sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

27 de Janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Um filme que retrata as atrocidades do holocausto.

Por mais doloroso que seja ver, presenciar, conta uma belíssima história de amizade entre dois inimigos mortais, que um piano juntou.

É doloroso relembrar, mas nunca o poderemos esquecer.

1ª vez

Ontem foi a minha 1ª vez.
A expectativa do encontro, a troca de olhares, o desejo deixou-me um pouco nervosa. Arranjei-me o melhor que pude, não queria causar má impressão. A 1ª imagem é a que fica guardada para sempre.
Como seria a sua reacção à minha chegada?
A hora chegou. Enquanto me dirigia ao seu encontro, o frio passou, o ar foi ficando abafado, senti tonturas até (seria fome?). A sua imponência deixou-me espantada. Quando entrei nele (esperem lá! entrei nele?? não é mais ele entrar em mim???) ..acordei! Que chatice!
Ao chegar ao Centro de Saúde pela primeira vez como utente. Era disto que eu estava a falar.
Fiquei a saber que pertenço ao Agrupamento Portus Alacer (um dos primeiros nomes da actual Portalegre). Foi tão bem recebida pelo colega administrativo que era capaz de lá ficar toda a tarde a ser atendida vezes sem conta. Mas passemos à frente! Encaminhada para a sala de espera, quando lá cheguei já tinha cinco senhoras à minha frente. Sentei-me, puxei do livro que levei para ler "O Livro" de José Luís Peixoto e aguardei a chamada para ir à sala de enfermagem para a primeira triagem.
Fiquei a saber que peso 53kg (balança amiga), o perímetro abdominal está abaixo do normal (a barriga é tão pequenina que quase nem se vê, eheheh), a tensão é 92/53 (baixinha), mas também não sou alta, que deveria ter visto o meu ginecoligista mais uma vez o ano passado, ter livro de saúde da mulher. Alto lá! O livro não tenho, pois a última vez que tive consulta de planeamento familiar, ainda as consultas eram no antigo edifício e nem livros haviam, era solteira, airosa e pesava 43kg.
De regresso à sala de espera verifico que a mesma já se encontra cheia, mas lá consigo arranjar uma cadeira a meio da sala. Antes de começar a ler, dou uma vista de olhos pela sala e verifico que todas, sim TODAS as mulheres estão de volta dos telemóveis, sms para aqui, sms para ali, sorrisos parvos nas caras. Ninguém fala com ninguém. Ao menos eu trouxe um livro.
Quando chegeui ao consultório médico, estranhei a cara desconhecida que estava à minha frente. Não era a minha médica de família, não podia ter mudado assim tanto nos últimos, quê? 17/18 anos?? Se dúvidas ouvessem assim que abriu a boca e saiu um sotaque espanhol vi logo que não me tinha enganado.
"Está nervosa?"
"Um pouco."
"Não esteja, senão assim ainda dói mais."
"Estou habituada ao meu ginecologista, só por isso é que estou um pouco nervosa." Não sei se a dr.ª neste momento ficou aborrecida, zangada ou furiosa, pois ao tentar calçar as luvas, rompeu-as, o aparelho que iria servia para me inspecionar deixou-o cair, partiu qualquer coisa e teve que abrir outro. E eu entrei em pânico. A mulher vai observar-me até à garganta! Com a zanga que me tem, só pode. Nada senti. Quando o exame acabou só me disse que tinha um colo muito bonito, nem parecia que tinha tido dois filhos. Ao menos isso! E pensei: "O meu ginecologista nunca me disse isto!" e saí.
Fiquei fã do meu Centro de Saúde. Irei lá voltar mais vezes durante este ano.
Até estou a pensar abrir um clube de fãs no facebook. eheh.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

24-01-2000 - 12:33h

Este foi sem dúvida o mais doloroso, mas ao mesmo tempo o melhor dia da minha vida.
As alterações do corpo ao longo dos 9 meses pouco me importaram, afinal engordei 22kg, mas a minha prioridade era o teu bem estar.
O dia estava como hoje, um sol de inverno lindo.
Quando te vi pela primeira vez, esqueci todas as dores, todos os medos. Os teus olhinhos, a tua carinha franzina, pesavas 2,970Kg em pouco mais que 46cm. A minha princesa!
Ensinaste-me que há um amor eterno, contra tudo e contra todos.
As histórias que eu te lia quando eras bebé, e ficavas a olhar para mim, o teu primeiro sorriso, o primeiro dente. Cheguei até ter ciumes da tua ama, por passar mais tempo contigo e por ser ela a presenciar muitas das tuas façanhas.
Os anos foram passando e tornaste-te numa menina linda, uma verdadeira princesa.
Ultimamente as coisas entre nós não andam bem, mas um dia perceberás que é para o teu bem.
Hoje é o teu dia e tenho muito orgulho em ti.
Feliz Aniversário!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Trancados em casa

"Ele tranca-me em casa!" (...)
Esta foi uma das frases proferidas por Stacy Keibler (quem???) acerca do seu namorado George Clooney.
Por mim até me podia trancar e deitar a chave fora e tudo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Invisível

O sol brilha intensamente nos teus olhos.
Olhar triste, vazio.
Ao longe, escondida entre a multidão, observo-te. Tenho-te observado todos os dias, sei todos os teus rituais matinais.
Acordas cedo, e o caminho entre a cama e a banheira é dos mais belos bom dia que recebo. Observar o teu corpo despido, o seu contorno como se esculpido fosse, o desenho que mostra quando andas, soberbo! A escolha da roupa que vestir, a indecisão na gravata a colocar e observar a tua expressão no espelho. O café bebido à pressa, o andar apressado para o elevador.
Quando a porta do prédio se abre e sais para a rua, é o arco-íris que chega naquele momento. Sigo-te!
Até hoje acho que nunca deste pela minha presença. Todos os dias te sigo, escondida entre a multidão. Sinto o teu perfume no ar que fica quando passas.
Quando passas a passadeira, fico do lado de cá à tua espera, que acontece todos os dias no final da tarde. Nem mesmo aí, quando por mim passas lado a lado e os meus olhos te obervam intensamente, sentes a minha presença.
O pôr do sol de Inverno está magnífico. O dia esteve quente para a época. E mais uma vez cá estou do outro lado da passadeira à tua espera. Como sempre, olhas a multidão deste lado à espera de passar, o sol ilumina o teu olhar, triste, vazio. Quando avanças na minha direcção a aragem faz esvoaçar o teu cabelo, o teu olhar ilumina o meu dia, e o teu sorriso cansado traz ouro à minha vida. Quando chegas perto, desvias-te um pouco e sinto a tua respiração cansada a passar lado a lado comigo, o teu cheiro enebria o meu ser, e assim fico imóvel, parada, saboreando o momento. Momento esse que voltará amanhã.
Hoje o dia está diferente. As núvens ameaçam desabar a qualquer momento, o cheiro da humidade no ar faz adivinhar chuva a qualquer momento. Torna-se dificil nestes dias ver-te tão bem. Já te vejo ao longe, parado, à beira da passadeira. Olhas para o céu, abres a gola do casaco, fazendo com que tape o teu pescoço, a tua mão agarra fortemente a pasta e na outra o guarda-chuva a postos para ser aberto. Já vens a passar na passadeira, quando as primeiras gotas teimam em cair. Guarda-chuvas abrem-se em todas as direcções, por momentos deixo de te ver. Os meus olhos começam a percorrer todas as direcções, todas as pessoas que consegue alcançar. Tenho que te encontrar, hoje não posso perder o momento. O momento que me faz sonhar todas as noites, o momento que me faz acordar todos os dias.
Perdi-te! Não pode ser! Não te posso perder, não te quero perder!
Olho em todas as direcções e nada. Como te posso ter perdido?
Concentrar! Tenho que me concentrar. Fecho os olhos e tento imaginar o percurso que fazes na minha direcção. Deixou de chover? Que bom! Pode ser que ainda consiga ver-te.
Abro os meus olhos e aqui estás mesmo à minha frente a olhar para mim. Não tinha deixado de chover. O teu guarda chuva cobre-nos. Olho para ti, nada consigo dizer. Tu não podias estar aqui, como estás aqui? Nunca olhas para mim, nem devias saber que eu existo e agora estás aqui à minha frente?
Vejo os teus olhos brilhar, um brilho de arco-íris. E o teu sorriso, lindo!
Tento afastar-me, mas a tua mão segura o meu braço, impedindo-me de fugir.
Chove torrencialmente. A rua está quase deserta e nós debaixo de um guarda-chuva, molhados, a sorrir e a olhar um para o outro sem nada dizer, simplesmente sentir. Sentimentos profundos!
Não sei quanto tempo ali ficámos. A chuva entretanto parou. Fechas o guarda-chuva e sorris. Sinto o cheiro do teu perfume tão intensamente. A tua face, o teu olhar fica cada vez mais perto do meu. Os teus lábios passam levemente pelos meus, em direcção ao meu ouvido:"Hoje quero continuar o que tenho sonhado todas as noites!"
Aquela era a frase que eu tinha que dizer, não ele.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Simple Minds - Belfast Child



Uma recordação maravilhosa.
O que este grupo fez na minha adolescência!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Cure no Optimus Alive


The Cure no Optimus Alive!!

