande Amiga!

Parabéns para a babosa!!

Já não me recordo muito bem, qual a fase da lua que na altura "ditava" ordens.
Os 22kg a mais, em pouco mais 1,50m era complicado de manobrar. Sonhava com um guindaste para me levantar da cama de manhã.
Tomar banho era um suplício (ainda hoje me faz impressão como as pessoas fortes/GORDAS conseguem tomar banho). Não conseguia lavar as costas, não chegava aos joelhos, e os pés já nem os via.
Vestir era outro drama. Calçar outro ainda maior.
E o andar, é que era engraçado. Bamboleava para um lado e para o outro, tipo um sempre em pé.
Tudo por uma boa causa.
A princesa nasceu às 12:33h certinhas. Parto normal. E as dores passaram logo assim que vi aquela carinha laroca.
Hoje, passados 11 anos, e sem os 22kg, o que é que pensam!, sorri ao ver a carinha laroca que de manhã sorriu, e me beijou quando lhe dei os parabéns.
Mas foi por pouco tempo, pois apareceu logo o pirata que se agarrou às pernas e disse:
"Parabéns Naninha! O D. faz anos! Anda ver o Ruca!"

O meu luar


Poucas coisa há que me deixam a sonhar...
Esta é uma delas...
Esta é a fase da lua, que mais "mexe" comigo.
Acordar, sair para a rua e ainda ver a lua a "sorrir" alegra o meu dia.


"Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te
Não desistas de mim

Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora"
Pedro Abrunhosa

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

GM


Um dia, quem sabe, serei GM.
Primeiro tenho que aprender a jogar...eheh

Educação ou falta dela

Uma das coisas que me faz comichão, impressão, aversão e outras coisas acabadas em ão é o facto de pessoas que não me conhecem tratarem-me por TU.
Sempre me ensinaram a tratar as pessoas que não conhecemos, sejam elas mais velhas ou mais novas por você.
"Oh C. passa lá a declaração!" - Isto não entrou bem no meu ouvido, que já de si tem um problema com certos sons, que vocês não imaginam. A minha surdez de percepção nestas alturas até fica aos "pulos" com a falta de educação.
Mas, delicadamente, com educação (como me ensinou o meu avôzinho), e como boa funcionária pública, e respeitando os colegas, os utentes e o local de trabalho, respondi.
"Sr. J. a SUA declaração será passada de seguida. Aguarde um pouco. E, para a próxima, e só por ser para si, é D.C, se faz favor, pois não andei com o sr. à escola. Muito obrigado e volte sempre!"
Quem estava ao lado, sorriu.
O sr. J pediu desculpa e saiu.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dádivas

Os Pardais/Tordos

Abriu oficialmente a época sanguinária aos pardais.
A partir da semana que vem, e duas vezes por semana. o meu serviço vai ser assolado por bandos de pardais (não os do Carlos do Carmo) prontos a tornarem-se solidários.
Chegam em bando, começando logo a disputar o melhor galho, como quem diz, a melhor cadeira.
Após o reconhecimento do território começa a fase do galanteio.
Depois da fase "vampiresca" começa o tormento da metamorfose. O mais engraçado é vê-los chegar, confiantes, com ar de gingão e depois a desmaiarem que nem tordos. Depressa lhes passa o trinado refinado, o pavoenar e a exibição.
Como vêm numa fase solidária, perdoa-se-lhes QUASE tudo!!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Quem me faz sorrir

Bono Vox (Paul David Hewson)
Este é o rosto que me faz sorrir há mais de 28 anos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Publicidade Enganosa


A imagem "fala" por si.

