quinta-feira, 21 de junho de 2012
Prenda no 1º dia de Verão.
Uma prenda que recebi hoje da minha Amiga Mané.
Já tem lugar na minha sala.
Já lhe disse que para o Natal, compro uma folha maior, e que o meu quarto é em tons de vermelho e preto, eheh.
Uma excelente pintora, sem dúvida!
Ataques de vedetismo da M&%$# da Selecção
Quando começou o campeonato europeu de futebol, prometi a mim mesma que não iria falar sobre futebol, ou mesmo até sobre a nossa selecção.
Mas, as "birras" nos nossos jogadores tiraram-me do sério.
Desde já peço desculpa por algum palavreado menos próprio.
Então homens que ganham o que eles ganham, que tem feito umas exibições nada espectaculares (sim ganharam à Dinamarca e à Holanda) comportam-se da maneira que se comportam com os portugueses que os apoiam, com os portugueses cá em Portugal e com os muitos que foram até à Ucrânia e à Polónia ou que lá estejam emigrados. Estão as pessoas à porta dos hóteis para os ver, e nenhum se digna a olhar, a dar um autógrafo, nem tão pouco acenar para as pessoas? E mesmo até a vedeta da Madeira com a m$#%& do capuz na cabeça para ninguém ver que era ele, para não o chamarem. O único que tenho visto acenar ou sorrir, nem português de gema é. Só tristes!
Nem à comunicação social falam?
E vem o Paulo Bento dizer que têm razão por se comportar assim!
Eu sei bem o que vos fazia.
O que mereceiam era não ter ninguém nos estádios a apoiá-los, nem tão pouco a recebê-los junto aos hóteis. E nem mesmo quando chegassem a Portugal.
Vedetas da M&%$# são o que vocês são!
Mas, as "birras" nos nossos jogadores tiraram-me do sério.
Desde já peço desculpa por algum palavreado menos próprio.
Então homens que ganham o que eles ganham, que tem feito umas exibições nada espectaculares (sim ganharam à Dinamarca e à Holanda) comportam-se da maneira que se comportam com os portugueses que os apoiam, com os portugueses cá em Portugal e com os muitos que foram até à Ucrânia e à Polónia ou que lá estejam emigrados. Estão as pessoas à porta dos hóteis para os ver, e nenhum se digna a olhar, a dar um autógrafo, nem tão pouco acenar para as pessoas? E mesmo até a vedeta da Madeira com a m$#%& do capuz na cabeça para ninguém ver que era ele, para não o chamarem. O único que tenho visto acenar ou sorrir, nem português de gema é. Só tristes!
Nem à comunicação social falam?
E vem o Paulo Bento dizer que têm razão por se comportar assim!
Eu sei bem o que vos fazia.
O que mereceiam era não ter ninguém nos estádios a apoiá-los, nem tão pouco a recebê-los junto aos hóteis. E nem mesmo quando chegassem a Portugal.
Vedetas da M&%$# são o que vocês são!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Bela por ti
"Bela como livro que se desfolha,
com deleite.
Em Alexandria não havia papiro
tão perfeito.
Deixa-me olhar-te, por favor, nesse teu leito.
Sabes que sonho com ele,
teu corpo perfeito.
Por que não me aceitas,
do meu jeito?"
Mário Casa Nova Martins (A Voz Portalegrense)
No leito em que me deito,
contemplando o teu ser
Belo, sedutor, feiticeiro.
Quanto de ti "bebo", somente por te ver?
Quando teus olhos, os meus encontra
faíscam pedras de rubi escarlate
Tanta saudade, tanta dor
Será possível
nosso Amor?
Resposta a um post que li no blog "A Voz Portalegrense", e o qual aqui publico após a autorização do seu autor.
com deleite.
Em Alexandria não havia papiro
tão perfeito.
Deixa-me olhar-te, por favor, nesse teu leito.
Sabes que sonho com ele,
teu corpo perfeito.
Por que não me aceitas,
do meu jeito?"
Mário Casa Nova Martins (A Voz Portalegrense)
No leito em que me deito,
contemplando o teu ser
Belo, sedutor, feiticeiro.
Quanto de ti "bebo", somente por te ver?
Quando teus olhos, os meus encontra
faíscam pedras de rubi escarlate
Tanta saudade, tanta dor
Será possível
nosso Amor?
