terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia da TERRA

Quero deitar-me sobre a terra e sentir toda a essência que do seu interior emerge. Quero sentir cada grão rasgar o meu corpo pouco a pouco. Sentir, sujar, arranhar, arrancar cada pedaço, sentindo o cheiro da terra quando a chuva a beija suavemente. É esta a Terra que quero sentir por muitos anos

domingo, 20 de abril de 2014

Desejo-vos uma Páscoa Feliz


Esta é a passagem, o motivo que nos faz acreditar que é possível.
No meu íntimo, eu acredito!
No meu sossego, eu acredito!

Desejo-vos a todos uma Santa Páscoa!

domingo, 13 de abril de 2014

Dia Mundial do Beijo

Imagem retirada da net


Quero beijar
Quero beijar, desejar, sentir
Beijar este, aquele e um outro
beijar, beijar, beijar
Sentir os teus lábios junto aos meus
Com uma ânsia serena
Saboreando suavemente
E poder assim adormecer, sorrindo...nos teus braços

sábado, 12 de abril de 2014

Corrida da ESPERANÇA

Amanhã é dia de prova.
Só não gostei do escalão, veterana 2?! E eu a pensar que era júnior.
Vou só ali correr um bocadinho e já volto!

segunda-feira, 24 de março de 2014

One quê???!!!!

Gosto de uma música dos One Direction?!?! Já me estou a ver aos gritos feita histérica na fila da frente de um concerto com um cartaz a dizer "Louis, make me a baby!" ou a brigar com a pita ao meu lado, quando eles enviam algum adereço para o público. eheheh Esta será a "Story of my life"!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Poesia

Por momentos, mais livre Noutros mais atarefada Às letras sigo sorrindo E a alma iluminada Por vezes a rima custa a sair Planta difícil de colher Neste Dia Mundial da Poesia Finalmente, começou a chover A noite está deslumbrante E a bruma desce pela serra Envolve a cidade magicamente E os sonhos à minha espera

quinta-feira, 20 de março de 2014

Apaixonei-me

Ontem ao início da noite tive uma surpresa. Ligaram-me a dizer que estava a dar, na Antena 1, em directo o concerto de Ana Moura e António Zambujo. Confesso que não sou muito fã de Ana Moura, mas adoro o António Zambujo. E, se já gostava dele, ontem, apaixonei-me perdidamente, eheh.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Saudade

O fim do dia anuncia a sua chegada. A brisa passa suavemente por mim. Mais um dia que passou, mais um sem a tua presença. Quantos dias terão passado desde a última vez que os nossos corpos se uniram intensamente? Sinto o cheiro do teu ser, o calor do teu corpo, o toque das tuas mãos explorando-me, como se o momento tivesse acabado de acontecer. Marcaste a minha vida como se de um desenho se tratasse, tatuado na minha alma. Sinto-me perdida sem ti Sinto-me só Sinto a tua falta

sábado, 15 de março de 2014

Mais um conto seleccionado

E em mais uma parceria com a Pastelaria Studios, o conto erótico que escrevi, foi seleccionado para a próxima colectânea desta editora. Foi difícil de escrever mas no fim adorei o resultado. Depois de ser publicado será aqui "postado". Aguardem...

sexta-feira, 14 de março de 2014

14-03-2005

O dia mais triste da minha vida. Faz hoje 9 anos que partiste. O dia estava tal e qual como hoje e o final escureceu o meu ser eternamente. Há ligação entra pais e filhos? Há! Há ligação entre avós e netos? Há! E a prova foi eu ter sentido o momento da tua partida. A dor passou a saudade, mas uma saudade que por vezes me deixa triste e outras me faz sorrir. Ainda recordo o teu sorriso, a tua pele, as tuas mãos. O teu olhar e o nosso "frio". Eternamente no meu coração, meu doce avô.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Os meus tesouros

O tempo tem passado calmamente. Aprecio um pouco mais a vida, os momentos, as pessoas. Com o Inverno frio, chuvoso resguardamos-nos mais em casa, quase nos obrigando a pensar naqueles assuntos ou pessoas que precisam de um tempo mágico. Apreciamos o sorriso, o olhar, a voz, o todo de um corpo que faz parte da minha história de vida. Em paralelo com os aniversários de nascimento, cada vez mais os aniversários de morte fazem parte das datas a recordar. Sim, lembro-me sempre do nascimento, mas o da morte é aquele que nos marca, que nos cava o coração, deixando-o esfacelado, dificil de reconstruir. Saudade, sim existe saudade. Existe amor, existe dor, por vezes existe alegria, por aquele momento feliz que partilhámos, na sintonia dos pensamentos. Fecho os olhos e bebo tanto de todos os meus companheiros nesta viagem, os que estão, os que já passaram e sorrio por num determinado momento da minha vida me terem feito feliz. E com os olhos fechados beijo todos, uma vez mais. Sentiram?!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Regresso a meio tempo

