domingo, 6 de maio de 2012

Dia da Mãe


Estes são os protagonistas por festejar este dia.
As prendas são da autoria do Diogo que as fez na escola.
Estou bem bonita no quadro que ele pintou.
A Salomé ofereceu um beijinho.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Dia de cortar cabelo

Hoje é dia de ir cortar o cabelo.
Só lá me apanham duas ou três vezes por ano, e mesmo assim é um dia complicado.
Primeiro, o corte. Continuo com ele grande (como está na foto) ou corto bem curtinho como gosto??
Cabelo fininho, sem volume. O jeito para o arranjar também não é nenhum, por isso sempre os cortes curtos que é só lavar e deixar andar, nem escova chega a ver.
Já andei a ver alguns pela net, e os que me agradam têm muita manutenção de manhã, o que para mim é um pesadelo. Se ao menos tivesse uma cabeleireira todas as manhãs em casa, isso é que era.
A seguir, a cor. Tenho uma madeixa natural de cabelos brancos, mesmo à frente, na franja. Acho sexy, eheh. No início ainda pintei o cabelo algumas vezes, sempre de vermelho. Mas depois tinha que fazer a manutenção por causa dos castanhos naturais, e desisti.
Não tenho paciência para conversas de "tias" no cabeleireiro.
Está a chegar a hora! Vamos ver se me inspiro pelo caminho.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Prémio

O livro que ganhei no concurso da D. Manuela no blogue "A Turista Acidental".
Das únicas três vezes que concorri ganhei sempre algo.
A 1ª um livro.
A 2ª uma história minha escolhida para figurar numa colectânea.
A 3ª outro livro.
Hoje irei dormir a sorrir. Depois, terei o Morpheu à perna a pensar que estou encantada por ele.

domingo, 29 de abril de 2012

Ilumina-me

Salvador Dali


Quando o quarto minguante 
lá do alto vai rompendo 
Deixa o ceu envolto em prata
Um raio de luz vai nascendo

Movo montanhas, serras e penhascos
Na busca incessante do teu ser
Perco-me, sozinha na noite
No frio procuro me aquecer

A noite continua o meu refúgio
É nela que me sinto segura
Quantos olhos observam
no seu olhar, mais uma criatura

Ouço a tua voz chamar por mim
Ao longe contemplo simples luminosidade
É a chama do Amor
Que nos envolve pela imortalidade 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Já vou.

O fim de tarde, fresco para a época, foi brindado com chuva. Uma chuva miudinha que quase não se via, mas sentia-se.
Pela encosta, o nevoeiro descia, uma vez mais, para cobrir a cidade com o seu manto protector. Protecção pelos seus moradores, pelo seu casario, pelas suas plantas. Gostava de tocar cada um de forma especial. Era através dele que os olhos se abriam mais para tentar ver mais longe. Era através dele que as casas sentiam o suave toque que teimava em bater uns dias mais forte que outros, tentando entrar. E depois afasta-se a sorrir, enquanto as portas, janelas, paredes e telhas, se ajustavam de novo. As plantas, essas sorriam pelas pequenas gotas que a terra sugava, fazendo-as chegar bem perto das suas raízes, fortalecendo-as.
Era na noite que as almas mais sonhadoras, viajavam pelo mundo.
O nevoeiro por vezes, corria atrás delas. Tentava protegê-las, fazendo com que chegassem seguras ao corpo despojado na cama, no sofá.
Será hoje um dia de fuga? Será que irei longe?
Hoje sei, que a viagem será certamente bem acompanhada.
Alguém espera por mim.
"-Já vou, não demoro quase nada! É só o tempo de desligar o pc, e os olhos se fechar."

Osso de leão

Estamos sempre a aprender com os filhos, e é bem verdade.
O D. vai ser operado no dia 10 de Maio em Montemor-o-Novo aos polegares.
Curioso como é, ouviu a explicação que o médico nos deu, do que lhe ia acontecer e é engraçado ouvi-lo dizer:
-"O doutor vai cortar os meus dedos, tira o osso estragado e põe um osso de leão!"
-"De leão? De leão não, filho!"
-"Do leão, que é o rei da selva, e o mais forte."
Pronto e eu calei-me.
Será as influências leoninas do avô J??

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia Mundial do Livro

Hoje é o Dia Mundial do Livro.
Nos dias que correm, praticamente todos os dias, é dia nacional, internacional, mundial de qualquer coisa. Uns mais importantes que outros, mas o que importa é serem recordados, nem que seja uma vez por ano.
Gosto muito de livros, do cheiro que eles têm. O encanto que é pegar um livro novo, vê-lo, cheirá-lo, senti-lo. Sentir todas as suas arestas, todas as suas folhas, a capa. Com os livros velhos, o encanto é outro. Tentar imaginar que pessoas já pegaram neles, que pensamentos terão tido ao ler as suas folhas.
Não tenho tantos como gostaria.
Já me enviaram endereços de sites de partilhas de livros, mas sou muito egoista com o os meus livros. Talvez por serem poucos e realmente meus, tenho-lhes uma paixão imensa. Sou incapaz de me separar deles.


Este é o livro da minha vida, eheh.
Já o li e reli, dezenas de vezes.
É muito velhinho. A edição que tenho data de 1956, as páginas são cozidas com linha, as suas folhas estão num tom amarelo escuro. A capa, agora, está forrada por papel para não se danificar. Um dia emprestei-o e quando o devolveram vinha com as capas soltas. Em casa, sozinha, sem ninguém ver, até chorei. Jurei nunca mais emprestar livros.
A história, bem a história só podia ser romântica, triste, sofrida.









