À sua maneira, os meus avós foram importantes na minha vida, no meu crescimento, mesmo aqueles que perdi ainda novinha.
Hoje em dia só tenho a minha avó materna, a matriarca da família.
Ter avós é como ter tesouros escondidos numa noite de luar.
Hoje comemora-se o seu dia, mas todos os dias deviam ser dias de avós.
Termos tempo para eles, para os visitar, ou simplesmente para os ouvir, pois eles têm tanto para nos contar, mesmo quando já repetem a mesma conversa vezes seguidas.
Gostaria que o meu avô António tivesse visto a mulher que me tornei. Sim aquela menina pequenina que levava à pré-escola todos os dias antes de ir trabalhar.
Gostaria que a avó Teresa tivesse partilhado os seus conhecimentos femininos comigo. Quem sabe hoje sabia pintar as unhas e pintar-me sem parecer uma pintura rupestre.
Gostaria que o avô Porfírio tivesse visto que a menina das mãos habilidosas escreve coisas bonitas (acho eu), que tirou um curso superior com 36 anos, e que tem um menino traquinas como ela era.
Gostaria de ver a avó Nazaré todos os dias. Gosto de dar beijinhos na sua cara enrrugada, ver os seus dedos gordinhos passar na minha face, sorrirmos quando ela se engana a dizer as coisas.
Hoje, dia dos Avós um beijinho para todos os Avós.
Beijinhos para a minha mãe que para além de já ser avó, hoje faz anos.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
"Sombras" em poema
Ergues possante o teu ser
Inebriando minha alma
Fortaleces, enfraquecendo-me
Tanto cuidado, tanta calma
Da escuridão, uma companhia
Transformando o meu ser
Pele rasgada ao emergir
pela ânsia de beber, por viver
Água! É tudo o que desejo
Apertada, lentamente sufocada
Marcado o meu corpo ressequido
Na terra renasci, abandonada
Troveja ao longe no firmamento
Mil raios faíscam pelo céu
Hum! Que cheiro a terra molhada
Cheiro forte, só meu!
Cheiro intenso que me enlouquece
Humidade envolvente, divina
Ouço a chuva ao longe
Imagino gotas cristalinas
A terra move-se intensamente
Numa luta furiosa
Castiga uma vez mais meu corpo
Debato-me no leito, formosa
Gota a gota vão caindo
perto, cada vez mais perto
Sinto-as passar a meu lado
Sinto meu corpo, liberto
Já não aguento mais.
Quero sair! Não pode tardar!
Meu corpo recebe furioso castigo
na luta, revoltosa. Tem que acabar!
A água chega enfim
Encharcando tudo ao passar
Para mim foi tarde o milagre
Desfaleci, sofri, acabou por me matar!
Inebriando minha alma
Fortaleces, enfraquecendo-me
Tanto cuidado, tanta calma
Da escuridão, uma companhia
Transformando o meu ser
Pele rasgada ao emergir
pela ânsia de beber, por viver
Água! É tudo o que desejo
Apertada, lentamente sufocada
Marcado o meu corpo ressequido
Na terra renasci, abandonada
Troveja ao longe no firmamento
Mil raios faíscam pelo céu
Hum! Que cheiro a terra molhada
Cheiro forte, só meu!
Cheiro intenso que me enlouquece
Humidade envolvente, divina
Ouço a chuva ao longe
Imagino gotas cristalinas
A terra move-se intensamente
Numa luta furiosa
Castiga uma vez mais meu corpo
Debato-me no leito, formosa
Gota a gota vão caindo
perto, cada vez mais perto
Sinto-as passar a meu lado
Sinto meu corpo, liberto
Já não aguento mais.
Quero sair! Não pode tardar!
Meu corpo recebe furioso castigo
na luta, revoltosa. Tem que acabar!
A água chega enfim
Encharcando tudo ao passar
Para mim foi tarde o milagre
Desfaleci, sofri, acabou por me matar!
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Aniversário Esquecido
E, quando na azáfama do dia a dia, nos esquecemos do aniversário de um amigo??
Pior, e quando é esse mesmo amigo que nos chama a atenção para o facto??
É enfiar a cabeça na areia de vergonha e pedir desculpas todos os dias até ao próximo aniversário, eheheheh
Agora a sério.
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!
Pior, e quando é esse mesmo amigo que nos chama a atenção para o facto??
É enfiar a cabeça na areia de vergonha e pedir desculpas todos os dias até ao próximo aniversário, eheheheh
Agora a sério.
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!!!!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Oh Dear John!
O que fazer? Eu sou assim e nada me irá mudar.
Gosto de ver filmes dramáticos, românticos, daqueles que a meio já estamos com a lágrima no canto do olho, e no final a tormenta já é tanta que nem conseguimos ver as legendas.
O culpado desta vez, foi o "Dear John", um filme de Lasse Hallstrom, baseado no livro de Nicholas Sparks, de 2010.
A Anónima Marisa é fã do sr. Sparks e já tenho lido alguns dos seus livros "obrigada", eheheh.
Se antes gostava de ver alguns filmes do sr. Channing, com este fiquei fã incondicional. O homem fez-me chorar baba e ranho que se farta.
Mas para compensar, tenho o "Magic Mike" debaixo de olho. Aquilo é que vai ser chorar por ver tanta "dança".
Gosto de ver filmes dramáticos, românticos, daqueles que a meio já estamos com a lágrima no canto do olho, e no final a tormenta já é tanta que nem conseguimos ver as legendas.
O culpado desta vez, foi o "Dear John", um filme de Lasse Hallstrom, baseado no livro de Nicholas Sparks, de 2010.
A Anónima Marisa é fã do sr. Sparks e já tenho lido alguns dos seus livros "obrigada", eheheh.
Se antes gostava de ver alguns filmes do sr. Channing, com este fiquei fã incondicional. O homem fez-me chorar baba e ranho que se farta.
Mas para compensar, tenho o "Magic Mike" debaixo de olho. Aquilo é que vai ser chorar por ver tanta "dança".
sábado, 14 de julho de 2012
Sinto Muito - Nuno Lobo Antunes
O livro que estou a ler no momento.
Estou a adorar conhecer este médico escritor que escreve de uma forma tão apaixonante, tão intensa que nos prende a cada história contada, histórias de vida real, sofrida e na maioria das vezes por onde a morte já passou.
Os seus outros dois livros já estão na mesinha de cabeceira, pois será a leitura que se segue.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Haja Greve
Oh gente! Escutem lá!
O que quer dizer "Greve dos médicos"???
Quer dizer que os médicos estão a fazer greve, e nesta, com os cortes que têm sofrido, só mesmo os dos serviços mínimos é que devem estar a trabalhar.
É que só hoje já entraram pela porta mais de 10 dadores de sangue. E depois ficam admirados quando lhes digo que o médico não está.
Não ouvem as notícias, ou estão com vontade de chatear??!!
O que quer dizer "Greve dos médicos"???
Quer dizer que os médicos estão a fazer greve, e nesta, com os cortes que têm sofrido, só mesmo os dos serviços mínimos é que devem estar a trabalhar.
É que só hoje já entraram pela porta mais de 10 dadores de sangue. E depois ficam admirados quando lhes digo que o médico não está.
Não ouvem as notícias, ou estão com vontade de chatear??!!
Acordado
E, por momentos o tempo voa
E, por momentos o sonho vive
acordado
Num simples sorriso teu
Num simples toque teu
Um único olhar
Para me fazer sorrir
e, adormeço contigo a meu lado
Uma estrela, lá fora, a brilhar
O meu ser, amado
E, por momentos o sonho vive
acordado
Num simples sorriso teu
Num simples toque teu
Um único olhar
Para me fazer sorrir
e, adormeço contigo a meu lado
Uma estrela, lá fora, a brilhar
O meu ser, amado
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Momentos
Serão os momentos só meus e teus que eu gostaria guardar até ao fim da vida, até ao fim da minha vida.
O quanto eu queria recordar todos os momentos que nós tivemos e poder um dia, senti-los como os sinto agora.
O quanto eu queria recordar todos os momentos que nós tivemos e poder um dia, senti-los como os sinto agora.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Prenda de Natal - Post com seis meses de atraso, eheh (mais vale tarde, do que nunca)
Já estava em falta desde o Natal do ano passado.
Uma prenda da Anónima Marisa, minha cunhada, que Adorei.
Um livro em branco e uma esferográfica para dar asas à minha imaginação.
Mas, a prenda é tão linda, tão linda que tenho medo de a estragar. Lá está, no meu quarto, perto do campo de visão, mas a inspiração tem andado tão em baixo nestes últimos dias.
Falta algo que mexa comigo.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Menina sardenta
Timidamente foram aparecendo ao longo da minha infância, uma na bochecha, outra mais perto do lábio.
Pequenos sinais que faziam a minha delícia quando os contava.
"-Não contes os sinais que não é bom!" - já dizia a minha avó.
Se era bom ou não, não sei, nunca me aconteceu nada, pelo menos que eu desse conta.
A certa altura já eram tantos, tantos que os fui deixando de contar.
Quando o sol aquece, e os braços começam a andar mais à fresca, lá vão aparecendo uns sinais novinhos.
Sinais e sardas, muitas, muitas sardas.
Presentemente gosto das sardas que estão nos meus ombros, acho-as engraçadas e ficam lá muito bem, eheh.
Mas nunca me esqueço de uma coisa que avó dizia: "-Deus te marcou, um defeito te encontrou"
"-Eram preciso tantos!!!!" - penso eu.
Pequenos sinais que faziam a minha delícia quando os contava.
"-Não contes os sinais que não é bom!" - já dizia a minha avó.
Se era bom ou não, não sei, nunca me aconteceu nada, pelo menos que eu desse conta.
A certa altura já eram tantos, tantos que os fui deixando de contar.
Quando o sol aquece, e os braços começam a andar mais à fresca, lá vão aparecendo uns sinais novinhos.
Sinais e sardas, muitas, muitas sardas.
Presentemente gosto das sardas que estão nos meus ombros, acho-as engraçadas e ficam lá muito bem, eheh.
Mas nunca me esqueço de uma coisa que avó dizia: "-Deus te marcou, um defeito te encontrou"
"-Eram preciso tantos!!!!" - penso eu.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Onde anda o azul do céu??
Com o tempo quente, seco e nebulado não há quem veja o céu azulinho há mais de 4 dias.
Ontem às 16:20h o termómetro marcava 46graus.
Para parecer um deserto só falta mesmo a areia, pois os camelos já por cá andam a governar-nos.
Mas este assunto da troika é para levar a sério, mesmo! É que até o céu azul já nos tiraram.
Ontem às 16:20h o termómetro marcava 46graus.
Para parecer um deserto só falta mesmo a areia, pois os camelos já por cá andam a governar-nos.
Mas este assunto da troika é para levar a sério, mesmo! É que até o céu azul já nos tiraram.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Quero andar na ambulância tuning
Por vezes a minha pessoa é protagonista de situações um pouco embraçosas.
Sábado, a caminho de Avis para mais uma sessão vampiresca, íamos nós no transporte de doentes do Hospital, como quem diz uma ambulância.
A música ia num tom baixo. Começa a tocar uma música de Pedro Abrunhosa e peço ao motorista para elevar um pouco o som, pois não ouvia nada, e assim seguimos.
Já muito perto de Avis, e já devíamos ir assim com a música num tom mais alto há mais de 20 minutos, resolvi assoar-me. E como que por magia, os ouvidos que estavam bloqueados, "destaparam-se" e, meus meninos o som ia num tom muito alto, mas ninguém se queixava.
Resolvi logo contar o que aconteceu e pedir para baixar o som.
Foi risada geral até chegarmos ao destino.
Quem andou por aqueles lados este sábado, deve ter ouvido a ambulância tuning passar. É que só lhe faltava os "pirilampos" a piscar e o motor mais potente, eheheh.
Sábado, a caminho de Avis para mais uma sessão vampiresca, íamos nós no transporte de doentes do Hospital, como quem diz uma ambulância.
A música ia num tom baixo. Começa a tocar uma música de Pedro Abrunhosa e peço ao motorista para elevar um pouco o som, pois não ouvia nada, e assim seguimos.