Resposta a um post que li no blog "A Voz Portalegrense", e o qual aqui publico após a autorização do seu autor.
As minhas leituras de Verão...
Este ano tenho já um livro destinado para essas leituras. Foi o prémio do passatempo da D. Verita.
Habitualmente não destino nenhum livro para ler, como faço leituras durante o ano inteiro, por vezes é o que aparece.
Habitualmente não destino nenhum livro para ler, como faço leituras durante o ano inteiro, por vezes é o que aparece.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Um dia no campo no Verão..
Seja Verão, Outono ou Inverno (Primavera não tanto por causa das alergias e da bronquite) esta paisagem do campo faz parte de muitos dos meus fins de semana.
É tão bom acordar de manhã,ouvir o guizo das cabras que passam perto, e nada mais.O silêncio que fica após a sua passagem, o olhar para a serra em frente e deixar-me ficar sem nada para fazer.
O almoço é grelhados feitos na rua, e também lá saboreados.
Os cães, são o grave problema, muitos e gigantes, embora o cunhado me garanta que não fazem mal, mas nunca fiando. Os gatos este ano com criação acrescida passeiam-se pela rua.
Claro por lá também andam cobras, lagartos, lagartixas, javalis e até já vi uma raposa.
O ano passado foi arranjada a piscina e era tão bom chegar às seis da tarde depois de um sábado a trabalhar e dar uns mergulhos sozinha, mas por pouco tempo, pois a rapaziada mais nova saltava tudo lá para dentro e lá se acabava o sossego, mas não fazia mal, eheh, assim é que é bom.
O jantar também na rua acontece muitas vezes já ao final da tarde, e acaba sempre já com as estrelas e lua por companhia.
Ali nem damos pelo tempo passar.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Os amores de Verão...
Não era bem amor só de verão.
A paixoneta que tinha pelo vizinho Pedro ia mais além do verão.
Claro que ele não reparava em mim.
Os dias que passei a ler ao sol, voltada para a casa dele, com esperança que ele reparasse em mim. Não havia escaldão nem dor de cabeça que aguentasse.
A paixoneta que tinha pelo vizinho Pedro ia mais além do verão.
Claro que ele não reparava em mim.
Os dias que passei a ler ao sol, voltada para a casa dele, com esperança que ele reparasse em mim. Não havia escaldão nem dor de cabeça que aguentasse.
As melhores férias de Verão...
Sem dúvida que as melhores férias de verão, foram as passadas em casa dos meus avós, ou o mesmo que dizer em minha casa.
Lá tinha a minha praia (o tanque de lavar a roupa), o meu areal (terreno debaixo da videira), os meus gelados (água com groselha no congelador), a minha leitura (livros trazidos da biblioteca), e tudo o que poderia imaginar, estava alí à minha mão.
Não trocaria por nada deste mundo, as férias de verão da minha infância.
Lá tinha a minha praia (o tanque de lavar a roupa), o meu areal (terreno debaixo da videira), os meus gelados (água com groselha no congelador), a minha leitura (livros trazidos da biblioteca), e tudo o que poderia imaginar, estava alí à minha mão.
Não trocaria por nada deste mundo, as férias de verão da minha infância.
sábado, 16 de junho de 2012
A minha toalha de praia...
O que poderei dizer da minha toalha de praia?
Que é minha quando vou para a piscina, praia ou barragem, mas acaba sempre por limpar os filhos.
A minha toalha é mais o sol, e uma pontinha qualquer das toalhas dos filhos.
Ser mãe é duro!!
Que é minha quando vou para a piscina, praia ou barragem, mas acaba sempre por limpar os filhos.
A minha toalha é mais o sol, e uma pontinha qualquer das toalhas dos filhos.
Ser mãe é duro!!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Dia Mundial do Dador de Sangue
Mais uma comemoração do dia mundial do dador de sangue.
"Doar sangue é doar vida"
Infelizmente todos os dias é necessário este líquido precioso que ajuda a salvar vidas.
Eles, os dadores têm andado zangados com o nosso governo pelas medidas de austeridade tomadas em relação às taxas moderadoras.
Não têm razão nesta zanga.
O VERDADEIRO dador de sangue não olha aos beneficios desta prática, pensa sim, no bem que pode fazer.