The Cure no Optimus Alive!!

Fiquei.... UUUAAAAUUUUU!!!

Robert Smith!!!

"Kiss Me Kiss Me Kiss Me"!!!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Viroses

Pelos vistos a virose blogueira chegou à minha "casa",
Não consigo comentar os blogues que habitualmente visito, e alguns nem os consigo visualizar.
Estou por aqui e tento visitá-los, mas o virus está a ficar cada vez mais potente.
Tenho que "morder" alguns pescoços extra, eheh.

Socorro, tenho uma filha adolescente

Hoje estou angustiada, triste. Uma tristeza tão grande que assola a minha alma, o meu ser.

Acho que não fui uma adolescente problemática. Ter ficado sem pai muito cedo (tinha 5 anos) fez-me crescer. Também os tempos eram outros.

Comecei a fumar tinha 13 anos, bebia a minha cervejinha por volta dos 15 anos. Comecei a namorar com o meu marido, tinha 15 anos. Tirando estes estados precoces, fui uma adolescente normal, acho que normal até demais.

Chegar agora aos 37 anos, ter uma filha com quase 12 anos (24 Janeiro) que nunca me deu trabalho até à coisa de 6/7 meses atrás. É excelente aluna, com média de 4+ (entre 1 e 5), mas entrou na fase da parvoice, responde aos professores, pensa que já é "senhora" do seu nariz, faz a vida do irmão (3 anos) num inferno e por arrasto a minha também.

Sempre fui e sou uma mãe preocupada com o bem estar dela, tento dar-lhe quase tudo o que ela necessita, atenção, tempo de qualidade. Por vezes não tem mais pois ela é que se vai afastando. Sei que é uma fase confusa, o despertar das paixonetas, a rivalidade com as colegas, o tentar ser das melhores nos estudos.

Sempre lhe ensinei a ser uma boa menina, respeitar os mais velhos, ser obediente, agradecer, até lhe "perdoo" o facto de não gostar de ler, mas não percebo estas atitudes. Ajudo-a nos estudos, mesmo que não saiba tento informar-me, principalmente a matemática.

Não sei mais que fazer.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Foto Nova

Para contrariar o "bandido" do bloguer que já que me "rapinou" a foto de perfil, coloquei uma foto nova, disfarçada de turista numa prova de motos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Beleza Perfeita

"De aparência delicada, sensíveis, caprichosas até, as orquídeas exigem um dono à altura, que as cubra de mimos e atenção, mas na dose certa porque o excesso de zelo também as faz murchar...


Precisam de muita luz, mas não directa, de água, mas não demais - é preciso mergulhá-las em água semanalmente mas escorrê-las tão bem que sobre apenas humidade.


Aos que se provem capazes destes desvelos elas recompensam com uma beleza etérea capaz de comover o espírito mais empedernido." in Activa - Agosto 2011




É tão fácil "mimar-me"!!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aulas de Espanhol

"Mãe, hoje aprendi umas letras espanholas."
"Que bom! E o que aprendes-te?"
"É um boneco espanhol, uma casa espanhola,..."

Assim é a aula de Espanhol, imaginada pelo meu filho na pré-primária.
Mas feliz pois já sabe falar espanhol, eheheheh.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lua Nova

Por uma só noite.
Por uma noite me queria perder em teus braços, sentir a força possante do teu ser.

Perco-me na noite
Envolta pelo nevoeiro
Procuro a tua presença
Sinto o teu cheiro

Deambulo sozinha por entre o espesso arvoredo. Sei que estás aí, sinto-te.
Procuro-te incessantemente.

Percorro caminhos desconhecidos, caminhos que sei que me levam a ti.

Sento-me perto de um riacho, sinto o fresco da madrugada, da água a correr. A lua nova não deixa visualizar nada. Não sinto medo. Sei que estás perto.

A tua mão acaricia suavemente a minha face. Fecho os olhos. Sorrio ao sentir a tua presença.

Sentas-te perto de mim. A tua mão acaricia o meu cabelo. Os nossos lábios tocam-se suavemente. Deitamo-nos sobre a folhagem. Sinto a tua mão acariciar o meu pescoço, descendo até ao peito. Encontro os teus olhos, sorris. Os teus lábios, a tua língua fazem o mesmo percurso que a tua mão tinha feito. Não quero que acabe. Intensamente sinto os teus lábios em meu peito.

A tua mão vai descendo pela minha barriga, suavemente. Suspiro. O meu corpo move-se um pouco. Sinto o meu corpo arder de desejo. Desliza suavemente até não ter mais onde deslizar. Páras. Os nossos olhos encontram-se mais uma vez. Sinto a tua mão rodar a minha anca, segurar a minha nádega forte. O outro braço passa pelo meu pescoço. Beijamo-nos. Pegas em mim ao colo e dizes baixinho :"Um dia..."

Encosto a minha cabeça no teu peito, os meus braços envolvem o teu pescoço e seguimos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Notícias do Covil Vampiresco

Habitualmente o mês de Janeiro serve para fazer o balanço do ano transacto, e o covil dos vampiros não foge à regra.

O nosso Grão-Mestre (onde é que eu terei ouvido esta palavra maçónica?) confirmou o que há muito a gente sabia pelo árduo trabalho de escolher o melhor pescoço, ai, quer dizer o melhor braço, foi o melhor ano de sempre. É como na viticultura.

Não podemos deixar de agradecer aos amigos pardais, que muito contribuíram para esta excelente produção. Agradecer também ao IPS por nos ter "oferecido" algumas brigadas que eles faziam no Alentejo.

Com a alteração das taxas moderadoras não sabemos como será daqui para a frente. Por agora ainda não notámos muita diferença.

Daqui a uma semana iremos ter nova remessa de pardais para lhe poder acariciar a jugular, visualizar a excelente forma física, o bombear do coração, ai ai nada disso.

Fazer a medição da hemoglobina e da tensão arterial, peso e nada mais, ohhhh, nada mais.

Esperemos que seja tão bom como o anterior, senão os vampiros ainda viram vegetarianos, eheh.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dia de Reis




Hoje é dia de Reis.

Por cá petisca-se o bolinho acima exibido. Uma delícia!

Também se come uma romã e guarda-se a sua coroa. Coisa que eu me esqueço sempre de fazer, eheh, quando me lembro já as cascas estão no lixo, por isso nunca tenho dinheiro.

É dia de desmanchar a árvore de Natal. Os enfeites para um saco, as fitas para outro, e o pinheiro artifical para dentro da caixa até Dezembro. Ah as luzes também as guardo no saco das fitas.

Por vezes deixo um pequeno enfeite para nos lembrarmos do espírito natalício durante o resto do ano.



Em Espanha há entregas de prendas.
Eles é que são espertos, aproveitam os saldos para as compras.