Tenho outros livros preferidos.
E sou daquelas leitoras, que, quando um livro me fascina, sou capaz de passar uma noite inteira a ler, e muitas das vezes só reparar nas horas quando o despertador toca para supostamente me levantar para ir trabalhar.
O 1º livro que li?


Foi este, "roubado" da prateleira do tio F.
Tantas horas passadas, no quintal dos avós, debaixo da videira a ler. Nos dias mais frios, à janela da sala, a ver a paisagem alentejana a perder de vista.
Muitas vezes a biblioteca, primeiro no Palácio Amarelo, depois no antigo quartel dos Bombeiros perto da Sé Catedral, posteriormente no Convento de Santa Clara foram a minha casa de leitura, a minha distração durante longas tardes.
Muitas vezes levava-os para casa, e como os tratava muito bem (até tinha uma sacola de pano onde os transportava, pois o suor das mãos podia estragá-los), deixavam-me levar mais do que o permitido. No dia seguinte ia sempre entregar um.
Quantas vezes dei por mim a copiar pequenos excertos de livros que gostava. Na altura as fotocópias eram caras e o dinheiro não abundava.
Gosto de me ver rodeada de livros.
Na mesinha de cabeceira, estão sempre dois. Quando as noites são propícias a insónias e a inspiração para a escrita anda pelas ruas da amargura, pego num livro e leio, mesmo que seja pela centésima vez. eheh.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Amor

Mors-Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

                            Antero de Quental

Chamam-me "nomes"

Não me basta ser conhecida pela "menina do sangue", como qualquer dia passar a ser conhecida, também, pela "Carlota caça-mortos".

Aulas de Inglês

Um conselho de uma ruim cabeça.
Quando estiverem a ver o emblemático concerto dos Queen em Wembley em 1986, quando Freddie Mercury interage com o público e no fim volta-se para a plateia e diz um espectacular "Fuck you" , aconselho-vos a não ver essa parte com crianças de 3 anos.
Para além de imitar o Brian May a tocar guitarra foi a única palavra que ficou a conhecer em todo o concerto.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu e as manicures

Como menina que sou, deveria ser mais prendada para as artes de pintura, manicure, cabeleireiro.
Pois mas a verdade é que não sou.
O cabelo sempre curto ou despenteado tem razão de ser. Não é moda, é porque não o sei arranjar.
Só uso lápis preto nos olhos e baton para o cieiro, pois o eyeliner quando o experimentei colocar parecia a subida para a Serra da Estrela com tanta curva, e o baton mais parecia que me tinha esborrachado em alguma árvore.
Isto sem falar nas mãos (garças a Deus que a mana é manicure), pois quando as visitas não são muito assíduas e tenho que as arranjar, é cada unha do seu tamanho, e quando passa para a pintura, até o D. as consegue pintar melhor que eu.
Ainda este fim de semana a mana pintou-me as unhas de roxo. Ontem ao fazer a limpeza da Primavera no serviço, lasquei três unhas. Feita esperta hoje de manhã, pintei por cima. ERRO!!! Deveria ter tirado primeiro o verniz e voltar a pintar. Hoje tenho umas pinturas rupestres nas unhas.
Acho que devo ter faltado às sessões que as mães, avós, tias dão às meninas "casadoiras".
Ahh já sei onde andava. Numa biblioteca próxima à cata de mais um livro para "devorar"!

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Viagem Atribulada

A manhã de sábado encontrava-se ventosa e bastante chuvosa.
Dia de levantar cedíssimo para ir trabalhar.
Estava um dia de Inverno, bastante frio.
Cheguei ao serviço toda molhada, pois com a chuva batida a vento, não havia guarda-chuva que me tapasse.
A viagem era curta, pouco mais de 25km. A 3km do destino começa a cheirar a queimado, o motorista pára o veículo, abre o capot e era só fumo, fumo a sair.
Saímos para a berma da estrada e por incrível que pareça, os 20 minutos que ficámos à espera que nos viessem buscar, com uma carrinha parada com o logotipo do Hospital, não parou ninguém para ver se precisávamos de ajuda. NINGUÉM!!
Estivemos à chuva, ao frio.
Só consegui aquecer-me já em casa, depois de tomar um belo banho e beber um griponal para o caso de o bichinho gripal querer entrar em briga com o meu fraquito organismo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Primavera envergonhada

O azul celeste deu lugar a um cinza esbranquiçado, que por vezes fica de um negro tenebroso.
O vento acompanha a mudança das cores na paleta da natureza. Acho até que estas pequenas alterações são feitas por tal senhor. Inspira e o cinza tenbroso aparece, expira e o cinza esbranquiçado segue pelo horizonte.
As árvores essas dançam ao suave toque ventanoso.
Por vezes umas pingas teimam em cair meio envergonhadas.
Tem sido assim o dia de Primavera, o dia de aniversário do avô mais querido e do qual sinto tantas saudades, um dia de azar/sorte por aqui terras do Alto Alentejo, mais propriamente Portalegre.