O dador de sangue habitual anda vigiado, raramente vai a outro médico que não o Imuno-hemoterapeuta.
Há alguns anos atrás não havia estas benesses e as pessoas doavam sangue.
Estão mal habituados, e nem sabem o que tenho ouvido nestes primeiros seis meses do ano. Uns compreendem e até mudam o pensamento, mas há outros bastantes "ranhosos" que nem à chapada lá vão.
Tivemos uma pequena quebra no início, mas agora até não estamos mal. Temos que agradecer aos pardais, quer dizer os futuros GNR que estão na Escola Prática que têm feito das minhas terças e quintas feiras, manhãs engraçadas, aos alunos da Escola de Enfermagem que também têm dado uma ajuda.
Mas hoje é dia de festa!!!
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Feira da Saúde do Alentejo
Nos dias 14 e 15 de Junho, Portalegre, mais concretamente a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Portalegre com a colaboração da Administração Regional de Saúde do Alentejo e da Câmara Municipal de Portalegre, tem a honra que convidar toda a comunidade para a Feira da Saúde do Alentejo que visa:
- Apresentar serviços e recursos de Saúde;
- Promover a interação dos serviços de Saúdecom a população;
- Sensibilizar a população para a promoção da Saúde e alertar para a prevenção de algumas doenças;
- Avaliar indicadores de Saúde da população;
- Realizar sessões de esclarecimento.
Para além do Evento Científico - Estrutura dos Cuidados de Saúde no Alentejo: um debate organizacional, no Auditório da Câmara Municipal no dia 15 de Junho, haverá muitas actividades no Jardim da Avenida da Liberdade (Jardim do Tarro).
Nestes dois dias, podemos fazer rastreios de acuidade visual, optometria, acuidade auditiva, glicémia, colesterol, tensão arterial, índice de massa gorda, índice de massa corporal, função respiratória, cárie dentária.
Portanto dois dias em que a Saúde sairá à rua.Peço desculpa, mas a minha "nabice" computadoramente falando, não me deixou colocar aqui o programa.
Escolhas
A vida é feita de escolhas. Escolhas essas que nos são presentes na vida pelos obstáculos que se nos deparam todos os dias.
Logo assim que acordamos fazemos escolhas: "Levanto-me?" ou "Deixo-me ficar deitada?", e por aí fora ao longo do dia.
Por vezes não fazemos a melhor escolha e deparamo-nos com as consequências desses actos.
As escolhas certas, ou que no momento achámos como certas, fazem-nos sorrir, viver confiantes, alegres.
As escolhas erradas, fazem-nos tombar, sofrer, viver em angústia, mas ajudam-nos a levantar de novo mais fortes e a enfrentar tudo e todos. Aprendemos com os erros, são pequenas batalhas que temos que travar para ganhar a guerra da vida.
Olhando para trás, não considero que tenha escolhido mal o caminho a seguir.
A morte do meu pai em 1979, alterou a minha vida, mas aí a escolha foi-me imposta e eu só tive que seguir em frente. Tive uma infância feliz, fui feliz e aprendi muito com o pouco que tinha.
As escolhas pessoais e profissionais também foram importantes.
A criação deste blog, foi outra das minhas escolhas. Sempre gostei de escrever, embora não o tivesse feito durante alguns anos.
Um dia de Outono de 2009 foi a altura escolhida.
Que nome para o blog, que nome para mim? Fácil.Orquídea, a flor que mais gosto. Carlota Pires Dacosta, o nome que me chamam desde pequena.
Praticamente ninguém que me conhece pessoalmente sabe que tenho um blog, nem tão pouco que escrevo. Tenho tanto de mim aqui escrito. Os meus pensamentos, os meus poemas. Muita gente não iria acreditar que sou eu que escrevo.
Passo despercebida no meio da multidão e assim quero ficar.
Logo assim que acordamos fazemos escolhas: "Levanto-me?" ou "Deixo-me ficar deitada?", e por aí fora ao longo do dia.
Por vezes não fazemos a melhor escolha e deparamo-nos com as consequências desses actos.
As escolhas certas, ou que no momento achámos como certas, fazem-nos sorrir, viver confiantes, alegres.
As escolhas erradas, fazem-nos tombar, sofrer, viver em angústia, mas ajudam-nos a levantar de novo mais fortes e a enfrentar tudo e todos. Aprendemos com os erros, são pequenas batalhas que temos que travar para ganhar a guerra da vida.