Por uma estrela são guiados
Para encontrar o Menino
Não passem é cá por Portugal
Que o Governo rouba de mansinho


Baltazar que trazes ouro
Não publicites muito a tua fortuna
Cai-te o (Vítor) Gaspar em cima
Dá-te cabo da coluna


Belchior com a tua mirra
Deixa o Macedo em sofrimento
Coloca o Infarmed na miséria
Vai para a Holanda fazer medicamentos


Gaspar com o teu incenso
Dá-lhes logo uma grande "mocada"
Defuma bem o nosso Governo
Acaba depressa com esta macacada

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Memória

Agoniza a dor que do meu peito exala.
Memórias!
Nos meus dias sobrevivo das memórias do que passei.
Nesse tempo existias tu, existia o teu ser, o teu corpo, o teu carinho, o teu amor.
E agora? O que existe agora?
Memórias que doem e que ao mesmo tempo me fazem sorrir.
Eternamente existiremos!!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um Delírio XXV

(continuação)

Decidi não contar a Ana Maria o que se tinha passado, não a queria assustar.
Já tinham passado catorze dias desde que tinha saído de Lisboa e nunca me tinha apercebido que houvesse alguém a vigiar-me. Sempre andei de um lado para o outro, as conversas não tinham sido às escondidas, os encontros também não, não havia nada de anormal que me fizesse suspeitar que tais pessoas também viajassem para África. Que iriam lá fazer?
No dia seguinte era o dia da chegada a Angola. Para onde iria? O que me iria acontecer? Agora sabia que iriam estar sempre a vigiar-me, já não sentia a liberdade como tinha sentido nestes últimos dias, como tinha sentido em toda a minha vida. Adormeci...
A azáfama da chegada fez com que toda a gente andasse atarefada. O arrumar dos quartos onde tinham ficado, as roupas, as despedidas antes da chegada, a chamada dos militares para lhes indicarem para onde se deveriam dirigir quando desembarcassem. E eu? Para onde iria?
Fui procurar Ana Maria.
Encontrei-a debruçada sobre a proa. O vento quente ondeava o cabelo loiro. O vestido cintado desenhava o seu corpo formoso. Fazia sonhar qualquer homem, imaginar uma mulher assim a nosso lado. Mas para mim Ana Maria era como uma irmã. Intimamente tinha jurado protegê-la e levá-la sã e salva para casa.
"- Estás aí, José?"
"- O quê? Ah sim, andava à tua procura."
"-Já me encontras-te! Anda aqui para o pé de mim. Quero estar a teu lado quando avistarmos Angola."
"-Acho que ainda faltam algumas horas."
"-Não faz mal. Quero ficar aqui contigo um pouco."
Será que o tal homem também "visitou" Ana Maria?? Não lhe podia perguntar nada, não a queria preocupar. Tinha que aguardar que ela me dissesse alguma coisa. Ficámos a conversar coisas banais da nossa infância, juventude. Conhecermo-nos mais um pouco.
À medida que chegávamos mais perto de Luanda, o tempo foi ficando escuro. As nuvens sobrecarregaram o céu fazendo adivinhar uma tempestade tropical como já tinha ouvido dizer a alguns tripulantes do navio. A temperatura continuava alta. Esta mudança no tempo quase que era um prenúncio de como iria ser a nossa vida em Angola.
"-Ana Maria é melhor irmos para dentro."
"-Não! Vamos ficar aqui. Quero ver tudo, quero sentir a chegada nem que seja à chuva."
"-Vamos para dentro!"
"-Por favor José fica aqui comigo!"
Senti a mão de Ana Maria segurar a minha, puxando-me para junto dela. Os nossos olhos encontraram-se. Encontraram-se de uma maneira especial. Ela chegou-se mais perto, o seu corpo tocou o meu, senti a sua respiração perto de mim.
"-Fica!"
Encostou a sua cabeça no meu peito e ficámos assim os dois a presenciar a chegada a terra. À medida que nos fomos aproximando a chuva teimou em cair cada vez mais forte, mas nenhum de nós se moveu. Abracei-a mais um pouco para sentir o seu corpo bem perto do meu.
"-Não te preocupes, irei proteger-te enquanto aqui estivermos."
"-Eu sei Ana Maria. Mas só como amigos."
Ela desviou-se um pouco, olhou para mim e disse: "-Amigos!".

Quando o navio atracou, cada um voltou ao seu quarto para ir buscar as malas.
Combinámos encontrar-nos no início das escadas antes da descida. Mas quando ia a sair do quarto, vi o mesmo homem do dia anterior. Dirigia-se para mim. Entregou-me um envelope. "-Dirige-te a esta morada e entrega este envelope, estará lá alguém à tua espera. Não te esqueças!" e seguiu.
Será que aquela gente nunca mais me iria deixar sossegado?
Quando cheguei perto de Ana Maria ela notou que algo que não estava bem. Disse-lhe que estava nervoso com toda esta novidade e descemos as escadas.
Tinha chegado a África, Angola. Tinha chegado não para uma, mas para duas guerras.

(Continua)

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012


Para finalizar 2011 que também trouxe coisas boas. A vossa presença todos os dias, a vossa escrita, a vossa atenção, o vosso carinho, desejo-vos a todos os que me seguem e aos que me visitam um 2012 cheio de "ALEGRIA".
"ALEGRIA" porque cada vez mais temos que viver a nossa vida como se fosse um momento de circo; a luta dos leões, a magia dos momentos de ilusionismo, o equilibrismo das focas, a inocência do olhar das crianças, a "ALEGRIA" e o sorriso que os palhaços nos proporcionam.
Desejo à minha família: marido e filhos esse momento mágico durante todo o ano.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Férias!!

Estou de férias e não me apetece escrever nada.
A vida nem sempre corre como gostaríamos.
De momento não tenho vontade de ler, escrever nem falar com ninguém.
De volta ao trabalho no dia 2 de Janeiro. Pode ser que até lá a neura tenha passado.
Fui...

sábado, 24 de dezembro de 2011

Queen - Thank God it's Christmas


E para desejar um FELIZ NATAL, para todos vós, a banda preferida da minha mãe!
É hoje! É hoje!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Chegou o Inverno!

Pois é, Outono que é bom só para o ano.
Estão a chegar os dias frios, gelados.
As árvores continuam a despir-se, algumas só se tirassem a casca, pois mais despidas do que estão é impossível. Pronto, isto não podia ser um post certinho? Nahhh!
Hoje chegou o Inverno, dizem os meteorologistas e os entendidos nos assuntos do tempo.
Por aqui, as manhãs têm chegado com nevoeiro, frias. E a de hoje não fugiu à regra. Mas e o resto? Um autêntico dia de Primavera, dizem alguns. Hoje até vi miúdas giras, novinhas de manga curta. Para mim devem ter fumado ou bebido alguns "tóxicos" da moda.
Continuo a achar que está um frio de rachar. Vim de gola alta, casaco quente, e até tenho o aquecedor e todos os AC ligados.
Sim eu sei, sou friorenta. É de família. Já o meu avôzinho assim era. E segundo a minha avó, ainda mal andava e sabia falar, andava de volta das pernas dela a dizer que estava frio, eheh.
Quente, quente só quando bebo um copito do tinto, eheh.
Para ser perfeito, só falta a neve!

Frank Sinatra Let it snow

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Encontro!

Por momentos, mas só por momentos, o sol brilhou um pouco.
Encontrava-me de novo no quarto onde tinha ficado.
A minha mão tocou no pescoço. No pescoço onde poderia estar uma ferida. Nada!
Corri até ao espelho. Olhei e nada! Como nada? Eu senti! Eu senti o abraço, a língua a percorrer o pescoço, o beijo. Terei sonhado?
O que é aquilo?! Uma marca vermelha, quase que pareciam uns lábios desenhados, no início do peito. Onde teria feito isto? Quem me teria feito isto?
Tantas perguntas e nenhuma resposta.
Aconcheguei a roupa ao peito, tentando tapar um pouco a marca vermelha.
Dirigi-me à porta. Abri-a e segui pelo corredor até a umas escadas. Pelo corredor escuro, fui encontrando alguns retratos pintados. Caras que pareciam que me olhavam. Como se fosse possível uma pintura olhar-nos.
Senti um arrepio à medida que ia seguindo. Mas não tinha medo. Sentia-me bem, sentia-se em casa.

U2- I Believe In Father Xmas( NoSnow)


Estes não podiam faltar.
Nem nesta quadra.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Band Aid - Do They Know its Christmas 1984


Até ao dia de Natal há música, por aqui!!

Feliz Natal!


Aproveitei o postal de Natal que o D. fez na escola para desejar a todos os meus seguidores, leitores, os que vêm anónimos e os que nada dizem, um Feliz Natal.
Acho que aquele ser verde de cabelo castanho sou eu, Linda!!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Dior Commercial 2011 J'Adore Dior Parfume...


Foi aqui que descobri a música em baixo.

The Gossip - Heavy Cross



Adoro!!

Onde anda a lua?

"-Mãe o céu tem muitas estrelas! Não pode, senão a lua não cabe lá!"
"-Cabe sim, D."
"-Então onde está?"
E agora? Lá andei feita tonta a olhar para todo o lado, e lua, nem vê-la.
Até a lua já me prega partidas.

