quinta-feira, 24 de maio de 2012

De volta!

De volta ao trabalho!
Já estava com saudades, mas também não valia a pena demonstrarem que sentiram a minha falta assim desta maneira. É que para ver se não estava já destreinada, apareceram 25 pardais mais 2 fugitivas.
Uma manhã preenchida.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

O Prémio

Verita e Manuela. já chegou!!!
Agora é guardar um fim de semana ou duas noites para ler as 543 páginas!!!
Obrigado de novo às duas.

Após uma semana de férias, mais uma de assistência à família, estava eu a preparar-me para voltar ao trabalho no dia 22, quando na madrugada de 21 para 22 ficou tudo doente em casa. Dores de garganta, ranhosos, faltas de ar, bem, houve de tudo um pouco.
Hoje aproveitámos o feríado municipal para descansar e amanhã tudo de volta à rotina.
Até amanhã!

sábado, 19 de maio de 2012

Silêncio da noite

É no silêncio da noite que te procuro
É no silêncio da noite que te amo
Descubro a magia do teu corpo
No prazer, é por ti que chamo

Bom fim de semana


quinta-feira, 17 de maio de 2012

HEAVEN & EARTH (Oliver Stone, 1993) - Trailer

As Maias

Foto retirada da net
Com a chegada do mês de Maio, as crianças correm pelos campos que circundam a cidade à procura de malmequeres para se enfeitarem como as meninas das fotos.
Uma tradição que tem décadas.
Nunca fui uma "Maia" e com muita pena. Quando era mais nova, só haviam rapazes perto de onde eu morava e as meninas da escola nunca me escolheram para fazer parte do "grupo" delas.
Às escondidas, ia pelos campos apanhar flores e à tardinha em casa da minha avó, na "minha praia" fazia colares, pulseiras, coroas, vestia uma saia comprida da minha mãe e imaginava que era uma "maia".
Cantava a canção da Maia:
"Oh Maia, Oh Maia
Oh Maia das cachopas
Onde vai a Maia
vai por essas barrocas ..."

Foto retirada da net
Anos mais tarde, os meninos também começaram por participar no desfile.

Tudo isto fazia parte dos festejos do dia da cidade a 23 de Maio.
Conta a lenda que:

"Era uma vez uma pastora chamada Maia que passava os seus dias alegremente, a guardar o rebanho nas margens de um ribeiro.
Era muito bonita, formosa e serena e um pastor chamado Tobias, muito bondoso, gostava muito dela e fazia-lhe companhia, tocando flauta.
Certo dia apareceu-lhes de repente um vagabundo que os assustou. Tobias escondeu-se atrás de um rochedo, mas Maia, hospitaleiramente, pegou na sua cabaça, encheu-a no ribeiro e ofereceu-a a Dolme. Era assim que se chamava o vagabundo, que era muito mau. Este deixou cair a cabaça de propósito e agarrou Maia com força que desatou a chamar por Tobias.
Tobias veio logo em seu auxílio para a defender do vagabundo, mas como não estava habituado a lutar, foi morto com um machado de pedra.
Maia, quando viu Tobias morto ficou apavorada e quis fugir, mas o vagabundo apanhou-a e acabou por tirar-lhe também a vida. Depois, só com as ovelhas ruminando à volta, Dolme desatou a fugir por esses outeiros fora e desapareceu na tarde.
O pai de Maia, que era Lísias, vendo que se fazia noite e a filha não chegava com o rebanho, decidiu procurá-la. Não a encontrando, regressou a casa, triste e desolado. Depois foi ao Templo que tinha mandado edificar em honra de seu pai - Baco – e orou para que nada de mal tivesse acontecido a Maia. Nessa altura, o cão que acompanhava o rebanho de Maia, uivou e ajudou-o a encontrar o corpo da filha.
Ficou como um louco com a tristeza e dor que sentia e, durante anos, ninguém o conseguiu afastar daquele local, acocorado e murmurando o nome de Maia. Os que passavam naquele ribeiro a beber um golo de água fresca, chamavam-lhe “Louco de Baco”  porque ele não queria acreditar que a filha morrera.
Certo dia, porém, pareceu ao velho que Maia lhe aparecia, viva e alegre. Levantou-se a custo, estendeu os braços e iluminado de alegria íntima exclamou:
“Maia, minha filha, morro feliz!”" 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

As Amantes do Verão


E já cá está o selo da inscrição.
Não sou bem uma amante do verão, prefiro mais o Outono, mas vamos ver o que isto vai dar e espero não "morrer" logo na praia ou "afogada" na primeira onda.
Parabéns "Turista Acidental" por esta iniciativa.
Agora é aguardar.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cozinha dos Vurdóns: Um convite à Utopia