Balanço do 2º Período Escolar

Comecemos então pelo pior.
O D. é uma fera. Ele distribui "amizade" tanto pelos maiores que ele, como pelos mais pequenos. Muito democrático.
Por outro lado já gosta da oposição. "Gostaram da História?" "Sim!!" respondem os colegas. O D. responde "Não!!".
Não gosta de misturas nas brincadeiras, quando é para se divertir, afasta os colegas de todas as maneiras possíveis e impossíveis até ficar sozinho na brincadeira.
Por outro lado, é o 1º a chegar quando é necessário arrumar a sala, ajudar a professora nas mais diversas tarefas e é muito mimoso.
Tenho que dizer que o D. tem 3 anos e é menino.
Ele é muito jogo de futebol, corridas no pátio, fazer de bombeiro a apagar um fogo com a mangueira de regar as plantas ligada e a correr para cima dele, é Gormitis, Bakugans, Bocas, Scooby Doo (esta é a recente paixão), touradas, e tratar dos animais da quinta em casa dos tios.
Tem energia para dar e vender e nem parece que fez um cateterismo cardíaco com 1 mês de vida.
Por outro lado temos a princesa da casa.
A A.S. (12 anos), calma, traquinas dentro do normal, sorridente, dançarina.
Já anda no 6º ano, e teve umas notas excelentes.
Língua Portuguesa - 4;
Inglês - 3;
História e Geografia de Portugal - 5;
Matemática - 4;
Ciências da Naturza - 4;
Educação Visual e Tecnológica - 5;
Educação Física - 4;
Educação Musical - 5
Desde o 1º ano que é uma excelente aluna. Só às vezes a conversa nas aulas, as sms, os piropos dos meninos é que estragam tudo. Não é por ser minha filha, mas é muito bonita (não sai à mâe).
Ah o pirata também é muito bonito, mas esse é mais parecido com a mãe.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Unidos

Quantos dias já passaram?
Quantas noites?
Unidos até ao último suspiro. Unidos numa busca incessante da eternidade onde possamos viver o nosso desejo, o nosso amor.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Limpezas de Primavera

Todos os anos a mesma situação.
Chega a Primavera, os dias ficam maiores, a temperatura fica mais agradável, embora este ano até o Inverno tenha tido temperatura agradável.
No serviço há ficheiros de registos de dadores desde que o Hospital abriu, quer isto dizer 37 anos. A maioria consta no chamado ficheiro geral, que se sub-divide nos ficheiros do presente ano, o ano anterior e os dos concelhos. Um pouco confuso, mas que facilita a vida a quem está no terreno. Sim ainda trabalhamos com uma ficha de cartolina onde se registam as dádivas dos dadores e acreditem que funciona melhor que os cartões tipo multibanco, onde a maioria das vezes não conseguimos registar a dádiva.
Olha, a menina Carlota, como se não tivesse sarna para se coçar, inventou de fazer uma limpeza ao ficheiro. Tudo o que tem mais de 65 anos (idade limite para se poder dar sangue) saí, e dentro desses ir em busca dos falecidos.
E começamos na letra A.
Vai dar trabalho, mas em menos de três meses espero ter o ficheiro em ordem e com menos 500 fichas ou mais no ficheiro geral.
Isto é mesmo de quem não tem nada para fazer. Até parece!!!
Com a vinda dos pardais, desde Fevereiro que as terças e as quintas feiras são bem movimentadas. Para quem ainda não sabe, os pardais, são os meninos que estão na escola da GNR, sim os futuros agentes da autoridade que irão para a rua, lá para final do ano, para nos defender, dizem eles e pensamos nós.
Desde que aqui estou neste serviço (3 anos) tem sido o pior grupo de todos. Muito mariquinhas, desmaiam por causa de uma agulha, ai ai o que nos espera.
E por falar em limpezas de Primavera, hoje está frio e a chover, eheh.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Boas Notícias

Não posso deixar de dar esta novidade aos meus leitores, seguidores e afins.
Há mais ou menos dois meses, recebi um comentário no meu blogue, que não era mais do que um convite para escrever uma história em 2-3 folhas, e enviar por e-mail.
No início duvidei um pouco, publiquei o comentário e não liguei muito.
As minhas Princesas Cozinheiras, enviaram logo um e-mail a perguntar o que estava à espera para concorrer. O Anónimo Luís também perguntou o que estava à espera.
Decidida a escrever, faltava a história. Mas ainda tinha mais de 20 dias para a escrever. Inspiração zero, não saía nada, o tempo a ficar mais curto e nada.
Esqueci um pouco o assunto e uma noite em que o Morpheu andava longe, comecei a escrever. Mostrei à Anónima Marisa e ela achou a primeira parte espectacular, mas o resto uma desgraça. Pensei desistir.
Mas a seis dias do prazo estipulado para a entrega do conto, mandei o Morpheu pastar e passei uma noite a escrever o que foi enviado a essas três pessoas que me incentivaram a escrever e depois do veredicto final, enviei o conto "O Anjo".
Passado quase 15 dias da entrega, hoje por volta das 14:00h recebo um e-mail a dizer que o conto foi seleccionado para fazer parte de uma Colectânea.
Como não sei se posso adiantar mais alguma coisa, só quero dizer que fui seleccionada!!!
Foi a 1ª vez que concorri.

Lampião

Lisboa, 5 de Abril, 5:00h
Os benfiquistas apoiam o seu clube em mais uma chegada ao aeroporto.

Lisboa, 6 de Abril
Durante o voo da Ucrânia para Portugal, ouvem-se os adeptos leoninos a cantar "..ainda bem que não nasci lampião.." e " e quem não salta é lampião, olé, olé".
Verifico que nós Benfiquistas, somos mesmo uma grande nação, um grande clube, pois os outros até nas vitórias pessoais, se lembram de nós. Mais, nem sabiam fazer a festa se nós não existíssemos.