My Chemical Romance All I Want For Christmas Is You



Uma versão pouco natalícia, mas que me agrada muito.

domingo, 18 de dezembro de 2011

"Xiquinho"

Como alguns sabem tenho (tinha) o Romeu e a Julieta, dois mandarins um pouco diferentes da sua raça. Tão diferentes que até se "suicidaram" no ninho. Uns Kamikazes alentejanos, como os originais japoneses. Acho que eles sabiam da minha "paixão" pelo Japão e resolveram brindar-me com este acto.
O mais difícil foi explicar ao rebento júnior o que tinha acontecido.
"- Voaram!"
"- Com o ninho?", esqueci-me desse pormenor. Mas depressa se resolveu o assunto.
Agora para não ficarmos com uma gaiola vazia em casa, chegou à dois dias, "Xiquinho" o canário com dotes de soprano, eheh.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um Delírio XXIV

Rapidamente me vi envolvido por um abraço forte. Como soube tão bem "aquele" abraço. Porém as fortes dores corporais, fizeram-me retorcer um pouco.
"-José, que bom ver-te, homem!"
"-Ana Maria, estás bem!"
"-Claro que estou bem. Eles quebram, mas não partem."
O meu pensamento levou-me aos últimos dias da minha vida. Dias que preferia esquecer, mas que de momento fizeram-me ficar triste. As lágrimas correram umas atrás das outras, e o abraço a Ana Maria ficou forte, apertado.
"-José estás a magoar-me!""- Desculpa Ana Maria." - afastei-me um pouco, mas não o suficiente, para deixar de sentir o cheiro bom que emanava pelo ar, que vinha dela. Depois de contar o que se tinha passado comigo, queria saber o que lhe tinha acontecido."- Já sou habitual nessas andanças. Os meus pais sempre foram pessoas contra o regime que se vive em Portugal. Muitas vezes fomos todos presos, mas nunca conseguiram que denunciássemos nenhum dos nossos camaradas. O maior desgosto da minha mãe é não saber onde está o meu pai. Um dia levaram-no para Caxias e nunca mais o vimos. Ainda tentámos o Aljube, Tarrafal, mas ninguém nos diz nada. Naquele dia que nos apanharam no jardim pensaram que eras o Júlio que está em França e que de vez em quando vem a Portugal. Quando lhes disse que tinhas vindo da aldeia, nunca tinhas vindo a Lisboa e que te estava a mostrar a cidade, acreditaram em mim, mas disseram-me logo que tinha dois dias para me apresentar no Quanza e seguir para Angola, não..."
"-Angola? Ana Maria vamos para Angola? Para a guerra? Se sabiam quem eu era, porque não me deixaram seguir a minha vida? Angola porquê?". As lágrimas voltaram a correr ininterruptamente. Que seria da minha vida?
"-Eu vou estar contigo. Vou fazer parte da equipa de enfermagem. Tento colocar-te no hospital para não ires para a frente de batalha. Não te preocupes José, irei tomar conta de ti."
Ao ouvir aquelas palavras, e sem saber explicar, senti que estava em segurança perto de Ana Maria.
Só então reparei que havia mais gente no pequeno quarto onde estávamos.
Os dias foram passando calmamente na companhia de Ana Maria e dos seus amigos, que também já eram meus amigos. As outras pessoas já não olhavam para mim de soslaio, afinal tudo ali estava para ir para a guerra, a guerra em África.
Sabia que tinha começado à quatro, cinco anos, já tinham passado na aldeia a recrutar homens para a missão, mas não sei como, tinha sempre ficado para trás. E agora estava ali.
"-Amanhã chegamos a Angola. Quando desembarcarmos fica perto de mim."
"-Claro que sim. Assim como tomarás conta de mim, também tomarei conta de ti para te levar sã e salva para Lisboa de volta a casa."
"-Não preciso que tomem conta de mim!"
"-Amigos Ana Maria, só amigos!"
Aqueles últimos dias na companhia de Ana Maria, fizeram-me esquecer um pouco o terror que me tinha acontecido. Nunca mais queria estar numa situação daquelas, embora aquela para onde ia, não fosse a mais agradável, mas no momento seria o paraíso comparado com o que passei. Despedimo-nos com um abraço, como sempre fazíamos, e segui para o compartimento que tinha sido o meu quarto nos últimos 14 dias. Por momentos senti que estava a ser seguido, mas devia ser imaginação, pois havia tanta gente no barco, que era normal seguirmos uns atrás dos outros para onde quer que fossemos. Mas aqueles passos pareciam estranhos, não um passo normal, mas continuei. Quando cheguei à porta do meu quarto voltei-me e ali estava um rapaz novo, parecia mais novo que eu, olhava-me com um ar estranho.
"-Boa noite!" - disse.
"-Boa noite!" - avançou na minha direcção. Senti o meu corpo estremecer, relembrei o meu pesadelo, o meu coração disparou, uma angústia assolou o meu corpo.
Passou lado a lado comigo e seguiu pelo corredor. Fiquei a olhar para ele. Senti um alívio enorme. Não era nada. Só coincidência de passagem.
Quando olhei em frente, vi um rosto bem perto do meu.
"-Não te esqueças, estamos de olho em ti, sempre!"
Agarrei com toda a força a maçaneta da porta para não cair, pois as forças caíam em pique, em direcção ao chão. As pernas tremiam, todo o meu corpo tremia. O pesadelo não tinha acabado.

Um "desejo" de Natal



Oh meu querido Pai Natal

Nesta data nada radical

Queria como presentinho

O livro novo do Chakall



Não pensem que é demais

Não o quero para aprender a cozinhar

Com o Chakall na minha cozinha

Até a louça tem outro brilhar


Cozinheiro como este

Acredito que nunca houve

Turbante amarelo na cabeça

O que eu gostaria de ser couve...

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Encontro II

"-Nada temas, estou aqui!"

"-Quem está a falar?"

A voz soava bem perto do meu ouvido e eu nada conseguia ver. Olhei em redor do quarto e ninguém. Mas eu ouvi alguém falar.

Paz. Uma paz intensa deixa o meu ser calmo, sossegado. Fecho os olhos.

Encontro-me num jardim. Sinto o cheiro das flores, a brisa na minha face, o sol aquece o meu corpo. Cheiro a relva molhada. Abro os olhos e vejo a copa das árvores que me fazem sombra, uma brisa leve fá-las dançar. Sorrio ao imaginar o sítio onde me encontro.

Sinto alguém a meu lado. O sol não me deixa ver quem é. Mas não tenho medo. Sorrio.

"-Esperei tanto tempo por ti."

"-Quem és?"

"-Não digas nada!"

Sinto os meus lábios serem silenciados levemente com um toque tão suave, que todas as dúvidas, todos os medos que tivesse naquele momento deixaram de existir.

A mão acariciou a minha face, o corpo chegou mais perto do meu, quase que sentia o bater do seu coração no meu peito. Não queria lutar, não queria abrir os olhos, não queria que terminasse o que ainda não tinha começado.

O meu coração disparou em flecha.

Delicadamente, senti os meus lábios serem beijados. Um beijo intenso, fogoso. Os lábios foram descendo calmamente, chegando ao meu pescoço.

Senti o meu corpo ser envolvido por um abraço angelical, pareceu mesmo que estava a ser abraçada por penas. Senti os lábios abrirem-se um pouco mais no meu pescoço. A língua desenhou pequenos traços pelo meu pescoço, até que algo mais duro se vincou mais profundamente...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Um Delírio XXIII

(continuação)
Tentei imaginar os meus pais no cais. Intimamente até acho que os vejo mesmo. Ali, ao fundo, encostados aquele poste. Sorrio. Uma lágrima corre pela minha face. O braço, dorido, levanta-se e acena. Quero acreditar que os estou mesmo a ver. Aceno fortemente para o cais, como fazem dezenas de pessoas a meu lado. Não sou o único que chora. Mas possivelmente serei o único a não ter ninguém fisicamente naquele dia, naquele espaço a corresponder à minha despedida.

Deixo-me ficar encostado aos ferros a ver a cidade de Lisboa ficar cada vez mais pequena.
"Para onde irei?"
Aos poucos, lembro as últimas horas, os últimos dias, e uma dor assola não só o meu corpo, como o meu ser.
Respiro fundo. Deixo a brisa do mar, entrar bem fundo nos meus pulmões. Saco às costas. Tenho que procurar alguém que me diga para onde vou.
Caminho sem saber para onde. Entro por uma porta que me leva a um corredor estreito, onde vejo algumas portas abertas. Camas e mais camas. A meio do corredor, encontro outras escadas, que desço. Poucas são as pessoas que para mim olham. Nem sei muito bem como estou. Possivelmente as feridas, as nódoas negras que terei na cara, afastam-nas e percebo porquê. Não condeno ninguém por me querer afastar. Mas precisava mesmo saber para onde ia.
"...mesmo longe da pátria, temos que nos unir, ajudar os irmãos que ficaram..." - eu conheço esta voz! Uma voz conhecida. Sigo mais rápido até chegar à porta de onde saía o som da voz.
"-Ana Maria!"
(continua)

sábado, 10 de dezembro de 2011

Encontro !