Como não podia deixar de ser, não recuso um convite feito pelas minhas belas Princesas Cozinheiras.
"Combater O Crime do Ódio com Poesia".
Não sei muito bem se é isto que elas querem, mas cá vai a minha poesia. Não quero falar da parte má, da parte que a maioria de nós quer ver, pois há tanto de bom, que se deixarmos a nossa porta aberta, entram de uma maneira que nunca pensámos que fosse possível. E descobrimos coisas lindíssimas.
Cá vai.
Espera! Outra explicação. A poesia tem o cunho da Orquídea, por isso não irá sair coisa boa, eheh.
Vamos lá então!

Era noite e adormeci
Na lua e nas Estrelas ficou o pensamento
Deixei a minha alma voar
Senti próximo um nascimento

A um acampamento fui ter
Senti que já lá tinha estado
Ninguém deu pela minha presença
Ninguém me terá notado?

Uma fogueira no meio
Em volta um Vurdón, lindo!
É aconchegante este espaço
Tudo me estava atraindo

Com cores garridas nos fatos
Mulheres dançavam, sorriam
Tachos. Frutas, legumes
Alimentos que floriam

Crianças corriam
Numa alegria contagiante
Dá vontade ser criança, de novo
Viver esta vida saltitante

Homens tocando instrumentos
Som de música inebriante
Uma presença chama a minha atenção
Uma Estrela, cintilante.

O seu olhar é penetrante
O único que me consegue ver
Conheço este olhar
Uma calma, paz, invade o meu ser

Os seus passo vêm ao encontro dos meus
Deixa o meu corpo preso ao chão
Os seus olhos observam-me por dentro
Sinto o começo de algo, sinto um turbilhão

Passa por mim, rodeando o meu corpo
Ficando imóvel atrás de mim
Os seus braços envolvem o meu ser
No ar um odor a jasmim

Os seus lábios tocam o meu pescoço
Não consigo um só passo dar
Extansiando um perfume o meu ser
Fecho os olhos, não quero acordar!

Um violino toca ao longe
Não sei quanto tempo assim fiquei
Ainda sinto o seu cheiro
Abri os olhos, não o encontrei

Uma criança chega perto
Convida-me para comer
Faço parte das suas vidas
Só demorei a perceber

Serei esta, o EU verdadeiro?
Ou aquela que anda adormecida?
Ter mil vidas numa só
Ou só uma, eternamente vivida?

Quantas vezes fugimos do diferente?
Quantas vezes fugimos do inexplicável?
Com as Princesas Cozinheiras, muito tenho aprendido
Uma Cozinha bastante saudável.

sábado, 12 de maio de 2012

A operação do D.

Só passei para dizer que a operação do D. correu bem.
O mais complicado foi a recusa de comida a uma criança com 3 anos, habituada a comer praticamente o dia inteiro. "Oh senhora, então o meu almoço!" "Mãe, as senhoras passam e não trazem a comida!"
Perto das 15h entrou para o bloco operatório e saiu de lá já as 17h tinham dado. Uma longa espera, sufocante. Acho que fiz a meia maratona no pequeno corredor em frente.
Levou algum tempo a acordar. E quando acordou ficou calminho, a olhar para todos os lados, mas já lá estava a mãe e o pai, e a mana.
Agora é aguentar em casa até dia 21 (dia em que volta ao médico para tirar os pontos) um puto reguila, que corre e pula por tudo quanto é sítio, quer jogar à bola e fazer tudo o que faz normalmente.
Assim começaram as minhas férias, que se irão estender até dia 21 com o apoio à família.
O meu menino portou-se muito bem. Um verdadeiro herói. Saiu do hospital no dia da operação, a correr. O resto vocês imaginam, sempre a correr atrás dele...