Já muito perto de Avis, e já devíamos ir assim com a música num tom mais alto há mais de 20 minutos, resolvi assoar-me. E como que por magia, os ouvidos que estavam bloqueados, "destaparam-se" e, meus meninos o som ia num tom muito alto, mas ninguém se queixava.
Resolvi logo contar o que aconteceu e pedir para baixar o som.
Foi risada geral até chegarmos ao destino.
Quem andou por aqueles lados este sábado, deve ter ouvido a ambulância tuning passar. É que só lhe faltava os "pirilampos" a piscar e o motor mais potente, eheheh.
Quantos???
Para quem andava a chamar pelo Verão, ele chegou.
Hoje para aqui, esperam-se 40graus!!
Isto é que vais ser andar com a língua de fora!!!
Hoje para aqui, esperam-se 40graus!!
Isto é que vais ser andar com a língua de fora!!!
sexta-feira, 22 de junho de 2012
E o resto da equipa???
E porque é que hoje, todos os jornais têm na capa o Cristiano Ronaldo????
Por acaso o resto da equipa não jogou?
E o excelente passe que o João Moutinho fez que foi "meio-golo"???
Por acaso o resto da equipa não jogou?
E o excelente passe que o João Moutinho fez que foi "meio-golo"???
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Prenda no 1º dia de Verão.
Uma prenda que recebi hoje da minha Amiga Mané.
Já tem lugar na minha sala.
Já lhe disse que para o Natal, compro uma folha maior, e que o meu quarto é em tons de vermelho e preto, eheh.
Uma excelente pintora, sem dúvida!
Ataques de vedetismo da M&%$# da Selecção
Quando começou o campeonato europeu de futebol, prometi a mim mesma que não iria falar sobre futebol, ou mesmo até sobre a nossa selecção.
Mas, as "birras" nos nossos jogadores tiraram-me do sério.
Desde já peço desculpa por algum palavreado menos próprio.
Então homens que ganham o que eles ganham, que tem feito umas exibições nada espectaculares (sim ganharam à Dinamarca e à Holanda) comportam-se da maneira que se comportam com os portugueses que os apoiam, com os portugueses cá em Portugal e com os muitos que foram até à Ucrânia e à Polónia ou que lá estejam emigrados. Estão as pessoas à porta dos hóteis para os ver, e nenhum se digna a olhar, a dar um autógrafo, nem tão pouco acenar para as pessoas? E mesmo até a vedeta da Madeira com a m$#%& do capuz na cabeça para ninguém ver que era ele, para não o chamarem. O único que tenho visto acenar ou sorrir, nem português de gema é. Só tristes!
Nem à comunicação social falam?
E vem o Paulo Bento dizer que têm razão por se comportar assim!
Eu sei bem o que vos fazia.
O que mereceiam era não ter ninguém nos estádios a apoiá-los, nem tão pouco a recebê-los junto aos hóteis. E nem mesmo quando chegassem a Portugal.
Vedetas da M&%$# são o que vocês são!
Mas, as "birras" nos nossos jogadores tiraram-me do sério.
Desde já peço desculpa por algum palavreado menos próprio.
Então homens que ganham o que eles ganham, que tem feito umas exibições nada espectaculares (sim ganharam à Dinamarca e à Holanda) comportam-se da maneira que se comportam com os portugueses que os apoiam, com os portugueses cá em Portugal e com os muitos que foram até à Ucrânia e à Polónia ou que lá estejam emigrados. Estão as pessoas à porta dos hóteis para os ver, e nenhum se digna a olhar, a dar um autógrafo, nem tão pouco acenar para as pessoas? E mesmo até a vedeta da Madeira com a m$#%& do capuz na cabeça para ninguém ver que era ele, para não o chamarem. O único que tenho visto acenar ou sorrir, nem português de gema é. Só tristes!
Nem à comunicação social falam?
E vem o Paulo Bento dizer que têm razão por se comportar assim!
Eu sei bem o que vos fazia.
O que mereceiam era não ter ninguém nos estádios a apoiá-los, nem tão pouco a recebê-los junto aos hóteis. E nem mesmo quando chegassem a Portugal.
Vedetas da M&%$# são o que vocês são!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Bela por ti
"Bela como livro que se desfolha,
com deleite.
Em Alexandria não havia papiro
tão perfeito.
Deixa-me olhar-te, por favor, nesse teu leito.
Sabes que sonho com ele,
teu corpo perfeito.
Por que não me aceitas,
do meu jeito?"
Mário Casa Nova Martins (A Voz Portalegrense)
No leito em que me deito,
contemplando o teu ser
Belo, sedutor, feiticeiro.
Quanto de ti "bebo", somente por te ver?
Quando teus olhos, os meus encontra
faíscam pedras de rubi escarlate
Tanta saudade, tanta dor
Será possível
nosso Amor?
Resposta a um post que li no blog "A Voz Portalegrense", e o qual aqui publico após a autorização do seu autor.
com deleite.
Em Alexandria não havia papiro
tão perfeito.
Deixa-me olhar-te, por favor, nesse teu leito.
Sabes que sonho com ele,
teu corpo perfeito.
Por que não me aceitas,
do meu jeito?"
Mário Casa Nova Martins (A Voz Portalegrense)
No leito em que me deito,
contemplando o teu ser
Belo, sedutor, feiticeiro.
Quanto de ti "bebo", somente por te ver?
Quando teus olhos, os meus encontra
faíscam pedras de rubi escarlate
Tanta saudade, tanta dor
Será possível
nosso Amor?
Resposta a um post que li no blog "A Voz Portalegrense", e o qual aqui publico após a autorização do seu autor.
As minhas leituras de Verão...
Este ano tenho já um livro destinado para essas leituras. Foi o prémio do passatempo da D. Verita.
Habitualmente não destino nenhum livro para ler, como faço leituras durante o ano inteiro, por vezes é o que aparece.
Habitualmente não destino nenhum livro para ler, como faço leituras durante o ano inteiro, por vezes é o que aparece.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Um dia no campo no Verão..
Seja Verão, Outono ou Inverno (Primavera não tanto por causa das alergias e da bronquite) esta paisagem do campo faz parte de muitos dos meus fins de semana.
É tão bom acordar de manhã,ouvir o guizo das cabras que passam perto, e nada mais.O silêncio que fica após a sua passagem, o olhar para a serra em frente e deixar-me ficar sem nada para fazer.
O almoço é grelhados feitos na rua, e também lá saboreados.
Os cães, são o grave problema, muitos e gigantes, embora o cunhado me garanta que não fazem mal, mas nunca fiando. Os gatos este ano com criação acrescida passeiam-se pela rua.
Claro por lá também andam cobras, lagartos, lagartixas, javalis e até já vi uma raposa.
O ano passado foi arranjada a piscina e era tão bom chegar às seis da tarde depois de um sábado a trabalhar e dar uns mergulhos sozinha, mas por pouco tempo, pois a rapaziada mais nova saltava tudo lá para dentro e lá se acabava o sossego, mas não fazia mal, eheh, assim é que é bom.
O jantar também na rua acontece muitas vezes já ao final da tarde, e acaba sempre já com as estrelas e lua por companhia.
Ali nem damos pelo tempo passar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Os amores de Verão...
Não era bem amor só de verão.
A paixoneta que tinha pelo vizinho Pedro ia mais além do verão.
Claro que ele não reparava em mim.
Os dias que passei a ler ao sol, voltada para a casa dele, com esperança que ele reparasse em mim. Não havia escaldão nem dor de cabeça que aguentasse.
A paixoneta que tinha pelo vizinho Pedro ia mais além do verão.
Claro que ele não reparava em mim.
Os dias que passei a ler ao sol, voltada para a casa dele, com esperança que ele reparasse em mim. Não havia escaldão nem dor de cabeça que aguentasse.
As melhores férias de Verão...
Sem dúvida que as melhores férias de verão, foram as passadas em casa dos meus avós, ou o mesmo que dizer em minha casa.
Lá tinha a minha praia (o tanque de lavar a roupa), o meu areal (terreno debaixo da videira), os meus gelados (água com groselha no congelador), a minha leitura (livros trazidos da biblioteca), e tudo o que poderia imaginar, estava alí à minha mão.
Não trocaria por nada deste mundo, as férias de verão da minha infância.
Lá tinha a minha praia (o tanque de lavar a roupa), o meu areal (terreno debaixo da videira), os meus gelados (água com groselha no congelador), a minha leitura (livros trazidos da biblioteca), e tudo o que poderia imaginar, estava alí à minha mão.
Não trocaria por nada deste mundo, as férias de verão da minha infância.
sábado, 16 de junho de 2012
A minha toalha de praia...
O que poderei dizer da minha toalha de praia?
Que é minha quando vou para a piscina, praia ou barragem, mas acaba sempre por limpar os filhos.
A minha toalha é mais o sol, e uma pontinha qualquer das toalhas dos filhos.
Ser mãe é duro!!
Que é minha quando vou para a piscina, praia ou barragem, mas acaba sempre por limpar os filhos.
A minha toalha é mais o sol, e uma pontinha qualquer das toalhas dos filhos.
Ser mãe é duro!!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Dia Mundial do Dador de Sangue
Mais uma comemoração do dia mundial do dador de sangue.
"Doar sangue é doar vida"
Infelizmente todos os dias é necessário este líquido precioso que ajuda a salvar vidas.
Eles, os dadores têm andado zangados com o nosso governo pelas medidas de austeridade tomadas em relação às taxas moderadoras.
Não têm razão nesta zanga.
O VERDADEIRO dador de sangue não olha aos beneficios desta prática, pensa sim, no bem que pode fazer.
O dador de sangue habitual anda vigiado, raramente vai a outro médico que não o Imuno-hemoterapeuta.
Há alguns anos atrás não havia estas benesses e as pessoas doavam sangue.
Estão mal habituados, e nem sabem o que tenho ouvido nestes primeiros seis meses do ano. Uns compreendem e até mudam o pensamento, mas há outros bastantes "ranhosos" que nem à chapada lá vão.
Tivemos uma pequena quebra no início, mas agora até não estamos mal. Temos que agradecer aos pardais, quer dizer os futuros GNR que estão na Escola Prática que têm feito das minhas terças e quintas feiras, manhãs engraçadas, aos alunos da Escola de Enfermagem que também têm dado uma ajuda.
Mas hoje é dia de festa!!!
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Feira da Saúde do Alentejo
Nos dias 14 e 15 de Junho, Portalegre, mais concretamente a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre com a colaboração da Administração Regional de Saúde do Alentejo e da Câmara Municipal de Portalegre, tem a honra que convidar toda a comunidade para a Feira da Saúde do Alentejo que visa:
- Apresentar serviços e recursos de Saúde;
- Promover a interação dos serviços de Saúdecom a população;
- Sensibilizar a população para a promoção da Saúde e alertar para a prevenção de algumas doenças;
- Avaliar indicadores de Saúde da população;
- Realizar sessões de esclarecimento.
Para além do Evento Científico - Estrutura dos Cuidados de Saúde no Alentejo: um debate organizacional, no Auditório da Câmara Municipal no dia 15 de Junho, haverá muitas actividades no Jardim da Avenida da Liberdade (Jardim do Tarro).
Nestes dois dias, podemos fazer rastreios de acuidade visual, optometria, acuidade auditiva, glicémia, colesterol, tensão arterial, índice de massa gorda, índice de massa corporal, função respiratória, cárie dentária.
Portanto dois dias em que a Saúde sairá à rua.Peço desculpa, mas a minha "nabice" computadoramente falando, não me deixou colocar aqui o programa.
Escolhas
A vida é feita de escolhas. Escolhas essas que nos são presentes na vida pelos obstáculos que se nos deparam todos os dias.
Logo assim que acordamos fazemos escolhas: "Levanto-me?" ou "Deixo-me ficar deitada?", e por aí fora ao longo do dia.
Por vezes não fazemos a melhor escolha e deparamo-nos com as consequências desses actos.
As escolhas certas, ou que no momento achámos como certas, fazem-nos sorrir, viver confiantes, alegres.
As escolhas erradas, fazem-nos tombar, sofrer, viver em angústia, mas ajudam-nos a levantar de novo mais fortes e a enfrentar tudo e todos. Aprendemos com os erros, são pequenas batalhas que temos que travar para ganhar a guerra da vida.