Já não ouço a chuva cair.
Aos poucos entreabro os olhos. Reconheço o quarto onde me encontro.
Estou deitada numa cama. Um véu, cobre toda a cama. Os meus olhos percorrem o pouco que me deixa alcançar. À minha esquerda, um grande espelho numa moldura majestosa. Por baixo uma cómoda que serve de mesa a uma jarra com uma flor. Mais à frente uma porta fechada. Em frente à cama, uma janela entreaberta que deixa entrar uma aragem gélida. O céu, pela penumbra do quarto, deve continuar cinzento. À direita, uma porta aberta. Será por ali a minha saída.
Tento levantar-me mas em vão. Não consigo mexer nenhum membro do meu corpo. Apercebo-me então que só tinha mexido os meus olhos. O meu olhar! Que se está a passar?! Onde estou?
Uma lágrima corre pela minha face.
Lembro-me que ouvi alguém dizer que estava à minha espera.
Como poderiam estar à minha espera, se nunca aqui tinha estado?
"-Está aí alguém? Por favor, respondam!"
Silêncio! A minha resposta foi um silêncio frio.
Olho novamente em volta. Não consigo ver ninguém.
Sinto a aragem gelada no meu rosto. O meu corpo encontra-se quente. Pelo menos devo estar tapada, senão teria enregelado.
Recordo o último momento antes de desfalecer. Estava alguém comigo, de certeza!
"-Está aí alguém?" - chamo novamente.
Continua o silêncio.
Quero chorar, gritar. O medo começa a tomar conta do meu corpo, do meu pensamento. Tenho realmente muito medo de estar aqui. Que me teria acontecido?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vestido para a noite de Natal



Qualquer um destes serve.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Lembrança

Um sorriso. Um simples sorriso é tudo o que me lembro do teu ser.
A tua presença irrompeu pela minha vida, sugando-me todo o ar ainda existente.
Extrais-te de mim todo o poder, toda a essência.
Um arco-íris nos dias cinza.
Por vezes ainda sinto a tua presença. Uma presença inexistente.
Sinto o meu corpo ser envolvido pelo teu abraço, o teu calor, o teu cheiro.
O anjo presente nas noites escuras, nos momentos sós e tristes.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nascimento

Hoje venho só aqui dizer que assisti ao vivo e a cores, eheheh ao nascimento da minha sobrinha e foi uma experiência fantástica.

É que desta vez não era eu que estava ali a penar e deu para apreciar tudo com outros olhos, outros sentimentos, outra magia.

Mãe e filha estão bem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Passeio no 1º de Dezembro

O dia acordou com um sol radioso. Um convite da natureza ao passeio. Aproveitar ao máximo o feríado, pois será a última vez que iremos gozar este dia, como feríado.

Um passeio pelo meio da serra de São Mamede, mesmo no seu interior.

A procura de materiais para fazer um presépio para o D. levar para o infantário.

Presépio feito com materiais recicláveis. E porque não aproveitar o material que a natureza nos dá??

Olhar à esquerda, olhar à direita e só árvores. Não ouvir nada mais a não ser o vento na copa das árvores, os nossos pés a pisar as folhagem seca no chão.


Um dos trilhos por onde andámos, chamados os "corta-fogos".

Acho que alí ao fundo, bem ao fundo andava por lá o lobo mau. Isto dito pelo pequeno D. na sua primeira incursão pelo bosque, pela floresta dos lobos maus.

À esquerda, era para seguirmos até ao alto da Serra com os seus 1.025m de altura.

Resolvemos voltar para trás e descer o outro lado da serra que nos levará até Porto de Espada e até São Julião.


Pelo caminho ainda encontrámos um dos braços da barragem da Apartadura.


Um castanheiro perdido por entre a paisagem.
E até a visita inesperada do amigo Burro.

A este eu não achei muita piada, pois ele encontrava-se bem longe da vedação. Quando parámos o carro para tirar fotos, começou a subir a pequena ladeira na nossa direcção e a zurrar. Eu não achei muita graça.


Um belíssimo souto, perto do Porto de Espada, Marvão.


Mais uma escolha. Desta vez, direita e São Julião, bem no interior da serra.


Para todos os lados que nos voltássemos, só víamos serra e nós, bem no fundo, bem no interior desta lindíssima serra.

A hora do lanche chegou e fizemos o caminho de volta.

Mais alegres, pela bela paisagem.

Em paz, pelo sossego do sítio.

As fotos foram tiradas por mim.

O presépio do D., quando estiver pronto, também por aqui irá aparecer.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um dia...

As mãos repousam por breves instantes em cima do teclado.

A imaginação voa para bem longe.

Fico a olhar o vazio no écran, tentando encontrar quem o meu corpo busca, quem meu coração deseja.

Onde estás? Quem és?

Continuo uma busca incessante, que me deixa triste.

Ao fundo uma luz brilhante.

Caminho na sua direcção. Um dia, eu sei, um dia...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vida do Campo


Este fim de semana, e pela 1ª vez, também participei numa tarefa destas.

E adorei!!!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dia de Festa

Como diz o meu filho: "BENFIQUIIIIIIIIISTAS!!!"

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Recapitulemos

Ainda o caso das incrições no CEDACE.

1º - só se faz a incrição uma vez na vida;

2º - ter mais de 18 e menos de 45 inclusive;

3º - pesar mais de 5o kg;

Em relação ao Gustavo, para o caso ter vindo para a comunicação social, já se esgotaram todas as possibilidades; família directa e TODOS os que já estavam inscritos.

A incrição fica registada a nível mundial.

A inscrição não é para o Gustavo, é para o CEDACE.

Se, por acaso, houver contacto do CEDACE para virem fazer uma activação (novamente recolha de sangue para análises mais em pormenor) NÃO quer dizer que seja já para doar medula ao Gustavo, infelizmente há milhares de pessoas a nível mundial à espera de algum dador compatível e se o processo avançar, não recusem. Há alguém à espera de viver com o vosso gesto.


Já disse isto centenas de vezes nestes últimos dias.

Acho que vou fazer um flyer (panfleto em português) e colocar ao pescoço. eheh

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Serás nuvem?

João Carvalho - Serra de São Mamede (Portalegre)


Como queria que me tocassem.

Poder sentir um toque, por mais suave que fosse.

Por mim passam umas vezes mais rápido, outras mais devagar.

As nuvens são como as presenças que passam na nossa vida. Umas marcam-nos até à alma, outras simplesmente passam.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Indignação

Como se costuma dizer: "A minha alma está parva!" e é que está mesmo.

Como toda a gente sabe, trabalho no banco de sangue.

Neste dias, e ainda bem, tem aparecido muita gente para se inscrever no CEDACE (Centro de Histocompatibilidade - no nosso caso do Sul). Muitos deles devido ao apelo de Carlos Martins, para o seu filho Gustavo.

Este caso é importante, mas também é importante para todos os doentes que estão à espera de um transplante. Mais inscritos, maior possibilidade de haver uma compatibilidade.

Agora a minha indignação prende-se com o facto de as pessoas se irem inscrever SÓ para o filho do Carlos Martins e até o caso de uma senhora dizer que se fosse compatível já tinha a vida garantida, por amor de DEUS esta gente existe?????

Como funcionária pública e estando a exercer a minha profissão não pude responder à letra. Deixou-me comichão na língua...

sábado, 19 de novembro de 2011

...

Era só o que faltava!
Estar a ver um filme sobre leões do Disney Channel!!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Auditoria Externa - Balanço quase Final

Cá estou!! Sobrevivi, mal, mas sobrevivi!!
A auditoria não correu tão mal, mas se há dias em que quase tudo acontece, a 4ªfeira foi um desses.
Já estava a auditora a acompanhar o serviço, fazendo as perguntas que lá entendia, quando chega uma rapariga para dar sangue. Pergunto se já é dadora, e como respondeu que sim, pedi-lhe o cartão de dadora. Levantei-me para procurar a ficha nos respectivos arquivos.
Pela morada, vou direito à localidade. Nada!
Ficheiro do serviço de 2011.Nada! 2010. Nada! 2009.Nada!! Ficheiro geral. Nada!!
Comecei a entrar em stress. As mãos deixaram de conseguir passar as fichas, já nem as conseguia ler, a minha surdez de percepção deixou-me bloqueada, o coração disparou. Voltei à secretária, inseri o nome na ficha electrónica, e Voilá!!! faltava o nome de casada no cartão de dador. Encontrei logo a ficha e fiquei com vontade de estrangular a menina.Este foi o incidente complicado.
Ontem em Elvas, não me indicaram que tinham feito formações. A auditora pergunta e eu disse logo "Aqui não há formações". A sr.ª abre um dossier e Pimba!!! duas formações que apareceram não sei de onde. A vontade que tive foi mandar encostar tudo a parede e disparar às cegas.
Aguardamos o relatório final para tratar as constatações.
Balanço Final da minha pessoa: Ir pelo menos uma vez por mês a Elvas para ter a pasta da Formação actualizada.
Ah e enquanto esperava pela reunião de fecho, ainda apanhei frio só de um lado do corpo e não consegui dormir não com dor de cotovelo, mas dor no ombro. Xiça!! Malditos elvenses!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um Delírio XXII