domingo, 6 de maio de 2012

Um Delírio XXVII

Já nada fazia sentido.
A morte de Ana Maria foi um golpe terrível. Bem pior que estar no meio da mata.
Os dias, as noites já não faziam sentido. Nem matar ou mesmo até morrer.
Não me tinham deixado regressar a Portugal para acompanhar o corpo, "Porra!" tinha sido a mim que ela tinha dito as últimas palavras. Fiquei só. Já não me sentia assim a algum tempo.
Numa noite de vigia, o calor era enorme. O espesso arvoredo envolvente, não deixava o ar passar, a humidade no ar era grande, quase não conseguia respirar. O suor fazia o fardamento colar-se ao corpo. A lua cheia, deixava um mar de prata invadir o acampamento. Lá em baixo alguns camaradas fumavam e bebiam Cucas e Nocais. Aquela seria uma camaradagem que ficaria para toda a vida. Para a vida daqueles que dali conseguiriam sair.
Dava por mim a pensar que já não me importava morrer.
A PIDE já não fazia tantas visitas. Acho que tinham percebido que se tinham enganado ou então teriam arranjado outro pobre desgraçado para dar cabo da vida.
Nas noites de vigia, dava muitas vezes por mim a pensar no riacho perto de casa, nos meus pais. Será que eles sabiam por onde andava? Por mais forte que o meu desejo fosse vê-los, não sei se isso algum dia chegaria a acontecer.
Subitamente tiros. De onde? Como? A noite estava tão iluminada. Não tinha visto vultos nenhuns a passar perto do aquartelamento. Mesmo dos postos de vigia perto, nada viram. Agora era defender a "nossa casa", defender os nossos camaradas, os nossos amigos.
Fechei os olhos. No meu íntimo vi um olhar de uma criança, sorria. "Dispara! Dispara, agora!"
Sem saber disparei ao acaso. Os olhos continuavam fechados. Ouvia o som à esquerda e disparava. Ouvia atrás de mim, voltava-me e disparava. Os minutos seguintes foram intensos em tiroteio. Ouviam-se gritos, gemidos. Havia camaradas feridos. Tinha que os tentar defender de onde estava.
Silêncio!
O tiroteio parou. Abri os olhos e a imagem desapareceu. Deixei de ouvir a sua voz. Terei sonhado?
Ao descer do posto de vigia, encontrei camaradas feridos, por alguns já nada havia a fazer. Tentei ajudar quem podia. Uns gritavam com dores, outros com medo, outros simplesmente porque era uma maneira de libertar a raiva.
Amanhecia.
Uma manhã manchada de sangue.

Para todas as MÃES




Dia da Mãe


Estes são os protagonistas por festejar este dia.
As prendas são da autoria do Diogo que as fez na escola.
Estou bem bonita no quadro que ele pintou.
A Salomé ofereceu um beijinho.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia de cortar cabelo

Hoje é dia de ir cortar o cabelo.
Só lá me apanham duas ou três vezes por ano, e mesmo assim é um dia complicado.
Primeiro, o corte. Continuo com ele grande (como está na foto) ou corto bem curtinho como gosto??
Cabelo fininho, sem volume. O jeito para o arranjar também não é nenhum, por isso sempre os cortes curtos que é só lavar e deixar andar, nem escova chega a ver.
Já andei a ver alguns pela net, e os que me agradam têm muita manutenção de manhã, o que para mim é um pesadelo. Se ao menos tivesse uma cabeleireira todas as manhãs em casa, isso é que era.
A seguir, a cor. Tenho uma madeixa natural de cabelos brancos, mesmo à frente, na franja. Acho sexy, eheh. No início ainda pintei o cabelo algumas vezes, sempre de vermelho. Mas depois tinha que fazer a manutenção por causa dos castanhos naturais, e desisti.
Não tenho paciência para conversas de "tias" no cabeleireiro.
Está a chegar a hora! Vamos ver se me inspiro pelo caminho.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Prémio

O livro que ganhei no concurso da D. Manuela no blogue "A Turista Acidental".
Das únicas três vezes que concorri ganhei sempre algo.
A 1ª um livro.
A 2ª uma história minha escolhida para figurar numa colectânea.
A 3ª outro livro.
Hoje irei dormir a sorrir. Depois, terei o Morpheu à perna a pensar que estou encantada por ele.

domingo, 29 de abril de 2012

Ilumina-me

Salvador Dali


Quando o quarto minguante 
lá do alto vai rompendo 
Deixa o ceu envolto em prata
Um raio de luz vai nascendo

Movo montanhas, serras e penhascos
Na busca incessante do teu ser
Perco-me, sozinha na noite
No frio procuro me aquecer

A noite continua o meu refúgio
É nela que me sinto segura
Quantos olhos observam
no seu olhar, mais uma criatura

Ouço a tua voz chamar por mim
Ao longe contemplo simples luminosidade
É a chama do Amor
Que nos envolve pela imortalidade 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Já vou.