Mas deixo-vos o texto descritivo que acompanhava esta ilustração numa revista de venda por catálogo, em qualquer caixa do correio, acompanhado de comentário mordaz!
Página 69 - É que é tudo a ajudar. Não poderia ser outra página??
Porta-Banana: Fruta Protegida, fruta mais deliciosa! - Eles lá o dizem! Protegido e delicioso. Na minha altura era mais, o fruto proibido é o mais apetecido!
Porque nunca se sabe quando lhe vai dar a fome... - Bem visto! Nunca se sabe o sítio e a altura do dia em que um apetite voraz nos assolará.
Este porta-banana em plástico abre-se, coloca-se a fruta lá dentro, fecha-se e leva-se na mala, na mochila, até mesmo na pasta de negócios - Bem aqui, a minha imaginação voo. Imaginem lá o/a vosso/a chefe em plena reunião, sacar do porta-bananas. qual seria o vosso primeiro pensamento? O que está ele/a a fazer com o vibrador?!?
A sua banana estará sempre protegida de possíveis embates. Muito leve. Cores sortidas. Dimensões : diâmetro 4, 6 x 23 cm - O sonho de qualquer mulher ou homem!! Ter a sua banana em perfeitas condições sem se machucar, e em várias cores.
Um utensílio verdadeiramente útil, nos dias que correm para levar a fruta bem acondicionada para o local que mais desejar, e pronta a saborear sem nenhuma imperfeição.
E o preço?! Só 6,90€.

Orgulho Nacionalista


O Melhor Treinador do Mundo 2010

Que bom!
Mais um português a ser reconhecido pelo seu trabalho e não por deixar o país à beira da bancarrota, onde os pobres estão cada vez mais pobres.
Agora Mourinho, pedir desculpa por falar em português??!?!? Essa é que ninguém percebeu. Desculpa por quê? Por ser Português? Ora, ora Sr. Mourinho.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ser

Sinto-me perdida.
Não sei quem sou, nem para onde vou.
Tudo à minha volta se transformou.
Da alegria, sai tristeza;
Do sorriso, uma lágrima;
Da companhia, solidão.
Uma pedra no lugar do coração.
Está vazia a minha alma.
Vazio o pensamento.
Só o meu corpo
Parado no tempo
Parado no lugar onde tu me deixaste
Abandonada
Sozinha
Um tormento!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Amizades

"amizade (latim vulgar amicitas, -atis)
s. f.
1. Afeição recíproca entre dois entes.
2. Boas relações."


Significado da palavra amizade num qualquer dicionário.
Significado descrito e tão diferente de sentir.
Pouco mais tinha do que 4 anos, quando conheci a minha 1ª amiga. De nome igual ao meu, a sua alegria cativou a minha timidez. Das brincadeiras próprias da idade, a cumplicidade nas risadas, nas partidas fez crescer uma amizade enorme que foi abruptamente interrompida. Poucos dias antes do Natal, recebi a melhor prenda de todas. Ao fim de 28 anos voltámos a encontrarmo-nos e depois da troca de telefones, mails ficou a promessa de um novo encontro, e desta vez não vamos deixar que a amizade seja interrompida de novo.
Com 8 anos vim morar para Portalegre. Cheguei a meio do ano lectivo e ainda hoje me lembro do meu 1º dia de aulas na nova escola. Sentada a uma mesa, encontrava-se uma menina que assim que a porta se abriu sorriu de uma maneira que ainda hoje me faz sorrir. Depois das apresentações e a professora me convidou a sentar onde quisesse, foi ao pé daquele sorriso que eu me quis sentar. O nome dela, o mesmo que o meu. Pela segunda vez na vida, era-me oferecida uma nova amizade. Talvez para compensar a que tinha perdido. Desta amizade, muito vivemos, muitos sonhos, promessas, namoricos, primeiras experiências segredadas uma à outra, até aos 15 anos. A vida, mais uma vez me colocou à prova e fiz as minhas escolhas. Desta vez não iria atrás de ninguém, seriam as minhas escolhas. A única vez que chumbei de ano, e a C. passou. Mudei de escola. Dois anos depois voltámos a ser da mesma turma, e aí, de novo fiz uma escolha. Tirar o 12º ano à noite e ir procurar trabalho.
Com 21 anos, comecei a trabalhar no serviço que mantenho até hoje e aí conheci a C. (não é o meu nome). Nasceu uma grande amizade que se mantém até hoje e eu espero que se prolongue por muitos anos. Combinámos os nossos casamentos e o nascimento dos nossos filhos foi quase programado. Partilhámos muito de nós. As nossas perdas fortaleceram-nos. E desta vez, não fui eu a "fugir".
Há quatro anos conheci o L. A grande surpresa de todas até hoje. Conhecemo-nos sem nos conhecer. Está presente nos bons e maus momentos. Sorrimos das alegrias, partilhamos as tristezas. Foi o grande incentivo à criação deste blog, o grande apoio na altura da faculdade. Afastámo-nos um pouco, mas ambos sabemos que quando precisamos estamos lá, na altura e situação devida.
Espero que a M.J. e o M. continuem a ser uns queridos e que daqui a algum tempo possa escrever algo sobre eles, pois agora sei tão pouco, mas já os considero como amigos. Aguardo a vossa visita a Portalegre.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Carga Policial


