quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um Delírio XXII

Júlio Pomar

(continuação)

Os poucos segundos que decorreram até o terceiro elemento chegar perto de mim, pareceram anos. Ouvia os passos cada vez mais perto, o arrojar das correntes pelo chão. "Que me iria acontecer? Eu não era quem eles pensavam."
O medo deixou-me imóvel, queria falar mas nenhum som saía da minha boca. O pânico sobre o que me estava prestes a acontecer deixou-me sem reacção.
Bruscamente senti uma mão agarrar fortemente o meu cabelo, levando a que a minha cabeça tombasse para trás. Neste momento os meus olhos entreabriram-se. Pouco conseguia distinguir a cara que se encontrava a milímetros de mim.
"-Então o passeio por Paris foi curto. As saudades da Ana Maria foram mais fortes?"
"-Eu, eu..."- imediatamente senti o meu corpo, empurrado pela mão que me segurava o cabelo, estatelar-se no chão. Um corpo sentou-se em cima de mim, torcendo-se as minhas mãos que continuavam presas atrás da cadeira. Uma dor irrompeu pelos meus braços que aos pouco fui deixando de sentir.
"-Eu não fiz nada! Não sei quem procuram. Cheguei ontem de uma aldeia. Eu não fiz nada!" - as lágrimas corriam incessantemente.
"-Vamos ter que te avivar a memória, meu caro. Vocês, ajudem aqui!"
Levantaram-me do chão, as algemas com pedaços de carne e sangue agarrados foram tiradas dos meus pulsos, que não sentia. Começaram a despir-me. Tentei lutar, debater-me mas em vão. Começaram os três a pontapear todo o meu corpo, senti algo mais duro bater-me ferozmente. Parei de resistir. Não valia a pena. Já nada valia a pena. Estava à mercê de três homens que nunca vira, não sabia o que queriam. Possivelmente nem sairia dali vivo. Devo ter desmaiado.
O meu pensamento encontrava-se no riacho perto da minha casa. Era Primavera, a água límpida deixava ver as pedras lisas e os peixes que por ali nadavam. Senti um movimento e olhei em volta. Um rosto sorria para mim. Teria chegado ao céu??
Um balde de água gelada fez-me despertar do meu sonho.
Não sentia o meu corpo.
Encontrava-me suspenso no meio de uma sala, um pouco diferente da anterior. Os pés encontravam-se presos por correias que me seguravam a um gancho preso no tecto. Os braços amarrados atrás das costas pendiam para baixo, fazendo doer os ombros. A cabeça praticamente não a sentia, os meus olhos estavam inchados, sentia-os inchados. Havia sangue no chão, meu. O meu corpo pingava, escorria. Para além deste vermelho vivo, havia um vermelho/acastanhado, seco, possivelmente de outros que passaram por ali antes de mim.
"-Vamos lá ver se agora te lembras."
"-Já disse, cheguei ontem da aldeia. Não sou quem vocês procuram."
"-Como sabes que procuramos alguém?"
Após esta frase, fui espancado violentamente toda a noite. Revezavam-se uns aos outros. Desmaiei algumas vezes, mas quando sentiam que voltava a mim, logo continuavam os espancamentos. Assim durou mais dois dias.
Não havia pedaço nenhum do meu corpo que não tivesse um golpe, uma nódoa negra, um rasgo de sangue. As dores eram insuportáveis.
Um cubículo em pedra bafienta era onde se encontrava o meu corpo, despido, despedaçado.
Os momentos em que desmaiava eram os mais felizes. Um rosto a sorrir, era tudo o que me lembrava.
Ouvi uns passos vir na minha direcção. "Ia começar tudo de novo", pensei.
Pegaram em mim, levaram-me para uma sala onde se encontravam dois homens. Nada disseram. Começaram a vestir-me e obrigaram-me a sentar na única cadeira que se encontrava na sala.
Colocara-me uma venda nos olhos. Levantaram-me da cadeira e aos tropeções e alguns pontapés fui seguindo por um corredor, empurraram-me por umas escadas abaixo, levantaram-me e senti que estava a entrar para um carro. "-Para onde me levariam?"
As portas fecharam-se. O carro arrancou. O sol! Era de dia! O sol queimava-me a pele. Ouvia as vozes na rua, o chilrear dos pássaros, os cheiros, o cheiro do mar. Onde estaria?
O carro parou. Tirara-me a venda. Os olhos ardiam com tanta claridade. Levei algum tempo a conseguir ver o que estava à minha frente. Sentia o cheiro do mar.
"-Vamos a andar, não temos o dia todo!"
Saí do carro. Encaminharam-me para um navio. "Um navio!"
"-Para onde vou? Eu tenho família. Têm que dizer aos meus pais para onde me levam!"
O cais encontrava-se cheio de gente, homens fardados que subiam por umas escadas onde se lia "Companhia Colonial de Navegação", para um enorme navio.
"-Para o teu bem, sobe essas escadas e não voltes tão cedo. Não eras quem pensávamos, e realmente nada sabias. Para não acabares como desaparecido, sobe as escadas e nunca mais voltes a Portugal."
"Nunca mais voltes a Portugal? Para onde ía? "
Peguei no saco que estava a meu lado, e encaminhei-me para as escadas. Não olhei para trás. A enorme armação de ferro que se encontrava à minha frente iria levar-me para longe, para longe dos meus pais, da minha aldeia, do meu país. O "Quanza" seria a minha liberdade? Para onde?
Subi as escadas calmamente. Alguns homens olhavam para mim e falavam baixo depois de passar. Nada me importava, só queria sair dali.
Quando levantou âncora, viam-se famílias inteiras a chorar, os que ficavam, os que partiam, tal como eu. Olhei para as pessoas que ficavam no cais e pensei nos meus pais. Como gostaria que ali estivessem.

(continua)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Muse - Hysteria


Amanhã devo estar perto...

Auditoria Externa

Amanhã, Auditoria Externa ao serviço.
Não bastou trabalhar no fim de semana, estar 12 dias sem folgar e amanhã ainda tenho que levar com auditores que só fazem perguntas descabidas.
Cá estarei à espera deles, como sempre, de cara alegre e bem disposta.
Quinta-feira, dia de viagem até Elvas para acompanhar a Auditoria lá.
Irá correr bem, senão correr, paciência.
Uma pergunta, não há cortes nas despesas? Então o que vêm duas maltezas de Lisboa cá fazer??? Não se podia fazer a Auditoria por teleconferência???
É melhor acabar por aqui, que isto já não está a funcionar a 100%. Qual 100%? Nem 30%!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Um Delírio XXI

(continuação)
O bafio inundava o espaço onde sentia que me encontrava.
Estava sentado, braços presos atrás das costas. Braços unidos por umas algemas que ao serem movimentadas, os dentes em serrilha vincavam cada vez mais fundo na pele.
Havia movimento na sala, mas tão pouco me queria ou conseguia mexer.
"-Estava a falar com ela. Só pode ser ele."
"-Já olhaste bem para ele? Não pode ser. Estar refugiado em Paris e aparecer assim à luz do dia em Lisboa?"
Mas de quem falariam. Embora dorido, fiquei mais sossegado. Não era eu! Não era a mim que procuravam.
"-Falei há pouco com o Pedroso. A Ana Maria continua a não querer falar."
"Ana Maria. Não queria falar? Que lhe estariam a fazer?" - pensei.
"-E que fazemos com este? Ele tem que falar! Ou um ou outro nos dirão o que queremos"
Sentia o sangue a escorrer pela cara. Os pulsos já pouco os sentia, o corpo estava dorido, e a cabeça, a minha cabeça praticamente não a sentia. "Que queriam estas pessoas? Eu não fiz nada!"
"-Eu não fiz nada!" - senti a minha voz sair mais alto do que devia.
"-Olha, olha quem acordou."
"-Onde estou?"
"-No Hotel não é, de certeza!"
A porta abriu repentinamente. Os dois homens que se encontravam na sala, voltaram-se. Um terceiro elemento entrou e ouvi que arrojava algo. Correntes? seria o som de correntes?
"- Meus senhores, isto já está a demorar muito tempo."
Senti que algo errado se iria passar e fechei os meus olhos.
(continua)

domingo, 13 de novembro de 2011

...