Júlio Pomar

(continuação)

Os poucos segundos que decorreram até o terceiro elemento chegar perto de mim, pareceram anos. Ouvia os passos cada vez mais perto, o arrojar das correntes pelo chão. "Que me iria acontecer? Eu não era quem eles pensavam."
O medo deixou-me imóvel, queria falar mas nenhum som saía da minha boca. O pânico sobre o que me estava prestes a acontecer deixou-me sem reacção.
Bruscamente senti uma mão agarrar fortemente o meu cabelo, levando a que a minha cabeça tombasse para trás. Neste momento os meus olhos entreabriram-se. Pouco conseguia distinguir a cara que se encontrava a milímetros de mim.
"-Então o passeio por Paris foi curto. As saudades da Ana Maria foram mais fortes?"
"-Eu, eu..."- imediatamente senti o meu corpo, empurrado pela mão que me segurava o cabelo, estatelar-se no chão. Um corpo sentou-se em cima de mim, torcendo-se as minhas mãos que continuavam presas atrás da cadeira. Uma dor irrompeu pelos meus braços que aos pouco fui deixando de sentir.
"-Eu não fiz nada! Não sei quem procuram. Cheguei ontem de uma aldeia. Eu não fiz nada!" - as lágrimas corriam incessantemente.
"-Vamos ter que te avivar a memória, meu caro. Vocês, ajudem aqui!"
Levantaram-me do chão, as algemas com pedaços de carne e sangue agarrados foram tiradas dos meus pulsos, que não sentia. Começaram a despir-me. Tentei lutar, debater-me mas em vão. Começaram os três a pontapear todo o meu corpo, senti algo mais duro bater-me ferozmente. Parei de resistir. Não valia a pena. Já nada valia a pena. Estava à mercê de três homens que nunca vira, não sabia o que queriam. Possivelmente nem sairia dali vivo. Devo ter desmaiado.
O meu pensamento encontrava-se no riacho perto da minha casa. Era Primavera, a água límpida deixava ver as pedras lisas e os peixes que por ali nadavam. Senti um movimento e olhei em volta. Um rosto sorria para mim. Teria chegado ao céu??
Um balde de água gelada fez-me despertar do meu sonho.
Não sentia o meu corpo.
Encontrava-me suspenso no meio de uma sala, um pouco diferente da anterior. Os pés encontravam-se presos por correias que me seguravam a um gancho preso no tecto. Os braços amarrados atrás das costas pendiam para baixo, fazendo doer os ombros. A cabeça praticamente não a sentia, os meus olhos estavam inchados, sentia-os inchados. Havia sangue no chão, meu. O meu corpo pingava, escorria. Para além deste vermelho vivo, havia um vermelho/acastanhado, seco, possivelmente de outros que passaram por ali antes de mim.
"-Vamos lá ver se agora te lembras."
"-Já disse, cheguei ontem da aldeia. Não sou quem vocês procuram."
"-Como sabes que procuramos alguém?"
Após esta frase, fui espancado violentamente toda a noite. Revezavam-se uns aos outros. Desmaiei algumas vezes, mas quando sentiam que voltava a mim, logo continuavam os espancamentos. Assim durou mais dois dias.
Não havia pedaço nenhum do meu corpo que não tivesse um golpe, uma nódoa negra, um rasgo de sangue. As dores eram insuportáveis.
Um cubículo em pedra bafienta era onde se encontrava o meu corpo, despido, despedaçado.
Os momentos em que desmaiava eram os mais felizes. Um rosto a sorrir, era tudo o que me lembrava.
Ouvi uns passos vir na minha direcção. "Ia começar tudo de novo", pensei.
Pegaram em mim, levaram-me para uma sala onde se encontravam dois homens. Nada disseram. Começaram a vestir-me e obrigaram-me a sentar na única cadeira que se encontrava na sala.
Colocara-me uma venda nos olhos. Levantaram-me da cadeira e aos tropeções e alguns pontapés fui seguindo por um corredor, empurraram-me por umas escadas abaixo, levantaram-me e senti que estava a entrar para um carro. "-Para onde me levariam?"
As portas fecharam-se. O carro arrancou. O sol! Era de dia! O sol queimava-me a pele. Ouvia as vozes na rua, o chilrear dos pássaros, os cheiros, o cheiro do mar. Onde estaria?
O carro parou. Tirara-me a venda. Os olhos ardiam com tanta claridade. Levei algum tempo a conseguir ver o que estava à minha frente. Sentia o cheiro do mar.
"-Vamos a andar, não temos o dia todo!"
Saí do carro. Encaminharam-me para um navio. "Um navio!"
"-Para onde vou? Eu tenho família. Têm que dizer aos meus pais para onde me levam!"
O cais encontrava-se cheio de gente, homens fardados que subiam por umas escadas onde se lia "Companhia Colonial de Navegação", para um enorme navio.
"-Para o teu bem, sobe essas escadas e não voltes tão cedo. Não eras quem pensávamos, e realmente nada sabias. Para não acabares como desaparecido, sobe as escadas e nunca mais voltes a Portugal."
"Nunca mais voltes a Portugal? Para onde ía? "
Peguei no saco que estava a meu lado, e encaminhei-me para as escadas. Não olhei para trás. A enorme armação de ferro que se encontrava à minha frente iria levar-me para longe, para longe dos meus pais, da minha aldeia, do meu país. O "Quanza" seria a minha liberdade? Para onde?
Subi as escadas calmamente. Alguns homens olhavam para mim e falavam baixo depois de passar. Nada me importava, só queria sair dali.
Quando levantou âncora, viam-se famílias inteiras a chorar, os que ficavam, os que partiam, tal como eu. Olhei para as pessoas que ficavam no cais e pensei nos meus pais. Como gostaria que ali estivessem.

(continua)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Muse - Hysteria


Amanhã devo estar perto...

Auditoria Externa

Amanhã, Auditoria Externa ao serviço.
Não bastou trabalhar no fim de semana, estar 12 dias sem folgar e amanhã ainda tenho que levar com auditores que só fazem perguntas descabidas.
Cá estarei à espera deles, como sempre, de cara alegre e bem disposta.
Quinta-feira, dia de viagem até Elvas para acompanhar a Auditoria lá.
Irá correr bem, senão correr, paciência.
Uma pergunta, não há cortes nas despesas? Então o que vêm duas maltezas de Lisboa cá fazer??? Não se podia fazer a Auditoria por teleconferência???
É melhor acabar por aqui, que isto já não está a funcionar a 100%. Qual 100%? Nem 30%!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um Delírio XXI

(continuação)
O bafio inundava o espaço onde sentia que me encontrava.
Estava sentado, braços presos atrás das costas. Braços unidos por umas algemas que ao serem movimentadas, os dentes em serrilha vincavam cada vez mais fundo na pele.
Havia movimento na sala, mas tão pouco me queria ou conseguia mexer.
"-Estava a falar com ela. Só pode ser ele."
"-Já olhaste bem para ele? Não pode ser. Estar refugiado em Paris e aparecer assim à luz do dia em Lisboa?"
Mas de quem falariam. Embora dorido, fiquei mais sossegado. Não era eu! Não era a mim que procuravam.
"-Falei há pouco com o Pedroso. A Ana Maria continua a não querer falar."
"Ana Maria. Não queria falar? Que lhe estariam a fazer?" - pensei.
"-E que fazemos com este? Ele tem que falar! Ou um ou outro nos dirão o que queremos"
Sentia o sangue a escorrer pela cara. Os pulsos já pouco os sentia, o corpo estava dorido, e a cabeça, a minha cabeça praticamente não a sentia. "Que queriam estas pessoas? Eu não fiz nada!"
"-Eu não fiz nada!" - senti a minha voz sair mais alto do que devia.
"-Olha, olha quem acordou."
"-Onde estou?"
"-No Hotel não é, de certeza!"
A porta abriu repentinamente. Os dois homens que se encontravam na sala, voltaram-se. Um terceiro elemento entrou e ouvi que arrojava algo. Correntes? seria o som de correntes?
"- Meus senhores, isto já está a demorar muito tempo."
Senti que algo errado se iria passar e fechei os meus olhos.
(continua)

domingo, 13 de novembro de 2011

...

Não emigrei.
Fim de semana a trabalhar.
Vê-se pelas horas a que este post está a ser publicado, eheheh

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Distante

Quero morrer para te poder ver.
Quero sair do meu corpo, vaguear por entre casas, pessoas, cheiros, olhares, andar à deriva com a finalidade de te encontrar.
A tua ausência mata cada pedaço do meu ser, do meu corpo.
O teu desprezo golpeia a minha alma.
Dói quando te sinto distante.
Dói...

Névoa Mágica I



Serra da Penha - Portalegre

Amigo Pedro, não foi a névoa mágica de ontem, mas hoje perto das 8:30h estava assim...

(reeditado)

São Martinho


A madrugada chegou
Com as nuvens a ameaçar o ar
Regressava a casa São Martinho
Quando a chuva resolveu assentar

Forte guerreiro era São Martinho
Várias batalhas teve de travar
Mas o seu coração era bondoso
E a todos gostava de ajudar

A chuva caía em tormenta
O seu passo era certeiro
Seu cavalo corria a galope
Por entre serras, campos e outeiros

Pelo caminho encontrou um mendigo
E a sua frondosa espada desembainhou
Cortou ao meio a sua capa
E à pobre criatura a entregou

Seguiu o seu caminho mais airoso
E o milagre aconteceu
Parou a chuva e o frio
E o sol apareceu

E para que ninguém esquecesse este dia
Este dia milagroso
Por uns dias cessa o frio e a chuva
E aparece um sol radioso

Em Portalegre, cidade altaneira
É costume festejar-se o São Martinho
Passa-se pelas adegas
Come-se castanhas e prova-se o vinho

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Névoa Mágica

Hoje a serra presenteou-nos com o seu mágico manto de nevoeiro que cobria praticamente toda a cidade.
Um início de dia fantástico.
A chuva aos poucos foi ocupando o lugar do nevoeiro que se foi dissipando.
Mas lá no alto, bem no alto da serra, ele por lá andará, vagueando por entre a vegetação, abraçando os pinheiros, a nascente de água cristalina que mesmo nos períodos de maior seca, deixa sempre a correr um fresco fio, para matar a sede aos animais que a procuram.
E, quando por momentos a chuva abranda um pouco, lá vem ele, descendo, a correr, para de novo abraçar a cidade, as casas, as árvores, as pessoas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

1+1= ???

Há alturas na nossa vida em que aquela expressão: " Pareço um burro a olhar para um palácio" cai que nem ginjas.
Como sabem, eu e os números temos um pequeno/grande problema. Não nos entendemos muito bem, inimizade de vários anos, mesmo.
Com a filha a estudar (6ºano) lá vou relembrando algumas coisas, mas há outras que nem sei muito bem o que ela está a fazer.
Ela lá estava toda entusiasmada a estudar (tem teste amanhã), falava sozinha, fazia contas, desenhava figuras geométricas e só me dizia:" Mãe na solução está este valor "x"? E lá ia eu confirmar. "Certo!" - respondia. E nada mais do que isto.
Eu não percebi nada do que ela estava a estudar ou a fazer. Mas como no último teste trouxe Muito Bom, tudo o que fez acertou, e ainda deixou duas por fazer, não estou muito preocupada.
Graças a Deus não saí à mãe para a Matemática, eheheheh

Penfriend

Os penfriend´s dos anos 80.
Numa altura em que os computadores não abundavam nas casas em Portugal, nem se ouvia falar em hi5, netjovens, facebook´s ou outros semelhantes, os penfriend eram moda, no 5º e 6º ano da altura.
A aprendizagem de uma língua nova, levava muita adolescente a inscrever-se.
Não me recordo muito bem, como se processou a inscrição, mas no preenchimento da mesma para além dos nossos dados pessoais que ficavam registados a nível mundial (diziam eles), podíamos escolher alguém com quem escrever. Escolhia-se o sexo, a idade e o país.
Escolhi um italiano, sexo masculino, da mesma idade que eu, na altura.
As semanas seguintes, foram vividas com alguma preocupação, angústia. Era uma correria pegada de volta da caixa do correio, que de tanta vez ser aberta e fechada, ainda lhe ia estragando a fechadura.
Chegava à escola e via algumas colegas já com o endereço dos penfriend´s que tinham escolhido a delinear as primeiras cartas e eu nada, nem o que escolhi chegava.
Certo dia, nem me lembro se chovia ou não, se estava sol, se nevava, quando cheguei a casa, tinha em cima da mesa um envelope colorido. O meu penfriend, tinha chegado!!!!
Assim que abri o envelope, lá tinha um nome, morada e era só começar a escrever.
As vezes que eu peguei naquele papel (ainda o tenho guardado, eheheh).
Escolhi na altura um papel de carta todo joli (bonito) e escrevi a primeira carta.
E até hoje o parvalhão do italiano não chegou a dizer nada. Nem um "não quero nada contigo!"
Michelle Migliorini não sabes o que perdes-te, eheheheheh
E eu que gostava e ainda gosto de escrever cartas, e nem um penfriend tive.
E o que mais me custou foi ver as outras colegas com as cartas dos seus penfriend´s e eu penfriendava com os amigos imaginários.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mutação Animada

W.i.t.c.h.
Sou de facto, a mutação animada mais fixe da história da bonecada.
No início dos 2000, fui Irma (cabelo castanho), a guardiã que controla a água, muito boa a lançar feitiços e com um excelente sentido de humor. Fazer desporto é que não é com ela, gosta mais de ficar deitada a ouvir música (de onde é que eu conheço isto???)
Ah é verdade fui escolhida pelo Oráculo de Kandrakar para ser Guardiã do Véu.
Sempre fui muito empenhada no meu papel de guardião da água.
Ser uma óptima nadadora deve ter algo a ver com isto, devo ter sido escolhida enquanto praticava natação na piscina em Portalegre.

Winx
Alguns anos depois, passei a ser Flora (cabelo castanho claro, Isto é sina!!! Não podia ser a ruiva??), uma rapariga delicada, muito dedicada às plantas e à vida. Sempre muito educada, amiga leal (de onde é que eu conheço isto?!!), tenho o poder da natureza, o que me permite usar as plantas a meu favor. Nasci no planeta Linphea e sou uma princesa (só podia!!).
Aqui, para além de princesa, também sou uma fada que luta contra as terríveis Trix e o Lord Darkar, gente ruim, logo se vê.

Gormiti
Agora sou, nem eu sei bem. Descobri hoje a minha nova faceta. Tenho asas cor de rosa, cabelo loiro ou branco(não dá para ver muito bem), mas a escolha também não era vasta pois os outros são meninos. Ah, e voo. Não sei muito bem o meu nome, nem o que aqui faço. A única coisa que sei é que sou das boas, e tenho umas asas cor de rosa, está é a parte que mais me agrada.
E, em relação às mutações anteriores, não sou tão bonita, mas é o que se pode arranjar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um Delírio XX

Carlos Botelho - 1935
(Lisboa e o Tejo - Domingo)

(continuação)