O que fazem seis polícias, com ar de polícias, cara de polícias, farda de polícia, dentro da carrinha da polícia à porta do meu serviço e pela segunda vez????
Não sabem? Eu digo.
Em vez de nos protegerem dos ladrões, salvaguardar o nosso património, vigiar as nossas ruas, protegerem os nossos filhos, andam a ver de agendas para 2011.
Coitadinhos! Não devem ter mais nada para fazer.
E as agendas devem servir para anotar os criminosos que prendem, quantas vezes prendem o mesmo, quantos deixaram fugir, ou simplesmente quantas vezes são chamados e demoram mais de 2horas a aparecer. Ai espera, isto eles não podem anotar.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Eclipse Parcial do Sol I


É só porque gostei muito da foto.
Descansem que não vou acrescentar mais nada ao post anterior.

Eclipse Parcial do Sol


Em dia de eclipse parcial do sol, não se adivinha boas novas.
O irrequieto Morpheu, ora soprava à direita, ora acariciava à esquerda. O cabelo desalinhado, a cara de sono, o corpo quente não me deixavam sossegar. E o Morphs como sempre, atormentava-me o corpo e o pensamento.
Quando o despertardor tocou, pulei na cama tão rápido que parecia uma cama elástica de tão depressa que fiquei em pé. Despertador?? Há meses que acordava antes de ele tocar, que já nem lhe conhecia o toque. É pior que a sirene dos ataques bombistas da 2ª Guerra Mundial.
Vou a tropeçar até à casa de banho que faz lembrar um igloo, de gelada que está. Só lá falta o esquimó à pesca. Talvez o encontre quando estiver a tomar banho.
A água quente a escorrer pelo corpo está a saber tão bem, o aroma a orquídea invade a casa de banho e, e... atchim! alergia. Era só o que faltava.
Acabei o banho mais cedo, saí da banheira a espirrar e tive que ir à cozinha enrolada na toalha, tomar o xarope. Apesar do banho, ainda me encontro meio endorminhada (Ai Morpheu, está noite, lixo-te) e em vez do xarope para a alergia que não me dá sono, tomei o que me dá sono. Daqui a pouco encontro-me pior do que um bêbado em dia de ressaca.
Saí de casa ainda a noite espreitava, sim, que aqui a menina levanta-se muito cedo.
Até ao momento mais nenhum incidente a registar, tirando o facto de já quase ter batido com a cabeça em cima da mesa, para aí uma dezena de vezes e estar com um ar de gazias de primeira. Linda!

Tirando o facto de ter levado agora mesmo um beijinho (na FACE) da angariadora de fundos lésbicos, mas isso são outras conversas, eheheh.
A culpa é do eclipse. Poderia ser do Robert Pattinson, mas pronto, nem tudo é perfeito.
Ahh e o sol, nem vê-lo. Só nuvens e mais nuvens.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Luta