Olhando para trás, não considero que tenha escolhido mal o caminho a seguir.
A morte do meu pai em 1979, alterou a minha vida, mas aí a escolha foi-me imposta e eu só tive que seguir em frente. Tive uma infância feliz, fui feliz e aprendi muito com o pouco que tinha.
As escolhas pessoais e profissionais também foram importantes.
A criação deste blog, foi outra das minhas escolhas. Sempre gostei de escrever, embora não o tivesse feito durante alguns anos.
Um dia de Outono de 2009 foi a altura escolhida.
Que nome para o blog, que nome para mim? Fácil.Orquídea, a flor que mais gosto. Carlota Pires Dacosta, o nome que me chamam desde pequena.
Praticamente ninguém que me conhece pessoalmente sabe que tenho um blog, nem tão pouco que escrevo. Tenho tanto de mim aqui escrito. Os meus pensamentos, os meus poemas. Muita gente não iria acreditar que sou eu que escrevo.
Passo despercebida no meio da multidão e assim quero ficar.
Logo assim que acordamos fazemos escolhas: "Levanto-me?" ou "Deixo-me ficar deitada?", e por aí fora ao longo do dia.
Por vezes não fazemos a melhor escolha e deparamo-nos com as consequências desses actos.
As escolhas certas, ou que no momento achámos como certas, fazem-nos sorrir, viver confiantes, alegres.
As escolhas erradas, fazem-nos tombar, sofrer, viver em angústia, mas ajudam-nos a levantar de novo mais fortes e a enfrentar tudo e todos. Aprendemos com os erros, são pequenas batalhas que temos que travar para ganhar a guerra da vida.
Olhando para trás, não considero que tenha escolhido mal o caminho a seguir.
A morte do meu pai em 1979, alterou a minha vida, mas aí a escolha foi-me imposta e eu só tive que seguir em frente. Tive uma infância feliz, fui feliz e aprendi muito com o pouco que tinha.
As escolhas pessoais e profissionais também foram importantes.
A criação deste blog, foi outra das minhas escolhas. Sempre gostei de escrever, embora não o tivesse feito durante alguns anos.
Um dia de Outono de 2009 foi a altura escolhida.
Que nome para o blog, que nome para mim? Fácil.Orquídea, a flor que mais gosto. Carlota Pires Dacosta, o nome que me chamam desde pequena.
Praticamente ninguém que me conhece pessoalmente sabe que tenho um blog, nem tão pouco que escrevo. Tenho tanto de mim aqui escrito. Os meus pensamentos, os meus poemas. Muita gente não iria acreditar que sou eu que escrevo.
Passo despercebida no meio da multidão e assim quero ficar.
O que mais gosto de comer no Verão...
Gaspacho.
Para quem não sabe é sopa de tomate, pepino, pimento, presunto, cebola, azeite, água e muito gelo.
Tem algumas variedades, mas eu gosto imenso desta.
Para quem não sabe é sopa de tomate, pepino, pimento, presunto, cebola, azeite, água e muito gelo.
Tem algumas variedades, mas eu gosto imenso desta.
terça-feira, 12 de junho de 2012
As noites de Verão...
Noites pequenas nas quais temos que aproveitar para desfrutar todos os inquietantes momentos sombrios.
Gosto das noites de lua cheia no verão.
Gosto de ouvir o canto dos grilos.
Gosto do tempo quente que se faz sentir até a madrugada raiar.
Gosto de dormir.
Gosto das noites de lua cheia no verão.
Gosto de ouvir o canto dos grilos.
Gosto do tempo quente que se faz sentir até a madrugada raiar.
Gosto de dormir.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
As manhãs de Verão...
Quando o sol entra pela janela aberta de par em par, tocando o nosso corpo despertando-o, é como se todo os nossos sentidos despertassem de um sono envolvido por anjos.
Se estou de férias, gosto de acordar calmamente, deixar-me ficar a fazer ronha, até me levantar.
Se é dia de trabalho, a vontade de ficar mais um pouco é certa, mas não pode ser, toca a levantar!!
Se estou de férias, gosto de acordar calmamente, deixar-me ficar a fazer ronha, até me levantar.
Se é dia de trabalho, a vontade de ficar mais um pouco é certa, mas não pode ser, toca a levantar!!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Festas, arraiais e festivais de Verão
Os arraiais dos Santos Populares.
Lá volto eu, de novo, à minha infância.
Na altura em que os vizinhos eram família, que as portas estavam dia e noite abertas, recordo umas das festividades que unia alguns vizinhos da Senhora Santa Ana.
Os preparativos começavam mais cedo para as poucas crianças que ali viviam, onde eu me incluía. Recortar folhas de papel dobradas a fazer desenhos engraçados que depois colávamos num cordel e pendurávmos no sítio onde seria a festa, varrer a rua das pedras e desejar que o dia chegasse era a nossa tarefa.
Eu levava os dias a pensar na festa, o que se iria passar, o que íamos comer, andava eufórica. Na altura as festas eram tão raras que uma preciosidade destas era para se aproveitar ao máximo.
No dia da festa, depois do horário de trabalho, os adultos cortavam alguns ramos da palmeira para enfeitar o "recinto" da festa, colocavam um fio de lâmpadas para iluminar ainda mais o recinto, colocavam o grelhador em sítio certo, as mulheres descascavam as batatas, arranjavam os pimentos para a assar e os tomates para a salada.
Nesta altura já andava "maluca" com a agitação, e por vezes só fazia disparates.
A aparelhagem já tocava as marchas populares.
Aos poucos os vizinhos iam aparecendo para confraternizar.
As mesas já estavam postas na rua, com toalhas de plástico, os copos, pratos e talheres de plástico, as saladas, e os mangericos a enfeitar.
No grelhador as sardinhas já pingam para as brasas. Humm que cheirinho tão bom! As batatas já estão cozidas e a caminho da mesa.
Chego perto da avó e digo que tenho fome. Ela pega num prato com batatas, coloca duas sardinhas, salada e tomate e pimentos, de seguida um copo de laranjada e vou colocar-me no sítio mais elevado que encontro para poder observar a festa no seu todo.
Por vezes esqueço-me de comer para observar a festa.
Vai anoitecendo, as luzes iluminam o cantinho da festa que está bem animada, com dança, cantigas e acima de tudo confraternização entre vizinhos. Até há uma fogueira!
A avó diz que é tarde que tenho que me ir deitar, faço uma pequena birra para ficar, mas mesmo assim ela não deixa.
Já na cama, imagino o que se passará lá fora. As luzes iluminam o quarto, o cheiro das sardinhas a assar deixa-me com água na boca, o som das músicas populares entra pelo quarto embalando-me até o sono chegar.
Era assim há muitos anos atrás.
Hoje em dia a vizinhança envelheceu, outros morreram e as crianças que davam alegria aquele casario de pouco mais de 10 casas foram morar para outro lado, cresceram, casaram.
Quando chega esta altura lembro-me com saudade destas festas.
Lá volto eu, de novo, à minha infância.
Na altura em que os vizinhos eram família, que as portas estavam dia e noite abertas, recordo umas das festividades que unia alguns vizinhos da Senhora Santa Ana.
Os preparativos começavam mais cedo para as poucas crianças que ali viviam, onde eu me incluía. Recortar folhas de papel dobradas a fazer desenhos engraçados que depois colávamos num cordel e pendurávmos no sítio onde seria a festa, varrer a rua das pedras e desejar que o dia chegasse era a nossa tarefa.
Eu levava os dias a pensar na festa, o que se iria passar, o que íamos comer, andava eufórica. Na altura as festas eram tão raras que uma preciosidade destas era para se aproveitar ao máximo.
No dia da festa, depois do horário de trabalho, os adultos cortavam alguns ramos da palmeira para enfeitar o "recinto" da festa, colocavam um fio de lâmpadas para iluminar ainda mais o recinto, colocavam o grelhador em sítio certo, as mulheres descascavam as batatas, arranjavam os pimentos para a assar e os tomates para a salada.
Nesta altura já andava "maluca" com a agitação, e por vezes só fazia disparates.
A aparelhagem já tocava as marchas populares.
Aos poucos os vizinhos iam aparecendo para confraternizar.
As mesas já estavam postas na rua, com toalhas de plástico, os copos, pratos e talheres de plástico, as saladas, e os mangericos a enfeitar.
No grelhador as sardinhas já pingam para as brasas. Humm que cheirinho tão bom! As batatas já estão cozidas e a caminho da mesa.
Chego perto da avó e digo que tenho fome. Ela pega num prato com batatas, coloca duas sardinhas, salada e tomate e pimentos, de seguida um copo de laranjada e vou colocar-me no sítio mais elevado que encontro para poder observar a festa no seu todo.
Por vezes esqueço-me de comer para observar a festa.
Vai anoitecendo, as luzes iluminam o cantinho da festa que está bem animada, com dança, cantigas e acima de tudo confraternização entre vizinhos. Até há uma fogueira!
A avó diz que é tarde que tenho que me ir deitar, faço uma pequena birra para ficar, mas mesmo assim ela não deixa.
Já na cama, imagino o que se passará lá fora. As luzes iluminam o quarto, o cheiro das sardinhas a assar deixa-me com água na boca, o som das músicas populares entra pelo quarto embalando-me até o sono chegar.
Era assim há muitos anos atrás.
Hoje em dia a vizinhança envelheceu, outros morreram e as crianças que davam alegria aquele casario de pouco mais de 10 casas foram morar para outro lado, cresceram, casaram.
Quando chega esta altura lembro-me com saudade destas festas.
A minha bebida preferida no Verão
Uma limonada, com limões acabados de colher da árvore.
Uma sangria, bem fresquinha, numa noite bem estrelada.
Mas o que sabe mesmo bem, é um copo de água bem fresquinho pela manhã.
Uma sangria, bem fresquinha, numa noite bem estrelada.
Mas o que sabe mesmo bem, é um copo de água bem fresquinho pela manhã.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Tristeza
Hoje estou triste.
Como se fosse um sorriso capaz de apagar a tristeza que o meu corpo assola, que o meu corpo devora.
Por vezes, muitas vezes até, dou por mim a pensar no dia de amanhã. Naqueles dias que espero que cheguem bem distantes daquele em que me encontro.
Não sei, como ninguém sabe, se chegarei ao amanhã. Pelo menos mentalmente capaz de me lembrar da minha infância, da minha adolescência, das coisas boas que a vida me enviou, assim como das quedas que dei, e das cais aprendi grandes lições de vida.
Fui uma criança feliz, com o pouco que tinha de posses e de bens materiais, mas com uma imaginação fértil, graças aos muitos livros, colectâneas, enciclopédias que li.
Nos dias de hoje a internet é uma grande ajuda em algumas coisas, mas por vezes faz-me falta o papel, o folhear dos livros antigos, o seu cheiro, a sua rugosidade.
Há alguns anos, vivia ansiosa com o dia a dia, o stress do trabalho, a competividade profissional. Era em casa, na calma e paz do meu lar, que me refugiava. A companhia da família, um bom livro e uma chávena de chá fazia maravilhas.
Hoje em dia vivo um dia da cada vez, não vale a pena projectar nas nuvens o futuro que se sabe incerto. A minha "preocupação" é o chegar um dia, se Deus quiser, a uma belíssima cota para aí de oitenta e muitos anos e saber o que vivi, lembrar-me das pessoas que passaram pela minha vida e que foram deixando marcas. Sim aquelas marcas, das quais muitas mulheres fogem, e as quais eu não me importo de ostentar. Algumas já vão aparecendo, e quando à noite me vejo ao espelho, sei o nome de cada uma delas (o meu avôzinho Porfírio, a Raquel, a avó Teresa, o meu pai José - os que já partiram; o Diogo e a Salomé - filhos, o meu marido e a restante família, a Cristina, a D. Isabel, a Anónima Marisa, o Anónimo Luís, a MJFalcão, o Manuel Poppe; e aqueles Amigos sem presença física mas pelos quais o meu coração e o meu pensamento está sempre presente, o Compadre Mar do Poeta, as minhas Princesas Cozinheiras e todos os restantes amigos que tenho encontrado pelo blogue).
De menina tímida e envergonhada, saiu uma mulher forte, extrovertida em certos momentos, pois por vezes a timidez ainda se lembra de mepregar partidas.
