segunda-feira, 6 de junho de 2011

A minha visão da nossa política

Irei ser suspeita a falar, pois de política, como os meus amigos já sabem, não percebo, nem quero perceber. São meandros demasiado oportunistas para a minha simples pessoa, do povo.

Um ciclo que começou unido, como um bouquet, que iria fazer frente a tudo e todos, o nascer de uma roseira frondosa, revelou-se com o passar do tempo, que nem todos estavam dispostos a segurar tal bouquet.



Os pés de flor, ao pouco foram caíndo. E, no fim restaram poucos mais de duas rosas, que até já o pé tinham perdido, mas mantinham-se unidas, agarradas à vida, agarradas aos ensinamentos de um velho do Restelo, que mesmo afastado, ainda impõe a sua presença.
Acabou a flor por murchar, como se viu ontem.

E até o dia que começou solarengo, acabou num cinzento, quase negro, fazendo adivinhar o fim triste, trágico de tal bouquet.



Como já todos sabem, a era é da laranja. Não a laranja mecânica, que essa pertence à Holanda dos idos anos 80. Mais a laranja do nosso Portugal, grande, robusta e cheia de sumo. Encontram-se alguns caroços pelo meio, mas também nem tudo é perfeito.
E, se repararmos bem, junto às laranjas, encontram-se já alguns oportunistas limões, azedos, ácidos, que ao juntarem-se ao doce da laranja, ninguém dará por eles, mas eles estão lá a feirar.



A laranja acabadinha de chegar, irá despir-se para todos nós, com falinhas mansas, com promessas que irão tardar a ser cumpridas, mas não interessa. O importante neste momento é mostrar o gomo, e fazer escorrer o sumo que ela tem.

Quanto ao sumo, o que não seja escorrido, irá ficar com mofo, bolorento, sem graça nenhuma.
E áqueles que ontem se riam, festejavam, dançavam, irão comer da laranja bolorenta que um dia pensaram que lhes mudaria a vida.



E pronto, foi a visão da nossa política.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Um Delírio - X

Le Jour des morts, 1859, William-Adolphe Bouguereau

(continuação)

Senti o seu corpo ficar tenso. O seu abraço continuava forte. Senti os seus braços envolverem o meu corpo, sufocando-me.
"-Porquê desculpa?!" - a minha voz saiu sumida, abafada pelo medo.
O seu corpo afastou-se um pouco. O nosso olhar encontrou-se, de novo.
"-Maria, tens 15 anos! Eu tenho 40. Não podemos, não devemos!"
Fechei os olhos. As lágrimas teimavam em sair. Não queria que me visse chorar. À minha memória vieram algumas das românticas heroínas, que povoavam a minha imaginação, que "saltavam" dos livros que folheava apaixonadamente.
Esta era a dor da rejeição, do incorrecto, que algumas vezes lera. Esta dor, insuportável que se alojou em meu peito, que me cortava a respiração.
"-Minha pequena, Maria. Que irei fazer contigo?"
Senti, os seus lábios tocarem os meus.
"-Anda! Temos que ir ver como está o teu pai. Ele está muito mal. Tens que ser forte!"
Não percebi porque estaria José a dizer aquelas coisas. "Ver o meu pai?" , "Ser forte?" não entendia.
Fomos andando pelo riacho. As nossas mãos iam juntas! Ia de mãos dadas com José! Não senti os minutos passar, nem tão pouco a beleza do riacho me cativava como em outros passeios. José falava comigo, mas o meu pensamento, o meu espírito encontrava-se lá atrás. Tinha ficado no sítio onde demos o nosso primeiro beijo. O meu primeiro beijo.
Senti a sua mão agarrar a minha fortemente. Olhei para ele.
"-Que se passou?"
"-Promete-me que vais ser forte!"
Não estava a entender o que ele queria dizer. Os meus olhos tentavam encontrar um ponto que me fizesse perceber o que se passava.
"-Maria, promete!" - a sua voz forte, possante, assustou-me.
"-Prometo."- respondi envergonhada.
Quando chegámos perto de casa, vi algumas pessoas à porta. Umas choravam, outras olhavam em silêncio para longe. "O MEU PAI!!!!".
Soltei a mão das de José, corri, corri até não poder mais. A ânsia de chegar a casa. Queria ver o meu pai. "O que se estava a passar?!".
Passei pelo amontoado de gente, empurrando alguns, tropeçando noutros. Não pedia desculpa, nem queria saber se magoava alguém. Entrei.
A minha mãe encontrava-se à cabeceira da cama onde o meu pai estava.
Senti a mão de José puxar-me.
"-Forte!" - ouvi ele dizer baixinho.
"-Pai, estou aqui."
Cheguei perto da cabeceira. As minhas mãos tocaram as do meu pai. Frias, gélidas. O seu olhar encontrou o meu. Tentou sorrir. O seu olhar sorriu ao ver-me.
"-Minha pequenina! Meu doce!" - a sua voz saía tão sumida. A sua respiração arfava.
"-Estou aqui, paizinho! Estou aqui!". Debrucei-me sobre a sua face. "Mil" beijos saíram dos meus lábios. Pequenas lágrimas caíam. Tudo o resto parou. Era só eu e o meu pai, ali. Nada mais existia. Aquele momento era nosso. Os nossos olhos "falavam" por nós.
"-Maria, serás sempre a minha flor, a minha fada."
"-Não fale, que se cansa."
"-Está aí o José?"
"-Sim, senhor. Estou aqui." - respondeu José, já perto de nós.
"-Sabes o que tens que fazer. Promete-me!"
"-Fique descansado! Tratarei de ambas."
"Tratar de ambas? Promessas?"- O que se estava a passar ali? Agora não interessava. Tinha que saber o que estava a acontecer com o meu pai. Ficar ali ao pé dele. Aconchegá-lo.
Senti a sua mão pegar a minha fortemente. Os seus olhos encontraram os meus. Amor, pena, tristeza. Tudo o que o seu olhar transmitiu. Agarrei-o bem forte. Os meus lábios repousaram suavemente na sua testa.
"Amo-te!!" - disse o meu pai, num som que só eu consegui ouvir.
Os olhos fecharam-se. Uma lágrima correu. Não se moveu mais.
"NÃO!!!!!!" - a minha voz soou tão forte como se rasgasse o meu peito pela dor que senti.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Christina Perri - Jar of Hearts