Não emigrei.
Fim de semana a trabalhar.
Vê-se pelas horas a que este post está a ser publicado, eheheh

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Distante

Quero morrer para te poder ver.
Quero sair do meu corpo, vaguear por entre casas, pessoas, cheiros, olhares, andar à deriva com a finalidade de te encontrar.
A tua ausência mata cada pedaço do meu ser, do meu corpo.
O teu desprezo golpeia a minha alma.
Dói quando te sinto distante.
Dói...

Névoa Mágica I



Serra da Penha - Portalegre

Amigo Pedro, não foi a névoa mágica de ontem, mas hoje perto das 8:30h estava assim...

(reeditado)

São Martinho


A madrugada chegou
Com as nuvens a ameaçar o ar
Regressava a casa São Martinho
Quando a chuva resolveu assentar

Forte guerreiro era São Martinho
Várias batalhas teve de travar
Mas o seu coração era bondoso
E a todos gostava de ajudar

A chuva caía em tormenta
O seu passo era certeiro
Seu cavalo corria a galope
Por entre serras, campos e outeiros

Pelo caminho encontrou um mendigo
E a sua frondosa espada desembainhou
Cortou ao meio a sua capa
E à pobre criatura a entregou

Seguiu o seu caminho mais airoso
E o milagre aconteceu
Parou a chuva e o frio
E o sol apareceu

E para que ninguém esquecesse este dia
Este dia milagroso
Por uns dias cessa o frio e a chuva
E aparece um sol radioso

Em Portalegre, cidade altaneira
É costume festejar-se o São Martinho
Passa-se pelas adegas
Come-se castanhas e prova-se o vinho

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Névoa Mágica

Hoje a serra presenteou-nos com o seu mágico manto de nevoeiro que cobria praticamente toda a cidade.
Um início de dia fantástico.
A chuva aos poucos foi ocupando o lugar do nevoeiro que se foi dissipando.
Mas lá no alto, bem no alto da serra, ele por lá andará, vagueando por entre a vegetação, abraçando os pinheiros, a nascente de água cristalina que mesmo nos períodos de maior seca, deixa sempre a correr um fresco fio, para matar a sede aos animais que a procuram.
E, quando por momentos a chuva abranda um pouco, lá vem ele, descendo, a correr, para de novo abraçar a cidade, as casas, as árvores, as pessoas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

1+1= ???

Há alturas na nossa vida em que aquela expressão: " Pareço um burro a olhar para um palácio" cai que nem ginjas.
Como sabem, eu e os números temos um pequeno/grande problema. Não nos entendemos muito bem, inimizade de vários anos, mesmo.
Com a filha a estudar (6ºano) lá vou relembrando algumas coisas, mas há outras que nem sei muito bem o que ela está a fazer.
Ela lá estava toda entusiasmada a estudar (tem teste amanhã), falava sozinha, fazia contas, desenhava figuras geométricas e só me dizia:" Mãe na solução está este valor "x"? E lá ia eu confirmar. "Certo!" - respondia. E nada mais do que isto.
Eu não percebi nada do que ela estava a estudar ou a fazer. Mas como no último teste trouxe Muito Bom, tudo o que fez acertou, e ainda deixou duas por fazer, não estou muito preocupada.
Graças a Deus não saí à mãe para a Matemática, eheheheh

Penfriend

Os penfriend´s dos anos 80.
Numa altura em que os computadores não abundavam nas casas em Portugal, nem se ouvia falar em hi5, netjovens, facebook´s ou outros semelhantes, os penfriend eram moda, no 5º e 6º ano da altura.
A aprendizagem de uma língua nova, levava muita adolescente a inscrever-se.
Não me recordo muito bem, como se processou a inscrição, mas no preenchimento da mesma para além dos nossos dados pessoais que ficavam registados a nível mundial (diziam eles), podíamos escolher alguém com quem escrever. Escolhia-se o sexo, a idade e o país.
Escolhi um italiano, sexo masculino, da mesma idade que eu, na altura.
As semanas seguintes, foram vividas com alguma preocupação, angústia. Era uma correria pegada de volta da caixa do correio, que de tanta vez ser aberta e fechada, ainda lhe ia estragando a fechadura.
Chegava à escola e via algumas colegas já com o endereço dos penfriend´s que tinham escolhido a delinear as primeiras cartas e eu nada, nem o que escolhi chegava.
Certo dia, nem me lembro se chovia ou não, se estava sol, se nevava, quando cheguei a casa, tinha em cima da mesa um envelope colorido. O meu penfriend, tinha chegado!!!!
Assim que abri o envelope, lá tinha um nome, morada e era só começar a escrever.
As vezes que eu peguei naquele papel (ainda o tenho guardado, eheheh).
Escolhi na altura um papel de carta todo joli (bonito) e escrevi a primeira carta.
E até hoje o parvalhão do italiano não chegou a dizer nada. Nem um "não quero nada contigo!"
Michelle Migliorini não sabes o que perdes-te, eheheheheh
E eu que gostava e ainda gosto de escrever cartas, e nem um penfriend tive.
E o que mais me custou foi ver as outras colegas com as cartas dos seus penfriend´s e eu penfriendava com os amigos imaginários.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mutação Animada

W.i.t.c.h.
Sou de facto, a mutação animada mais fixe da história da bonecada.
No início dos 2000, fui Irma (cabelo castanho), a guardiã que controla a água, muito boa a lançar feitiços e com um excelente sentido de humor. Fazer desporto é que não é com ela, gosta mais de ficar deitada a ouvir música (de onde é que eu conheço isto???)
Ah é verdade fui escolhida pelo Oráculo de Kandrakar para ser Guardiã do Véu.
Sempre fui muito empenhada no meu papel de guardião da água.
Ser uma óptima nadadora deve ter algo a ver com isto, devo ter sido escolhida enquanto praticava natação na piscina em Portalegre.

Winx
Alguns anos depois, passei a ser Flora (cabelo castanho claro, Isto é sina!!! Não podia ser a ruiva??), uma rapariga delicada, muito dedicada às plantas e à vida. Sempre muito educada, amiga leal (de onde é que eu conheço isto?!!), tenho o poder da natureza, o que me permite usar as plantas a meu favor. Nasci no planeta Linphea e sou uma princesa (só podia!!).
Aqui, para além de princesa, também sou uma fada que luta contra as terríveis Trix e o Lord Darkar, gente ruim, logo se vê.

Gormiti
Agora sou, nem eu sei bem. Descobri hoje a minha nova faceta. Tenho asas cor de rosa, cabelo loiro ou branco(não dá para ver muito bem), mas a escolha também não era vasta pois os outros são meninos. Ah, e voo. Não sei muito bem o meu nome, nem o que aqui faço. A única coisa que sei é que sou das boas, e tenho umas asas cor de rosa, está é a parte que mais me agrada.
E, em relação às mutações anteriores, não sou tão bonita, mas é o que se pode arranjar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Um Delírio XX

Carlos Botelho - 1935
(Lisboa e o Tejo - Domingo)

(continuação)

Não devo ter dormido mais do que 2, 3 horas. O meu pensamento encontrava sempre o mesmo ser, a mesma pessoa. Aquela pessoa que queria esquecer que existia. Aquela que feriu a minha alma, deixou o meu ser a sangrar.
Encontrava-me em Lisboa. Lisboa, a capital que nunca tinha conhecido a não ser pelo jornal da aldeia e a qual tanto me assustava pelo seu viver, pelo seu costume. E, aqui, estava eu! Sozinho, em Lisboa. A dormir numa cama que não sei a quem pertencia, numa casa, com gente que não conhecia.
Mas tudo isto era preferível ao desgosto.
Ouvi uns passos apressados na rua. Uma porta abriu e fechou-se repentinamente. Vozes a falar em sussurro. Parecia alguém a discutir, mas sem fazer barulho.
"-Já disse que vou, mano! Já me inscrevi!"
"-Irás dar um desgosto à nossa mãe." - esta voz eu conhecia. O amigo que me convidou a entrar nesta casa. Estaria a discutir com quem?
"-Ires assim, para o meio da guerra!?"
"-Não serei a única, mano. Será a minha contribuição a ajudar quem mais precisa."
"-Na guerra? Em África? E para onde irás?"
"-Para onde me enviarem."
Estava tão envolvido pela conversa que nem dei que ao encostar-me a porta ela se abriu e dei por mim, no meio da cozinha com o meu amigo, e uma bonita rapariga. A mais bela que tinha visto até então.
"-Peço desculpa por o termos acordado."
"-Quem és este? A mãe continua a dar guarita a todos os vadios que encontra na rua? Não vos disse para não trazerem ninguém para casa, hoje em dia não se pode confiar em ninguém."
"- Peço desculpa por vir incomodar a vossa conversa. Eu sou de confiança, menina."
"-Também os outros eram, e passado algumas horas lá íamos fazer nova visita ao Aljube."
"-Chega Ana Maria!"- soou a voz forte da dona casa. "- Vai-te deitar! Falamos mais logo! Vão-se todos deitar, ainda é cedo!"
Embora a vontade não fosse muita, todos atenderam à ordem dada.
Voltei a entrar no quarto sombrio, e agora os meus pensamentos estavam no Aljube.
"O que seria? Teria alguma coisa a ver com o que a sr.ª lhe tinha dito?" e com estes pensamentos voltou a adormecer.
Quando acordou já o dia ia alto. Ouvia o tilintar de pratos e copos na casa ao lado.
Ao abrir a porta, deu de caras com a Ana Maria. Pelo menos tinha ficado a saber o seu nome.
"-Bom dia!"
"-Ainda cá estás?" - perguntou com desprezo, zanga. O que muito me entristeceu.
"-Não se preocupe, mesmo hoje ao final da tarde me irei embora." - respondi com tristeza.
Observava a sua esbelta figura, enquanto punha a mesa. Os cabelos loiros,compridos, ondulados, pareciam cachos de uvas, o olhar esverdeado pareciam duas safiras que nos cortavam até a alma, o peito formoso delineava até uma cintura esguia, à qual se copulava uma anca torneada, que faria sonhar qualquer homem. Uma mulher lindíssima!
"-Para onde estás a olhar, parvalhão?"
"-Peço desculpa, mil perdões, não era minha intenção!"
"-De novo a discutir, Ana Maria?"
"-Mãe, ele estava a olhar para mim."
"-Minha senhora, foi sem intenção. Sem intenção de ofender, mas realmente nunca vi mulher tão bonita como a sua filha."
Fiquei tão envergonhado, tão atrapalhado que as duas riram-se na minha cara.
"-Não se preocupe, a minha Ana Maria já está habituada a esses olhares. Realmente é uma mulher muito linda. Muito parecida com o meu falecido."
"-Mãe, chorar agora, não!"
"-Não, senhora, não chore, não fiz por mal"
"-A minha Ana Maria é a recordação mais bonita que tenho do meu falecido marido. Por ela tenho mantido esta vida, para ela conseguir trabalhar no hospital. Sabe é enfermeira há uma ano. O meu orgulho, e o do irmão também!"
"-Mãe, de novo não!"
"-Não. Não vou chorar! E o José para onde vai?"
"-Não sei ainda. Cheguei ontem a Lisboa, não conheço nada."
"-Não seja esse o problema. A Ana Maria está de folga, hoje vai levá-lo a conhecer Lisboa."
"-Mãe!!"
"-É uma ordem!"

Quando dou por mim estava a acompanhar Ana Maria pelas ruas de Lisboa. Não vi nada. O meu olhar, a minha atenção estava toda centrada naquele corpo torneado.
Sentámo-nos um pouco à beira rio.
"-Então o que o trás por Lisboa?"
"-Desgostos, menina Ana. Mas prefiro não falar disso, se não se importa."
"-Claro que não. Não quero ouvir desgraças alheias. Para isso já me chegam as dos doentes no hospital."
"-É verdade, é enfermeira. Gosta?"
"-É claro que gosto. Tudo o que sempre sonhei. E estou perto de concretizar o meu grande sonho."
"-Sonho?"
"-Sim, ser enfermeira em África. Estar perto dos nossos combatentes, dos nossos heróis da guerra." - o seu olhar brilhava ao falar de África, da guerra, dos combatentes.
Levei a tarde toda a ouvi-la falar. Por vezes sorria, acenava com a cabeça ou encolhia os ombros. A palavra era da Ana Maria. Aos poucos dei por mim a querer conhecer um pouco mais do mundo da guerra, do que haveria em África. Contou-me que era madrinha de guerra de alguns combatentes, e que tinha sido essa correspondência com eles que a estava a puxar para o continente africano.
Ela sorria ao falar, e aquela imagem, aquele sorriso fez-me tão bem. A minha alma, o meu ser já não estava triste, dorido, ferido.
"-Mas o que é preciso fazer para ir contigo?" - perguntei a medo.
"-Ires comigo? Para África? "
"-Sim."
Ouvi a sua gargalhada que repentinamente se calou. O seu olhar agora, mostrava medo, raiva. Colocou-se de pé e a sua voz um pouco embargada apenas conseguiu dizer. "Foge!"
Quando dei por mim, já dois matulões me seguravam os braços, um terceiro deu-me um soco nas têmporas que me deixou um pouco atordoado. Vi outros dois segurarem a Ana Maria e quando tentava soltar-me, levei um segundo soco e senti o meu corpo desfalecer.

(continua)

Hugo Boss Just Different ( Man )



A compra do perfume, trará bonús???
Eu quero este! O bónus, não o perfume!

Bronquias, onde andas?

É de conhecimento geral (mais ou menos) os meus problemas respiratórios.

Desde novinha a bronquite não me dá descanso e anos mais tarde a asma e as alergias vieram fazer-lhe companhia.

Desde o coçar do nariz, os olhos a lacrimejar e o arfar mais afoito, tudo por aqui passa.

Mas, isto da idade deve ter alguma influência cósmica.

Ou isso ou a Fluarix, pois há dois anos que "papo" com a vacina e quase nem dou pelas maleitas crónicas.

Comigo é assim, ou bem que se tem, ou se é de mansinho, não vale a pena.

Isto tudo para dizer que este fim de semana, andei pelos fumeiros do Alentejo e então não é que chego a casa e bronquite nem vê-la ou senti-la.

Será que se assustou com o meu cheiro???

Ou estará a preparar um ataque daqueles que nem me lembro em que dia estamos???

domingo, 6 de novembro de 2011

U2 - One - Anton Corbjin Version



Uma prenda para mim!!!
Só podia!! Bono Vox, no seu melhor! ESPECTACULAR!!!!!

37



Hoje só quero repetir e repetir este número, pois será o que me irá acompanhar por mais 365 dias.

Bom domingo para todos vós!

sábado, 5 de novembro de 2011

Encontro

A manhã está cinzenta.
O vento percorre todos os cantos da casa, "uivando" fazendo valer a sua presença forte, possante. Lá fora, as árvores quase que tombam com a sua força.A chuva caí ininterruptamente há mais de 24horas.A janela rangia um pouco à passagem do vento. O meu rosto encontrava-se perto da aragem fria da janela. Olhava lá fora a intempérie.
Um movimento no quarto fez o rosto voltar-se. Ninguém!? Nada!? Eu ouvi!
O corpo gela, fico imóvel.
Sinto uma respiração ofegante na direcção do meu pescoço.
Olho em volta, nada vejo!!
Será que consigo ver? Já nem sei se sou eu que não vejo ou se nada existe naquele quarto, escuro, velho.
Tento andar e não consigo. Agora, o meu coração dispara, o olhar denota medo. Que se está a passar? Onde estou?
Fecho os olhos. As lágrimas começam a cair. O meu corpo continua imóvel.
Sinto agora a respiração ofegante atrás de mim, perto demais. Sinto o seu movimento em redor do meu pescoço.
"- O que quer?" - pergunto a medo.
Algo tapa a minha boca, e ouço bem baixinho no meu ouvido.
"- Esperei por ti tanto tempo!"
Senti o meu corpo desfalecer de encontro ao chão de madeira...

(continua)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

...

Aaaiiiiiiiii quero fugir
Nada consigo escrever
Nada consigo pensar
Novembro chegou com a sua chuva
e a inspiração onde foi parar???

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Autumn in New York



Um dos mais belos filmes que já vi!
Ter Richard Gere como protagonista ajudou muito.
Uma belíssima história de amor.
Autumn in New York é um filme de drama e romance de 2000, dirigido por Joan Chen.

Aqui vai um pouquinho da história para aguçar o espírito romântico.

Will Keane (Richard Gere) é um playboy cinquentão que tem como promessa nunca ter um compromisso sério com uma mulher. Quando ele conhece Charlotte Fielding (Winona Ryder), uma jovem que tem a metade da sua idade, imagina que terá com ela outro rápido e fácil romance. Mas nada no relacionamento de ambos é fácil ou rápido. Apesar da diferença de idade, eles terminam se apaixonando perdidamente e fazendo com que Will resolva abandonar sua decisão de nunca assumir um compromisso amoroso. Mas Charlotte tem um sério motivo para recusar a proposta de ter uma relação com Will que dure para sempre: ela está morrendo.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Noite Esplêndida!



Final de tarde de domingo, 30 de Outubro!!

Madrugada de Bruxas

A hora mudou.

Chegou, o que chamam, a hora de Inverno.

A madrugada das 7h da matina, mais 7h da noite, passou a ser uma madrugada com sol, claridade perturbadora para alguém acabadinha de levantar da caminha (Mãe, hoje não quero levantar! Só mais um pouquinho!!; Qual quê a mãe sou eu! Toca a levantar sua mandriona!).

Banho tomado, hora do espelho. Aqui é que as coisas se complicam um pouco. O cabelo fininho, vira juba de leão, quando o secador começa a trabalhar. E se tempos houve em que o gostava de ter bem penteado e arranjado, agora passam-se semanas que nem uma escova vê ou sente. Creme hidratante na face e já está! Dentes lavados e pronta para a labuta.

Já a alguns meses que não saía tão cedo de casa (mudança no horário de trabalho) e soube tão bem andar de novo pela rua, sem ver ninguém, sem barulho a não ser o bater dos meus sapatos no alcatrão e o raio da amostra de cão que se atravessou no meu caminho. E agora!!?? O confronto de titans. De um lado, o minorca felpudo, do outro os tacões sexy. eheheh. Nem para ele olhei, é que o meu MEDO de cães é tão grande que nem para eles olho, faço figas, e rezo a todos os santinhos e mais alguns para o cão desaparecer o mais rápido possível.

Chego à paragem do autocarro sã e salva, o minorca felpudo ladrou que se fartou, mas depressa se desinteressou de mim. Xiça!! Nem ao canito agrado! ehehehe

Já dentro do autocarro, vou vislumbrando a paisagem outonal e não é que o condutor se enganou no caminho??? Andámos à volta pela cidade, tipo excursão turística."Aqui se encontra o centenário plátano, mais à frente o monumento aos combatentes, os correios,etc.."

Depois da aventura matinal, consegui chegar ao serviço a tempo e horas.

Que mais irá haver até ao final do dia!!

Ah hoje é noite de Halloween! Fantástico!!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

Damien Rice.... Elephant



Bom fim de semana!
Uma das músicas que me faz sonhar e ao som da qual muitos pot´s são escritos.
ADORO!!!!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

2º Aniversário

Hoje é dia de festa por aqui.

Faço dois anos!! eheheheh.



Transcrevo o meu primeiro post.
"Neste quente dia de Outono (a minha estação do ano preferida) resolvi criar um blog. Um blog no qual espero partilhar os meus momentos, as minhas alegrias, as minhas tristezas, os meus pensamentos, a minha vida. O nome que escolhi "Orquídea" é um nome muito especial que me foi apresentado por alguém angelical.
Este é o meu momento."


O desenho foi obra minha (vê-se logo), eheheh.


Balanço destes dois anos:

Muita coisa escrita, até fiquei surpreendida com os post´s que escrevi. Por vezes chego a pensar que, em certos momentos, não sou eu, C. , que aqui estou é mesmo a Carlota.


Os Amigos que fui fazendo. Todos são especiais. Os seguidores, os "perseguidos", os visitantes.

Alguns tive a sorte de conhecer pessoalmente (MJ Falcão e Manuel), lindos, mágicos. Outros, conhecemos um pouco mais através do facebook. Partilhamos alegrias, tristezas, momentos. São esses momentos que nos fazem vir aqui, todos os dias, partilhar um pouco de nós, e receber um pouco de vós. E tenho aprendido muito com alguns de vós, muitos com idade para ser meus avós e alguns meus filhos, eheheheh


Hoje sexta-feira (dia terrível para mim) é dia para festejar. As flores já começaram a ser compradas a semana passada, Estrelas Brilhantes que iluminam a minha noite (Cozinha dos Vurdóns).



O desenho tem um significado muito especial para mim. Há um anjo que zela por mim, esteja onde estiver. As flores lilases são orquídeas, não parece eu sei, mas foi o melhor que consegui eheheh

Já tenho dois anos!!! VIVA!!!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Vou estudar

Por hoje não há mais visitas aos amigos bloguistas.
A pequena (grande) A. precisa de ajuda a Geografia e História de 6º ano.
Lá vou eu estudar mais um pouco. Mas eu gosto, e muito. História então, Adoro!!!
Curso de sonho - História.
Este fica para quando for velhinha, alguém lá irá à faculdade levar o xaile a manta para colocar pelas pernas por causa do frio eheheheheh

Ah, mas ela é boa aluna, eu é que gosto de ser a "madrasta" dos estudos.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Dia de Outono em Portalegre

Chegou a brisa outonal, finalmente!!!
A brisa o caraças, o frio!
Está um gelo que não se aguenta, e não me venham dizer que é por ser friorenta, que essa não cola.
Se já está a nevar na serra da Estrela, aqui mais a sul, está um gelo!! Mais valia nevar, ao menos a paisagem era mais bonita.
Não que não esteja bonita, ela está deslumbrante, magnífica, mágica, fantástica!!!! E sempre é a paisagem do Outono.
As folhas espalhadas pelo chão, a fazer cair miúdos e graúdos. Mas quem manda os avozinhos passear com um tempo destes? E ainda por cima a pisar as folhas como quando tinham 20 anos. Isto cabe na cabeça de alguém??? E, as crianças a pensar que o manto outonal é só folhinhas e pauzinhos, nem sabem a quantidade de armadilhas que lá por baixo estão à espreita. "Oh pedra bicuda, chega-te aqui para baixo, bem juntinho aí às lascas da calçada, sim, mais à direita, que vem ali aquele borrachinho que leva já uma braçola daqui partida, eheheheh" (isto é pensamento das folhas, não é meu). Sei disto pois disseram-me ao ouvido quando por lá passei e olhei desconfiada para elas, amontoadas, mesmo à beirinha do passeio.
E o vento a descer pela serra?? Matreiro, tal e qual as raposas. "Vamos lá fazer voar umas árvores, para verem quem aqui manda. Olha lá ali, aquela roupa no estendal! Fora com ela! E aquela menina toda gira com blusinha a pensar que ainda é verão, rabanada para cima dela, que até os ossinhos hão-de congelar!" Esta parte foi pelo cantinho da janela, que não sou parva!! E para aborrecer ainda mais o dito, casaco de inverno para cima dela (Carlota), ehehehe Não há frio que entre!
E as nuvens? Que grande malandras! Ora tapam o sol, ora destapam. Ora branquinhas como a neve, ora escuras como o carvão e depois, descarregam as enchentes, para cima dos meninos. "Não andavam para aí a dizer que nunca mais chovia?? Ora toma esta descarga, agora. Sol, oh sol!!! agora não! Pronto, lá vai aparecer o ricaço do arco-iris a fazer anúncio ao pote de ouro, que nunca ninguém viu."

Pronto e assim foi o dia em Portalegre, hoje dia 25 de Outubro.
A maluqueira não dá para mais, eheheheh.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Evanescence - My Immortal



Falta de inspiração!!

Simoncelli

O meu domingo ficou tristonho.

Finalmente o meu Outono chegou, mas partiu de uma forma trágica o Simoncelli. O que eu gostava de o ver correr.

A MotoGP ficou mais pobre, menos brilhante, com a morte de Marco Simoncelli no grande prémio da Malásia.

sábado, 22 de outubro de 2011

Graça Morais


Uma das belíssimas pinturas que tenho exposta na minha sala.
Graça Morais, é a sua autora. Uma artística plástica, nascida na década de 40 em Trás-os-Montes.
A sua obra transmite uma realidade e uma rudeza impressionante.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pássaros Gay



Longe de mim pensar, que ao fim de quase três anos, concluo que tenho um casal?? de passarinhos gay.

Os ditos, mandarim ou diamante-mandarim (Taeniopygia guttata) são uns pequenos passeriformes, membros da família Passeridae, visto na wikipedia mais próxima, pois para mim é o Romeu e a Julieta. Também com nomes assim, acho que ditou logo o final trágico das suas vidas, pelo menos da vida íntima.

Continuo a ler a wikipedia e cada vez fico mais surpreendida.

Vivem aproximadamente 8 anos - daqui a 5 anos, mais coisa menos coisa, há funeral;

As diferenças entre macho e fêmea estão certas - Comprovo então que tenho um casal;

Chegando à parte da reprodução, aí o caso pia mais fino.

Brigam, atacam-se, esvoaçam um por cima do outro, bicam-se, depenicam-se um ao outro, fazem uma grande algazarra, e ao fim de dois dias mais ou menos, aparece ovo no ninho. Não sabia que o sexo animal era tão violento!!

Já perdi a conta à quantidade de ovos que têm sido postos, mas filhotes, que é filhotes, népia! Ao início, comiam os ovos, mais tarde deixam-nos lá algum tempo até que são deitados do ninho abaixo.

Quanto à fase do choco, tanto está o macho, como a fêmea. Haja partilha de tarefas!

Como não percebo muito da reprodução do mundo animal, acho aquilo tudo muito natural, até deixar de haver ovo.

Isto tudo para dizer que ainda não há descendência, pelo menos viva.

Por agora, anda por lá um ovo. E para assegurar a descendência, até já pensei chocar eu o dito.

Ou a vida marital está em crise, ao fim de três anos de coabitação, ou então, são gays!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Uma prenda

O meu Compadre, ofereceu-me este belíssimo relógio, que eu adorei.
Espero que o consigam abrir.




Será??

Hoje, soube tão bem vestir um casaco.
Sim, já vesti casaco, não comecem já a rir.
Para mim está frio, para a maioria está mais fresco.
Mais logo, acho que vou ligar o aquecedor, eheheheh
Finalmente o meu OUTONO a dar um sinal.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Luz

Pedro Ranheta
Serra da Penha - Portalegre

Ao longe, a luz teima em espreitar
Inquieta o meu frágil ser
Brilhos que ofuscam o dia
Parto, agitado, alteração do meu viver.

Por montes e vales, percorro
Em busca de quem me atormenta
Na penumbra alimento a minha dor
Uma dor que me apoquenta, violenta

Nuvens trespassando os céus
Acompanham o meu caminho
Sigo inglória, em busca da luz
Um trilho que sigo, sozinho!

Bagas Goji

15 bagas Goji por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.
Descobri estas bagas há pouco tempo.
São a fruta de uma planta chamada Lycium barbarum, oriunda dos Himalaias, (Norte da China e Tibete).
Muitos especialistas consideram as bagas de Goji como a fruta mais rica em nutrientes do mundo, isto porque são uma incrível fonte de proteína completa. Contêm 18 aminoácidos diferentes, entre os quais estão os 8 essenciais ao corpo humano. Contêm até 21 minerais, entre os quais: zinco, ferro, cobre, cálcio, selénio e fósforo. Contêm também vitaminas B1, B2, B6 e vitamina E, e também polissacarídeos, que fortificam o sistema imunitário, sendo que este é um dos elementos responsáveis pelo seu extraordinário efeito anti-envelhecimento.

Que mais benefícios nos oferecem?

  • Protege o corpo do envelhecimento e aumenta a longevidade
  • Promove a energia e bem-estar em geral
  • Protege contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias
  • Fortifica e mantém um sistema imunitário saudável
  • Alguns estudos apontam como tendo propriedades anti-cancerígenas
  • Combate a artrite
  • Baixa o colesterol
  • Equilibra os níveis de pressão do sangue
  • Ajuda no processo digestivo e na perda de peso
  • Melhora os níveis de insulina nos diabéticos
  • Melhora as cataratas, a visão turva e a audição
  • Fortalece e suporta a função saudável do fígado e dos rins
  • Fortalece os ossos e os tendões
  • Mantém um sistema nervoso saudável
  • Protege a pele dos danos causados pelo sol
  • Aumenta a líbido e o desempenho sexual
  • Promove a fertilidade
Portanto, só bons motivos para os meus amigos começarem já a consumir estas deliciosas bagas.
Podem comer-se assim, diluir com água ou juntar a sobremesas, sopas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Doloroso


Como pode o silêncio, doer tanto?
Como pode a ausência, sufocar?
Como pode um gesto, arder tanto?
E um simples olhar, matar?

O tempo passa tão devagar
Parecem anos, os segundos contados
Espinhos, penetram no meu corpo
Só, solidão. Dois seres abandonados!

Esvai-se o meu corpo em sangue
A minha alma chora de dor
O meu coração bombeia desejos
Desejos que um dia foram amor

sábado, 15 de outubro de 2011

Folha Branca

Encontro uma folha branca
Branca como a neve
Branca como uma parede caiada
E, através dela vislumbro um mundo
Colorido, garrido
Preso num sonho profundo

Aos poucos,
O lápis vai dando cor
Com traços imaginários
E o branco aos poucos vai sumindo
Desaparece, enfraquece
E a cor vai surgindo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sexta-feira de fugir!!!

Quem diz que a sexta-feira é o melhor dia da semana, fuja o mais rápido, e, para longe, que eu atiro a matar.

Custa muito ligar a porcaria do pc, entrar na ficha do dador e ver quanto ele pesa???? Não, é mais fácil mandar ligar para Évora, atende o assistente técnico, que liga à técnica, que demora a atender; que depois procura a ficha, cai tudo ao chão, lá tem que apanhar tudo, já não está por ordem alfabética, demora mais 5 minutos a procurar a ficha. Lá diz o peso.

Desligo telefone, ligo para Lisboa, e digo o peso do sr.

Isto tudo para dizer que uma coisa que demoraria três minutos no máximo, levou 20 minutos.

Ah chefes que mais vale enforcá-los!!!! Xiça!!!

Prenda nas férias

Uma prenda de boas vindas de férias.
Esta é a imagem que tenho mesmo à minha frente.
Que bela prenda!!!
Melhor, melhor só ao vivo e a cores, eheheheheh

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A despedida dos pardais

O Covil dos Pardais



A época da caça ao pardal terminou.
Houve dias, em que se debatiam tanto para a fuga, que era complicado ouvir o seu chilrear. Chegavam de todo o país, continental, das ilhas e até tivemos uns pardais arraçados de espanhóis e venezuelanos.
Os pardais-fémeas fizeram valer a sua raça tanto no esforço físico como intelectual. E, eram quem mais incentivavam os colegas de ninho a esticar a ráquis para se puncionar o filamento apropriado. Os machos, bem querem ser Machos, mas são uns mariquinhas.
Este ano a caçada não correu mal, pouco mais de 600 dádivas de sangue. Só pardais! Ele apareceu o pardal-soldado, o pardal-cabo, o pardal-capitão e até o pardal-major.
Mas devemos ter acolhido bem este bando, pois houve alguns, que não vieram só uma vez. Houve quem tivesse vindo, duas e três, e mais não puderam pois os homens, ai pardais é de três em três meses e os pardais-fêmea de quatro em quatro.
Como já mencionei, a caçada terminou hoje e para acabar bem, fui ao covil dos mesmos.
Lá estavam, dezenas em bandos, a aprumar-se à direita, à esquerda, conforme a voz de comando do pardal-capitão. É muita voz de comando para o meu gosto.
Lá prossegui a visita, breve, pois o que ali me levou foi serviço, e não passeio. E eis que chego ao ninho pardalesco. Fresquinho sem dúvida, mas sem luz natural. Como trabalhei 14 anos num sítio parecido, hoje em dia faz-me confusão não ter luz natural, pode até estar um dia cinzento, mas tem que haver luz onde estou.
Conheci o pardal-cabo com quem falei telefonicamente desde Janeiro, e após estes meses todos acho que o convenci ir ao covil dos vampiros para a semana.
Aos pardais que me passaram pelas mãos, desejo-lhes as maiores felicidades, que aproveitem o dia, a noite, a luz, as estrelas, a lua, e que saibam respeitar a vestimenta que usam.
Ah é claro e que não me multem!!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Como não tinha nada para escrever..

E, acabaram-se estes dias de férias. Para o Natal há mais uma semana.
Amanhã é dia, não de voltar ao trabalho, mas de uma formação no Porto.
Não sei se terei muito tempo livre, mas espero conseguir tirar algumas fotos.
Por isso, amanhã, não há visitas aos vossos blogues, nem comentários.
Boa terça-feira de Outono, que mais parece Verão.

domingo, 9 de outubro de 2011

Nureyev & Fonteyn Romeo&Juliet



Um domingo nada Outonal...

sábado, 8 de outubro de 2011

Um Delírio XIX

O Fado - José Malhoa 1910
(continuação)
A aragem do final de tarde gelou-me o corpo.
Lisboa estava mais fria ou seria o meu ser que a sentia gelada.
Estávamos no final do Verão, início de noite, logo não podia estar gelo.
A cidade nunca me fascinara. Gente, barulho, movimento a mais.
E assim se encontrava neste momento.
À medida que a carrinha do sr. Meireles avançava, observava toda a azáfama citadina; os poucos carros que passavam lado a lado, as senhoras apressadas nas compras, os senhores com o seu passo calmo, fumando os seus charutos, alguns rapazes e raparigas com as suas fardas bem aprumadas.
- Sr. Meireles que fardas são as daqueles moços?
- São as da Mocidade Portuguesa, nunca ouviu falar?
Já tinha ouvido falar. Embora as notícias não chegassem ao mesmo tempo que os acontecimentos na capital, mas sempre se ouvia alguma coisa na terra.
- Sim, sim.
- Onde quer que o deixe?
- Onde quiser. Não tenho local fixo para ficar.
- Mas porque se veio embora?
- Desgostos, sr.Meireles, desgostos.

Não queria voltar a pensar naquela mulher, naquele sítio. Por mais que lhe custasse, sabia que não voltaria à aldeia.
- Pode ficar aqui?
- Claro que sim, está perfeito.
Desci, e fiquei a ver a carrinha da biblioteca itinerante afastar-se.
O cheiro a mar era intenso. Embora não o visse, não deveria estar longe.
Para que lado ir? Uma incógnita que deixou de ser ao ouvir o som de uma guitarra. Uma guitarra portuguesa, a ser tocada com uma perfeição esplêndida. Os acordes, o dedilhar pelas cordas, tudo tocado de uma maneira tão intensa, parecia alguém a chorar, implorar.
A medo fui ao encontro de tal melodia. Vinha de uma casa. As portas abertas deixavam o som sair com nitidez. Não tinha medo. Embora a noite já fosse bem alta, não tinha receio de estar ali. A música parou. O som de aplausos faziam-se agora ouvir. Uma casa de espectáculos. Como seria? Nunca tinha visto uma, embora soubesse que haviam muitas em Lisboa, algumas clandestinas. Os tempos não estavam fáceis. A guerra no Ultramar, a PIDE/DGS e as suas investidas dia após dia de violência, desumanidade e espesinhamento para impedir os Portugueses do livre exercício dos direitos cívicos, levaram muitos portugueses a fugir, a viver oprimidos.
-Pode entrar!
-Não, deixe estar. Vim aqui ter por causa da música. Nunca tinha ouvido tocar assim tão bem.
-Entre um pouco. Já comeu alguma coisa?
-Não.
-Venha. Ofereço-lhe uma sopa.
-Eu tenho dinheiro. - fui dizendo enquanto descia as escadas, que levavam à sala onde mais pessoas estavam reunidas. Ao fundo, um pequeno palco, onde estavam dois homens de fato escuro sentados, cada um com a sua guitarra. No meio deles, uma moça lindíssima, com um xaile negro pelos ombros. As mesas estavam todas ocupadas. Atravessámos a sala e entrámos num compartimento onde um senhora se encontrava ao fogão e duas moças mais novas preparavam os pratos que iam servindo. Que cheiro tão bom!!
-Mãe, encontrei este amigo à porta. Ainda há por ai um prato de sopa?
-Sempre, meu filho!
-Obrigado, senhora. Quando olhei, a senhora mais velha, estava à minha frente. O rosto um pouco amassado, negro. Até as inúmeras rugas, pareciam quase não existir.
-A senhora está bem?
-Não se preocupe filho, mais uma visita de uns amigos. Gostam muito de me visitar de tempos a tempos.
Sentei-me à mesa. Não conseguia deixar de olhar para aquela senhora que não tinha menos idade que a minha mãe. Os olhos ficaram molhados, uma dor intensa atingiu o meu peito. O que seria que aquela senhora teria feito, para merecer tal castigo? Visita habitual? Comi em silêncio.
-É a vida, meu filho! Nada fiz de mal. Tenho que ter a porta aberta para ganhar dinheiro. Não posso escolher quem aqui entra. Quando chegam, partem tudo. Levam dois ou três, muitas vezes escolhidos no momento, homens, mulheres, não interessa. Não sabemos para onde vamos. Ficamos horas, dias, depende. Uns voltam, outros. Bem outros, nem sabemos.
-Minha senhora, a senhora tem a idade da minha mãe. Que mal faz? Essa gente não tem mãe?
-Isso não lhes interessa. Eles querem silenciar, quem se lhes atravessa no caminho. Tem onde ficar esta noite?
-Não. Acabei de chegar da aldeia.
-Fique connosco. Amanhã logo se verá. Tem um quartinho atrás daquela porta. Pode lá pernoitar.
-Obrigado. Muito obrigado. Então assim aproveito e vou descansar. A viagem foi desgastante. Mais uma vez, muito obrigada.
Levantei-me, peguei no prato e talher, coloquei em cima da bancada e ao passar pela senhora, dei-lhe um beijo de boa noite. O beijo que teria dado à minha mãe.
-Dorme bem, meu filho!
-Igualmente minha mãe. E saí tão rápido para ela não ver as lágrimas que caíam pela minha face.
Deitei-me assim como estava. Fiquei a pensar na minha mãe, no meu pai, na minha vida e adormeci.
(continua)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Às voltas..

Ando com o "Delírios" à volta.
Está difícil a continuação deste novo "episódio".
Pode ser que hoje, ou, visto o adiantar da hora, amanhã, apareça.
O José está a bloquear a situação, mas também merece um lugar de destaque.
Fui, encontrar-me com o José...para que ele me conte tudo o que se passou quando saiu da aldeia.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Desde Afonso até hoje

Entre o Tejo e o Douro vivíamos
Há séculos que já lá vão
"Lusitanos" resistimos com Viriato
Até o terem morto à traição.

Chegaram Romanos, Suevos e Visigodos
E pelos setecentos chegaram os Muçulmanos
Trouxeram a cirurgia, os números, o astrolábio
Tivemos alguma dignidade, vivência de humanos

Na luta contra os muçulmanos
Os Reis cristãos quiseram auxiliar
Chegaram cavaleiros de outros reinos
D. Henrique de Borgonha veio ajudar.

Recebeu um Condado e uma mulher
Que mais se pode desejar?
Nasceu D. Afonso Henriques "O Conquistador"
Pelo Condado Portucalense teve que lutar

Começa a Dinastia de Borgonha
A primeira em Portugal
Quatro Afonsos, dois Sanchos, um Dinis, um Pedro e um Fernando
Duzentos e tal anos de conquista territorial

Em 1383/1385, tempo de revolução
Com Leonor Teles feita matreira
Queria vender-nos a Castela
E do Conde de Andeiro ser parceira

D. João I veio arrumar a casa
E assim começa a Dinastia de Avis
Com Filipa de Lencastre se casa
E encontra aliados que o deixam feliz

Com tudo conquistado em terra
Chegou a aventura marítima
De Ceuta, à Índia e ao Brasil
Começa a nossa "obra-prima"

O mundo estava a nossos pés
Tivemos Gil Vicente e Camões
Perdemos D. Sebastião no nevoeiro
Mas ainda segurámos os calções

O tio-avô D. Henrique, não nos conseguiu manter
E os Filipes tivemos que aguentar
Sessenta e tal anos a "papar" paella
Até 1 de Dezembro de 1640 chegar

Com D. João chegaram os Bragança
E voltámo-nos mais para o Brasil
Chegou açúcar, ouro e pedras preciosas
Eram só sacos de "mil"

Com D. João V era tudo em grande
Era quem tinha todo o poder
Era só luxo e ostentação
D. José I e o Terramoto de 1755, deitou tudo a perder

Em 1777 chega a primeira mulher
D. Maria I era a sua graça
Logo se revoltam os franceses
Há "Bloqueio Continental", fica tudo em desgraça

Da Constituição de 1822
A primeira feita em Portugal
Diz "...manter a liberdade, segurança e propriedade de todos os portugueses(...)"
Princípios de Igualdade e Liberdade, muitas vezes esquecidos, afinal!

Brigam os manos Miguel e Pedro
Guerra entre Liberais e Absolutistas
Sai a ganhar D. Maria II com 2 reinados
E também os contrabandistas

Muitas mudanças na 2ª metade do séc. XIX
Os burgueses passeiam-se pelo teatro, ópera e cafés
Moderniza-se a vida das cidades
Fica difícil a vida do camponês

O descontentamento da população
A questão africana e o Ultimato
Levam à 1ª revolta armada contra a monarquia
E a D. Carlos, o seu assassinato

5 de Outubro de 1910
Um dia de grande mudança
Termina a Monarquia em Portugal
A República sai vitoriosa, começa uma nova andança

Ao longo destes 101 anos
Muita coisa mudou
Não foi para melhor, não senhor
Pois na lixeira, tudo acabou!!!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fluarix da minha vidix - versão 2011 - II parte

Já está!!

Aqueles bicharocos são os que estão a entrar no meu singelo corpo neste momento. Quer dizer, devem ser mais feios, porcos e maus, eheheheheh.

Hei-de sobreviver!!

Se, não sobreviver, ali se encontra a prova do crime...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Final Fantasy

Hoje só quero mostrar isto.

http://youtu.be/N2YfS5UZcZM

Simplesmente lindo!!!!

sábado, 1 de outubro de 2011

Quando a libélula encontra um polvo(???)

O que um tronco velho de uma árvore, alguma terracota, e hastes das folhas dos figos da índia, muita, mas mesmo muita imaginação e já agora algum jeito, podem fazer.
Uma Libelinha a comer um polvo (digo eu) que a imaginação também não me falta, mas não é para estas coisas, eheheheh.
Mais uma belíssima obra da tia P.

Alberto João versus Madeira

Após um parto complicado, bastante dificil até, uma mãe dá à luz duas crianças, Uma do sexo feminino e outra do sexo masculino.
Durante a gravidez, o casal "discutiu" algumas vezes por causa do nome a dar às crianças.
Assim que nasceram, olharam para elas e diz o pai:
- Ele tem cara de Alberto João.
- Pois seja!- diz a mãe um pouco contrariada.- Mas eu dou o nome à menina.
- E já pensaste em algum?
- Agora que falaste em Alberto João, lembrei-me de Madeira.
- Cá temos os nossos Alberto João e Madeira.
Ao saber da novidade, Alberto João Jardim, quis ir felicitar o jovem casal.
Ao chegar à maternidade, fez logo o alarido que lhe é característico.
Preocupada com os seus filhotes, a Madeira a dormir, e o Alberto João a mamar, diz a mãe um pouco envergonhada.
- Fale baixinho! É que se a Madeira acorda, acaba-se a mama ao Alberto João!!!!

Desejo de...

Constante é a tua presença
Que me tem deixado louca
Algumas noites mal dormidas
De manhã a vontade é tão pouca.

Na escuridão me procuras
No leito me encontro deitada
Já te encontras bem perto
Por ti desejo ser amada

Quando o meu corpo tocas
Envolvendo-me com os teus braços
Não há mulher que aguente
Tanto desejo, e no fim tanto cansaço!

Pouco a pouco sugas-me o sangue
Pára! Ainda me vais fulminar!
Saí de cima de mim, oh melga abusadora!
Por favor, vai-te embora! Deixa-me descansar...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ratinho Sapatola

Meu Belo Falcão Lunar.
Para fazer companhia ao teu Ratinho Poeta, o Ratinho Sapatola!!
Espero que sejam amigos!!

Uma das imensas obras de imaginação da tia P.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Um brilho


O vento sopra forte. Tão forte que todo o meu corpo cede ao seu toque.
Encontro-me perdida.
Caminho descalça, ensanguentando os meus pés, que teimam em me levar sem rumo, sem destino.
Pedaços de vestido vão ficando presos nos ramos. Pouco a pouco, o frágil corpo vai ficando desnudo.
O caminho vou seguindo. Não sei para onde me levará, só sei que é por ali que quero seguir.
Ao fundo, uma luz brilha intensamente. É para ela que o meu corpo me leva.
À medida que vou seguindo, sinto uma paz intensa.
A luz vai ficando cada vez mais perto.
Um sorriso corta o silêncio.
A luz intensa encandeia o meu olhar. Uma aragem mais fresca, passa por mim. Páro!
Olho em volta. Nada vejo.
-Quem está aí?
Ninguém responde.
Sinto alguém atrás de mim.
Fecho os olhos.
Sinto o meu corpo ser envolvido por algo macio.
-Estou aqui!
.....

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

domingo, 25 de setembro de 2011

Vida a 200 à hora!

Cada dia que passa, mais surpreendida fico comigo mesma.
Quando era novinha, as brincadeiras ditas, de meninos, sempre foram a minha predilecção. Ele era o brincar com carrinhos, ao pião, subir às árvores, e claro, jogar à bola.
Bem, o jogar à bola já tinha os meus 13/14 anos.
Agora, com 36 anos, "papar" os campeonatos de motocross e motociclismo é muito à frente.
O que uma mãe não faz por um filho.
Só para quem estiver interessado dia 2 de Outubro, o MotoGP World Standing é no Japão. Ah e gostamos (mais eu) do Simoncelli, gostos!! eheheheh

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Outono

Foi daqui, deste desenho que acompanhou alguns dos meus dias em 1982 ou 1983, que nasceu a minha paixão pelo Outono.
Esta era uma das pinturas da sala de aula da 2ª ou 3ª classe (actualmente diz-se ano).
LINDA!!!!

É quando??

Quando era mais nova as estações do ano começavam todas no dia 21, agora com as modernices do ângulo da terra, do eixo meridional que se desvia ora para cima, ora para baixo, ora para a direita, ora para a esquerda (mais coisa, menos coisa, que isto de geografia não é a minha praia).
Com tanta modernice, andei a pesquisar pela net (vê-se mesmo que hoje o dia esteve fraquito. Puro engano; ainda não era 12h já por cá tinham passado 24 dadores), mas, continuando. Andei a pesquisar e tanto começa a 21 como a 22, e mais, até temos hora 16:44h.
Isto é demais!!! Até às 16:43h temos o Verão e às 16:44h começa o Outono.
Mas isto não interessa nada.
Meninas, meninos, o OUTONO está a chegar!!!!
Os dias começam a ficar mais curtos. O vento começa a refrescar. Os agasalhos começam a ser mais procurados. Mas o mais lindo é a transformação que existe na natureza.
As folhas das árvores começam a deixar o verde robusto, passando para o vermelho rubro, dourado, chegando ao castanho e começam a sua dança, rodopiando pelo ar ao menor contacto do vento, despegando-se dos braços robustos que as sustiveram durante meses. Rodopiam no ar, chegando docemente ao chão, arquitectando-se em pequenos montes de folhas, daqueles que dá logo vontade de cair em cima deles.
Das paisagens mais lindas que há.
E pronto! Pelos vistos começa hoje, por volta das 16:45h.
Bem vindo Outono!
Finalmente chegaste!!!

Prenda para o Meu Compadre!



O belíssimo Grupo de Cantares "O Semeador" a cantar "Nossa Senhora da Estrela".
Um grupo que conheço tão bem.
Um pouco do nosso Alentejo, para alegrar o seu dia, caro Compadre.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fluarix da minha vidix, versão 2011

Com a chegada do Outono, do tempo frio, voltam as constipações.

Para prevenir, os profissionais de saúde voltam a papar com a "Fluarix".

Lá voltamos ao mesmo.

Apanham-me na curva e zás! vacina para cima dela!

O ano passado não correu mal, um ligeiro ardor durante dois, três dias no braço e passou.

Pode ser que este ano, os efeitos secundários passem por visões com o Richard Gere, eheheh; não rima com "Fluarix" mas podia...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A minha 1ª vez


ADOREI!!!

Pela primeira vez degustei comida japonesa, e posso dizer que gostei imenso.

Com tanta paixão que tenho pelo Japão, em outra encarnação devo ter sido uma japonesa lindíssima, eheheh.

Gostaria de ter sido uma gueixa...

domingo, 18 de setembro de 2011

Deep Purple - Smoke On The Water HD 1974 (Live in California)



Ontem alguém me lembrou desta música.
1974 o ano que nasci!!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

U2 Where The Streets Have No Name Live At Slane Castle



A verdadeira paixão.
O concerto mais visto na minha casa!!
Fenomenal!!!

Muse - Where The Streets Have No Name (feat. The Edge) live @ Glastonbur...



A paixão recente!

30 Seconds To Mars - Where the Streets Have No Name



A descoberta mais recente!

Bryan Adams - Run To You



Chuva, vento, folhas pelo chão, tem tudo o que queria hoje.
A menina! Xiça a menina não. O Bryan, ai o Bryan...

Dia de fugir...

Continua a ser o pior dia da semana, e hoje não fugiu à regra.
Só me apetece fugir, correr até não poder mais...

Não fiquem preocupados, depois de uns momentos de descontracção, um chá, um bom banho isto passa.

Bom fim de semana para todos!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

21ºAniversário da Associação de Dadores Benévolos de Portalegre

O dia acordou cinzento.

O fresco, a fazer adivinhar o Outono, e a chuva miudinha, foi-nos brindando ao longo das primeiras horas da manhã.

Cheguei cedo ao local onde iriam decorrer as comemoração para ultimar os preparativos para embelezar a festa.


Sala de Conferências da ULSNA, EPE

Não, não tenho as pernas gordas, é o vestido que está a descair. Aiai.


O púlpito para a entrega dos diplomas, onde se vê alguns diplomas enrolados, as medalhas respectivas, e umas amendoas para adoçar os mais sisudos, ehehe.


Pronto, a partir daqui já não vêem mais nada.
Aqui se encontra a "beautiful" orquídea, de vestido e sapato de salto alto (para aí uns 15cm).

A mesa com motivos alentejanos, que fui buscar ao baú da casa da minha mãe.
Pratos com desenhos alentejanos, um cântaro com flores, um candeeiro a petróleo, ferros de passar, uma cadeira, taças de cortiça, panos de linho, uma gadanha, e acho que está tudo.
Um miminho que arranjei para alegrar a sala.




A mesa das individualidades.

Começando pela esquerda, o Presidente da Associação de Dadores Benévolos de Portalegre, o representante do IPS, o representante da Direcção da Associação de Dadores Benévolos de Portalegre, o representante da Câmara Municipal e o representante da FAS (Federação das Associações de dadores de Sangue). Os VIP´s. Mas uns VIP´s do povo.
Esta foi a altura mais formal da festa.

Falou-se das dádivas no distrito, das dádivas em Portugal. O trabalho das Associações para a angariação de novos dadores, manter os actuais e não esquecer os que já foram.

Mas não vos vou maçar mais com a parte "chata".

Seguiu-se a entrega dos diplomas e das medalhas bronzeadas, prateadas e douradas, sim que em tempo de crise, não há cá medlhas de bronze, prata e ouro.

Enrolei os diplomas, com fios de ráfia vermelha, com um cartão com o nome do dador, que por incrível que pareça, estavam dentro de um cesto de verga, por ordem alfabética, e por ordem de dádivas (10, 20, 40 e 60).

Enquanto se entregavam os diplomas, ia passando um power point, com fotos das colheitas ao longo deste ano, realizadas no distrito. Colheitas estas que me "obrigam" a trabalhar ao fim de semana. Mas é nesta altura que há o contacto mais real com os dadores.
Aqui, a beleza, aparece de novo!!

Seguiu-se o almoço convívio, sem no entanto haver um momento de descontração.

Este ano abrilhantado e bem, pelo grupo de cantares "O Semeador". Músicas que tão bem sei! Músicas que me fazem lembrar ainda mais a beleza do meu Alentejo.


Tanta gente que eu conheço!!



E como não há aniversário sem bolo, eis o dito cujo!


Parece que se está a cantar o hino nacional, mas não!!



Lá estão de novo as princesas!

Quer dizer a rainha e a princesa, claro. Reparem lá bem nos cabelinhos!!!


E, anoiteceu assim!!


Um dia em grande!

Deu trabalho!

Alguns dias pareceram não ter fim. Mas no fim fiquei feliz com a minha contribuição nesta festa.

Muitos dadores vieram ter comigo, agradecer a contribuição.

Embora a imprensa local, não tenha dado importância à minha "ajuda", os dadores deram.


Espero que gostem de ver o que eu tive muito prazer em fazer.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Vai-te embora, oh espirro!!!

Sabiam que quando espirramos, é sinal que alguém se lembra de nós???
Quem será o "sacana" que me faz espirrar todos os dias, durante o dia todo?!??
Esquece-me! Por Favor!!! Ehehehehe

Só o sr. Orlando (meu amigo cigano) para me fazer rir de manhã.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Últimos dias

Madruga o dia solarengo
Empenhado em dominar o momento
O calor fustiga os últimos dias
Nunca mais se acaba o tormento

Oh Verão de outras vidas!
Vai-te embora bem depressa
Deixa chegar o meu Outono
O Rei de esta e outras promessas

Tanto a piscina como a praia
Têm o reinado por um fio
Os bancos de jardim e os passeios pelo campo
Recomeçam a sua vida, recomeça o corrupio

As folhas já vão caindo
Sabe tão bem vê-las "dançar"
Desejo o meu Outono
Quero viver, beijar, amar...

sábado, 10 de setembro de 2011

Amar

O vento soprou forte.

O cabelo parecia que bailava ao compasso do vento fresco.

As madrugadas quentes, ofegantes, ficaram para trás.

Gélido é o ar que passa pelo corpo, despido.

Sento-me à janela, observando o pouco que o nevoeiro deixa vislumbrar.

As luzes, lá fora, ainda estão acesas.

As árvores dançam a música que a madrugada toca.

Encosto a mão no meu rosto e deixo a cabeça descansar, encostada na vidraça.

O corpo, despido, começa a arrefecer.

Chegas devagar e encostas o teu despido corpo junto a mim.

Os teus braços envolvem o meu tronco, as tuas mãos acariciam os meus seios. Sinto os teus lábios, saborear o meu pescoço.

Fecho os olhos e deixo-me levar.

Os nossos corpos unem-se num só. Envolvemo-nos ardentemente no chão da sala.

Sinto-te intensamente.

O nosso olhar encontra-se uma vez mais.

A noite está perto de chegar quando nos deixamos vencer pelo cansaço.

Lá fora, a noite brinda-nos com lua cheia.

Ficamos deitados, unidos como um só ser.

O nevoeiro vai descendo pela serra.

Aguardamos a chegada de Morpheu...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Ausência I

Ainda a festa dos Dadores.


Os Diplomas, arranjados!

O power point, pronto! (meto-me em cada uma!!).

O arranjo de cariz alentejano, organizado!


Agora falto eu!

O vestido de princesa já está a apanhar ar. Os sapatos de cristal já foram polidos.

Enfim! Tenho que ir toda pipoca (coisa que não me agrada, pois sou mais do prático). Como diz o médico com quem trabalho, a fazer inveja a muita estrela de Hollywood!!! Exagerado!


Como combinado, para a semana temos post com fotos e tudo eheheh.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ausência

Atarefada com a Festa dos Dadores.
Dia 10 de Setembro, é o dia de entrega de diplomas e medalhas.
Para a semana haverá post dedicado a esta festa, com fotos e tudo, eheheheh.
É só para não estranharem a minha ausência, um pouco forçada, mas é por uma boa causa.
Temos que mimar quem nos dá tanto sem pedir nada em troca.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Despedida de Agosto

Portalegre 31/08/2011

07:00h


Agosto despediu-se assim.

O nevoeiro pouco mais deixava ver.

Lindo!!!!

Leis da Vida

Todo o homem precisa aprender apenas quatro letras do alfabeto para ser feliz com a sua esposa:

O,B,D,C....

Nota: Recebido no mail.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

1º de Setembro

Hoje está a chover!!
Que saudades de um dia assim.
O cheiro da terra!