O dia aqui por Portalegre tem sido triste e não vale a pena falar no assunto que todos já sabem pelas notícias. Sim eram pessoas conhecidas, uma das quais trabalhava na mesma instituição que eu, e o sobrevivente meu cabeleireiro.
Por agora continuo triste.
Amanhã um novo dia. O sol irá aparecer e aquecer a minha alma.
Como se fosse um sorriso capaz de apagar a tristeza que o meu corpo assola, que o meu corpo devora.
Por vezes, muitas vezes até, dou por mim a pensar no dia de amanhã. Naqueles dias que espero que cheguem bem distantes daquele em que me encontro.
Não sei, como ninguém sabe, se chegarei ao amanhã. Pelo menos mentalmente capaz de me lembrar da minha infância, da minha adolescência, das coisas boas que a vida me enviou, assim como das quedas que dei, e das cais aprendi grandes lições de vida.
Fui uma criança feliz, com o pouco que tinha de posses e de bens materiais, mas com uma imaginação fértil, graças aos muitos livros, colectâneas, enciclopédias que li.
Nos dias de hoje a internet é uma grande ajuda em algumas coisas, mas por vezes faz-me falta o papel, o folhear dos livros antigos, o seu cheiro, a sua rugosidade.
Há alguns anos, vivia ansiosa com o dia a dia, o stress do trabalho, a competividade profissional. Era em casa, na calma e paz do meu lar, que me refugiava. A companhia da família, um bom livro e uma chávena de chá fazia maravilhas.
Hoje em dia vivo um dia da cada vez, não vale a pena projectar nas nuvens o futuro que se sabe incerto. A minha "preocupação" é o chegar um dia, se Deus quiser, a uma belíssima cota para aí de oitenta e muitos anos e saber o que vivi, lembrar-me das pessoas que passaram pela minha vida e que foram deixando marcas. Sim aquelas marcas, das quais muitas mulheres fogem, e as quais eu não me importo de ostentar. Algumas já vão aparecendo, e quando à noite me vejo ao espelho, sei o nome de cada uma delas (o meu avôzinho Porfírio, a Raquel, a avó Teresa, o meu pai José - os que já partiram; o Diogo e a Salomé - filhos, o meu marido e a restante família, a Cristina, a D. Isabel, a Anónima Marisa, o Anónimo Luís, a MJFalcão, o Manuel Poppe; e aqueles Amigos sem presença física mas pelos quais o meu coração e o meu pensamento está sempre presente, o Compadre Mar do Poeta, as minhas Princesas Cozinheiras e todos os restantes amigos que tenho encontrado pelo blogue).
De menina tímida e envergonhada, saiu uma mulher forte, extrovertida em certos momentos, pois por vezes a timidez ainda se lembra de mepregar partidas.
O dia aqui por Portalegre tem sido triste e não vale a pena falar no assunto que todos já sabem pelas notícias. Sim eram pessoas conhecidas, uma das quais trabalhava na mesma instituição que eu, e o sobrevivente meu cabeleireiro.
Por agora continuo triste.
Amanhã um novo dia. O sol irá aparecer e aquecer a minha alma.
O meu calçado de verão
Sandálias! E mais sandálias!
Adoro estas com correntes, faz o meu género, eheheh
As unhas pintadas também, como sempre é a mana que as pinta pois não tenho jeito.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Revista Plátano - nº5
Há momentos recheados de história, de imagens que nos fazem "viver" a vida antiga na nossa cidade.
Digo "nossa" pois os quase 30 anos que cá vivo já me fazem viver Portalegre como se fosse minha de nascimento. Pelo menos meia-costela é!
A revista "Plátano - Revista de Arte e Crítica de Portalegre" veio ter às minhas mãos por acaso. Nunca tinha ouvido falar dela. Depois de a abrir e ler algumas páginas, e até mesmo pesquisar na internet, visitar blogues, percebi que afinal esta é uma aventura cultural que viu a luz do dia pela primeira vez, numa frondosa Primavera de 2005.
É uma revista cultural, na qual se escreve sobre a nossa cultura, a cultura dos Lagóias.
São tantas as histórias escritas que "devorei" a revista ontem ao serão.
O Outono de 2005 viu o n.2 que fez do Poeta José Duro sua capa. Em sua companhia encontrava-se também José Rodrigues Eustáquio (por mim, menos conhecido, mas não esquecido).
Na Primavera de 2006, volta nova edição, com o desporto em destaque, no 80º aniversário do 1º derby portalegrense - Sport Club Estrela - Grupo Desportivo Portalegrense.
Um interregno de mais de dois anos, faz voltar a revista no Outono de 2008.
E em 2012, no dia em que se comemorou o dia da cidade de Portalegre, o n.5 está na rua.
Pela minha parte, pelo menos as pessoas do serviço, já a ficaram a conhecer e algumas gostaram do que viram.
Gostaria de dar os parabéns a todos os que nela participam, mas infelizmente conheço só dois ou três de nome e de vista.
Foi bom conhecer Portalegre, as suas histórias e as suas gentes que já por cá andaram.
Um segredo de Verão
O que se pode contar dos segredos? Pois se são segredos, não se conta nada!
Um segredo de verão!
Pode ser de verão, outono ou até mesmo inverno. É segredo e é só meu!
Se tenho um segredo de verão? Não. Tenho um segredo do ano inteiro.
Um segredo de verão!
Pode ser de verão, outono ou até mesmo inverno. É segredo e é só meu!
Se tenho um segredo de verão? Não. Tenho um segredo do ano inteiro.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
O que não gosto no Verão
Aqueles dias em que anda tudo de manga curta e eu como sou friorenta, ando de casaco.
Noites tão quentes que mais parece que estamos no deserto a meio do dia.
Ar Condicionado com a temperatura igual à do Polo Norte.
Programar uma ida à praia, e ao fim de 200Km chegamos para um dia de praia e temos que ficar enfiados dentro do carro pois não pára de chover.
A famosa dor de garganta ao fim da 1ª bebida gelada ou o 1º gelado.
A vontade louca dos mosquitos, melgas e afins pelo meu sangue.
Noites tão quentes que mais parece que estamos no deserto a meio do dia.
Ar Condicionado com a temperatura igual à do Polo Norte.
Programar uma ida à praia, e ao fim de 200Km chegamos para um dia de praia e temos que ficar enfiados dentro do carro pois não pára de chover.
A famosa dor de garganta ao fim da 1ª bebida gelada ou o 1º gelado.
A vontade louca dos mosquitos, melgas e afins pelo meu sangue.
Escondido
Pôr do sol - Portalegre - 01/06/2012
O dia despede-se angelicalmente.
Nem uma presença de ti.
Nem uma presença minha.
Mais logo a noite chega, e aí, como todas as noites, encontramos-nos.
Irradia a luz, fazendo adivinhar o brilho do nosso encontro.
Por mais belo que seja o pôr do sol, é pela noite que anseio a chegada, é na noite que presencio a mais bela das cores.
Que pintor celestial tem o poder de pintar tão bela tela, tão bela peça de arte?
Escondido, aguardando a noite, vais vigiando os meus passos, o meu rumo. Rumo esse, que se encaminha para ti.
domingo, 3 de junho de 2012
O Verão numa Cor
Amarelo.
Amarelo, como as searas que o vento faz bailar pelos campos do meu Alentejo.
Amarelo, como o sol escaldante que queima as peles mais desprotegidas.
Amarelo, como os malmequeres que pintam os campos.
Mas também há o azul cinza que faz da noite, a mais linda cor da paleta celestial.
Fotos tiradas ontem
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O Verão da minha Infância
Que sensação estranha ao acordar.
Como que por magia, a responsabilidade, a pressa, a pressão do trabalho, passaram.
A vontade de correr, pular, gritar, rodopiar, subir às árvores, enfim, brincar, voltou!
O cheiro das giestas que circundam Portalegre, dos malmequeres, das papoilas já não me fazem mal.
Visto uma roupa qualquer e saío para a rua. O tanque de lavar roupa, no quintal da avó está cheio de água. Mergulho os meus braços nele, chegando a água quase ao pescoço, eheh, molhei as mangas da t-shirt, aiai. Não faz mal, enxuga ao ar. Vejo o meu rosto no reflexo da água, sorrio, os meus olhos sorriem.
Subo as escadas e corro pela rua abaixo aos pontapés às pedras, a passar as mãos pelas paredes caiadas de branco. "Carla, não faças isso que sujas as paredes às vizinhas!" - parece que ouço a minha avó gritar ao longe.
Perto da casa do sr. Salgueiro, páro. Tenho medo dos cães que por vezes ali andam e que já correram atrás de mim dezenas de vezes. O quintal da vizinha Domingas, mais propriamente a terra perto das roseiras tem sido a minha safa, quando ao fugir deles lá aterro. Nenhum! Podemos seguir!
Chego perto da casa da Adélia. A porta aberta de par em par para deixar entrar o fresco da manhã. Cheira a sabão da roupa lavada que se encontra no alguidar para estender. Entro.
-Bom dia!
-Olha a Carlota Pires Dacosta! Logo de manhã, por aqui? (Agora já sabem de onde vem o nome)
-Vou brincar para o adro.
-Queres pão com manteiga?
-Sim pode ser. E com açucar também!
Hum, que vontade de comer pão com manteiga e açucar, neste momento. Cada dentada no pão, lambuça a minha boca de manteiga, que tento lamber até ao último pedaço.
Sorrio e volto de novo ao meu caminho.
Se a avó sabe que comi, de novo na casa da Adélia, ralha comigo. Mas não faz mal, eu como lá todos os dias e ela muitas vezes não sabe, pois a Adélia é minha amiga e já me disse que não lhe conta. O pior é a vizinha, a Diamantina que tem o quintal que dá para casa da minha avó. Quando sabe que estou na casa da Adélia, está sempre a gritar para a minha avó: "Oh Zé, a tua neta está de novo a comer na casa da Adélia!"- Não gosto da Diamantina, tem ar de bruxa, e deve ser mesmo, pois quando os nossos olhos se encontram fico doente, por isso fujo dela.
O adro da igreja da Senhora Santa Ana.
Dois terraços em terra batida com oliveiras, dois muros - o primeiro circunda a igreja e um mais largo que circunda este e que dá para a estrada, com uma altura de três metros.
A avó diz que é perigoso, mas eu gosto de brincar ali. Dá para jogar à bola, ao berlinde, fazer casinhas, subir às árvores, ou simplesmente estar sentada a ver quem passa, ou olhar lá longe a Serra da Penha, a Igreja da Sé, a Estação, ou o horizonte a perder de vista.
Subo para a minha "nave" e hoje é dia de defender a minha tripulação. Só acabo a "minha" guerra quando ouço a minha avó a chamar-me. Salto para o chão e corro até casa. Subo o muro que passa pela horta da Igreja e corro até uma encosta que me leva perto de casa. Quando a avó chama, é para ir rápido, por isso vou a corta-mato.
-Vou à cidade, queres vir?
A "cidade" fica a 200metros do sítio onde me encontro, mas a escassez de casas nesse caminho faz parecer que estou looonge da cidade.
Depressa lavo a cara, as mãos, penteio-me, visto outra camisa e lá vou eu.Ai, os livros da biblioteca! Pego na sacola e lá vou eu com a minha avó. Sinto-me importante quando vou com a minha avó à cidade. Ela conhece toda a gente, e toda a gente me fala também. Mas acompanhar a minha avó parece uma corrida de Fórmula 1, ela não anda, ela voa.
Passamos pela Câmara Municipal. Vou ver se o meu avô lá está para lhe dar um beijinho. Quando lá vou, falo também aos colegas dele.
-Aqui vem a minha Carla com os seus livros. Gosta muito de ler. Um dia, ainda escreve um livro! Tem mãos de habilidosa, dedos esguios. - e lá mostro eu, pela milésima vez as mãos. "Que sorte tê-las lavado!"
Quando dali saío, sigo para a biblioteca. Hoje não devo demorar muito, a D. Emília já me guardou o livro que quero. Não devia ser assim, mas ela guarda-me alguns livros que sabe que gosto, pois sabe que os trato sempre bem e por isso me faz estes miminhos.
O caminho para casa já é feito com a sacola dos livros a tira colo e os sacos das compras nas mãos. A avó não carrega muito os sacos, mas eu gosto de a ajudar.