É através de ti que sinto.
É através de ti que vejo.
O Outono passou, os dias de Inverno tardam em chegar. Este calor sufoca. Asfixia o ar que me custa respirar.
As árvores, agitam despidas ramagens à minha passagem, como se quisessem expulsar-me do caminho. Um caminho sinuoso, tortuoso pelo qual tenho que passar para chegar a ti.
Paro, fecho os olhos.
O vento sopra, os ramos voltam a agitar-se fortemente, chicoteando-me. Pequenos galhos entrelaçam-se nas minhas pernas, puxando-me.
Luto, debato-me, tentando fugir.
Pequenas gotas de sangue escorrem pelo meu corpo.
Começa a chover. Uma chuva forte, gélida que me enregela.
Sinto o corpo cair violentamente contra o chão. Algo me puxa.
Quero sair dali. Quero fugir. Sinto o corpo enfraquecer. Não vou lutar mais, sinto-me fraca.
Sorrio ao pensar em ti.
Deixo-me levar! Contra o caminho pretendido.
Uma lágrima escorre pela minha face. Fecho os olhos e deixo-me ir...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Desejo

Feliz 2011 a todos quantos me visitam!!!

Delírio IV


(Continuação)


"Encontro-me sentado à sua espera.
O desejo de a conhecer é enorme. Sei tanto de si, que parece que sempre a conheci. E realmente conheço.
Toda a minha vida ouvi falar da Maria. O que a Maria fazia, o que lia, do que gostava. Nessas alturas tentava imaginar a sua vida, como seria, onde lia, quais seriam os seus sonhos, os seus desejos. Quantas vezes dei por mim a reler os livros que tinha lido, tentar sentir o seu cheiro através deles...
Um dia haveria de a conhecer e esse dia chegou...
Só tenho a agradecer ao avô Meireles..."

-
Avô Meireles!?!? Como avô Meireles!?!?

(Continua)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Trocadilhos

"- Olhe você me pode fazer uma "sacanagem"?"
"- O quê?"
Sacanagem? Então mas o brasileiro passou-se ou quê? Quer que eu lhe faça uma sacanagem?? Que tipo de sacanagem? Já me estou a imaginar de metralhadora na mão, a percorrer as favelas do Rio de Janeiro ou então a "sacanear" algum rapazito desprevenido; ou então numa "sacanagem" mais intimista.
"-Tenho uns documentos que precisava de enviar para meu amigo."
"Scanar" os documentos!!!
A minha perversa mente já estava a deturpar o conteúdo do pedido ou não!

sábado, 25 de dezembro de 2010

The Pogues & Kirsty McColl Fairytale Of New York



The Pogues!
Uma surpresa para ouvir nos dias mais frios de Inverno, como o de hoje.

AUREA - Busy (for me)



Um mimo de Natal!!
Não é habitual.
Devo ter comido ou bebido muito vodka com sabor a amora!!! M. a culpa é tua cunhadinha!!
Pronto.
FELIZ NATAL!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um Feliz Natal e essas tretas...

O Natal é uma época de paz, alegria, magia. Porque não passar esta época para todas as semanas do ano??
Só nos lembramos dos amigos nesta altura.
Só nos lembramos da família nesta altura.
Só nos lembramos do vizinho do 2ºB que vive só, nesta altura do ano.
A nossa face, coloca a do Joker a um canto. Não sabemos se é alegria mesmo, ou o botox que repuxou demais.
Gosto de fazer o Natal todos os dias.
Não gosto da hipocrisia de certas pessoas, que levam o ano a dizer mal de nós, e quando chega a esta altura é sorrisos, troca de prendas, oferta de chocolatinhos, etc.
É como os jantares de Natal.
Chefes, pseudo-chefes, os bufos, os normais, os graxas, os coitadinhos, as giraças, tudo em confraternização, que até dá dó, de tanta falsidade. Ainda fui a dois ou três, quando comecei a trabalhar, mas depois de ver isto, desisti, e atrás de mim, vieram mais alguns. Não vale a pena forçar uma coisa, pois no dia a seguir já se está a comentar a mini-saia da Isabel, o casamento da Cristina que já teve melhores dias, a Maria vinha muito pintada, a Sandra que se estava a atirar ao empregado, enfim mulheres.
Mas senhores, não se ponham a rir, pois a vossa parte também aqui entra. O Manuel a olhar para as pernas da Isabel, o João a fazer olhinhos ao Manuel, o Vítor a falar de futebol, o Alberto a enfrascar no vinho e chegando ao fim da noite, já nem da mesa se levanta. É disto e algo mais que se trata os jantares de Natal das empresas.
E os de família não são muito diferentes. E não venham já criticar, que na vossa família não é assim, que é mentira.
Bem, isto tudo serve para desejar um Feliz Natal a todos quantos passam por aqui.
Depois de lerem isto, alguns nunca mais voltarão... espero que não. Sabem não sou sempre assim tão negativa, é já as saudades do meu Outono.
FELIZ NATAL!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Volta depressa, meu Outono

Anne-Louis Girodet de Roucy-Trioson
"Autumn"

Servem os dias mais frescos
Para anunciar a minha chegada
Dos meus cabelos caem folhas
A minha vinda está anunciada
A folhagem converte-se do verde ao castanho
Passando pelo rubro, escarlate
No ar a essência a castanhas
Faz lembrar um quente chocolate
Daqui a pouco vais embora
Outono do meu contentamento
Chega o gélido Inverno
Volta depressa, Meu encantamento!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

"Atala no Sepulcro"

Anne-Louis Girodet de Roussy-Trioson (1808)

Pintado em plena época napoleónica.
Inspirado num dos mais importantes romances do tempo, Atala, de Chateaubriand, uma trágica história de amor entre dois selvagens, publicado em 1801 e que viria a ser tratada seguidamente por inúmeros pintores seduzidos pelo exotismo da narração.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Delírio III



(continuação)

Corri!
Corri até não poder mais. Tudo o que queria era sair dali.
"Ricardo" o nome, a cara, a voz não saíam da minha cabeça, do meu pensamento.
Começou a chover. As gotas batiam no meu corpo como se me quisessem derrubar, deitar ao chão.
O livro dentro da sacola. Era tudo o que nos unia. Porque quereria que eu o lesse?? Como saberia o que eu gostava?? Porque o sr. Meireles lhe falava de mim??
Tantas perguntas sem nenhuma resposta.
Sentia os ramos das árvores, ferirem o meu corpo; o meu pensamento feria a minha alma.
Nunca me tinha sentido assim. Nem mesmo com José.
Os dias foram passando.
A sacola dos livros continuava no mesmo sítio, desde a última ida à carrinha da biblioteca. Olhava para ela todos os dias, mas o receio por saber o que lá estava, o que lhe fazia lembrar, e saber que Ricardo lhe tinha tocado, teria o cheiro dele, o toque dele.
José já tinha estranhado não ver nenhum livro na sala, não encontrar Maria a sorrir. A sorrir para um livro. Nunca o conseguiria compreender.
Os dias foram passando entre o trabalho, a lida da casa. Por vezes olhava de soslaio para a sacola. O dia seguinte seria dia de visita da carrinha. Já tinha decidido não voltar lá. Não queria encontrar o novo bibliotecário.
Pega na sacola. Já não podia adiar mais ver o que lá estava.
Segura o livro. Uma folha escorrega e cai ao chão.
O seu corpo estremece.
Uma carta!!!
Uma carta de Ricardo!!!

(Continua)

Flesh and bone, sequela alentejana

Como sempre, todos os dias na hora de almoço, somos a mesa mais animada de todo o refeitório.
Já todos nos conhecem pelas gargalhadas, pelas brincadeiras.
Por que será que tudo tem que estar cinzento, até mesmo a comer!
Hoje era a M. a contar detalhadamente um filme que viu ontem, e depois os nossos comentários às "cenas" do filme fizeram um brilharete nas mesas vizinhas.
O que eles não sabem, é que isto se prolonga pela tarde dentro, todos os dias. E pior, começa logo de manhã. Alegria e boa disposição todos os dias, no serviço.
E, sim, trabalhamos, e muito, para quem já esteja a pensar que não se faz nada.
Afinal temos vidas a depender de nós...

Falta a educação

Se há coisa que não suporto são faltas de educação. E falta de educação da classe médica, ainda pior.
Lido com eles diariamente e já vou conheçendo as manhas de alguns. Todos são bons e maus, uns mais simpáticos, mais brincalhões, mais faladores do que outros. Há os residentes, e os que vêm alguns dias por semana, e há outros ainda que a gente nem sabe quem são.
O meu local de trabalho tem acesso para dois serviços diferentes e uma porta directamente para a rua.
Estava eu na minha labuta diária, quando vejo entrar e passar pelo meu serviço, um sr. de bata branca. Nada de bom dia, nada de com licença. Fiquei pasmada. Fui atrás dele.
- Olhe desculpe, o sr. é?
- Sou médico, não se vê?
Aqui, eu morri e renasci. Mas renasci maldosa.
- Vê-se?? Porquê?
- Tenho uma bata, o estetoscópio.
- Isso não quer dizer nada e se faz favor acompanha-me à porta.
- A menina está doida?!
- Até posso estar. Mas não entra por aqui dentro sem se identificar como deve ser, e para já um bom dia não custa nada dizer.
- Mas a menina não vê com quem está a falar? Preciso saber um resultado de um doente.
- Então eu acompanho-o.
- Está a duvidar de mim?
- Estou.
Lá soube o resultado, e acompanhei-o de novo à porta.
- Para a próxima, quando entrar por aqui, ao menos diga bom dia e faça favor de se identificar, pois isso de andar com bata não quer dizer nada.
- Peço desculpa.
De tarde, estava quase de saída, ouço bater à porta. Digo para entrar.
- Boa tarde!. Olhe sou o dr. M. posso passar pelo seu serviço, preciso de saber o resultado de um doente, e o telefone está sempre impedido.
Sorri.
-Faça favor de entrar. Está a ver que não custa nada?
Fiquei feliz, pelo menos nem que seja só por um dia, mas "eduquei" um senhor doutor. Eheheh

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sugestão Semanal

30 Seconds to Mars

Logo à noite, Pavilhão Atlântico.

Banda de rock alternativo, Jared Leto e companhia, apresentam aos fans portugueses "This is War", o disco de 2009 que serve de base ao concerto em Portugal.

Músicas como "Attack", "The Kill", "From Yesterday", "A Beautiful Lie", "Kings and Queens", "This is War" e "Closer to the Edge", irão ouvir-se mais logo.

Mamma Mia


Ao chegar ao bar do serviço para o 2º pequeno almoço, deparo com esta melodia que me fez recuar uns tantos anos...

Mamma mia, here I go again
My my, how can I resist you
Mamma mia, does it show again
My my, just how much I've missed you
Yes, I've been brokenhearted
Blue since the day we parted
Why, why did I ever let you go
Mamma mia, now I really know
My my, I could never let you go

É que na altura não havia cá Karaokes.
Era mesmo o Singstar do vinil.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vencida

Serve o tempo de consolo à solidão?!
Apaga-se o rasto de minha presença em tua vida,
Guardas memórias de tempos passados
Tempos vividos, tempos amados.

Foge! Foges de mim, enlaçado
Como se teu corpo estivesse unido ao meu
Lembranças, mera lembranças de uma vida amaldiçoada
Nem sempre vencida, mais os tempos em que perdeu


Excertos Literários


"Era um conjunto indiferenciado de pessoas que subitamente ficaram a preto e branco. Meio em pânico pensei que estivesse a ter um ataque de daltonismo agudo. Algo que não vinha nos Manuais de Medicina que tinha estudado. (...) Uma rapariga. Mas como é que ela era a responsável por as cores terem desaparecido? Uma bruxa? Alguma ligação com poderes ocultos? Ou estaria Portugal tão cinzento, que até já as pessoas ficavam fisicamente contaminadas."


Pequeno excerto do livro "A Praia da Saudade", de Francisco Salgueiro. Um livro espectacular que retrata o Portugal dos anos 60.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sugestões

Museu da Tapeçaria de Portalegre - Guy Fino Dezembro de 2010
Comemoração dos trinta-e-tal anos do Atelier de Artes Plásticas de Portalegre
18 de Dezembro de 2010 a 8 de janeiro de 2011

Mané, já publicitei! Agora os quadros são contigo. eheheh

Sensações

Já vos aconteceu estar alguém a falar convosco e a mascar uma pastilha elástica ao mesmo tempo??
Para além do aspecto desagradável que isso implica na face de algumas pessoas (mascar com a boca aberta), a pastilha estar incluída num ménage à trois, com língua e dentes incluído, é má educação.
E, se tudo isto estiver incluído numa pessoa a fazer atendimento ao público, pior.
Para além do mau aspecto, fico sempre com a sensação que me estão a amolar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vida a Cores ou a Preto e Branco.

The Cure

O quanto nos tornamos inesquecíveis na vida de outras pessoas sem o sabermos.
Década de 80, era eu uma adolescente consciente (inconsciente, tinha dias), vestia de preto com as correntes que se usavam na altura, botas Dr. Martens, e o cabelo bem curtinho com muito gel. Estilo vanguarda, como era designado. Lia o "Blitz" à quarta feira. Ouvia "The Cure", "The Clash", "Echo and the Bunnymen", "U2"... (hoje em dia ainda ouço, não tanto como gostaria).
Os anos foram passando. O preto foi dando lugar a novas cores, dando alegria aos meus avós que não gostavam muito da minha indumentária negra. Passei pela fase negro e branco, azul, vermelho, rosa.
Passado quase 20 anos, estou eu em Castelo Branco às compras, quando ouço: "Ao fim de tantos anos, continua revolucionária, Menina C.S.!" Olho para trás e reparo no meu professor do 10º ano de Sociologia. Cumprimentámo-nos. Recordámos velhos tempos, e ao fim de tantos anos ainda se lembrava do meu nome completo.
E porque teria dito o professor que continuava revolucionária???
Eheheheh a indumentária era negro e cinza eheheheh.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Voltas trocadas

Voltou o Verão e não me disseram nada.
A indumentária que trago, parece adivinhar o nevão do século. Só faltou mesmo a neve.
Os sapatos de salto alto, perderam uma capa pelo caminho, e agora tenho que andar em biquinhos dos pés para não andar a coxear. Hoje é que vai ser pôr o gémeo a trabalhar.
O computador de manhã não ligou. Após várias tentativas, reparei que estava a ficha desligada. Quem me andou a boicotar??
O café, mais parecia uma água suja de lavar pratos.
AAIIII!!!
Quero ir para casa dormir!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um Delírio II

(continuação)


Lentamente voltei-me. Sentado no fundo da carrinha, vi um homem não muito alto, parecia novo. Cabelo escuro, olhos negros
- Maria? É esse o seu nome?
- Sim. - respondi um pouco surpresa. Como saberia, este homem o meu nome? Quem seria? Onde estaria o sr. Meireles?
- Decerto estará confusa. É natural! O sr. Meireles é muito querido pelas suas leitoras, e agora estranham a minha presença.
- Sim. - estava tão nervosa que não sabia responder mais nada.
Onde estaria o sr. Meireles? Quem era aquele homem, que me olhava de uma maneira tão misteriosa?
- Venho entregar os livros. Peço desculpa pela demora. - não queria pedir desculpa por nada. Não era a este homem que eu queria pedir desculpa.
- Não faz mal. Estava à sua espera. O Meireles fala tanto em si, que estava desejoso, curioso em a conhecer.
- A mim? O sr. Meireles fala em mim? Mas quem é o senhor?
- Chamo-me Ricardo e sou o novo bibliotecário. O Meireles adoeceu e durante os próximos meses serei eu a substituí-lo. - o seu tom de voz, alterou-se um pouco quando referiu que vinha substituir o sr. Meireles.
Revirei a sacola dos livros. Aquele olhar! Tinha que sair dali o mais rápido possível. Logo hoje, o dia em que pela primeira vez não me tinha arranjado, saí sem me pentear, andei à chuva, cheguei atrasada, com as faces ruborescidas. E o sr. Meireles não está!
- Guardei um livro só para si.
- Como sabe do que gosto de ler? - perguntei atrapalhada.
- Sei tudo sobre si. - disse convincente.
Desviei o olhar. Queria fugir dali. Encaminhei-me para a porta. Senti uma mão forte, mas ao mesmo tempo suave, segurar o meu braço.
- Por favor, não vá!- disse quase a suplicar.
- Tenho que ir. Já é tarde.- o meu pensamento foi enganado pela minha boca. Queria ficar.
- Leve este livro. Devolve para o mês que vem.
Peguei no livro e saí. Não queria olhar para trás. Quem era aquele homem, que pôs o meu coração a bater tão rápido, o meu pensamento a pecar, o meu corpo a desejar??
(continua)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Um Delírio I


(continuação)

O Inverno naquele ano tinha chegado mais cedo. As temperaturas geladas, a chuva ininterrupta há já vários dias, escurecia o seu dia, a sua vida.
Era dia da visita mensal do sr. Meireles. Com o tempo a preocupação de vestir o melhor fato, foi deixada de lado. Não estava com disposição de sair, mas tinha os livros para entregar, e nunca se tinha atrasado em tal compromisso. Olhou-se ao espelho, antes de sair. Uma madeixa branca teimava em revoltar seus longos cabelos castanhos. A pele macia, deixava as primeiras rugas ainda envergonhadas.
Pegou na sacola dos livros e saiu.
A chuva continuava a cair. Fechou o guarda-chuva. Adorava andar à chuva. Sentir as gotículas tocar o seu corpo. Pequenas gotas gelando o seu corpo. Naquele momento poderia ser quem queria, o seu pensamento voava para longe...
Não sabe quanto tempo terá andado à chuva. O sr. Meireles!?! Tinha que correr até à aldeia. Ainda lá estaria??
Ao longe avistou a carrinha. Estaria à sua espera? Ele não ficava assim tanto tempo.
-Sr. Meireles, desculpe. Sabe como eu sou. Adoro a chuva.
- O sr. Meireles não está. Estava à sua espera.

(continua)

Perguntas Estranhas

Uma dúvida que me tem assolado algumas vezes ao longo da minha vida.
Será possível um ginecologista ter prazer com a sua mulher, ao fim de um dia de trabalho???

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Rosto

O vidro mostra o reflexo de uma cara envelhecida.
Não sei quantos anos passaram.
A "loucura" enclausurou-me do mundo. O mundo que em tempos vi verde, azul, vermelho, de todas as cores possíveis e imaginárias.
A dor, a perda, tomaram conta de mim. Deixei-me levar, como se leva uma criança pela mão. O início foi bastante doloroso, uma dor que sufocava o meu peito, deixava-me sem ar, deixando-me esgotada, exausta.
As lágrimas, escorriam pelas faces.
Quis morrer. A vida não fazia sentido.
Dava por mim a vaguear pelas ruas, de noite, de dia. Nem sei quantos dias passaram sem que comesse, bebesse. Queria esquecer quem fora, queria esquecer a dor, essa dor sufocante.
Sorria, cantava, gritava. O mundo passou a ser o que eu queria. Se hoje chovia, amanhã nevava. Se agora era dia, logo era noite. Fui vivendo ao sabor do vento.
Fui esquecendo.
Perdi-me.
Agora, encontrei-me. Não conheço quem está no vidro. O cabelo grisalho, a pele enrugada, o olhar triste. Olho para as minhas mãos, vejo uma pequena cicatriz na mão esquerda. Eu tinha uma cicatriz igual. Mas era nova, o cabelo tinha uma pequena madeixa de brancos, à frente, a pele era lisa, o olhar, meu Deus o olhar, olhos mágicos os meus.
Onde estou? Quem sou?
Uma lágrima, escorre pela face.
O vidro embacia-se. Vou deixando de ver aquele rosto velho, enrugado.
Ao longe, o mar revolto, bate nas rochas

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

...


"Em todas as lágrimas há uma Esperança"

Simone de Beauvoir

D. Duarte, o Rei timorense.

"D. Duarte Pio, pede nacionalidade timorense."
A notícia de ontem à noite até me deixou sem dormir.
O nosso rei pedir outra nacionalidade? Estou a viver em Portugal?? Acho que não.
E a notícia ser dada logo no dia em que se comemora a Restauração da República.
Mais vale"vendermo-nos" aos espanhóis de novo.
Timorense?? Ainda me custa acreditar.
E o pedido já foi feito a Ramos Horta.
Se até o nosso Rei já está de fugida, o que não fará o povo???