Cuidado com o que desejas

Não bastava ter dormido mal de noite, ter acordado às 6:00h da manhã para ir trabalhar, senão ainda levar com utentes armados ao pingarelho.
Por alguns defeitos que os colegas de trabalho possa ter, são nossos colegas e como sempre, armada em Madre Teresa de Calcutá, lá fui, mais uma vez, em defesa do médico com quem trabalho.
Não gosto de homens com a mania que são engraçados e que por terem uma farda, ou pistola (eheheh) são superiores aos outros.
De facto o senhor em questão não é um Adónis, mas é preocupado com os dadores, embora eles não reconheçam isso.
Entra o dito cujo, pelo serviço sem dizer bom dia. Pensei "Já começámos mal!".
"- Hoje há colheitas?"
"-Sim."
"-Ainda é o mesmo médico que aí está?"
"-Sim."
"-Quando é que se livram dessa peça?"
"-Desculpe!"
"-Sim, o médico que aí têm."
"-Peço imensa desculpa mas não estou a entender o que o senhor está a dizer. Está a falar do Dr. J, que por acaso é médico e director deste serviço?"
"- Esse mesmo."
"-Não sei o que o senhor quer dizer. Às vezes é mais a fama que o proveito. Embora só aqui esteja, neste serviço há 3 anos, conheço o dr. há 12 anos e até agora nunca tive razão de queixa dele. Acabou com alguns vícios que os dadores tinham e ainda bem, por isso é que não gostam dele..."
"-Não sou obrigado a gostar."
"-Pois não, e eu também não sou obrigada a gostar de si, e estou aqui a atendê-lo atenciosamente, com um sorriso."
Sei que o senhor em questão podia fazer uma participação, mas acho que não fui mal educada, nem malcriada, atendendo às questões colocadas pelo dador.
Quando ele se dirigiu à parte de enfermagem, desejei tanta coisa ruim para o dito senhor, que não é que teve que ser picado mais do que uma vez, e mesmo assim, não conseguiu terminar a dádiva.
É que já não é a 1ª vez que isto me acontece, eheheh
Para a próxima tenho que ter mais cuidado com o que desejo.

domingo, 8 de abril de 2012

Sombreado


Quantas sombras serão precisas para ensombrar o meu ser?
Quantas manchas a marcar os meus dias?

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa Feliz

A todos quantos me visitam desejo uma Santa Páscoa.
O bolo finto do Alentejo, foi criação do marido.
O ovo pintado foi criação minha, só podia!!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Orgulho em ser Benfiquista

O meu Benfica perdeu, mas atenção perdeu dignamente e nunca, nas duas mãos, baixou a cara à superioridade monetária vigente. Sim, temos que falar em superioridade monetária, pois se assim não fosse, os dois árbitros e os fiscais de linha respectivos teriam "visto" os dois jogos com outros olhos.
Chegámos a Stamford Bridge com uma equipa desfalcada. A ausência do "patrão" Luisão, obrigou Jesus a colocar à frente da baliza Benfiquista Emerson e Javi Garcia. Ora o meu Javi pujante como é, já se antevia que iria distribuir cacetada e os "blues" iriam aproveitar a deixa para sacar um penalti, que aconteceu logo aos 20 minutos, pois o sr. Skomina "viu" bem o lance, pena ter falhado em tantos outros que seriam decisivos para o meu Glorioso.
Tanto cartão amarelo para os meus meninos, em sete minutos e por protestos!! Oh sr. Skomina tenha vergonha! À conta disso, Maxi Pereira foi expulso aos 40 minutos, pois já tinha levado a cartolina amarela no lance do penalti. Saiu triste. Gostei de ver o David Luiz a "consolar" o antigo companheiro de campo. Foi bonito de se ver.
Mas adiante que não sou jornalista desportiva.
Gostei da exibição do meu Glorioso, mesmo a jogar com 10 jogadores durante toda a segunda parte, mostrámos a nossa raça, e os "blues" bem tremeram algumas vezes. E mesmo quando Javi Garcia subiu bem alto e cabeceou a bola. Cech foi batido nas alturas!
Aqui o sonho reavivou-se. Ainda seria possível conseguir passar, mas o tempo não estava a nosso favor.
Gostei de ver a prestação do Yannick Djaló (sim, sei que escrevi um post a reclamar com o meu Jesus por ter feito tal contratação). O pequenino assustou o gigante Cech!
Mas o pesadelo estava para chegar e através de um português. Raul Meireles depois de roubar a bola a Aimar, remata e acaba com o sonho. Logo um português? Logo o Meireles?
Jogamos de forma soberba, mesmo com a equipa a meio gás, e a jogar com 10 mais de metade do jogo, fizemos uma exibição magnífica e mostrámos que não somos movidos a dinheiro. Não ganhámos à custa dos dólares de alguém.
Não bastou a 1ª mão, pois também nesta fomos roubados.
Fala-se tanto do Chelsea, mas afinal somos melhores que eles, que só nos ganharam com a ajuda do 12º jogador.
Só pedia ao sr. Michel Platini que não deixe passar este caso em vão, que dê credibilidade à queixa que o meu Glorioso vai apresentar. Por isso se ouviam ontem os adeptos benfiquistas a gritar o seu nome.
Orgulhosa em ser BENFIQUISTA!!!!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Em estágio (BENFICA!!!!!!!)