Já não penso em mais nada a não ser, estar deitada, debaixo da videira, sentir o sol passar por entre as folhas, um copo de groselha ao meu lado para ir bebendo, ou uma taça de cerejas, e deixar a minha imaginação voar com a heroína da história.
Quando está mais calor, às vezes deixo-me dormir a ler o livro. Acordo quando tem que ser ou com alguma formiga a picar-me.
Quando a noite chega, já tenho o livro lido. Estou cansada!
Já deitada, sinto o calor entrar pela janela, os grilos a cantar, o céu estrelado e fecho os olhos.
Que bom ser criança, de novo!!
Esta história faz parte do passatempo do blog "A Turista Acidental".
Serve também para lembrar mais um Dia da Criança. A criança que eu fui, o recordar um dos muitos dias da minha infância, dos muitos dias de Verão que passava em casa, em Portalegre.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Metade do meu Coração em festa
Hoje metade do meu coração faz 4 anos.
A metade que dá descanso quando dorme, mas que vive em arritmia desenfreada quando está acordada.
Deu luta a nascer, mas os médicos foram mais fortes e toca de o tirar cá para fora, numa cesariana às 2h da manhã, em que o tema de conversa era o Glorioso.
Esta metade já passou por algumas contrariedades clínicas mas tem-se saído bem. É o meu forte!
Parabéns Diogo!
A metade que dá descanso quando dorme, mas que vive em arritmia desenfreada quando está acordada.
Deu luta a nascer, mas os médicos foram mais fortes e toca de o tirar cá para fora, numa cesariana às 2h da manhã, em que o tema de conversa era o Glorioso.
Esta metade já passou por algumas contrariedades clínicas mas tem-se saído bem. É o meu forte!
Parabéns Diogo!
terça-feira, 29 de maio de 2012
Também quero transformar-me em MAX
Este é o novo cartaz dos gelados da Olá para 2012.
O novo gelado Crystal do Max foi a preferência do D. ontem à tarde. Só depois dele o comer, percebi porquê.
-Mãe já me trasformei? Vês os meus olhos e o cabelo a transformar-se??
-Que grande Max que tu estás! (o que poderia eu dizer?)
Deixei a magia acontecer. Tem tempo para viver a realidade do dia a dia.
-Mas não podes comer muitos, pois não quero que fiques Max para sempre, quero o meu filho de volta.
-Só vou comer pouquinhos.
O novo gelado Crystal do Max foi a preferência do D. ontem à tarde. Só depois dele o comer, percebi porquê.
-Mãe já me trasformei? Vês os meus olhos e o cabelo a transformar-se??
-Que grande Max que tu estás! (o que poderia eu dizer?)
Deixei a magia acontecer. Tem tempo para viver a realidade do dia a dia.
-Mas não podes comer muitos, pois não quero que fiques Max para sempre, quero o meu filho de volta.
-Só vou comer pouquinhos.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Pássaro Ferido
Sou um pássaro ferido
Perdido,
Pelos seus abandonado
Desgovernado,
Inquieto na alma
Calma,
Suspiro por paixão
Perdão,
Doído no ferimento
Isolamento,
No chão me restabeleço
Adormeço,
Contigo sonho
Risonho,
Uma calma serena
Pequena,
Terei morrido?
Ou simplesmente Adormecido??
Perdido,
Pelos seus abandonado
Desgovernado,
Inquieto na alma
Calma,
Suspiro por paixão
Perdão,
Doído no ferimento
Isolamento,
No chão me restabeleço
Adormeço,
Contigo sonho
Risonho,
Uma calma serena
Pequena,
Terei morrido?
Ou simplesmente Adormecido??
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Descalça
Ando descalça,
Por caminhos
Incertos
Desertos
Escondidos
Perdidos
Tempestuosos
Fogosos
Ando descalça,
Pelas nuvens
Algodão
Paixão
Macia
Alegria
Sorrir
Atrair
Ando descalça!
Por caminhos
Incertos
Desertos
Escondidos
Perdidos
Tempestuosos
Fogosos
Ando descalça,
Pelas nuvens
Algodão
Paixão
Macia
Alegria
Sorrir
Atrair
Ando descalça!
Compras na Secção Infantil
Não sou muito consumista no que toca à compra de roupa, sapatos e acessórios.
Para mim, qualquer trapinho serve, desde que não esteja esfarrapado ou sujo. Alguma da roupa que visto têm mais que 12 anos e estão óptimas, parecem novas.
No calçado passa-se o mesmo e nos acessórios, não sei, pois não tenho hábito de os usar.
Há dias, por acaso fui comprar uns ténis para o verão. Comecei por visualizar a secção dos adultos, masculinos, femininos e acabei por comprar uns na secção infantil.
Quem me manda ter pézinho de princesa com o singelo 34/35???
Mas o mais engraçado, foi o olhar "admirado" do rapazito que se encontrava ao lado.
Para mim, qualquer trapinho serve, desde que não esteja esfarrapado ou sujo. Alguma da roupa que visto têm mais que 12 anos e estão óptimas, parecem novas.
No calçado passa-se o mesmo e nos acessórios, não sei, pois não tenho hábito de os usar.
Há dias, por acaso fui comprar uns ténis para o verão. Comecei por visualizar a secção dos adultos, masculinos, femininos e acabei por comprar uns na secção infantil.
Quem me manda ter pézinho de princesa com o singelo 34/35???
Mas o mais engraçado, foi o olhar "admirado" do rapazito que se encontrava ao lado.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
De volta!
De volta ao trabalho!
Já estava com saudades, mas também não valia a pena demonstrarem que sentiram a minha falta assim desta maneira. É que para ver se não estava já destreinada, apareceram 25 pardais mais 2 fugitivas.
Uma manhã preenchida.
Já estava com saudades, mas também não valia a pena demonstrarem que sentiram a minha falta assim desta maneira. É que para ver se não estava já destreinada, apareceram 25 pardais mais 2 fugitivas.
Uma manhã preenchida.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
O Prémio
Verita e Manuela. já chegou!!!
Agora é guardar um fim de semana ou duas noites para ler as 543 páginas!!!
Obrigado de novo às duas.
Após uma semana de férias, mais uma de assistência à família, estava eu a preparar-me para voltar ao trabalho no dia 22, quando na madrugada de 21 para 22 ficou tudo doente em casa. Dores de garganta, ranhosos, faltas de ar, bem, houve de tudo um pouco.
Hoje aproveitámos o feríado municipal para descansar e amanhã tudo de volta à rotina.
Até amanhã!
Agora é guardar um fim de semana ou duas noites para ler as 543 páginas!!!
Obrigado de novo às duas.
Após uma semana de férias, mais uma de assistência à família, estava eu a preparar-me para voltar ao trabalho no dia 22, quando na madrugada de 21 para 22 ficou tudo doente em casa. Dores de garganta, ranhosos, faltas de ar, bem, houve de tudo um pouco.
Hoje aproveitámos o feríado municipal para descansar e amanhã tudo de volta à rotina.
Até amanhã!
sábado, 19 de maio de 2012
Silêncio da noite
É no silêncio da noite que te procuro
É no silêncio da noite que te amo
Descubro a magia do teu corpo
No prazer, é por ti que chamo
É no silêncio da noite que te amo
Descubro a magia do teu corpo
No prazer, é por ti que chamo
quinta-feira, 17 de maio de 2012
As Maias
Foto retirada da net
Com a chegada do mês de Maio, as crianças correm pelos campos que circundam a cidade à procura de malmequeres para se enfeitarem como as meninas das fotos.
Uma tradição que tem décadas.
Nunca fui uma "Maia" e com muita pena. Quando era mais nova, só haviam rapazes perto de onde eu morava e as meninas da escola nunca me escolheram para fazer parte do "grupo" delas.
Às escondidas, ia pelos campos apanhar flores e à tardinha em casa da minha avó, na "minha praia" fazia colares, pulseiras, coroas, vestia uma saia comprida da minha mãe e imaginava que era uma "maia".
Cantava a canção da Maia:
"Oh Maia, Oh Maia
Oh Maia das cachopas
Onde vai a Maia
vai por essas barrocas ..."
Foto retirada da net
Anos mais tarde, os meninos também começaram por participar no desfile.Tudo isto fazia parte dos festejos do dia da cidade a 23 de Maio.
Conta a lenda que:
"Era uma vez
uma pastora chamada Maia que passava os seus dias alegremente, a guardar o
rebanho nas margens de um ribeiro.
Era muito
bonita, formosa e serena e um pastor chamado Tobias, muito bondoso, gostava
muito dela e fazia-lhe companhia, tocando flauta.
Certo dia
apareceu-lhes de repente um vagabundo que os assustou. Tobias escondeu-se atrás
de um rochedo, mas Maia, hospitaleiramente, pegou na sua cabaça, encheu-a no
ribeiro e ofereceu-a a Dolme. Era assim que se chamava o vagabundo, que era
muito mau. Este deixou cair a cabaça de propósito e agarrou Maia com força que
desatou a chamar por Tobias.
Tobias veio
logo em seu auxílio para a defender do vagabundo, mas como não estava habituado
a lutar, foi morto com um machado de pedra.
Maia, quando viu Tobias morto ficou
apavorada e quis fugir, mas o vagabundo apanhou-a e acabou por tirar-lhe também
a vida. Depois, só com as ovelhas ruminando à volta, Dolme desatou a fugir por
esses outeiros fora e desapareceu na tarde.
O pai de
Maia, que era Lísias, vendo que se fazia noite e a filha não chegava com o
rebanho, decidiu procurá-la. Não a encontrando, regressou a casa, triste e
desolado. Depois foi ao Templo que tinha mandado edificar em honra de seu pai -
Baco – e orou para que nada de mal tivesse acontecido a Maia. Nessa altura, o
cão que acompanhava o rebanho de Maia, uivou e ajudou-o a encontrar o corpo da
filha.
Ficou como
um louco com a tristeza e dor que sentia e, durante anos, ninguém o conseguiu
afastar daquele local, acocorado e murmurando o nome de Maia. Os que passavam
naquele ribeiro a beber um golo de água fresca, chamavam-lhe “Louco de
Baco” porque ele não queria acreditar que a filha morrera.
Certo dia,
porém, pareceu ao velho que Maia lhe aparecia, viva e alegre. Levantou-se a
custo, estendeu os braços e iluminado de alegria íntima exclamou:
“Maia, minha
filha, morro feliz!”"
quarta-feira, 16 de maio de 2012
As Amantes do Verão
E já cá está o selo da inscrição.
Não sou bem uma amante do verão, prefiro mais o Outono, mas vamos ver o que isto vai dar e espero não "morrer" logo na praia ou "afogada" na primeira onda.
Parabéns "Turista Acidental" por esta iniciativa.
Agora é aguardar.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Cozinha dos Vurdóns: Um convite à Utopia
Como não podia deixar de ser, não recuso um convite feito pelas minhas belas Princesas Cozinheiras.
"Combater O Crime do Ódio com Poesia".
Não sei muito bem se é isto que elas querem, mas cá vai a minha poesia. Não quero falar da parte má, da parte que a maioria de nós quer ver, pois há tanto de bom, que se deixarmos a nossa porta aberta, entram de uma maneira que nunca pensámos que fosse possível. E descobrimos coisas lindíssimas.
Cá vai.
Espera! Outra explicação. A poesia tem o cunho da Orquídea, por isso não irá sair coisa boa, eheh.
Vamos lá então!
Era noite e adormeci
Na lua e nas Estrelas ficou o pensamento
Deixei a minha alma voar
Senti próximo um nascimento
A um acampamento fui ter
Senti que já lá tinha estado
Ninguém deu pela minha presença
Ninguém me terá notado?
Uma fogueira no meio
Em volta um Vurdón, lindo!
É aconchegante este espaço
Tudo me estava atraindo
Com cores garridas nos fatos
Mulheres dançavam, sorriam
Tachos. Frutas, legumes
Alimentos que floriam
Crianças corriam
Numa alegria contagiante
Dá vontade ser criança, de novo
Viver esta vida saltitante
Homens tocando instrumentos
Som de música inebriante
Uma presença chama a minha atenção
Uma Estrela, cintilante.