Uma excelente música, letra e fenomenal vídeo!
Já a algum tempo que não via um vídeo tão espectacular!!!

Off - The End

Isto mais parece uma sequela do Aliens.

Nos últimos dias o cansaço apoderou-se do meu singelo corpo.

O banho não passava de uma passagem pelo chuveiro, os cabelos não viram escova, e até o creme diário foi passado tão à pressa pela cara, que ao chegar de manhã ao serviço, se interrogavam se me teria deitado ou não. De facto as poucas horas que o meu corpo esteve na horizontal, tinha o meu pensamento na vertical.

O fim de semana em serviço, ficou mais suave, com a belíssima paisagem de Reguengos de Monsaraz. Até a viagem ficou mais animada pela paisagem deslumbrante.

Os documentos estão prontos, as vestes apropriadas ao acontecimento, a cara e os cabelos, parecem saídos de um filme de terror.

Entram os carniceiros, a meu ver, claro.

É pergunta para cá, resposta para lá. Vê dossier, tira folha, coloca folha, e mais perguntas.

Tanta pergunta que mais parece interrogatório, tipo PIDE. Só faltaram os maus tratos!!

Perguntas sobre o que faço no meu dia a dia, como atendo os dadores, onde os registo, como registo, enfim perguntas que servem para nos despistar e tentar apanhar na curva.

E, continua no dia seguinte em Elvas.

Balanço Final.

Aguarda-se relatório que encontrou algumas falhas no serviço.

E, toca a começar tudo de novo, pois a Auditoria Externa não tarda aí!

Pode ser que este ano a Inspecção nos deixe em paz.

É que isto de ter um serviço Certificado tem que se lhe diga!!!


PS: Sobrevivi, abananada, mas sobrevivi, eheheheh!

Venha a sexta-feira para descansar!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Keane - Somewhere Only We Know


Somewhere in the dark side

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Off - Parte II

Entre uma sopa e uma sandes passei por aqui para desanuviar.

O relatório está pronto, a tempo e horas da auditoria que começou hoje às 9:00h e se prolonga até Elvas amanhã ao final do dia.

Sensação de pronta a abater!!!

Quero a 6ªfeira, amanhã!!!!!!!

Obrigado a todos os que têm vindo deixar um mimo.

Vou voltar à carnificina!

sábado, 28 de maio de 2011

Off -Parte I

Neste momento a diferença entre mim e um automóvel acabadinho de ser passado a ferro por um camião é zero.

De rastos. E o fim ainda tão longe...

A relatório de actividades do serviço ao longo de 2010 agurada por mim. Será a minha companhia até altas horas esta noite.

6h da manhã espero estar a acordar, ou a ir tomar um duche para regressar ao trabalho de novo. Outeiro aguarda por mim. Não sei a que horas voltarei.

AAAAAIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Isto passa. Irá passar!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Off

Estarei off durante uns dias.

O culpado: Auditoria Interna ao serviço

Trabalhar o fim de semana e só folgar sexta-feira,AAAAIIIIIIII!!!!!!

Não me responsabilizo por durante a semana irem aparecendo, se calhar, uns post´s meio malucos, com devaneios impróprios de uma senhora...


Não prometo visitas aos blogues que sigo, mas quando houver tempo, lá terão o meu comentário.

Se ouvirem nas notícias que um zoombie se passou no Alentejo, sou eu!!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Nabucco Verdi



Para adormecer, calmamente!!!

Por onde me perderia...

Imagens de Loch Lomond (Escócia)


Imagens do Castelo de Eilean Donan (Escócia)
Fotos retiradas da net. Esta última é magnífica!!!!

Aniversário!!

Hoje farias 36 anos.

36 anos cheios de alegria, jovialidade, harmonia como tu eras.

O teu corpo singelo, foi a máscara da doença que te levou de nós.

A tua angústia diária, que ninguém conseguia perceber, a tua protecção em relação a nós, que ninguém entendia.

Lutaste só, contra um mal que te levou tão jovem. O teu receio de abandono em relação a nós (tuas colegas, tuas amigas). Porra R! Nunca te abandonaríamos, como não abandonámos no leito da tua morte. A tua estúpida morte! Como estúpidas são todas as mortes!

Os desejos sobre o futuro que nunca querias partilhar connosco, como se adivinhasses o teu fim tão rápido. Mas o que mais nos dói passados 10 anos é que tu não lutaste até ao fim, não lutaste por querer viver, com medo da discriminação.

És uma tonta, ainda hoje estejas onde estiveres, continuas a ser uma tonta por pensar que nós te abandonaríamos. Nunca, estás a ouvir, NUNCA!!!!!!