Prestes a entrar em estágio para o grande jogo, hoje às 19:45h.
Stamford Bridge será o palco do acontecimento.
Partimos em desvantagem, mas não está nada perdido.
O sr. Abramovich diz que dá 50 mil euros a cada jogador se passar à fase seguinte. Acho que hoje até os vemos a comer a relva.
Estou confiante no meu Benfica, mas ter que arranjar dois centrais até à hora do jogo, só com passe de magia.
Mas essas tácticas de treinadora, deixo para o profissional Jesus.
É sair do serviço, ir buscar o filho à pré-escola, ir para casa, jantar à hora do lanche, e às 19:45h a família em frente ao televisor para ver o Benfica.
Groselha e pipocas para aliviar o stress. Só espero não ficar com nenhuma pipoca atravessada no gargantil, eheheheheheh

terça-feira, 3 de abril de 2012

We Are Young ft. Janelle Monáe [OFFICIAL VIDEO]




Uma "descoberta" da Vanda Miranda da Rádio Comercial, que gosto.

domingo, 1 de abril de 2012

Um Delírio XXVI

NOTA: Peço desculpa aos leitores assíduos do "Delírios" por esta demora. Foi o capítulo mais dificil de escrever, pois estou a falar duma situação na qual não vivi, situações pelas quais não passei, e sendo uma situação real, não podia inventar. O resto é o delírio da minha alma.

(Continuação)
Ficou um calor intenso depois da tempestade. Um calor sufocante, que dificultava a respiração.
Fomos encaminhados para uns jipes. Por nós passavam dezenas de militares que tinham acabado a "comissão".
"-Vamos a despachar seus merdas! Agora é que vão ver o que é o inferno!"
Comentários que faziam voltar o meu olhar. Para que inferno me tinham enviado? Eu não pedi para vir para aqui. Os sorrisos estridentes, o olhar vazio, uma loucura o que nos aguardava. Por nós passavam jovens, muitos já nem sabiam o que ali estavam a fazer, feridos, muitos feridos. Esta imagem da nossa chegada, acompanhou-me durante meses.
Os Unimog iriam fazer o transporte em várias fases, pois cada um só levaria 11 homens de cada vez. Isso dar-me-ia alguma margem de manobra para ir ao "encontro". Teria que arranjar uma maneira de escapar sem Ana Maria dar por isso.
"-Que calor!"
"-Um calor insuportável, nada como em Lisboa."
"-Ana, queres água? Espera aí um pouco que já volto." E antes que ela dissesse algo, dei meia volta e segui.
Cheguei perto de um militar, e após lhe mostrar o envelope que me tinham entregue, ele mesmo fez questão de me levar à dita morada.
Poucos minutos de conversa foram os suficientes para entender que a minha "missão " em Angola era vigiar Ana Maria. Todas as semanas alguém iria ter comigo e teria que dar todas as informações do que ela tinha feito, com quem tinha falado.Enfim iria ser um "bufo".
As primeiras semanas passaram depressa, o nosso aquartelamento ficava na parte norte de Angola. Uma terra árida, vermelha, um calor intenso. Os tempos que não eram passados na actividade operacional, eram os mais livres, arranjar os telhados de zinco, as casernas, fazer fornos de pão, a aperfeiçoar os abrigos subterrâneos. Até aí as desconhecidas artes de engenharia eram postas à prova por vários soldados. Algumas vezes aplicavam-se algumas das técnicas aprendidas com os locais para fabrico de tijolos de adobe, tectos de colmo. Uma vez até de uma caixa velha de madeira, se fez uma câmara de televisão que deu para "filmar" um jogo de futebol e algumas reportagens para os familiares em Portugal. Pena ser tudo a fingir, mas deu para passar o tempo. Um dos momentos mais aguardados era a chegada do correio. Dezenas, centenas de soldados ansiosos por saber notícias de casa, outros para receber os aerogramas das "moças casadoiras". Havia quem tivesse duas ou mais, assim como os fieis com a moça do aerograma que diziam eles que era para casar. De vez em vez, Ana Maria recebia notícias da mãe. Nesses momentos, vinha chamar-me para lermos a carta juntos. Como ninguém me escrevia, este era o momento que mesmo sabendo que a carta era para ela, também eu a tinha como se fosse só para mim. O que eu desejava receber notícias dos meus pais, de alguém que escrevesse só para mim, só a pensar em mim.
Os momentos de combate eram os mais complicados.
Nunca tinha passado pela IAO (Intrução de Aperfeiçoamento Operacional), por isso tinha aprendido por mim a proteger a minha vida, a proteger a vida de Ana Maria. Era enfermeira, mas por vezes, rebelde como sempre fora, queria ir na coluna na picada. O pó que ficava a cada passagem dos veículos na época seca. Eram horas passadas na coluna, era aí que as conversas mais íntimas se faziam com o camarada do lado, se sabia o que se tinha deixado para trás. Era também nessas alturas que aconteciam emboscadas.
"-Ana, já cá estamos à quanto tempo?"
"-Quinze meses. Conto todos os dias e no fim agradeço a Deus o termos sobrevivido."
"-Olha que eu tenho visto a maneira como o Rodrigues olha para ti."
"-Estás armado em pai?" e deu uma gargalhada enorme."-Não te preocupes, sei cuidar de mim."
"-Calem-se!"
Ficámos em alerta, os nossos olhos, o nosso corpo, a G3, voltavam-se em todas as direcções. Saltámos do jipe e fomos seguindo, olhando em todas as direcções. Um primeiro rebentamento de mina, fez-nos deitar ao chão, de seguida, soaram rajadas de tiros de todas as direcções. Arrastámo-nos pelo chão, tentando encontrar algo que nos abrigasse. Ana Maria seguia a meu lado, o seu olhar denotava medo. 
"-Tenho que ver se alguém precisa de ajuda."
"-Agora não! Fica a meu lado! É uma ordem!"
Quando chegámos perto da mata que nos circundava, os tiros pareceram acalmar. Ouvia-se gemidos, gritos de dor. Eram homens, soldados, camaradas, amigos nossos que ali estavam. Com a vida suspensa e nós sem podermos fazer nada. Do sítio onde estávamos, vimos um camarada. Estava imóvel, não sabia se estava morto, se estava vivo. Rastejámos mais um pouco até chegar a ele. Já nada havia a fazer!
Comecei a chorar. Não era a primeira vez que chorava em alturas de emboscadas. Sim tinha medo! Quem não tinha? Olhei para Ana Maria. Também ela chorava. Pressentimos que alguma coisa má estaria prestes a acontecer. Senti a mão de Ana segurar a minha, fortemente.
"-José, irei amar-te sempre!"
"-Ana, também te amo!"
Ela chegou perto de mim, beijou-me. Correspondi. Era um beijo! Mas um beijo que de verdadeiro amor nada tinha. Um amor de amizade que sempre sentimos um pelo outro.
Ao longe ouvia-se o som dos helicopteros. Já estava a chegar a nossa ajuda. Iria tudo correr bem.
Começaram a ouvir-se de novos tiros vindos de todos os lados. Os nossos camaradas ripostavam e as coisas acalmaram. Ajudámos a levar os feridos para os helis.
"-Ana vais com este grupo!"
"-José fico aqui a ajudar-te."
"-Nada disso! Vais!"
Quando entrou o último ferido, empurrei Ana para dentro do heli. Ela sorriu.
"-Sim, papá vou já. E ainda bem pois o Rodrigues também vai." sorriu.
Antes da porta fechar-se, Ana voltou-se para me fazer adeus. Nesse momento um tiro furtivo, acerta em Ana Maria. O seu corpo é atirado ao chão. Corro na sua direcção. 
"-Ana estou aqui. Não digas nada. Estou aqui!"
Ana olha para mim. Do seu corpo o sangue escorre sem parar. O seu olhos marejados de lágrimas, a sua respiração ofegante no início, quase se deixou de ouvir.
Entro para o heli, e a porta corre atrás de mim para se fechar. Levantamos voo.
"-Rápido!"
Encosto a minha cabeça à de Ana e assim me deixo ficar.
"-José!"
"-Sim estou aqui, não digas nada!"
"-Protege a minha mãe. Diz-lhe que a amo muito."
"-Sim vou dizer e a teu lado."
"-José vive por mim, por aquilo que acredito, sê feliz!"
"-Ana, não te canses. Já falamos."
Senti a sua mão apertar fortemente a minha. Olhei para Ana e vi o seu olhar despedir-se de mim.
O meu coração ficou tão apertado, o meu olhar triste não deixava de ver Ana por um segundo sequer. Aos poucos o seu corpo deixou de batalhar pela vida, o seu olhar, foi ficando vazio, parado.
Não podia ser, não podia ser. Não a Ana.
O Dr. Vasco tentou fazer a reanimação, mas já não havia nada a fazer.
Ana Maria tinha morrido.
(continua)