O seu olhar é penetrante
O único que me consegue ver
Conheço este olhar
Uma calma, paz, invade o meu ser
Os seus passo vêm ao encontro dos meus
Deixa o meu corpo preso ao chão
Os seus olhos observam-me por dentro
Sinto o começo de algo, sinto um turbilhão
Passa por mim, rodeando o meu corpo
Ficando imóvel atrás de mim
Os seus braços envolvem o meu ser
No ar um odor a jasmim
Os seus lábios tocam o meu pescoço
Não consigo um só passo dar
Extansiando um perfume o meu ser
Fecho os olhos, não quero acordar!
Um violino toca ao longe
Não sei quanto tempo assim fiquei
Ainda sinto o seu cheiro
Abri os olhos, não o encontrei
Uma criança chega perto
Convida-me para comer
Faço parte das suas vidas
Só demorei a perceber
Serei esta, o EU verdadeiro?
Ou aquela que anda adormecida?
Ter mil vidas numa só
Ou só uma, eternamente vivida?
Quantas vezes fugimos do diferente?
Quantas vezes fugimos do inexplicável?
Com as Princesas Cozinheiras, muito tenho aprendido
Uma Cozinha bastante saudável.
"Combater O Crime do Ódio com Poesia".
Não sei muito bem se é isto que elas querem, mas cá vai a minha poesia. Não quero falar da parte má, da parte que a maioria de nós quer ver, pois há tanto de bom, que se deixarmos a nossa porta aberta, entram de uma maneira que nunca pensámos que fosse possível. E descobrimos coisas lindíssimas.
Cá vai.
Espera! Outra explicação. A poesia tem o cunho da Orquídea, por isso não irá sair coisa boa, eheh.
Vamos lá então!
Era noite e adormeci
Na lua e nas Estrelas ficou o pensamento
Deixei a minha alma voar
Senti próximo um nascimento
A um acampamento fui ter
Senti que já lá tinha estado
Ninguém deu pela minha presença
Ninguém me terá notado?
Uma fogueira no meio
Em volta um Vurdón, lindo!
É aconchegante este espaço
Tudo me estava atraindo
Com cores garridas nos fatos
Mulheres dançavam, sorriam
Tachos. Frutas, legumes
Alimentos que floriam
Crianças corriam
Numa alegria contagiante
Dá vontade ser criança, de novo
Viver esta vida saltitante
Homens tocando instrumentos
Som de música inebriante
Uma presença chama a minha atenção
Uma Estrela, cintilante.
O seu olhar é penetrante
O único que me consegue ver
Conheço este olhar
Uma calma, paz, invade o meu ser
Os seus passo vêm ao encontro dos meus
Deixa o meu corpo preso ao chão
Os seus olhos observam-me por dentro
Sinto o começo de algo, sinto um turbilhão
Passa por mim, rodeando o meu corpo
Ficando imóvel atrás de mim
Os seus braços envolvem o meu ser
No ar um odor a jasmim
Os seus lábios tocam o meu pescoço
Não consigo um só passo dar
Extansiando um perfume o meu ser
Fecho os olhos, não quero acordar!
Um violino toca ao longe
Não sei quanto tempo assim fiquei
Ainda sinto o seu cheiro
Abri os olhos, não o encontrei
Uma criança chega perto
Convida-me para comer
Faço parte das suas vidas
Só demorei a perceber
Serei esta, o EU verdadeiro?
Ou aquela que anda adormecida?
Ter mil vidas numa só
Ou só uma, eternamente vivida?
Quantas vezes fugimos do diferente?
Quantas vezes fugimos do inexplicável?
Com as Princesas Cozinheiras, muito tenho aprendido
Uma Cozinha bastante saudável.
sábado, 12 de maio de 2012
A operação do D.
Só passei para dizer que a operação do D. correu bem.
O mais complicado foi a recusa de comida a uma criança com 3 anos, habituada a comer praticamente o dia inteiro. "Oh senhora, então o meu almoço!" "Mãe, as senhoras passam e não trazem a comida!"
Perto das 15h entrou para o bloco operatório e saiu de lá já as 17h tinham dado. Uma longa espera, sufocante. Acho que fiz a meia maratona no pequeno corredor em frente.
Levou algum tempo a acordar. E quando acordou ficou calminho, a olhar para todos os lados, mas já lá estava a mãe e o pai, e a mana.
Agora é aguentar em casa até dia 21 (dia em que volta ao médico para tirar os pontos) um puto reguila, que corre e pula por tudo quanto é sítio, quer jogar à bola e fazer tudo o que faz normalmente.
Assim começaram as minhas férias, que se irão estender até dia 21 com o apoio à família.
O meu menino portou-se muito bem. Um verdadeiro herói. Saiu do hospital no dia da operação, a correr. O resto vocês imaginam, sempre a correr atrás dele...
O mais complicado foi a recusa de comida a uma criança com 3 anos, habituada a comer praticamente o dia inteiro. "Oh senhora, então o meu almoço!" "Mãe, as senhoras passam e não trazem a comida!"
Perto das 15h entrou para o bloco operatório e saiu de lá já as 17h tinham dado. Uma longa espera, sufocante. Acho que fiz a meia maratona no pequeno corredor em frente.
Levou algum tempo a acordar. E quando acordou ficou calminho, a olhar para todos os lados, mas já lá estava a mãe e o pai, e a mana.
Agora é aguentar em casa até dia 21 (dia em que volta ao médico para tirar os pontos) um puto reguila, que corre e pula por tudo quanto é sítio, quer jogar à bola e fazer tudo o que faz normalmente.
Assim começaram as minhas férias, que se irão estender até dia 21 com o apoio à família.
O meu menino portou-se muito bem. Um verdadeiro herói. Saiu do hospital no dia da operação, a correr. O resto vocês imaginam, sempre a correr atrás dele...
domingo, 6 de maio de 2012
Um Delírio XXVII
Já nada fazia sentido.
A morte de Ana Maria foi um golpe terrível. Bem pior que estar no meio da mata.
Os dias, as noites já não faziam sentido. Nem matar ou mesmo até morrer.
Não me tinham deixado regressar a Portugal para acompanhar o corpo, "Porra!" tinha sido a mim que ela tinha dito as últimas palavras. Fiquei só. Já não me sentia assim a algum tempo.
Numa noite de vigia, o calor era enorme. O espesso arvoredo envolvente, não deixava o ar passar, a humidade no ar era grande, quase não conseguia respirar. O suor fazia o fardamento colar-se ao corpo. A lua cheia, deixava um mar de prata invadir o acampamento. Lá em baixo alguns camaradas fumavam e bebiam Cucas e Nocais. Aquela seria uma camaradagem que ficaria para toda a vida. Para a vida daqueles que dali conseguiriam sair.
Dava por mim a pensar que já não me importava morrer.
A PIDE já não fazia tantas visitas. Acho que tinham percebido que se tinham enganado ou então teriam arranjado outro pobre desgraçado para dar cabo da vida.
Nas noites de vigia, dava muitas vezes por mim a pensar no riacho perto de casa, nos meus pais. Será que eles sabiam por onde andava? Por mais forte que o meu desejo fosse vê-los, não sei se isso algum dia chegaria a acontecer.
Subitamente tiros. De onde? Como? A noite estava tão iluminada. Não tinha visto vultos nenhuns a passar perto do aquartelamento. Mesmo dos postos de vigia perto, nada viram. Agora era defender a "nossa casa", defender os nossos camaradas, os nossos amigos.
Fechei os olhos. No meu íntimo vi um olhar de uma criança, sorria. "Dispara! Dispara, agora!"
Sem saber disparei ao acaso. Os olhos continuavam fechados. Ouvia o som à esquerda e disparava. Ouvia atrás de mim, voltava-me e disparava. Os minutos seguintes foram intensos em tiroteio. Ouviam-se gritos, gemidos. Havia camaradas feridos. Tinha que os tentar defender de onde estava.
Silêncio!
O tiroteio parou. Abri os olhos e a imagem desapareceu. Deixei de ouvir a sua voz. Terei sonhado?
Ao descer do posto de vigia, encontrei camaradas feridos, por alguns já nada havia a fazer. Tentei ajudar quem podia. Uns gritavam com dores, outros com medo, outros simplesmente porque era uma maneira de libertar a raiva.
Amanhecia.
Uma manhã manchada de sangue.
A morte de Ana Maria foi um golpe terrível. Bem pior que estar no meio da mata.
Os dias, as noites já não faziam sentido. Nem matar ou mesmo até morrer.
Não me tinham deixado regressar a Portugal para acompanhar o corpo, "Porra!" tinha sido a mim que ela tinha dito as últimas palavras. Fiquei só. Já não me sentia assim a algum tempo.
Numa noite de vigia, o calor era enorme. O espesso arvoredo envolvente, não deixava o ar passar, a humidade no ar era grande, quase não conseguia respirar. O suor fazia o fardamento colar-se ao corpo. A lua cheia, deixava um mar de prata invadir o acampamento. Lá em baixo alguns camaradas fumavam e bebiam Cucas e Nocais. Aquela seria uma camaradagem que ficaria para toda a vida. Para a vida daqueles que dali conseguiriam sair.
Dava por mim a pensar que já não me importava morrer.
A PIDE já não fazia tantas visitas. Acho que tinham percebido que se tinham enganado ou então teriam arranjado outro pobre desgraçado para dar cabo da vida.
Nas noites de vigia, dava muitas vezes por mim a pensar no riacho perto de casa, nos meus pais. Será que eles sabiam por onde andava? Por mais forte que o meu desejo fosse vê-los, não sei se isso algum dia chegaria a acontecer.
Subitamente tiros. De onde? Como? A noite estava tão iluminada. Não tinha visto vultos nenhuns a passar perto do aquartelamento. Mesmo dos postos de vigia perto, nada viram. Agora era defender a "nossa casa", defender os nossos camaradas, os nossos amigos.
Fechei os olhos. No meu íntimo vi um olhar de uma criança, sorria. "Dispara! Dispara, agora!"
Sem saber disparei ao acaso. Os olhos continuavam fechados. Ouvia o som à esquerda e disparava. Ouvia atrás de mim, voltava-me e disparava. Os minutos seguintes foram intensos em tiroteio. Ouviam-se gritos, gemidos. Havia camaradas feridos. Tinha que os tentar defender de onde estava.
Silêncio!
O tiroteio parou. Abri os olhos e a imagem desapareceu. Deixei de ouvir a sua voz. Terei sonhado?
Ao descer do posto de vigia, encontrei camaradas feridos, por alguns já nada havia a fazer. Tentei ajudar quem podia. Uns gritavam com dores, outros com medo, outros simplesmente porque era uma maneira de libertar a raiva.
Amanhecia.
Uma manhã manchada de sangue.
Dia da Mãe
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Dia de cortar cabelo
Hoje é dia de ir cortar o cabelo.
Só lá me apanham duas ou três vezes por ano, e mesmo assim é um dia complicado.
Primeiro, o corte. Continuo com ele grande (como está na foto) ou corto bem curtinho como gosto??
Cabelo fininho, sem volume. O jeito para o arranjar também não é nenhum, por isso sempre os cortes curtos que é só lavar e deixar andar, nem escova chega a ver.
Já andei a ver alguns pela net, e os que me agradam têm muita manutenção de manhã, o que para mim é um pesadelo. Se ao menos tivesse uma cabeleireira todas as manhãs em casa, isso é que era.
A seguir, a cor. Tenho uma madeixa natural de cabelos brancos, mesmo à frente, na franja. Acho sexy, eheh. No início ainda pintei o cabelo algumas vezes, sempre de vermelho. Mas depois tinha que fazer a manutenção por causa dos castanhos naturais, e desisti.
Não tenho paciência para conversas de "tias" no cabeleireiro.
Está a chegar a hora! Vamos ver se me inspiro pelo caminho.
Só lá me apanham duas ou três vezes por ano, e mesmo assim é um dia complicado.
Primeiro, o corte. Continuo com ele grande (como está na foto) ou corto bem curtinho como gosto??
Cabelo fininho, sem volume. O jeito para o arranjar também não é nenhum, por isso sempre os cortes curtos que é só lavar e deixar andar, nem escova chega a ver.
Já andei a ver alguns pela net, e os que me agradam têm muita manutenção de manhã, o que para mim é um pesadelo. Se ao menos tivesse uma cabeleireira todas as manhãs em casa, isso é que era.