O fim de tarde, fresco para a época, foi brindado com chuva. Uma chuva miudinha que quase não se via, mas sentia-se.
Pela encosta, o nevoeiro descia, uma vez mais, para cobrir a cidade com o seu manto protector. Protecção pelos seus moradores, pelo seu casario, pelas suas plantas. Gostava de tocar cada um de forma especial. Era através dele que os olhos se abriam mais para tentar ver mais longe. Era através dele que as casas sentiam o suave toque que teimava em bater uns dias mais forte que outros, tentando entrar. E depois afasta-se a sorrir, enquanto as portas, janelas, paredes e telhas, se ajustavam de novo. As plantas, essas sorriam pelas pequenas gotas que a terra sugava, fazendo-as chegar bem perto das suas raízes, fortalecendo-as.
Era na noite que as almas mais sonhadoras, viajavam pelo mundo.
O nevoeiro por vezes, corria atrás delas. Tentava protegê-las, fazendo com que chegassem seguras ao corpo despojado na cama, no sofá.
Será hoje um dia de fuga? Será que irei longe?
Hoje sei, que a viagem será certamente bem acompanhada.
Alguém espera por mim.
"-Já vou, não demoro quase nada! É só o tempo de desligar o pc, e os olhos se fechar."

Osso de leão

Estamos sempre a aprender com os filhos, e é bem verdade.
O D. vai ser operado no dia 10 de Maio em Montemor-o-Novo aos polegares.
Curioso como é, ouviu a explicação que o médico nos deu, do que lhe ia acontecer e é engraçado ouvi-lo dizer:
-"O doutor vai cortar os meus dedos, tira o osso estragado e põe um osso de leão!"
-"De leão? De leão não, filho!"
-"Do leão, que é o rei da selva, e o mais forte."
Pronto e eu calei-me.
Será as influências leoninas do avô J??

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia Mundial do Livro

Hoje é o Dia Mundial do Livro.
Nos dias que correm, praticamente todos os dias, é dia nacional, internacional, mundial de qualquer coisa. Uns mais importantes que outros, mas o que importa é serem recordados, nem que seja uma vez por ano.
Gosto muito de livros, do cheiro que eles têm. O encanto que é pegar um livro novo, vê-lo, cheirá-lo, senti-lo. Sentir todas as suas arestas, todas as suas folhas, a capa. Com os livros velhos, o encanto é outro. Tentar imaginar que pessoas já pegaram neles, que pensamentos terão tido ao ler as suas folhas.
Não tenho tantos como gostaria.
Já me enviaram endereços de sites de partilhas de livros, mas sou muito egoista com o os meus livros. Talvez por serem poucos e realmente meus, tenho-lhes uma paixão imensa. Sou incapaz de me separar deles.


Este é o livro da minha vida, eheh.
Já o li e reli, dezenas de vezes.
É muito velhinho. A edição que tenho data de 1956, as páginas são cozidas com linha, as suas folhas estão num tom amarelo escuro. A capa, agora, está forrada por papel para não se danificar. Um dia emprestei-o e quando o devolveram vinha com as capas soltas. Em casa, sozinha, sem ninguém ver, até chorei. Jurei nunca mais emprestar livros.
A história, bem a história só podia ser romântica, triste, sofrida.









Tenho outros livros preferidos.
E sou daquelas leitoras, que, quando um livro me fascina, sou capaz de passar uma noite inteira a ler, e muitas das vezes só reparar nas horas quando o despertador toca para supostamente me levantar para ir trabalhar.
O 1º livro que li?


Foi este, "roubado" da prateleira do tio F.
Tantas horas passadas, no quintal dos avós, debaixo da videira a ler. Nos dias mais frios, à janela da sala, a ver a paisagem alentejana a perder de vista.
Muitas vezes a biblioteca, primeiro no Palácio Amarelo, depois no antigo quartel dos Bombeiros perto da Sé Catedral, posteriormente no Convento de Santa Clara foram a minha casa de leitura, a minha distração durante longas tardes.
Muitas vezes levava-os para casa, e como os tratava muito bem (até tinha uma sacola de pano onde os transportava, pois o suor das mãos podia estragá-los), deixavam-me levar mais do que o permitido. No dia seguinte ia sempre entregar um.
Quantas vezes dei por mim a copiar pequenos excertos de livros que gostava. Na altura as fotocópias eram caras e o dinheiro não abundava.
Gosto de me ver rodeada de livros.
Na mesinha de cabeceira, estão sempre dois. Quando as noites são propícias a insónias e a inspiração para a escrita anda pelas ruas da amargura, pego num livro e leio, mesmo que seja pela centésima vez. eheh.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Amor

Mors-Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

                            Antero de Quental

Chamam-me "nomes"

Não me basta ser conhecida pela "menina do sangue", como qualquer dia passar a ser conhecida, também, pela "Carlota caça-mortos".