Chuva

Assim como se de uma mentira se tratasse, ela chegou.
O final do dia de ontem, fez anunciar a sua chegada, a aragem fresca, húmida, o cheiro da terra molhada, embora não houvesse sinal algum da sua presença.
O corpo repousava serenamente na cama. Os cabelos emaranhados em cima da almofada, os braços dobrados por baixo da almofada. Primeiro foi o cheiro que despertou os meus sentidos. Água! 
Cheirava a água, não uma água caída do céu sem nexo, cheirava a água que caía na terra, terra essa que há meses que ansiava o seu toque. Um toque suave. O toque da água a entrar pela terra, escorrendo, percorrendo caminhos secos, agrestes. As raízes agitam-se, tentando sugar o mais rápido possível as pequenas gotas que passam por perto. Meses e meses de grande seca.
Mais em cima, as árvores, as plantas dançam! Todos os movimentos graciosos com o único objectivo de conseguir apanhar a maior quantidade de água possível. Agora sim, de novo brilhantes!
Levantei-me, encaminhei-me para a janela. O dia estava a nascer. A chuva caía, uma pequena neblina assolava a paisagem até onde a minha vista alcançava. Não estava a sonhar! Não podia ser mentira do 1º de Abril. Está de facto a chover. Abri a janela e estiquei os braços, que aos poucos foram ficando molhados. Parecia que a chuva, tal como fazia no interior da terra, entrava pela minha pele, tentando chegar à corrente sanguínea. Fazia-me falta, sentir a chuva no meu corpo. Aos poucos as mãos, depois os braços, e por fim todo o corpo ficou frio. Mas um frio que soube tão bem.
Fechei a janela, deixei a cortina aberta e fiquei a ver a chuva cair.
Voltei a deitar-me e adormeci.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Quanto de ti!

Quantos caminhos percorremos sem nunca nos termos visto?