Olhando para trás, não considero que tenha escolhido mal o caminho a seguir.
A morte do meu pai em 1979, alterou a minha vida, mas aí a escolha foi-me imposta e eu só tive que seguir em frente. Tive uma infância feliz, fui feliz e aprendi muito com o pouco que tinha.
As escolhas pessoais e profissionais também foram importantes.
A criação deste blog, foi outra das minhas escolhas. Sempre gostei de escrever, embora não o tivesse feito durante alguns anos.
Um dia de Outono de 2009 foi a altura escolhida.
Que nome para o blog, que nome para mim? Fácil.Orquídea, a flor que mais gosto. Carlota Pires Dacosta, o nome que me chamam desde pequena.
Praticamente ninguém que me conhece pessoalmente sabe que tenho um blog, nem tão pouco que escrevo. Tenho tanto de mim aqui escrito. Os meus pensamentos, os meus poemas. Muita gente não iria acreditar que sou eu que escrevo.
Passo despercebida no meio da multidão e assim quero ficar.
O que mais gosto de comer no Verão...
Gaspacho.
Para quem não sabe é sopa de tomate, pepino, pimento, presunto, cebola, azeite, água e muito gelo.
Tem algumas variedades, mas eu gosto imenso desta.
Para quem não sabe é sopa de tomate, pepino, pimento, presunto, cebola, azeite, água e muito gelo.
Tem algumas variedades, mas eu gosto imenso desta.
terça-feira, 12 de junho de 2012
As noites de Verão...
Noites pequenas nas quais temos que aproveitar para desfrutar todos os inquietantes momentos sombrios.
Gosto das noites de lua cheia no verão.
Gosto de ouvir o canto dos grilos.
Gosto do tempo quente que se faz sentir até a madrugada raiar.
Gosto de dormir.
Gosto das noites de lua cheia no verão.
Gosto de ouvir o canto dos grilos.
Gosto do tempo quente que se faz sentir até a madrugada raiar.
Gosto de dormir.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
As manhãs de Verão...
Quando o sol entra pela janela aberta de par em par, tocando o nosso corpo despertando-o, é como se todo os nossos sentidos despertassem de um sono envolvido por anjos.
Se estou de férias, gosto de acordar calmamente, deixar-me ficar a fazer ronha, até me levantar.
Se é dia de trabalho, a vontade de ficar mais um pouco é certa, mas não pode ser, toca a levantar!!
Se estou de férias, gosto de acordar calmamente, deixar-me ficar a fazer ronha, até me levantar.
Se é dia de trabalho, a vontade de ficar mais um pouco é certa, mas não pode ser, toca a levantar!!
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Festas, arraiais e festivais de Verão
Os arraiais dos Santos Populares.
Lá volto eu, de novo, à minha infância.
Na altura em que os vizinhos eram família, que as portas estavam dia e noite abertas, recordo umas das festividades que unia alguns vizinhos da Senhora Santa Ana.
Os preparativos começavam mais cedo para as poucas crianças que ali viviam, onde eu me incluía. Recortar folhas de papel dobradas a fazer desenhos engraçados que depois colávamos num cordel e pendurávmos no sítio onde seria a festa, varrer a rua das pedras e desejar que o dia chegasse era a nossa tarefa.
Eu levava os dias a pensar na festa, o que se iria passar, o que íamos comer, andava eufórica. Na altura as festas eram tão raras que uma preciosidade destas era para se aproveitar ao máximo.
No dia da festa, depois do horário de trabalho, os adultos cortavam alguns ramos da palmeira para enfeitar o "recinto" da festa, colocavam um fio de lâmpadas para iluminar ainda mais o recinto, colocavam o grelhador em sítio certo, as mulheres descascavam as batatas, arranjavam os pimentos para a assar e os tomates para a salada.
Nesta altura já andava "maluca" com a agitação, e por vezes só fazia disparates.
A aparelhagem já tocava as marchas populares.
Aos poucos os vizinhos iam aparecendo para confraternizar.
As mesas já estavam postas na rua, com toalhas de plástico, os copos, pratos e talheres de plástico, as saladas, e os mangericos a enfeitar.