Já foi há mais de um mês a última vez que visitei a "minha casa". Sentia saudades, mas o tempo, o trabalho, a outra casa não me têm deixado vir aqui tanto como gostaria, mas vamos tentar abrir mais vezes a janela, deixar o ar gelado e húmido que paira na minha terra entrar para alegrar o meu dia. Ah e a bruma que envolve a serra está magnífica...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Escrever na Tua pele

Gostava de escrever na tua pele, sentir através dela todos os desejos, sentimentos. Ter o teu corpo como uma folha branca, pronto a ser tatuado pelos meus dedos. E, em cada toque uma letra, uma palavra, uma frase. Todos os dias, uma folha em branco, pronta a ser escrita. Ir construindo pouco a pouco, o livro que nos embala em cada noite, em cada madrugada.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Invernoso

Os últimos dias têm passado lentamente, mais lento que o normal do dia a dia. O vento pára, pelo ar as folhas ficam suspensas, entre um sopro e outro. As gotículas caem frias no rosto que enregela a cada toque molhado. Quanto tempo terei andado, quantas horas, quantos dias? Pelo chão o manto outonal amontoa-se, beijando os meus pés a cada passo dado. A ramagem despida, chicoteia o meu corpo a cada passagem, marcando-o por todos os erros do passado, por cada escolha, por cada incerteza. Chegou o Inverno...

domingo, 10 de novembro de 2013

Orgulhosamente GLORIOSA!!!

Orgulhosamente Benfiquista e, desculpem lá os sportinguistas, mas este fim de semana o jogo foi nosso e por duas vezes; Taça de Portugal e no Futsal.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

39

O dia amanheceu com um sol radioso, temperatura amena para a época. Não era assim que sonhava o amanhecer hoje. Queria a bruma envolvendo a cidade, a cor cinza inundando os céus. E não é que pedi tanto, que as preces foram ouvidas? Já que hoje é dia de festa, dia de anos, ao menos que seja um dia como os que gosto. Gosto de ter a idade que tenho. Sorrio ao pensar que estou a ficar quase uma quarentinha toda jeitosa, eheheheh.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Enfeitiçada

Imagem retirada da net

Ténue é a linha que nos separa
Linha da vida e morte
Uns dias em desgraça
Outros de pouca sorte

Procuro um feitiço que me prenda
Eternamente ao teu ser
Eternamente em teus braços
E contigo renascer

Pelo mundo divago sozinha 
Na esperança que me encontres
Alumio a minha presença
Beberico em todas as fontes

Feitiço ou enfeitiçada
Nos teus braços me perder
Pensar em ti durante o dia
Ao teu lado adormecer

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Feliz Aniversário, Orquídea!

Imagem retirada da net

Mais um ano, mais um aniversário, pelos vistos o 4º.
Tantos sonhos, tantos desejos, tantas alegrias, tantas tristezas, tanto de mim, tanto da minha alma, do meu ser em muitos dos post's aqui escritos. 
Umas vezes mais assídua, outras mais distante, mas sempre com o pensamento aqui.
Gosto da minha casa e o que tenho feito com ela. O meu projecto!
Nada disto seria possível sem vocês, os que me seguem, os que vêm às vezes e mesmo os que vêm sem querer.
Parar? Nunca!
A escrita é a minha vida!
Por mais quatro ou quarenta, não sei! Apenas sei que agora estou aqui e quero continuar.
  