Quantos desejos, paixões, partilhados!
Quantos sorrisos, quantas lágrimas?
Contudo amantes, sem nunca nos termos "amado"!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Flor

Sou como uma flor
Frágil, com a força do vento
Forte, quando presa à terra
Pequenos rebentos brotam de mim
Pressentindo um festival de mil cores

terça-feira, 27 de março de 2012

Escutar

A manhã de primavera fez entrar pelas vidraças entre abertas os primeiros raios solares. Pequenos raios que aquecem o meu corpo.
Fecho os olhos, fico bem quieta deitada.
Escuto os sons da manhã.
A leve brisa faz bailar os ramos despidos das árvores em volta da janela.
Uns passos apressados, fazem-me "visualizar" alguém apressado a caminho do serviço, ou então ao encontro de algo.
Alguns pardais esvoaçam pelo terraço, pousando nas árvores, chilreando uma actividade matinal agitada.
Uma respiração calma faz o meu olhar visualizar-te. Como é lindo o teu corpo na manhã, como é suave o som emitido.
Encosto o meu corpo ao teu. Sinto o teu braço envolver o meu corpo. Os teus lábios encostam nos meus.
E assim ficamos ouvindo os sons que entram pela janela.

domingo, 25 de março de 2012

Surpresas

Vem um pouco atrasado, eu sei, mas aqui está a surpresa do dia da mulher.
Uma sobremesa preparada pelo marido com a ajuda (moral) do cunhado, eheh.

sábado, 24 de março de 2012

Por ti

Por caminhos sinuosos eu sigo, com a finalidade de te conseguir encontrar.
Por ti percorro montes, vales. Combato ventos, tempestades.
Por ti morro e volto a nascer.
Por ti, por um sorriso teu, por um abraço eu entrego-me ao silêncio.
Tenho saudades

sexta-feira, 23 de março de 2012

Bom fim de semana

Como não consegui colar o vídeo, fica a letra.

COLDPLAY (FIX YOU)

When you try your best, but you don't succeed,
When you get what you want, but not what you need,
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you

And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try, you'll never know
Just what you're worth.

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you.

Tears stream down your face,
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I... [2x]

Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I...

Lights will guide you home
And ignite your bones
I will try to fix you...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Greves

Será que em dia de greve, os grevistas também fazem greve em casa???

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Mundial da Poesia

Em começo de Primavera
E logo no Dia Mundial da Poesia
Não podia o dia ser mais azarento
Queda, negras e galarós
Ficou o humor, birrento!

Amanhã espero que melhore
Senão ao dr. tenho que ir
Rebolar seis degraus não é brincadeira
Vá, pronto! Comecem lá a rir!!

Vou embora antes que piore
E em vez de rir tenha que chorar
Adormeço com os anjos
Com Morpheu quero acordar

Fui....

terça-feira, 20 de março de 2012

SLB 3 - FCP 2

Que grande golo de Lucho! (lindo, bom, bom jogador, claro)
Mas o meu Glorioso seguiu em frente.

O Galo cantou mais alto

Oh querido Ricardo, o Xandão joga à bola? Quer dizer é jogador de futebol?

Então o teu clube paga-lhe uns míseros milhares para ser um dos Cavaleiros da Baliza Rectangular? (não ficava bem Távola Redonda), e o homem nem atrás de uma bola sabe correr.

Ontem à noite dei por mim a ver um jogo do Sporting (estava com febre e a delirar, de certeza), quando vejo um poste de electricidade para aí com uns 20 metros sei lá, pouco mais à frente do Rui Patrício (que grande golo do Rodrigo Galo - desta vez não foi um frango, foi mesmo de um galo) a tentar ajudar na defesa.

O homem não sabe jogar à bola (e o golo de calcanhar contra o Manchester City foi sorte). Até eu nos meus tempos de futebolista, jogava na mesma posição que o dito poste, fazia mais figura com o 1,50m mal medido da altura.

Perderam e isso para mim foi o que importou.

Pronto, sei que o meu Benfica lá também não ganhou, mas isso agora não interessa.

Ricardo, filho, para a Liga Europa, ensina o homem a correr atrás de uma bola, senão Camelot XXI, e os Cavaleiros da Baliza Rectangular ficam muito mal na História Futebolística Portuguesa do séc. XXI.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia de Pais

Ser pai com 18 não fazia parte dos teus planos.

Todas as incertezas do distante ano de 1974 não ajudaram, mas lá conseguiste.

Poucos anos convivemos, mas tenho a certeza que sentias orgulho na tua filha. 5 anos que não deram para muito, apenas vagas memórias, recordações muito ténues.

Quando comecei a dar por este dia, já tu não estavas, mas mesmo assim fazia a prendinha para levar para casa.

Estarás sempre presente em mim, ou não tivesse eu tanto de ti. Calma, organizada, esquisita, a maneira de estar sentada, até o andar, jogadora de futebol, só falta mesmo a condução, aí é que as coisas não bateram certo.

Saber de ti, passados tantos anos tem sido rejuvenescedor e por vezes parece que sempre estiveste perto, sempre aqui, nos momentos mais solitários e até mesmo nos mais alegres.

Gostaria que tivessemos tido mais tempo. O tempo para te poder dizer "Gosto muito de ti pai!" uma única vez, pois acho que nunca te disse.


A todos os que me visitam e são pais, um Feliz Dia do Pai.
Aos que são filhos, mimem muito o vosso pai, todos os dias.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sonhos

O ar arrefeceu um pouco.

As nuvens escuras amontoavam-se fazendo adivinhar um temporal.

Sentada à janela, deixei o meu olhar vaguear pelo horizonte, sem nenhum limite.

Quantos anos terão passado sem que o nosso olhar se encontrasse? Quantos dias, quantas noites sem saber notícias tuas?

E agora, aqui estava de volta ao sítio onde tudo começara.

Será agora, hoje, o presente tantas vezes adiado?

O meu coração bate descompassadamente. Tantos pensamentos, tantos desejos adiados.

O barulho de uma porta a bater, fez o meu rosto voltar-se. Um corpo franzino, amparado por uma bengala, o cabelo branco, tudo desconhecido. O olhar, o teu olhar sorridente. Eras tu!

Devagar, chegas-te mais perto. Estava imóvel!

"-Minha bela e doce Orquídea!"