No grelhador as sardinhas já pingam para as brasas. Humm que cheirinho tão bom! As batatas já estão cozidas e a caminho da mesa.
Chego perto da avó e digo que tenho fome. Ela pega num prato com batatas, coloca duas sardinhas, salada e tomate e pimentos, de seguida um copo de laranjada e vou colocar-me no sítio mais elevado que encontro para poder observar a festa no seu todo.
Por vezes esqueço-me de comer para observar a festa.
Vai anoitecendo, as luzes iluminam o cantinho da festa que está bem animada, com dança, cantigas e acima de tudo confraternização entre vizinhos. Até há uma fogueira!
A avó diz que é tarde que tenho que me ir deitar, faço uma pequena birra para ficar, mas mesmo assim ela não deixa.
Já na cama, imagino o que se passará lá fora. As luzes iluminam o quarto, o cheiro das sardinhas a assar deixa-me com água na boca, o som das músicas populares entra pelo quarto embalando-me até o sono chegar.
Era assim há muitos anos atrás.
Hoje em dia a vizinhança envelheceu, outros morreram e as crianças que davam alegria aquele casario de pouco mais de 10 casas foram morar para outro lado, cresceram, casaram.
Quando chega esta altura lembro-me com saudade destas festas.
Lá volto eu, de novo, à minha infância.
Na altura em que os vizinhos eram família, que as portas estavam dia e noite abertas, recordo umas das festividades que unia alguns vizinhos da Senhora Santa Ana.
Os preparativos começavam mais cedo para as poucas crianças que ali viviam, onde eu me incluía. Recortar folhas de papel dobradas a fazer desenhos engraçados que depois colávamos num cordel e pendurávmos no sítio onde seria a festa, varrer a rua das pedras e desejar que o dia chegasse era a nossa tarefa.
Eu levava os dias a pensar na festa, o que se iria passar, o que íamos comer, andava eufórica. Na altura as festas eram tão raras que uma preciosidade destas era para se aproveitar ao máximo.
No dia da festa, depois do horário de trabalho, os adultos cortavam alguns ramos da palmeira para enfeitar o "recinto" da festa, colocavam um fio de lâmpadas para iluminar ainda mais o recinto, colocavam o grelhador em sítio certo, as mulheres descascavam as batatas, arranjavam os pimentos para a assar e os tomates para a salada.
Nesta altura já andava "maluca" com a agitação, e por vezes só fazia disparates.
A aparelhagem já tocava as marchas populares.
Aos poucos os vizinhos iam aparecendo para confraternizar.
As mesas já estavam postas na rua, com toalhas de plástico, os copos, pratos e talheres de plástico, as saladas, e os mangericos a enfeitar.
No grelhador as sardinhas já pingam para as brasas. Humm que cheirinho tão bom! As batatas já estão cozidas e a caminho da mesa.
Chego perto da avó e digo que tenho fome. Ela pega num prato com batatas, coloca duas sardinhas, salada e tomate e pimentos, de seguida um copo de laranjada e vou colocar-me no sítio mais elevado que encontro para poder observar a festa no seu todo.
Por vezes esqueço-me de comer para observar a festa.
Vai anoitecendo, as luzes iluminam o cantinho da festa que está bem animada, com dança, cantigas e acima de tudo confraternização entre vizinhos. Até há uma fogueira!
A avó diz que é tarde que tenho que me ir deitar, faço uma pequena birra para ficar, mas mesmo assim ela não deixa.
Já na cama, imagino o que se passará lá fora. As luzes iluminam o quarto, o cheiro das sardinhas a assar deixa-me com água na boca, o som das músicas populares entra pelo quarto embalando-me até o sono chegar.
Era assim há muitos anos atrás.
Hoje em dia a vizinhança envelheceu, outros morreram e as crianças que davam alegria aquele casario de pouco mais de 10 casas foram morar para outro lado, cresceram, casaram.
Quando chega esta altura lembro-me com saudade destas festas.
A minha bebida preferida no Verão
Uma limonada, com limões acabados de colher da árvore.
Uma sangria, bem fresquinha, numa noite bem estrelada.
Mas o que sabe mesmo bem, é um copo de água bem fresquinho pela manhã.
Uma sangria, bem fresquinha, numa noite bem estrelada.
Mas o que sabe mesmo bem, é um copo de água bem fresquinho pela manhã.
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