A seguir, a cor. Tenho uma madeixa natural de cabelos brancos, mesmo à frente, na franja. Acho sexy, eheh. No início ainda pintei o cabelo algumas vezes, sempre de vermelho. Mas depois tinha que fazer a manutenção por causa dos castanhos naturais, e desisti.
Não tenho paciência para conversas de "tias" no cabeleireiro.
Está a chegar a hora! Vamos ver se me inspiro pelo caminho.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Prémio
O livro que ganhei no concurso da D. Manuela no blogue "A Turista Acidental".
Das únicas três vezes que concorri ganhei sempre algo.
A 1ª um livro.
A 2ª uma história minha escolhida para figurar numa colectânea.
A 3ª outro livro.
Hoje irei dormir a sorrir. Depois, terei o Morpheu à perna a pensar que estou encantada por ele.
Das únicas três vezes que concorri ganhei sempre algo.
A 1ª um livro.
A 2ª uma história minha escolhida para figurar numa colectânea.
A 3ª outro livro.
Hoje irei dormir a sorrir. Depois, terei o Morpheu à perna a pensar que estou encantada por ele.
domingo, 29 de abril de 2012
Ilumina-me
Salvador Dali
Quando o quarto minguante
lá do alto vai rompendo
Deixa o ceu envolto em prata
Um raio de luz vai nascendo
Movo montanhas, serras e penhascos
Na busca incessante do teu ser
Perco-me, sozinha na noite
No frio procuro me aquecer
A noite continua o meu refúgio
É nela que me sinto segura
Quantos olhos observam
no seu olhar, mais uma criatura
Ouço a tua voz chamar por mim
Ao longe contemplo simples luminosidade
É a chama do Amor
Que nos envolve pela imortalidade
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Já vou.
O fim de tarde, fresco para a época, foi brindado com chuva. Uma chuva miudinha que quase não se via, mas sentia-se.
Pela encosta, o nevoeiro descia, uma vez mais, para cobrir a cidade com o seu manto protector. Protecção pelos seus moradores, pelo seu casario, pelas suas plantas. Gostava de tocar cada um de forma especial. Era através dele que os olhos se abriam mais para tentar ver mais longe. Era através dele que as casas sentiam o suave toque que teimava em bater uns dias mais forte que outros, tentando entrar. E depois afasta-se a sorrir, enquanto as portas, janelas, paredes e telhas, se ajustavam de novo. As plantas, essas sorriam pelas pequenas gotas que a terra sugava, fazendo-as chegar bem perto das suas raízes, fortalecendo-as.
Era na noite que as almas mais sonhadoras, viajavam pelo mundo.
O nevoeiro por vezes, corria atrás delas. Tentava protegê-las, fazendo com que chegassem seguras ao corpo despojado na cama, no sofá.
Será hoje um dia de fuga? Será que irei longe?
Hoje sei, que a viagem será certamente bem acompanhada.
Alguém espera por mim.
"-Já vou, não demoro quase nada! É só o tempo de desligar o pc, e os olhos se fechar."
Pela encosta, o nevoeiro descia, uma vez mais, para cobrir a cidade com o seu manto protector. Protecção pelos seus moradores, pelo seu casario, pelas suas plantas. Gostava de tocar cada um de forma especial. Era através dele que os olhos se abriam mais para tentar ver mais longe. Era através dele que as casas sentiam o suave toque que teimava em bater uns dias mais forte que outros, tentando entrar. E depois afasta-se a sorrir, enquanto as portas, janelas, paredes e telhas, se ajustavam de novo. As plantas, essas sorriam pelas pequenas gotas que a terra sugava, fazendo-as chegar bem perto das suas raízes, fortalecendo-as.
Era na noite que as almas mais sonhadoras, viajavam pelo mundo.
O nevoeiro por vezes, corria atrás delas. Tentava protegê-las, fazendo com que chegassem seguras ao corpo despojado na cama, no sofá.
Será hoje um dia de fuga? Será que irei longe?
Hoje sei, que a viagem será certamente bem acompanhada.
Alguém espera por mim.
"-Já vou, não demoro quase nada! É só o tempo de desligar o pc, e os olhos se fechar."
Osso de leão
Estamos sempre a aprender com os filhos, e é bem verdade.
O D. vai ser operado no dia 10 de Maio em Montemor-o-Novo aos polegares.
Curioso como é, ouviu a explicação que o médico nos deu, do que lhe ia acontecer e é engraçado ouvi-lo dizer:
-"O doutor vai cortar os meus dedos, tira o osso estragado e põe um osso de leão!"
-"De leão? De leão não, filho!"
-"Do leão, que é o rei da selva, e o mais forte."
Pronto e eu calei-me.
Será as influências leoninas do avô J??
O D. vai ser operado no dia 10 de Maio em Montemor-o-Novo aos polegares.
Curioso como é, ouviu a explicação que o médico nos deu, do que lhe ia acontecer e é engraçado ouvi-lo dizer:
-"O doutor vai cortar os meus dedos, tira o osso estragado e põe um osso de leão!"
-"De leão? De leão não, filho!"
-"Do leão, que é o rei da selva, e o mais forte."
Pronto e eu calei-me.
Será as influências leoninas do avô J??
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Dia Mundial do Livro
Hoje é o Dia Mundial do Livro.
Nos dias que correm, praticamente todos os dias, é dia nacional, internacional, mundial de qualquer coisa. Uns mais importantes que outros, mas o que importa é serem recordados, nem que seja uma vez por ano.
Gosto muito de livros, do cheiro que eles têm. O encanto que é pegar um livro novo, vê-lo, cheirá-lo, senti-lo. Sentir todas as suas arestas, todas as suas folhas, a capa. Com os livros velhos, o encanto é outro. Tentar imaginar que pessoas já pegaram neles, que pensamentos terão tido ao ler as suas folhas.
Não tenho tantos como gostaria.
Já me enviaram endereços de sites de partilhas de livros, mas sou muito egoista com o os meus livros. Talvez por serem poucos e realmente meus, tenho-lhes uma paixão imensa. Sou incapaz de me separar deles.

Este é o livro da minha vida, eheh.
Já o li e reli, dezenas de vezes.
É muito velhinho. A edição que tenho data de 1956, as páginas são cozidas com linha, as suas folhas estão num tom amarelo escuro. A capa, agora, está forrada por papel para não se danificar. Um dia emprestei-o e quando o devolveram vinha com as capas soltas. Em casa, sozinha, sem ninguém ver, até chorei. Jurei nunca mais emprestar livros.
A história, bem a história só podia ser romântica, triste, sofrida.
Tenho outros livros preferidos.
E sou daquelas leitoras, que, quando um livro me fascina, sou capaz de passar uma noite inteira a ler, e muitas das vezes só reparar nas horas quando o despertador toca para supostamente me levantar para ir trabalhar.
O 1º livro que li?

Foi este, "roubado" da prateleira do tio F.
Tantas horas passadas, no quintal dos avós, debaixo da videira a ler. Nos dias mais frios, à janela da sala, a ver a paisagem alentejana a perder de vista.
Muitas vezes a biblioteca, primeiro no Palácio Amarelo, depois no antigo quartel dos Bombeiros perto da Sé Catedral, posteriormente no Convento de Santa Clara foram a minha casa de leitura, a minha distração durante longas tardes.
Muitas vezes levava-os para casa, e como os tratava muito bem (até tinha uma sacola de pano onde os transportava, pois o suor das mãos podia estragá-los), deixavam-me levar mais do que o permitido. No dia seguinte ia sempre entregar um.
Quantas vezes dei por mim a copiar pequenos excertos de livros que gostava. Na altura as fotocópias eram caras e o dinheiro não abundava.
Gosto de me ver rodeada de livros.
Na mesinha de cabeceira, estão sempre dois. Quando as noites são propícias a insónias e a inspiração para a escrita anda pelas ruas da amargura, pego num livro e leio, mesmo que seja pela centésima vez. eheh.
Nos dias que correm, praticamente todos os dias, é dia nacional, internacional, mundial de qualquer coisa. Uns mais importantes que outros, mas o que importa é serem recordados, nem que seja uma vez por ano.
Gosto muito de livros, do cheiro que eles têm. O encanto que é pegar um livro novo, vê-lo, cheirá-lo, senti-lo. Sentir todas as suas arestas, todas as suas folhas, a capa. Com os livros velhos, o encanto é outro. Tentar imaginar que pessoas já pegaram neles, que pensamentos terão tido ao ler as suas folhas.
Não tenho tantos como gostaria.
Já me enviaram endereços de sites de partilhas de livros, mas sou muito egoista com o os meus livros. Talvez por serem poucos e realmente meus, tenho-lhes uma paixão imensa. Sou incapaz de me separar deles.

Este é o livro da minha vida, eheh.
Já o li e reli, dezenas de vezes.
É muito velhinho. A edição que tenho data de 1956, as páginas são cozidas com linha, as suas folhas estão num tom amarelo escuro. A capa, agora, está forrada por papel para não se danificar. Um dia emprestei-o e quando o devolveram vinha com as capas soltas. Em casa, sozinha, sem ninguém ver, até chorei. Jurei nunca mais emprestar livros.
A história, bem a história só podia ser romântica, triste, sofrida.
Tenho outros livros preferidos.
E sou daquelas leitoras, que, quando um livro me fascina, sou capaz de passar uma noite inteira a ler, e muitas das vezes só reparar nas horas quando o despertador toca para supostamente me levantar para ir trabalhar.
O 1º livro que li?

Foi este, "roubado" da prateleira do tio F.
Tantas horas passadas, no quintal dos avós, debaixo da videira a ler. Nos dias mais frios, à janela da sala, a ver a paisagem alentejana a perder de vista.
Muitas vezes a biblioteca, primeiro no Palácio Amarelo, depois no antigo quartel dos Bombeiros perto da Sé Catedral, posteriormente no Convento de Santa Clara foram a minha casa de leitura, a minha distração durante longas tardes.
Muitas vezes levava-os para casa, e como os tratava muito bem (até tinha uma sacola de pano onde os transportava, pois o suor das mãos podia estragá-los), deixavam-me levar mais do que o permitido. No dia seguinte ia sempre entregar um.
Quantas vezes dei por mim a copiar pequenos excertos de livros que gostava. Na altura as fotocópias eram caras e o dinheiro não abundava.
Gosto de me ver rodeada de livros.
Na mesinha de cabeceira, estão sempre dois. Quando as noites são propícias a insónias e a inspiração para a escrita anda pelas ruas da amargura, pego num livro e leio, mesmo que seja pela centésima vez. eheh.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Amor
Mors-Amor
Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,
Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?
Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,
Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"
Antero de Quental
Chamam-me "nomes"
Não me basta ser conhecida pela "menina do sangue", como qualquer dia passar a ser conhecida, também, pela "Carlota caça-mortos".
Aulas de Inglês
Um conselho de uma ruim cabeça.
Quando estiverem a ver o emblemático concerto dos Queen em Wembley em 1986, quando Freddie Mercury interage com o público e no fim volta-se para a plateia e diz um espectacular "Fuck you" , aconselho-vos a não ver essa parte com crianças de 3 anos.
Para além de imitar o Brian May a tocar guitarra foi a única palavra que ficou a conhecer em todo o concerto.
Quando estiverem a ver o emblemático concerto dos Queen em Wembley em 1986, quando Freddie Mercury interage com o público e no fim volta-se para a plateia e diz um espectacular "Fuck you" , aconselho-vos a não ver essa parte com crianças de 3 anos.
Para além de imitar o Brian May a tocar guitarra foi a única palavra que ficou a conhecer em todo o concerto.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Eu e as manicures
Como menina que sou, deveria ser mais prendada para as artes de pintura, manicure, cabeleireiro.
Pois mas a verdade é que não sou.
O cabelo sempre curto ou despenteado tem razão de ser. Não é moda, é porque não o sei arranjar.
Só uso lápis preto nos olhos e baton para o cieiro, pois o eyeliner quando o experimentei colocar parecia a subida para a Serra da Estrela com tanta curva, e o baton mais parecia que me tinha esborrachado em alguma árvore.