Não devo ter dormido mais do que 2, 3 horas. O meu pensamento encontrava sempre o mesmo ser, a mesma pessoa. Aquela pessoa que queria esquecer que existia. Aquela que feriu a minha alma, deixou o meu ser a sangrar.
Encontrava-me em Lisboa. Lisboa, a capital que nunca tinha conhecido a não ser pelo jornal da aldeia e a qual tanto me assustava pelo seu viver, pelo seu costume. E, aqui, estava eu! Sozinho, em Lisboa. A dormir numa cama que não sei a quem pertencia, numa casa, com gente que não conhecia.
Mas tudo isto era preferível ao desgosto.
Ouvi uns passos apressados na rua. Uma porta abriu e fechou-se repentinamente. Vozes a falar em sussurro. Parecia alguém a discutir, mas sem fazer barulho.
"-Já disse que vou, mano! Já me inscrevi!"
"-Irás dar um desgosto à nossa mãe." - esta voz eu conhecia. O amigo que me convidou a entrar nesta casa. Estaria a discutir com quem?
"-Ires assim, para o meio da guerra!?"
"-Não serei a única, mano. Será a minha contribuição a ajudar quem mais precisa."
"-Na guerra? Em África? E para onde irás?"
"-Para onde me enviarem."
Estava tão envolvido pela conversa que nem dei que ao encostar-me a porta ela se abriu e dei por mim, no meio da cozinha com o meu amigo, e uma bonita rapariga. A mais bela que tinha visto até então.
"-Peço desculpa por o termos acordado."
"-Quem és este? A mãe continua a dar guarita a todos os vadios que encontra na rua? Não vos disse para não trazerem ninguém para casa, hoje em dia não se pode confiar em ninguém."
"- Peço desculpa por vir incomodar a vossa conversa. Eu sou de confiança, menina."
"-Também os outros eram, e passado algumas horas lá íamos fazer nova visita ao Aljube."
"-Chega Ana Maria!"- soou a voz forte da dona casa. "- Vai-te deitar! Falamos mais logo! Vão-se todos deitar, ainda é cedo!"
Embora a vontade não fosse muita, todos atenderam à ordem dada.
Voltei a entrar no quarto sombrio, e agora os meus pensamentos estavam no Aljube.
"O que seria? Teria alguma coisa a ver com o que a sr.ª lhe tinha dito?" e com estes pensamentos voltou a adormecer.
Quando acordou já o dia ia alto. Ouvia o tilintar de pratos e copos na casa ao lado.
Ao abrir a porta, deu de caras com a Ana Maria. Pelo menos tinha ficado a saber o seu nome.
"-Bom dia!"
"-Ainda cá estás?" - perguntou com desprezo, zanga. O que muito me entristeceu.
"-Não se preocupe, mesmo hoje ao final da tarde me irei embora." - respondi com tristeza.
Observava a sua esbelta figura, enquanto punha a mesa. Os cabelos loiros,compridos, ondulados, pareciam cachos de uvas, o olhar esverdeado pareciam duas safiras que nos cortavam até a alma, o peito formoso delineava até uma cintura esguia, à qual se copulava uma anca torneada, que faria sonhar qualquer homem. Uma mulher lindíssima!
"-Para onde estás a olhar, parvalhão?"
"-Peço desculpa, mil perdões, não era minha intenção!"
"-De novo a discutir, Ana Maria?"
"-Mãe, ele estava a olhar para mim."
"-Minha senhora, foi sem intenção. Sem intenção de ofender, mas realmente nunca vi mulher tão bonita como a sua filha."
Fiquei tão envergonhado, tão atrapalhado que as duas riram-se na minha cara.
"-Não se preocupe, a minha Ana Maria já está habituada a esses olhares. Realmente é uma mulher muito linda. Muito parecida com o meu falecido."
"-Mãe, chorar agora, não!"
"-Não, senhora, não chore, não fiz por mal"
"-A minha Ana Maria é a recordação mais bonita que tenho do meu falecido marido. Por ela tenho mantido esta vida, para ela conseguir trabalhar no hospital. Sabe é enfermeira há uma ano. O meu orgulho, e o do irmão também!"
"-Mãe, de novo não!"
"-Não. Não vou chorar! E o José para onde vai?"
"-Não sei ainda. Cheguei ontem a Lisboa, não conheço nada."
"-Não seja esse o problema. A Ana Maria está de folga, hoje vai levá-lo a conhecer Lisboa."
"-Mãe!!"
"-É uma ordem!"

Quando dou por mim estava a acompanhar Ana Maria pelas ruas de Lisboa. Não vi nada. O meu olhar, a minha atenção estava toda centrada naquele corpo torneado.
Sentámo-nos um pouco à beira rio.
"-Então o que o trás por Lisboa?"
"-Desgostos, menina Ana. Mas prefiro não falar disso, se não se importa."
"-Claro que não. Não quero ouvir desgraças alheias. Para isso já me chegam as dos doentes no hospital."
"-É verdade, é enfermeira. Gosta?"
"-É claro que gosto. Tudo o que sempre sonhei. E estou perto de concretizar o meu grande sonho."
"-Sonho?"
"-Sim, ser enfermeira em África. Estar perto dos nossos combatentes, dos nossos heróis da guerra." - o seu olhar brilhava ao falar de África, da guerra, dos combatentes.
Levei a tarde toda a ouvi-la falar. Por vezes sorria, acenava com a cabeça ou encolhia os ombros. A palavra era da Ana Maria. Aos poucos dei por mim a querer conhecer um pouco mais do mundo da guerra, do que haveria em África. Contou-me que era madrinha de guerra de alguns combatentes, e que tinha sido essa correspondência com eles que a estava a puxar para o continente africano.
Ela sorria ao falar, e aquela imagem, aquele sorriso fez-me tão bem. A minha alma, o meu ser já não estava triste, dorido, ferido.
"-Mas o que é preciso fazer para ir contigo?" - perguntei a medo.
"-Ires comigo? Para África? "
"-Sim."
Ouvi a sua gargalhada que repentinamente se calou. O seu olhar agora, mostrava medo, raiva. Colocou-se de pé e a sua voz um pouco embargada apenas conseguiu dizer. "Foge!"
Quando dei por mim, já dois matulões me seguravam os braços, um terceiro deu-me um soco nas têmporas que me deixou um pouco atordoado. Vi outros dois segurarem a Ana Maria e quando tentava soltar-me, levei um segundo soco e senti o meu corpo desfalecer.

(continua)

Hugo Boss Just Different ( Man )



A compra do perfume, trará bonús???
Eu quero este! O bónus, não o perfume!

Bronquias, onde andas?

É de conhecimento geral (mais ou menos) os meus problemas respiratórios.

Desde novinha a bronquite não me dá descanso e anos mais tarde a asma e as alergias vieram fazer-lhe companhia.

Desde o coçar do nariz, os olhos a lacrimejar e o arfar mais afoito, tudo por aqui passa.

Mas, isto da idade deve ter alguma influência cósmica.

Ou isso ou a Fluarix, pois há dois anos que "papo" com a vacina e quase nem dou pelas maleitas crónicas.

Comigo é assim, ou bem que se tem, ou se é de mansinho, não vale a pena.

Isto tudo para dizer que este fim de semana, andei pelos fumeiros do Alentejo e então não é que chego a casa e bronquite nem vê-la ou senti-la.

Será que se assustou com o meu cheiro???

Ou estará a preparar um ataque daqueles que nem me lembro em que dia estamos???

domingo, 6 de novembro de 2011

U2 - One - Anton Corbjin Version



Uma prenda para mim!!!
Só podia!! Bono Vox, no seu melhor! ESPECTACULAR!!!!!

37



Hoje só quero repetir e repetir este número, pois será o que me irá acompanhar por mais 365 dias.

Bom domingo para todos vós!

sábado, 5 de novembro de 2011

Encontro

A manhã está cinzenta.
O vento percorre todos os cantos da casa, "uivando" fazendo valer a sua presença forte, possante. Lá fora, as árvores quase que tombam com a sua força.A chuva caí ininterruptamente há mais de 24horas.A janela rangia um pouco à passagem do vento. O meu rosto encontrava-se perto da aragem fria da janela. Olhava lá fora a intempérie.
Um movimento no quarto fez o rosto voltar-se. Ninguém!? Nada!? Eu ouvi!
O corpo gela, fico imóvel.
Sinto uma respiração ofegante na direcção do meu pescoço.
Olho em volta, nada vejo!!
Será que consigo ver? Já nem sei se sou eu que não vejo ou se nada existe naquele quarto, escuro, velho.
Tento andar e não consigo. Agora, o meu coração dispara, o olhar denota medo. Que se está a passar? Onde estou?
Fecho os olhos. As lágrimas começam a cair. O meu corpo continua imóvel.
Sinto agora a respiração ofegante atrás de mim, perto demais. Sinto o seu movimento em redor do meu pescoço.
"- O que quer?" - pergunto a medo.
Algo tapa a minha boca, e ouço bem baixinho no meu ouvido.
"- Esperei por ti tanto tempo!"
Senti o meu corpo desfalecer de encontro ao chão de madeira...

(continua)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

...

Aaaiiiiiiiii quero fugir
Nada consigo escrever
Nada consigo pensar
Novembro chegou com a sua chuva
e a inspiração onde foi parar???

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Autumn in New York



Um dos mais belos filmes que já vi!
Ter Richard Gere como protagonista ajudou muito.
Uma belíssima história de amor.
Autumn in New York é um filme de drama e romance de 2000, dirigido por Joan Chen.

Aqui vai um pouquinho da história para aguçar o espírito romântico.

Will Keane (Richard Gere) é um playboy cinquentão que tem como promessa nunca ter um compromisso sério com uma mulher. Quando ele conhece Charlotte Fielding (Winona Ryder), uma jovem que tem a metade da sua idade, imagina que terá com ela outro rápido e fácil romance. Mas nada no relacionamento de ambos é fácil ou rápido. Apesar da diferença de idade, eles terminam se apaixonando perdidamente e fazendo com que Will resolva abandonar sua decisão de nunca assumir um compromisso amoroso. Mas Charlotte tem um sério motivo para recusar a proposta de ter uma relação com Will que dure para sempre: ela está morrendo.