Feliz Aniversário, Pocahontas!!!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Perder-me


O ar encontra-se sufocante.
O sol queima a minha pele. Sabe tão bem sentir o sol quente, abrasador no meu corpo, despido.
A varanda, defronte para o mar, tem-me servido de abrigo.
As tuas mãos têm sido o meu aconchego.
Ao longe, o céu escurece rapidamente. O vento levanta-se tão rápido. As minhas hastes esvoaçam ao sabor do vento.
Onde estás? Sinto-me perdida.
Olho em todas as direcções. Os meus olhos não te encontram. O meu ser não te sente.
Chove torrencialmente. O vento sopra forte. Não aguento mais!
Estou sem ar. Sufoco com este tempo húmido.
Desabo no chão, sem a tua protecção, sem o teu carinho.
A chuva molha o meu corpo, deixando as minhas raízes sem o chão que me alimenta.
O vento leva-me para longe.
Quero voltar.
Ao longe vejo a casa que me acolheu.
Onde estás neste momento??

Fds

Após um fim de semana prolongado a vontade de regressar ao serviço é como a de comer borrego!!! Bahhhhhhh!!!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Temporal

Portalegre 18/05/2011



Já alguma vez sentiu o vento bater forte?

Já alguma vez sentiu a chuva gelada?




O dia amanheceu cinzento.

A tormenta aproxima-se lentamente.

O vento bate forte no arvoredo em frente da janela, tão forte como se o quisesse arrancar do chão que serve de casa.

Encosto o meu rosto à janela húmida, gelada. Todo o meu corpo gela. O quarto gela. A tormenta passou para o quarto.

Os raios iluminam o meu corpo. O trovão com o seu barulho ensurdecedor fere os meus ouvidos. O meu corpo encontra-se encharcado. A água escorre pelo meu corpo, acariciando cada pedaço à sua passagem. O vento chicoteia o meu corpo e agora sou eu que luto, que me debato contra a intempérie.

Junto ao vidro, observo que o tempo lá fora acalmou. Passei eu a ser a observada, pelas nuvens, pela chuva, pelo vento, pelas árvores. A calma lá fora contrasta com o furacão dentro do quarto.

Sinto o meu corpo desfalecer. O chão ampara a minha queda.

Não sei quanto tempo fiquei imóvel, moribunda.

O vento sopra forte.

As ramagens dançam.

A chuva continua a cair lá fora.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pedro Khima - "Dá-me sede"


Dá-me sede
Dá-me voz
Dá-me algo que te prenda

Traz-me sono
Traz-te a ti
Traz-me algo, estou sem tempo

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

Faz-me fraco
Faz-me rir
Faz algo mais que fugir

Traz-me medo
Traz-te a ti
Traz-me algo, estou sem tempo

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

E quando estou contigo és quem me faz parar de respirar
E quando estás comigo és tudo o que há em mim
Quero-te assim
Quero-te só pra mim
Quero-te só pra mim

Quero-te só pra mim...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um Delírio IX

"O Beijo" (1907/08), ou "Der Kuss", de Gustav Klimt, baseado em si mesmo e na sua amante Emilie, a mulher fatal aparece submissa, comunica uma sexualidade latente. "O Beijo" constitui o auge do período dourado e torna-se o emblema da Secessão.

(continuação)


O meu primeiro beijo!! Estava a ser beijada pela primeira vez.

Quantas vezes tinha sonhado com aquele momento. Quantas vezes tentei imaginar a cara à qual os meus lábios se juntavam. Tantos livros que lera, tantos momentos especiais que "presenciei"entre personagens românticas e nada era igual ao que estava a sentir neste preciso momento.

José. Era dele o rosto que tanta vez atormentava o meu descanso durante a noite. Desde que o vira pela primeira vez junto ao riacho, nunca mais o tinha esquecido. Por vezes dava por mim a sonhar acordada. No entanto ele era mais velho que eu, da idade dos meus pais. Era impossível! Impossível uma ligação assim. Ele nunca olharia para mim com desejo, com paixão, com amor. Para ele seria sempre a pequena Maria.

No entanto estavámos ali. No riacho. A beijarmo-nos.

Neste momento não pensava em mais nada. Não havia a diferença de idades, não havia o filho da vizinha, não havia mais ninguém a não sermos nós.

Os meus lábios correspondiam ao movimento dos seus. Fechei os olhos. Não queria que este momento acabasse.

Suavemente senti os seus lábios afastarem-se um pouco. A sua mão acariciou o meu rosto.

Quando os meus olhos se abriram, encontraram os seus. O seu olhar! Através do seu olhar vi dor. Tanta dor! Encostei a minha cabeça no seu tronco.

"- Desculpa Maria."


(continua)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Nuestros Hermanos

Sexta-feira rumámos a casa de nuestros hermanos. Eh pá não tenho assim tantos hermanos. Nem sei por que raio os chamamos de nuestros hermanos.
Após a comitiva de boas vindas, o primeiro contacto até foi amistoso. Mas recuso-me a falar portunhol. Sempre em português.
Sábado, 11:00h da manhã, 32 graus. O quê?? 32graus e à sombra?!? Isto está pior que o deserto do Sahara. Por isso não é de estranhar as esplanadas estarem logo lotadas de manhã.
Mas aquela gente (os nuestros hermanos) são perigosos.
Então não é que pedimos uma bebida e servem-nos logo o almoço??
"- Três canhas e uma clarita!"
E logo a seguir, lá vem a bebida e paella. Paella?!? "-Oh senhor, eu só vim beber uma cerveja, e trás o almoço junto? - Olhe que foi engano!". Qual engano, qual quê? É sempre assim.
E lá tivemos que comer as paparocas que lá deixavam. Ele foi paella, salsichas frescas de molho, omolete, orelha de tomatada, salada fresca com delícias do mar. E eu a pensar quando é que chegaria a feijoada, o cozido à portuguesa ou até o feijão com couve, eheheheheh.






Fotos de algumas ruas por onde passei. Foram tiradas à pressa, pois aquela gente vê uma máquina fotográfica e foge. Dever ser da Hello Kitty que tem na frente da máquina.
Andava eu a tirar fotos, entretida, de cabeça no ar e zás!!! Caí.
"- Borrachera!!" - Será que sou assim tão linda para até me chamarem borrachera?!? Dever ser como se diz bonita em espanhol, pensei logo eu.
"- Já não bebes mais!"


E a culpa foi desta foto. Tentar apanhar o melhor ângulo do meu pé de princesa, e aquando olho para a frente, vejo dois armários femininos à minha frente. Fiquei tão embasbacada com tal imponência, que ao tentar colocar a máquina fotográfica em posição de foto, zás!. não vi a falha que estava no passeio e caí. Mas prontamente fui socorrida por três donzelas. Esta parte não me agradou, se ao menos fossem três cavaleiros, mas pronto não se pode ter tudo.



Imagem da rua que me serviu de abrigo. Não, não dormi na rua, embora a noite tivesse estado quente, abafada.
A casita fica em frente ao arvoredo, que me deixou com falta de ar.

Fui bem recebida, como sempre, pelos meus queridos tios!!! (tia, agora podes deixar comentário a dizer que sou a tua sobrinha preferida ehehehehehehe)


Até tivemos direito a um cumpleaños.

Fomos mucho bien recibidos por Mari Mar e su família!!!



Domingo - dia da criançada se divertir e o melhor sítio é o MacDonald´s!!!
1º aviso - não há sapato que entre na brincadeira!!

Mas, quem usa sapatos daqueles?? Espanholadas!! ehehehÉ labirinto para a esquerda, para a direita.



Um sobe e desce.



E, depois de tanto esforço físico, um Happy Meal para recarregar as baterias.

Daqui a umas semanas há mais. Agora é a vez de Espanha vir a Portugal.

domingo, 15 de maio de 2011

Muy pronto a llegar a Portugal!!
Perdida por España!!!!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Imagens



Imagens do meu Inverno!!

Loucas Yiorkas feat. Stereo Mike first rehearsal - Greece


Em relação ao post anterior e para quem não está recordado da música que me ficou no ouvido, aqui está a belíssima canção grega.
O som não é muito favorável. É um ensaio!

Festivais

O serão de ontem à noite foi dedicado à Europa, quer dizer ao Festival Eurovisão da Canção.

Lá estava eu, a tentar despachar o jantar pela boca abaixo das duas crianças que se dizem minhas filhas (parecidas comigo não são, só se fôr no mau feitio, eheheh), pois o tempo já era escasso.

Às 20:00h já estava abancada em frente à televisão (como em muitas outras noites de Festivais, lá no século passado, noite que fazia parar o país). A acompanhar umas amêndoas de chocolate e uns milhos fritos, a bem dizer porcarias. O saco no final ficou vazio!!!!!

Portugal figurava em 16º lugar.

Confesso que até ontem, nunca tinha ouvido tal canção.

Os Homens da Luta, esses pouco ou nada os conheço e depois de que ouvi ontem, ainda bem, que nunca perdi o meu precioso tempo com tais cantigas.

Foi uma vergonha, uma actuação tão 3º mundo, por amor de Deus (que não tem culpa) quem deixou aquela gente ir representar Portugal num festival?!? Até o Armando Gama, que depois do festival ainda se afiambrou com a Valentina Torres, fez uma actuação mais decente.

Gostei das actuações dos outros países, algumas muito ao estilo Beyoncé, Shakira, Linkin Park, Katie Melua, ouve para todos os gostos.

Mas, confesso que me ficou no ouvido a canção grega " Watch my Dance".

domingo, 8 de maio de 2011

Helena Christensen

Para mim, a melhor modelo de todos os tempos!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Encruzilhada

Deambulando pela rua andei
tão depressa, que me perdi
Tentei encontrar o caminho
Chorei e depois sorri

Encontrar o caminho de volta
Foi algo difícil de realizar
as ruas eram intermináveis
e a uma encruzilhada fui dar

Esquerda ou direita?!
Às cegas fui seguindo
Difícil foi a escolha.
Mas no fim fiquei...sorrindo

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A culpa é do Populus x canadensis

Este é o Populus x canadensis o réu.

"Mais conhecido em Portugal por choupo ou álamo.
Origem:Canadá
Folhas: Grande tamanho, mas oscilando na generalidade entre 7-10 cm de comprimento; forma triangular, largamente acuminadas e base em forma de coração. Margem dentada; pecíolo comprimento achatada lateralmente; limbo verde, mas folhas jovens com cor avermelhada. As folhas são alternas e caducas e, nalgumas espécies tornam-se amarelas antes de caírem. " (wikipédia)

Mais perigoso entre Março e Maio.
Faz ataques furtivos através de bolas de algodão que voam em todas as direcções, ao sabor do vento. Depois do ataque foge, deixando a vítima muitas vezes com urticária, comichão, falta de ar, depende do estado "emocional" da vítima.
O réu, no seu tempo "invernoso", deixa-nos inebriadas pelo vislumbre do seu porte, principalmente em dias de nevoeiro.
É extremamente perigoso!!!
Por isso se não quiser ir parar ao hospital, ficar uns dias de baixa em convalescença, FUJA!!!!


terça-feira, 3 de maio de 2011

Sabedoria Popular

  1. Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a cantar, se vires o Sócrates, põe-te a chorar
  2. Quem vai ao mar avia-se em terra; quem vota Sócrates, mais cedo se enterra.
  3. Sócrates a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro.
  4. Quem anda à chuva molha-se; quem vota em Sócrates lixa-se.
  5. Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão; parvo que vota em Sócrates, tem cem anos de aflição.
  6. Gaivotas em terra temporal no mar; Sócrates em São Bento, o povinho a penar
  7. Há mar e mar, há ir e voltar; só vota em Sócrates quem se quer afogar.
  8. Março, marçagão, manhã de Inverno tarde de Verão; Sócrates, Soarão, manhã de Inverno tarde de inferno.
  9. Burro carregando livros é um doutor; burro carregando o Sócrates é burro mesmo.
  10. Peixe não puxa carroça; votar em Sócrates, asneira grossa.
  11. Amigo disfarçado, inimigo dobrado; Sócrates empossado, povinho lixado.
  12. A ocasião faz o ladrão, e de Sócrates um aldrabão.
  13. Antes só que mal acompanhado, ou com Sócrates ao lado.
  14. A fome é o melhor cozinheiro, Sócrates o melhor coveiro.
  15. Olhos que não vêem, coração que não sente, mas aturar o Sócrates, não se faz à gente.
  16. Boda molhada, boda abençoada; Sócrates eleito, pesadelo perfeito.
  17. Casa roubada, trancas na porta; Sócrates eleito, ervas na horta.
  18. Com Sócrates e bolos se enganam os tolos.
  19. Não há regra sem excepção, nem Sócrates sem confusão.
Recebido por mail.

Corte de Cabelo

Há dias em que uma mulher gosta de mudar o penteado, quem sabe até colocar uma coloração para tapar os "Imensos" brancos que espreitam à janela, à porta, no telhado...
Ontem foi um desses dias.
O cabelo já precisava de um corte primaveril, curto como da praxe.
Após pensar no assunto (alguns anos!), resolvi pintá-lo. Quando os primeiros brancos teimaram em aparecer, andava sempre a pintá-lo, mas ficava aborrecida, pois não tenho paciência para cabeleireiros e "odeio" que me mexam no cabelo. A cor andava sempre pelos tons vermelho, tom que até não fica mal e que combina com as sardas. Mas fartei-me! E durante alguns anos, os brancos, que chegavam em catadupa, foram-se apropriando da cabeleira pouco farta, de tão fininho que é.
Resolvi então, não só cortar como pintar.
Claro que não correu bem a deabumlação.
Não gosto de "tias" metidas ao pingarelho e assim que cheguei ao salão houve uma que me deitou um olhar, que parecia que tinha cometido um acto criminoso enquanto estava a dormir, pois sinceramente não me lembro de ter cometido alguma atrocidade criminosa.
Enchi-me de coragem e lá vai disto.
"- Olá M., tenho marcação para as 16.30h."
"- Olá C. espera um pouco que já vamos lavar."
"- Sabes M. tenho um problema!" - disse com o ar mais sério, envergonhado que consegui.
"- O que se passa?"
"- Este fim de semana, apanhei piolhos. Acho que temos que cortar um pente2? ou pente1?"
Se vocês vissem a pingarelha a desviar-se de mim! Acho que só não fugiu do salão, pois tinha as tiras de papel prata na cabeça.
Claro que me comecei a rir, e a M, viu logo que estava a brincar, mas continuou a conversa.
Eu lá me tentava chegar ao pé da "tia" mas ela lá se esquivava como podia.
Quando estava a pagar, perguntou à M. se eu tinha mesmo piolhos e ela disse que estava a brincar. Acho que não foi embora muito convencida, mas ao menos enquanto durou a paródia, divertimo-nos todas.

PS: Obviamente que não coloco foto, pois veriam os rastejantes a lamber-se na tinta :):)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Desabafo

Serve o minguante de inspiração, em noites gélidas...

É obscuro o ar que nos separa
Lá no alto, perto da lua, observo os teus passos, observo o teu ser.

domingo, 1 de maio de 2011

Dia da Mãe

Recebi uma carta, muito bem desenhada pelo pequeno D. (2 anos).
Estou uma super modelo, não acham??
No infantário, como um frasco de perfume para cada mãe, sairia dispendioso, uma areia (pós de giz) colorida é mais agradável à vista. Muita mão de obra infantil a esmagar o giz, ehehehe.
A princesa cá da casa, como sabe do que a mãe gosta, e como a primavera está no ar, e usar ainda a mala de inverno está fora, resolveu presentear-me com esta bonita bolsa e carteira.
Foram umas prendas lindíssimas!!!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

...

Diz o médico para a paciente internada em psiquiatria:
"- Minha querida, fala o dr. E. sou médico. Está ouvindo vozes, é?"
Responde a paciente:
"- Sim senhor doutor. Estou a ouvir a sua."

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Tchaikowsky - Piano Concerto no. 1 (Cecile Licad) 1/4

Ausência

É obscuro o caminho traçado.
Como obscuro está o meu ser.
Longínquo estão os dias límpidos.
Longínquo o meu viver

Viver por vezes dói
Como dói a tua ausência
Para sempre a tua alegria
Para sempre a tua presença

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa Feliz

Páscoa Feliz!!!

Eu bem disse ao espertalhão para não ir roubar os ovos à galinha!!
Mais valia petiscar umas amêndoas. Há de todas as cores, tamanhos e sabores. Mas não! Tinha que se armar em tontinho e assaltar o galinheiro. Valeu o Pinto (não o da Costa, cruz credo!), nem o João, mas o Pinto Vitório (homenagem à madrinha, águia Vitória do Glorioso SLB) para colocar ordem e o bico no assunto.

Depois de ter saído de mãos a abanar, entrou na loja do Sr. C. e lambuzou-se em ovos de chocolate.
Claro que ouviu ralhar. Os ovos são para distribuir pelos amigos bloguistas, que têm a amabilidade e se calhar, mais nada que fazer, para nos vir visitar.

Entretanto no fundo da vitrina, encontrava-se o "Quinteto da Coelheira" já de olho no espertalhão. Mas ficaram aflitos, pois a D. G já embrulhava o mais novo para oferta. E de quinteto, passaram a quarteto.
Lá atrás o sr. Don Folar (tipo máfia siciliana) com a sua dureza de homem do campo, lá conseguiu colocar a criança em ordem. Nada como dois ovos para manter o respeito.

Mais uma tontaria pegada.
Isto tudo para desejar uma PÁSCOA FELIZ a quem me segue e a quem me visita!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O ramo


Breves momentos que me levam a lutar.
Lutar por ti, lutar sem ti.
Aqui estou, fechada, enclausurada nesta bruma que ofusca o meu ser, a minha alma.
Procuro incessante uma presença tua. Uma presença do que foste para mim, do que significaste para mim.
A teus pés eu me deito. A teus pés eu imploro.
Imploro que voltes.
Porque me deixaste assim!?!?!
Já nada que faça, te faz voltar atrás, te faz voltar para mim.
Cheguei tarde. Tão tarde!
Agora, aqui estou! Aqui estou deitada a teus pés. Desejando ter-te.
Uma luta feroz que irrompe o meu ser.
Uma lágrima goteja pela minha face.
Nas minhas mãos, um ramo de rosas é apertado ferozmente. O sangue verte ininterruptamente manchando a pedra que te cobre.
Somente uma imagem é tudo o que de ti tenho. Uma imagem escura, sombria.
Deito-me sobre ti. Fecho os olhos e imagino o teu corpo.
Envolvida em teus braços. Sentindo o teu cheiro.
Os nossos lábios tocam-se suavemente.
A aspereza da gélida pedra faz-me regressar a um pesadelo. O pesadelo da tua ausência eternamente.
Deixo o ramo.
O sangue deixa a pedra manchada, assim como tu manchaste o meu coração.
Sigo em frente, sem olhar para trás. O vento gélido segue os meus passos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um sorriso da Estrela

Ontem o meu dia acabou em beleza. Beleza é pouco! Finalizou com um sorriso de estrelas.

Ver um filme do "meu" Richard Gere, aiaiaiai.
A Diane até pode ter estado bem na sua interpretação, mas para mim o filme foi Richard. O olhar, ai meu deus, aquele olhar!!! E o sorriso?!?
Foi pena ter "morrido" no fim. Nem a Diane conseguiu ficar com ele.

Mas, ainda não foi desta que recebi o convite para jantar!!!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O ar que lhe deu!!!

De férias, em casa, com uma enxaqueca latejante.
Nem na porcaria das férias, consigo descansar.
Uma tarde de domingo ao ar livre com o rebento júnior, deitou-me na cama. Falta de ar, tosse, febre.
Aiaiaiaiaiaiaiai
Que passe a porcaria da primavera rápido, senão é desta que me vou, com o ar que me deu.
Mas não se esqueçam, as bebidas e a música são por minha conta na hora do funeral.

sábado, 16 de abril de 2011

Kenny Rogers y Kim Carnes dont fall in love with a dreamer.



Só mais uma para a despedida, por hoje...

Kenny Rogers & Sheena Easton We've Got Tonight


Ao bisbilhotar a Flor de Jasmim reencontrei esta pérola.
Uma das poucas canções que sei de cor, eheheh

Um Delírio VIII

Beijo
(Edith Blin 1891/1983))

(continuação)

"-O que encontraste?" - perguntei."-Deixa. Um dia conto-te."As nossas mãos continuavam juntas. Por mais estranho que parecesse eu estar de mãos dadas com um desconhecido, que teria idade para ser meu pai, eu sentia-me confortável.
Os seus olhos deixaram de estar tristes. Através deles senti uma calma como nunca tinha sentido.
"-José! Filho! Chegaste!" - gritou Jacinta.
Correu até junto do filho. Abraçaram-se. José elevou sua mãe no ar, deixando-a um pouco sem jeito. Os seus olhos brilhavam de alegria e pequenas lágrimas teimaram em sair. Aquelas duas caras deixavam transparecer um misto de alegria, saudade e dor, profunda dor pelo afastamento dos últimos anos.
"-Maria, estás aí, filha?"
"- Sim D. Jacinta." - respondi com receio de estar a incomodar aquele encontro.
"- Anda conhecer o meu José!"
"- Mãe, deixe a miúda! Nós encontrámo-nos à pouco no riacho. Estávamos a colocar a conversa em dia." - disse piscando-me o olho.