Isto sem falar nas mãos (garças a Deus que a mana é manicure), pois quando as visitas não são muito assíduas e tenho que as arranjar, é cada unha do seu tamanho, e quando passa para a pintura, até o D. as consegue pintar melhor que eu.
Ainda este fim de semana a mana pintou-me as unhas de roxo. Ontem ao fazer a limpeza da Primavera no serviço, lasquei três unhas. Feita esperta hoje de manhã, pintei por cima. ERRO!!! Deveria ter tirado primeiro o verniz e voltar a pintar. Hoje tenho umas pinturas rupestres nas unhas.
Acho que devo ter faltado às sessões que as mães, avós, tias dão às meninas "casadoiras".
Ahh já sei onde andava. Numa biblioteca próxima à cata de mais um livro para "devorar"!
Pois mas a verdade é que não sou.
O cabelo sempre curto ou despenteado tem razão de ser. Não é moda, é porque não o sei arranjar.
Só uso lápis preto nos olhos e baton para o cieiro, pois o eyeliner quando o experimentei colocar parecia a subida para a Serra da Estrela com tanta curva, e o baton mais parecia que me tinha esborrachado em alguma árvore.
Isto sem falar nas mãos (garças a Deus que a mana é manicure), pois quando as visitas não são muito assíduas e tenho que as arranjar, é cada unha do seu tamanho, e quando passa para a pintura, até o D. as consegue pintar melhor que eu.
Ainda este fim de semana a mana pintou-me as unhas de roxo. Ontem ao fazer a limpeza da Primavera no serviço, lasquei três unhas. Feita esperta hoje de manhã, pintei por cima. ERRO!!! Deveria ter tirado primeiro o verniz e voltar a pintar. Hoje tenho umas pinturas rupestres nas unhas.
Acho que devo ter faltado às sessões que as mães, avós, tias dão às meninas "casadoiras".
Ahh já sei onde andava. Numa biblioteca próxima à cata de mais um livro para "devorar"!
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Viagem Atribulada
A manhã de sábado encontrava-se ventosa e bastante chuvosa.
Dia de levantar cedíssimo para ir trabalhar.
Estava um dia de Inverno, bastante frio.
Cheguei ao serviço toda molhada, pois com a chuva batida a vento, não havia guarda-chuva que me tapasse.
A viagem era curta, pouco mais de 25km. A 3km do destino começa a cheirar a queimado, o motorista pára o veículo, abre o capot e era só fumo, fumo a sair.
Saímos para a berma da estrada e por incrível que pareça, os 20 minutos que ficámos à espera que nos viessem buscar, com uma carrinha parada com o logotipo do Hospital, não parou ninguém para ver se precisávamos de ajuda. NINGUÉM!!
Estivemos à chuva, ao frio.
Só consegui aquecer-me já em casa, depois de tomar um belo banho e beber um griponal para o caso de o bichinho gripal querer entrar em briga com o meu fraquito organismo.
Dia de levantar cedíssimo para ir trabalhar.
Estava um dia de Inverno, bastante frio.
Cheguei ao serviço toda molhada, pois com a chuva batida a vento, não havia guarda-chuva que me tapasse.
A viagem era curta, pouco mais de 25km. A 3km do destino começa a cheirar a queimado, o motorista pára o veículo, abre o capot e era só fumo, fumo a sair.
Saímos para a berma da estrada e por incrível que pareça, os 20 minutos que ficámos à espera que nos viessem buscar, com uma carrinha parada com o logotipo do Hospital, não parou ninguém para ver se precisávamos de ajuda. NINGUÉM!!
Estivemos à chuva, ao frio.
Só consegui aquecer-me já em casa, depois de tomar um belo banho e beber um griponal para o caso de o bichinho gripal querer entrar em briga com o meu fraquito organismo.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Primavera envergonhada
O azul celeste deu lugar a um cinza esbranquiçado, que por vezes fica de um negro tenebroso.
O vento acompanha a mudança das cores na paleta da natureza. Acho até que estas pequenas alterações são feitas por tal senhor. Inspira e o cinza tenbroso aparece, expira e o cinza esbranquiçado segue pelo horizonte.
As árvores essas dançam ao suave toque ventanoso.
Por vezes umas pingas teimam em cair meio envergonhadas.
Tem sido assim o dia de Primavera, o dia de aniversário do avô mais querido e do qual sinto tantas saudades, um dia de azar/sorte por aqui terras do Alto Alentejo, mais propriamente Portalegre.
O vento acompanha a mudança das cores na paleta da natureza. Acho até que estas pequenas alterações são feitas por tal senhor. Inspira e o cinza tenbroso aparece, expira e o cinza esbranquiçado segue pelo horizonte.
As árvores essas dançam ao suave toque ventanoso.
Por vezes umas pingas teimam em cair meio envergonhadas.
Tem sido assim o dia de Primavera, o dia de aniversário do avô mais querido e do qual sinto tantas saudades, um dia de azar/sorte por aqui terras do Alto Alentejo, mais propriamente Portalegre.
Balanço do 2º Período Escolar
Comecemos então pelo pior.
O D. é uma fera. Ele distribui "amizade" tanto pelos maiores que ele, como pelos mais pequenos. Muito democrático.
Por outro lado já gosta da oposição. "Gostaram da História?" "Sim!!" respondem os colegas. O D. responde "Não!!".
Não gosta de misturas nas brincadeiras, quando é para se divertir, afasta os colegas de todas as maneiras possíveis e impossíveis até ficar sozinho na brincadeira.
Por outro lado, é o 1º a chegar quando é necessário arrumar a sala, ajudar a professora nas mais diversas tarefas e é muito mimoso.
Tenho que dizer que o D. tem 3 anos e é menino.
Ele é muito jogo de futebol, corridas no pátio, fazer de bombeiro a apagar um fogo com a mangueira de regar as plantas ligada e a correr para cima dele, é Gormitis, Bakugans, Bocas, Scooby Doo (esta é a recente paixão), touradas, e tratar dos animais da quinta em casa dos tios.
Tem energia para dar e vender e nem parece que fez um cateterismo cardíaco com 1 mês de vida.
Por outro lado temos a princesa da casa.
A A.S. (12 anos), calma, traquinas dentro do normal, sorridente, dançarina.
Já anda no 6º ano, e teve umas notas excelentes.
Língua Portuguesa - 4;
Inglês - 3;
História e Geografia de Portugal - 5;
Matemática - 4;
Ciências da Naturza - 4;
Educação Visual e Tecnológica - 5;
Educação Física - 4;
Educação Musical - 5
Desde o 1º ano que é uma excelente aluna. Só às vezes a conversa nas aulas, as sms, os piropos dos meninos é que estragam tudo. Não é por ser minha filha, mas é muito bonita (não sai à mâe).
Ah o pirata também é muito bonito, mas esse é mais parecido com a mãe.
O D. é uma fera. Ele distribui "amizade" tanto pelos maiores que ele, como pelos mais pequenos. Muito democrático.
Por outro lado já gosta da oposição. "Gostaram da História?" "Sim!!" respondem os colegas. O D. responde "Não!!".
Não gosta de misturas nas brincadeiras, quando é para se divertir, afasta os colegas de todas as maneiras possíveis e impossíveis até ficar sozinho na brincadeira.
Por outro lado, é o 1º a chegar quando é necessário arrumar a sala, ajudar a professora nas mais diversas tarefas e é muito mimoso.
Tenho que dizer que o D. tem 3 anos e é menino.
Ele é muito jogo de futebol, corridas no pátio, fazer de bombeiro a apagar um fogo com a mangueira de regar as plantas ligada e a correr para cima dele, é Gormitis, Bakugans, Bocas, Scooby Doo (esta é a recente paixão), touradas, e tratar dos animais da quinta em casa dos tios.
Tem energia para dar e vender e nem parece que fez um cateterismo cardíaco com 1 mês de vida.
Por outro lado temos a princesa da casa.
A A.S. (12 anos), calma, traquinas dentro do normal, sorridente, dançarina.
Já anda no 6º ano, e teve umas notas excelentes.
Língua Portuguesa - 4;
Inglês - 3;
História e Geografia de Portugal - 5;
Matemática - 4;
Ciências da Naturza - 4;
Educação Visual e Tecnológica - 5;
Educação Física - 4;
Educação Musical - 5
Desde o 1º ano que é uma excelente aluna. Só às vezes a conversa nas aulas, as sms, os piropos dos meninos é que estragam tudo. Não é por ser minha filha, mas é muito bonita (não sai à mâe).
Ah o pirata também é muito bonito, mas esse é mais parecido com a mãe.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Unidos
Quantos dias já passaram?
Quantas noites?
Unidos até ao último suspiro. Unidos numa busca incessante da eternidade onde possamos viver o nosso desejo, o nosso amor.
Quantas noites?
Unidos até ao último suspiro. Unidos numa busca incessante da eternidade onde possamos viver o nosso desejo, o nosso amor.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Limpezas de Primavera
Todos os anos a mesma situação.
Chega a Primavera, os dias ficam maiores, a temperatura fica mais agradável, embora este ano até o Inverno tenha tido temperatura agradável.
No serviço há ficheiros de registos de dadores desde que o Hospital abriu, quer isto dizer 37 anos. A maioria consta no chamado ficheiro geral, que se sub-divide nos ficheiros do presente ano, o ano anterior e os dos concelhos. Um pouco confuso, mas que facilita a vida a quem está no terreno. Sim ainda trabalhamos com uma ficha de cartolina onde se registam as dádivas dos dadores e acreditem que funciona melhor que os cartões tipo multibanco, onde a maioria das vezes não conseguimos registar a dádiva.
Olha, a menina Carlota, como se não tivesse sarna para se coçar, inventou de fazer uma limpeza ao ficheiro. Tudo o que tem mais de 65 anos (idade limite para se poder dar sangue) saí, e dentro desses ir em busca dos falecidos.
E começamos na letra A.
Vai dar trabalho, mas em menos de três meses espero ter o ficheiro em ordem e com menos 500 fichas ou mais no ficheiro geral.
Isto é mesmo de quem não tem nada para fazer. Até parece!!!
Com a vinda dos pardais, desde Fevereiro que as terças e as quintas feiras são bem movimentadas. Para quem ainda não sabe, os pardais, são os meninos que estão na escola da GNR, sim os futuros agentes da autoridade que irão para a rua, lá para final do ano, para nos defender, dizem eles e pensamos nós.
Desde que aqui estou neste serviço (3 anos) tem sido o pior grupo de todos. Muito mariquinhas, desmaiam por causa de uma agulha, ai ai o que nos espera.
E por falar em limpezas de Primavera, hoje está frio e a chover, eheh.
Chega a Primavera, os dias ficam maiores, a temperatura fica mais agradável, embora este ano até o Inverno tenha tido temperatura agradável.
No serviço há ficheiros de registos de dadores desde que o Hospital abriu, quer isto dizer 37 anos. A maioria consta no chamado ficheiro geral, que se sub-divide nos ficheiros do presente ano, o ano anterior e os dos concelhos. Um pouco confuso, mas que facilita a vida a quem está no terreno. Sim ainda trabalhamos com uma ficha de cartolina onde se registam as dádivas dos dadores e acreditem que funciona melhor que os cartões tipo multibanco, onde a maioria das vezes não conseguimos registar a dádiva.
Olha, a menina Carlota, como se não tivesse sarna para se coçar, inventou de fazer uma limpeza ao ficheiro. Tudo o que tem mais de 65 anos (idade limite para se poder dar sangue) saí, e dentro desses ir em busca dos falecidos.
E começamos na letra A.
Vai dar trabalho, mas em menos de três meses espero ter o ficheiro em ordem e com menos 500 fichas ou mais no ficheiro geral.
Isto é mesmo de quem não tem nada para fazer. Até parece!!!
Com a vinda dos pardais, desde Fevereiro que as terças e as quintas feiras são bem movimentadas. Para quem ainda não sabe, os pardais, são os meninos que estão na escola da GNR, sim os futuros agentes da autoridade que irão para a rua, lá para final do ano, para nos defender, dizem eles e pensamos nós.
Desde que aqui estou neste serviço (3 anos) tem sido o pior grupo de todos. Muito mariquinhas, desmaiam por causa de uma agulha, ai ai o que nos espera.
E por falar em limpezas de Primavera, hoje está frio e a chover, eheh.
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