Os teus braços envolveram o meu corpo e senti o teu coração bater apressado junto a mim.

"-Meu doce Anjo!"

Nada mais importava.

Lá fora chovia torrencialmente.

quinta-feira, 15 de março de 2012

...

Durante os últimos 7 anos, o dia 14 de Março tem sido o dia mais triste, mais negro do ano.
Um dia que gostava que nunca tivesse acontecido.
Ainda hoje me fazes muita falta.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Feliz Aniversário

Hoje a Rádio Comercial faz 33 anos.
Não me recordo dela no início, mas de há 4 anos a esta parte, faz parte do meu dia de trabalho, do meu dia em casa, durante a semana, fim de semana.
A boa disposição deve-se muito a estes três senhores (Nuno Markl, Pedro Ribeiro e Vasco Palmeirim) e à menina Vanda Miranda. A música que passam também ajuda. Com esta Caderneta de Cromos quem quer fazer (ouvir) outra??
Parabéns ao Wilson Honrado, ao João Vaz, à Catarina Miranda, à Rita Rugeroni, à Ana Isabel Arroja, à Marta Santos e acho que estão todos. Se não estiverem, parabéns aos outros também!

Filho lucrativo

Nunca me tinha apercebido quão lucrativo é ter um filho homem.
Quando coloco a roupa para lavar, ele é areia, pedras, paus, bocados de tijolos, um sem fim de materiais de construção civil pelos bolsos.
Hoje já o avisei: "D, amanhã trazes o cimento, está bem?"

sexta-feira, 9 de março de 2012

The Gift - Primavera


Para quando os dias "invernosos" teimam em não nos abandonar, é bom ter uma "primavera" a florir.
Bom fim de semana!

Uma música de um grupo português que não posso dizer que goste muito. É mais um amor/ódio, eheheheh.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Florbela Espanca

Um ente de paixão e sacrifício,
De sofrimento cheio, eis a mulher!
Esmaga o coração dentro do peito,
E nem te doas coração, sequer!
Sê forte, corajoso, não fraquejes
Na luta: sê em Vénus sempre Marte;
Sempre o mundo é vil e infame e os homens
Se te sentem gemer hão-de pisar-te!
Se à vezes tu fraquejas, pobrezinho,
Essa brancura ideal de puro arminho
Eles deixam pra sempre maculada;
E gritam então vis: "Olhem, vejam
É aquela a infame!" e apedrejam
a pobrezita, a triste, a desgraçada!

Ó Mulher! Como é fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosas duma imagem
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!


Dedico a todas as mulheres, e porque não, a todos os homens que me visitam.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Glorioso!!! Ai Gloriosa!!

A segunda mão em Lisboa, correu de feição ao meu Benfica.
Já em tempo de descontos um golo fantástico de Maxi Pereira.


Ele foi bola por cima, bola por baixo, mais à direita, mais à esquerda. Defender, tudo bem, agora faltaram foi à aula que os ensinava a atacar, em Portugal.
Era só vê-los a eles, zenitianos deitadinhos pelo chão.


Fintas e mais fintas.

Fiquei contente pois nestas últimas duas semanas, os meus gloriosos devem ter tido aulas de como dar porrada em grande aos zenitianos.



Podíamos ter dado mais ao Bruno Alves (não, não há foto dele, senão ia-me estragar o post).

Zenitiano, tira a mão do Witsel, deixa o menino jogar!


Com a entrada de Nélson Oliveira, o meu coração sossegou um pouco. Pronto, vai entrar o marcador do 2º golo e não é que foi mesmo????





No fim foi a festa como todos sabemos, e que todos fazem, não só os meus GLORIOSOS mas todos.

Muito gostam estes homens de andar agarrados uns aos outros.

domingo, 4 de março de 2012

Quero Amar-te (Reeditado) 29/Out/2010

A brisa gelada que entra pela janela do quarto, desperta-me.
O dia acorda num cinzento-azulado que deixa vislumbrar o teu corpo despido.
Ainda sinto o teu cheiro, entranhado no meu corpo.
Vejo-te dormir.
Sorrio, por estares aí.
A tua mão, aberta, segura o meu seio. O único contacto entre nós.
Fecho os olhos, e relembro a noite em que os nossos corpos se uniram pela primerira vez.
O desejo, a paixão, a descoberta.
Suavemente toco na tua pele, deslizando a minha mão pela tua cabeça, pescoço...
Sorris.
Os teus braços envolvem o meu corpo, atraindo-me a ti.
Os teus lábios encontram os meus, como se fosse uma questão de sobrevivência.
A tua mão, percorre o meu corpo, explorando cada milímetro.
Dizes baixinho: "Quero fazer amor, contigo."
Nada digo.
Deixo as minhas mãos, os meus lábios e o meu corpo dar a resposta.
Pela janela, a brisa gelada continua a entrar.

Evanescence - My Immortal

sábado, 3 de março de 2012

Gloriosa, sempre!!

Nada está perdido. Ainda há muito jogo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Dias

Quantos dias irão passar
Quantas horas, quantos minutos
Deixar a vida seguir o seu rumo
Quando tudo o que faço
Tudo o que desejo
É poder um dia, um único dia, sentir o calor do teu corpo

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Conversas de Avó e Neta

Avó - Hoje fui ao cinema.

Neta - Ao cinema, onde?

Avó - Aos Espectáculos (tradução: Centro de Artes e Espectáculos em Portalegre)

Neta - A esta hora (final da tarde)? E que filme viste?

Avó - São as sessões para os idosos. Vi um filme muito lindo, uma linda história.

Neta - Era português?

Avó - