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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Desde Afonso até hoje

Entre o Tejo e o Douro vivíamos
Há séculos que já lá vão
"Lusitanos" resistimos com Viriato
Até o terem morto à traição.

Chegaram Romanos, Suevos e Visigodos
E pelos setecentos chegaram os Muçulmanos
Trouxeram a cirurgia, os números, o astrolábio
Tivemos alguma dignidade, vivência de humanos

Na luta contra os muçulmanos
Os Reis cristãos quiseram auxiliar
Chegaram cavaleiros de outros reinos
D. Henrique de Borgonha veio ajudar.

Recebeu um Condado e uma mulher
Que mais se pode desejar?
Nasceu D. Afonso Henriques "O Conquistador"
Pelo Condado Portucalense teve que lutar

Começa a Dinastia de Borgonha
A primeira em Portugal
Quatro Afonsos, dois Sanchos, um Dinis, um Pedro e um Fernando
Duzentos e tal anos de conquista territorial

Em 1383/1385, tempo de revolução
Com Leonor Teles feita matreira
Queria vender-nos a Castela
E do Conde de Andeiro ser parceira

D. João I veio arrumar a casa
E assim começa a Dinastia de Avis
Com Filipa de Lencastre se casa
E encontra aliados que o deixam feliz

Com tudo conquistado em terra
Chegou a aventura marítima
De Ceuta, à Índia e ao Brasil
Começa a nossa "obra-prima"

O mundo estava a nossos pés
Tivemos Gil Vicente e Camões
Perdemos D. Sebastião no nevoeiro
Mas ainda segurámos os calções

O tio-avô D. Henrique, não nos conseguiu manter
E os Filipes tivemos que aguentar
Sessenta e tal anos a "papar" paella
Até 1 de Dezembro de 1640 chegar

Com D. João chegaram os Bragança
E voltámo-nos mais para o Brasil
Chegou açúcar, ouro e pedras preciosas
Eram só sacos de "mil"

Com D. João V era tudo em grande
Era quem tinha todo o poder
Era só luxo e ostentação
D. José I e o Terramoto de 1755, deitou tudo a perder

Em 1777 chega a primeira mulher
D. Maria I era a sua graça
Logo se revoltam os franceses
Há "Bloqueio Continental", fica tudo em desgraça

Da Constituição de 1822
A primeira feita em Portugal
Diz "...manter a liberdade, segurança e propriedade de todos os portugueses(...)"
Princípios de Igualdade e Liberdade, muitas vezes esquecidos, afinal!

Brigam os manos Miguel e Pedro
Guerra entre Liberais e Absolutistas
Sai a ganhar D. Maria II com 2 reinados
E também os contrabandistas

Muitas mudanças na 2ª metade do séc. XIX
Os burgueses passeiam-se pelo teatro, ópera e cafés
Moderniza-se a vida das cidades
Fica difícil a vida do camponês

O descontentamento da população
A questão africana e o Ultimato
Levam à 1ª revolta armada contra a monarquia
E a D. Carlos, o seu assassinato

5 de Outubro de 1910
Um dia de grande mudança
Termina a Monarquia em Portugal
A República sai vitoriosa, começa uma nova andança

Ao longo destes 101 anos
Muita coisa mudou
Não foi para melhor, não senhor
Pois na lixeira, tudo acabou!!!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Roda o "tacho"

Com a mudança de governo, há tanto "tacho" a rodar.
Os que estão de saída a nomear os "pedidos" que tinham na gaveta.
Os possíveis a entrar a "coleccionar" pedidos.
No fim o trem de cozinha ficará completo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A minha visão da nossa política

Irei ser suspeita a falar, pois de política, como os meus amigos já sabem, não percebo, nem quero perceber. São meandros demasiado oportunistas para a minha simples pessoa, do povo.

Um ciclo que começou unido, como um bouquet, que iria fazer frente a tudo e todos, o nascer de uma roseira frondosa, revelou-se com o passar do tempo, que nem todos estavam dispostos a segurar tal bouquet.



Os pés de flor, ao pouco foram caíndo. E, no fim restaram poucos mais de duas rosas, que até já o pé tinham perdido, mas mantinham-se unidas, agarradas à vida, agarradas aos ensinamentos de um velho do Restelo, que mesmo afastado, ainda impõe a sua presença.
Acabou a flor por murchar, como se viu ontem.

E até o dia que começou solarengo, acabou num cinzento, quase negro, fazendo adivinhar o fim triste, trágico de tal bouquet.



Como já todos sabem, a era é da laranja. Não a laranja mecânica, que essa pertence à Holanda dos idos anos 80. Mais a laranja do nosso Portugal, grande, robusta e cheia de sumo. Encontram-se alguns caroços pelo meio, mas também nem tudo é perfeito.
E, se repararmos bem, junto às laranjas, encontram-se já alguns oportunistas limões, azedos, ácidos, que ao juntarem-se ao doce da laranja, ninguém dará por eles, mas eles estão lá a feirar.



A laranja acabadinha de chegar, irá despir-se para todos nós, com falinhas mansas, com promessas que irão tardar a ser cumpridas, mas não interessa. O importante neste momento é mostrar o gomo, e fazer escorrer o sumo que ela tem.

Quanto ao sumo, o que não seja escorrido, irá ficar com mofo, bolorento, sem graça nenhuma.
E áqueles que ontem se riam, festejavam, dançavam, irão comer da laranja bolorenta que um dia pensaram que lhes mudaria a vida.



E pronto, foi a visão da nossa política.