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Monotonias

Imagem retirada da net 

Mais uma noite mal dormida. A que agora termina deixou marcas profundas no corpo já cansado.
Refugio o meu ser pelos labirintos nocturnos que enaltecem a minha alma.
É pela noite dentro, na solidão do meu quarto, no refúgio que me aconchega, que liberto toda a minha essência. Desmascaro os meus desejos, os meus sonhos, a minha paixão.
Encontro uma manhã negra onde as nuvens despejam com toda a fúria, por momentos, as pequenas partículas suspensas na atmosfera.
Percorro as ruas desertas, onde o guarda-chuva é o meu abrigo. Por cada rua que passo, por cada porta, por cada janela, recordo os sorrisos, as faces que lá habitam ou que já habitaram. Faces que me têm marcado ao longo da minha vida.
Chego ao meu destino, ao sítio onde passo os meus dias, onde o meu corpo, o meu ser se limita a ser um mero objecto de trabalho.
Pela secretária acumulam-se resmas de documentos de um lado e do outro, sempre a mesma monotonia!
Quero fugir!
Quero correr!
O meu olhar desliza até à janela que se encontra aberta, deixando a aragem outonal entrar. Lá fora a chuva continua a marcar presença.
Lentamente a minha alma abandona o meu corpo, correndo para longe. Sinto a chuva molhar o meu rosto, sinto a aragem fresca da manhã. Vejo o verdejante manto que cobre as terras, as árvores que se despem a cada rabanada de vento, o riacho que corre mais forte após as primeiras chuvas. Ao longe, as vacas na sua monotonia.
O céu cinzento contrasta com o verde, os castanhos, os rubros, os vermelhos outonais. Uma paisagem magnífica.
Sorrio a cada passada dada, por cada músculo do meu corpo que se movimenta ora mais aparessado, ora mais lentamente.
As gotas que molham o meu rosto, começam a cair mais forte, acordando-me do pequeno sonho. A minha face encostada à janela, observa a paisagem lá fora. Era uma sonho!
Ajeito os óculos e dirigo-me para a papelada, embrenhando-me no trabalho. Uma folha, e outra, e outra até ao final do dia. 
Fisicamente aqui, fechado entre quatro paredes, mentalmente lá fora, correndo livremente pelo manto outonal.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Batimentos

Imagem retirada da net

Naquele tempo era o centro das atenções de toda a gente de casa, a sala onde era rei e senhor tinha sido decorada com o intuito de me proporcionar destaque supremo.
No dia da minha chegada houve um grande banquete de apresentação. Por mim deslizaram dezenas de dedos, uns mais delicados que outros, uns mais suaves. Os vestidos que roçavam pelos meus pés. Tanto cuidado,tanta atenção. Ao longe uns olhos curiosos. Aquele olhar não me largou desde a chegada. Quem será? Porque não me teria vindo tocar?
Silêncio. Nenhum som a não ser o vento lá fora, as folhas que dançavam, deslizando, voando numa tarde de Outono. Os dedos passam suavemente por todas as teclas, todas as 85 teclas recebem um pequeno toque como se de um acordar se tratasse. Todos os "dó", "ré", "mi", "fá", "sol", "lá", "si", entrelaçam-se entre os sustenidos e bemóis, vibrando cada corda no seu som. Sorrateiramente, o menino do olhar foi-se chegando. Um dia, quando não estava ninguém na sala, senti o seu toque. Os olhos sorriam a cada contacto. Mãos suaves, dedos pequenos, magros, mãos de anjo que me acariciavam delicadamente a cauda,as teclas. Momento mágico, único, só nosso. Durante anos, as visitas tornaram-se mais assíduas. Momentos íntimos, só nossos! Aos poucos, as mãos foram-se tornando maiores, mãos de homem, mas o toque continuava angelical. As flores que brotavam na primavera, o mar amarelo das searas no verão, as folhas caindo no outono, e a chuva intensa no inverno, não igualavam os nossos momentos dentro daquela sala. Alguns anos depois as visitas foram rareando. Pouco a pouco fui deixado ao abandono. A sala já não era arajada todos os dias, nenhuma companhia, nenhum dedos acariciando as teclas, passando suavemente por todo o meu ser, pela minha alma musical. Certo dia, um dia cinzento, chuvoso, ele voltou para mim. As mãos que me tocaram estavam rugosas, ásperas, a sua agilidade lenta. Pequenas gotas caíam por cima das teclas. Não era a chuva que teimava em cair fortemente lá fora, eram lágrimas, lágrimas de compaixão, de saudade, de dor. Lentamente, o corpo desfaleceu e tombou por cima das teclas. Recordei o suave contacto do primeiro dia, o toque das mãos de anjo que me tocaram tantos e tantos anos. A vida é feita de lembranças, e hoje, aqui, nesta sala onde as janelas por vezes estão fechadas, onde os sorrisos e o toque musical rareia, onde as estações passam devagar demais, fechei "os olhos" e recordei as mãos de anjo que por mim passaram e me marcaram.