Os dias foram passando normalmente.
Por vezes, via o José passar ao longe. A minha mãe tinha dito que ele sofrera um grande desgosto. Por vezes via-a conversar com a D. Jacinta, mas como diziam que era conversa de adultos afastava-me sempre um pouco.
Os meses foram passando.
Por vezes, encontrava José perto do riacho, a chorar. Queria chegar perto e confortá-lo., mas ao sentir a minha presença, levantava-se e ia embora.
Um dia ao chegar a casa, vi a minha mãe à porta a chorar.
"- Mãe, que se passa? Porque chora?" - perguntei um pouco assustada.
"- É o teu pai, filha. Já não vai para novo."
Passei a porta da rua, entrei e vi o meu pai deitado na cama. O dr. Jorge encontrava-se a seu lado.
"- Dr. o que tem meu pai?"
"- Maria, filha vai lá para fora, deixa o dr. trabalhar descansado!" disse com uma voz tão fina, tão sumida, como se estivesse longe, tão longe.
O dr. Jorge olhou para mim. Com os seus olhos, fez sinal para me retirar.
Amuei. Não queria sair dali. Queria saber o que se passava.
"-Maria, já te disse, sai! É uma ordem!" disse em tom enfurecido.
Eu não ia sair, queria ver o que se estava a passar.
Senti uma mão agarrar a minha. A outra tocou o meu ombro. Estremeci. Conhecia aquele toque. Tinha-o sentido já a alguns anos.
"- Maria vem comigo!" - disse uma voz tão meiga, que me fez voltar a cabeça. Eu conhecia aquela voz. José. Só poderia ser o José.
Os meus olhos ficaram presos ao seu olhar. Senti a sua mão puxar-me. Levou-me para fora de casa. Andámos alguns metros, quilómetros, nem sei.
Chegamos perto do riacho onde nos tínhamos encontrado a primeira vez.
Os anos tinham passado por nós. Estava a poucos meses de fazer 15 anos.
Parámos. José voltou-se para mim. Ficámos de mãos dadas, bem perto um do outro. Os nossos olhos tentavam ver bem dentro um do outro. Vi desejo, vi amor, vi paixão naquele olhar que pouco a pouco ficava bem perto do meu. Fechei os meus olhos. Senti a mão de José acariciar a minha face. Senti a sua respiração tão perto, tão perto.
Senti os seus lábios encostar nos meus. Ardentes, quentes. Deixei-me ficar. Aos poucos senti o meu corpo ser envolvido pelos seus braços.

(continua)

Espelho de dor

Por mais que eu tente,
Por mais que eu me esforce
Nada nem ninguém merece tanta dor, tanta angústia
O espelho da minha alma reflecte toda a dor que sinto
Toda a dor que inflige em meu ser.

Querer é Poder!


Uma lição para muita gente!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Acto de Amor



Em pleno séc. XXI ainda se cometem loucuras por amor. Pensava que isso já nem existisse.

Um rapaz e uma rapariga apaixonaram-se (coisa rara hoje em dia).

E dadndo largas a esse amor, o menino comete uma loucura.

Estando inseridos num ambiente militar, dormindo em casernas distantes. o rapaz num acesso de amor repentino, sai da sua camarata às 3:00h da manhã, percorre a distância numa noite primaveril, com o ar da serra como seu confiente, sua companhia e ao chegar perto da caserna feminina, o seu coração entra em arritmia, daquelas que até se sente o coração à boca, o discurso tantas vezes repetido mentalmente custa a sair, mas mesmo assim enche-se de coragem e bate à porta.

A matrafona da colega, abre a porta e perante tanta insistência, lá resolve chamar a menina, objecto da loucura romântica.

O menino um pouco desajeitado, nervoso, lá consegue pedir a menina em namoro. Sim, em namoro ao vivo e a cores. Poderia pedir através de uma chamada, de um sms, ou mesmo videochamada, mas não, preferiu a via normal, a via da paixão, do cara a cara, sentir o cheiro, o olhar.

Ela, diz sim, começa a chorar, abraçam-se. O "pacto" é selado com um romântico beijo.

Ele sai, volta feliz à sua caserna, e aposto que, se dormiu, deixou-se dormir a sorrir.

A menina voltou para a sua cama, feliz, contou à amiga da cama ao lado (sua confiente nas últimas noites) e adormece a pensar no seu "Romeu".

A matrafona, essa, fica a matutar toda a noite, como vai estragar a história de amor.

Horas depois, o menino é expulso do organismo ao qual dedicou os últimos meses, e que seria o seu futuro, o futuro que ele queria construir com a menina.

A menina chora, pois dormiu a sonhar e acordou num pesadelo, mas a promessa de ficaem juntos mantem-se. Ele tudo fará para ficar a seu lado. Num futuro que só eles o saberão.

A matrafona sorri. Um sorriso sarcástico ao qual os colegas não ficam indiferentes. Será objecto de indiferença, repugnância até acabar o curso. A eterna solitária, como merece.


Esta é uma história verdadeira.

Era necessário todo este aparato por causa de um acto romântico?

Evanescence - Bring Me To Life

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dia Internacional do Café

O café é uma bebida produzida a partir dos grãos torrados do cafeeiro.
Tradicionalmente é consumido quente, bem quentinho. Gelado também sabe bem.
Conta a lenda que um pastor chamado Kaldi observou que as suas cabras ficavam mais espertas ao comer as folhas e frutos do cafeeiro. Ele experimentou os frutos e sentiu maior vivacidade. Um monge da região, informado sobre o fato, começou a utilizar uma infusão de frutos para resistir ao sono enquanto orava.
Existem vários tipos de café:
PÓ DE CAFÉ - Torrado e moído, dependendo do grau de moagem, esse tipo pode ser utilizado para preparar o café de coador ou o espresso;
GRÃOS DE CAFÉ TORRADO - São apenas torrados, mas não moídos. Mais comum para café espresso;
CAFÉ SOLÚVEL - Os grãos são torrados e moídos, depois os sólidos solúveis são extraídos e solubilizados, resultando o produto na forma de grânulos ou pó;
CAFÉ AROMATIZADO - Café com adição de aroma;
CAFÉ GOURMET - Indicação comercial de que o produto é o melhor dentro de uma determinada marca ou categoria;
CAFÉ ORGÂNICO - Produzido em lavouras sem o uso de agro tóxicos fertilizantes químicos;
CAFÉ DESCAFEINADO - A cafeína é extraida dos grãos verdes de café antes de eles serem torrados. Para ser chamado de descafeinado, um café tem que ter mais de 97% de sua cafeína retirada.
Isto tudo para dizer que hoje é o dia Internacional do Café.
Hoje é dia de encharcármo-nos em cafeína até cair para o lado. Das duas uma; ou dá-nos uma pedrada daquelas que passam dois, três dias por nós e não damos por isso; ou manda-nos para o hospital com uma arritmia descomunal.
Gosto muito de café. Não me tira o sono. Em excesso o meu coração palpita descontroladamente e eu a pensar em paixão e afinal é da caféina.
Uma boa companhia, que nos aquece no Inverno.
Um dia chuvoso, frio, vento, uma lareira, um bom livro e uma chávena de café, the best.

PS: Pipe, Feliz Aniversário!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Parabéns!!!!

Hoje o dia amanheceu com sol, brihante.

Meu ser, o meu coração está cinzento, como se um dia chuvoso (que eu gosto muito) ofuscasse todo este brilho.

Partiste num dia assim, contudo hoje, este dia é de celebração. Celebração pelo teu aniversário, que continuo a festejar. E como te festejo? Vendo as tuas fotos, os teus vídeos, recordando-me de ti. Do quanto foste/és importante na minha vida, na minha maneira de ser.

Foi de ti que aprendi os valores morais, a educação, ser benfiquista, ser do desportivo (portalegre), a ser a pessoa que sou hoje.

Lembro-me de ti todos os dias e sorrio ao saber o quanto marcaste a minha vida.

Obrigado P!

Obrigado meu avô querido!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Desassombro


Extraio a tua presença do meu ser.
Refugio o meu corpo, o meu pensamento, enlouquecendo um pouco todos os dias.
Quero esquecer!
Quero esquecer de me lembrar de ti.
Enfraquecida dia a dia.
Só.
O teu cheiro inebria o meu desejo, deliciando o meu pensamento.
São pequenos nadas que me vão fortalecendo.
São pequenos tudo que me deixam de rastos.
Quero sair!
Quero libertar-me!
Peço! Imploro! Enlouqueço! Enfraqueço!
Vejo teu rosto perto.
Sinto a tua tristeza.
Sinto a tua dor!
Liberta-me!

O mar encontra-se calmo.
As ondas envolvem o areal ardentemente!

As tuas lágrimas caem sobre as minhas folhas.
Delicadamente, sinto as tuas mãos no meu corpo...

sábado, 9 de abril de 2011

30 Seconds To Mars - Closer To The Edge



Pronto! Gosto mesmo da música, do grupo, de tudo!!!
Bom fim de semana aos seguidores assíduos e aos que vêm espreitar às vezes!!

Pavarotti "caruso"

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Não é para fugir

É desta que os seguidores, fogem.
Sexta-feira à noite, depois de uma semana enclausurada em casa sem poder sair, o devaneio saí assim:

Eu perdi o DÓ da minha viola
Da minha viola eu perdi o DÓ
Dominar é muito bom, é muito bom
Dominar o povo bobo é muito bom
É bom camarada (isto soa a PCP), é bom camarada, é bom, é bom, é bom
É bom!

Dó, Ré
Eu perdi o RÉ da minha viola
Da minha viola eu perdi o RÉ
Reerguer é muito bom, é muito bom
Reerguer é o que todos queremos, é muito bom
É bom camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom
É bom!

Dó, Ré, Mi
Eu perdi o Mi da minha viola
Da minha viola eu perdi o Mi
Ministrar é muito bom, é muito bom
Ministrar é do que eles fogem, é muito bom
É bom camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom
É bom!

Dó, Ré, Mi, Fá
Eu perdi o Fá da minha viola
Da minha viola eu perdi o Fá
Falência é muito bom, é muito bom
Falência é como nos encontramos, é muito bom
É bom camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom
É bom!

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol
Eu perdi o Sol da minha viola
Da minha viola eu perdi o Sol
Soluções é muito bom, é muito bom
Soluções é o que custa a sair, é muito bom
É bom camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom
É bom!

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá
Eu perdi o Lá da minha viola
Da minha viola eu perdi o Lá
Ladrões é muito bom, é muito bom
Ladrões é o que eles (governo) são, é muito bom
É bom camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom
É bom!

Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si
Eu perdi o Si da minha viola
Da minha viola eu perdi o Si
Sisar (furtar) é muito bom, é muito bom
Sisar é o que eles nos têm feito, é muito bom
É bom camarada, é bom camarada, é bom, é bom, é bom
É bom!

Baseado numa música infantil.
Este post é sintoma de devaneio agudo, por falta de cafeína, metilxantina, e um abuso "imposto" de hidroxizina, ibuprofeno e cetirizina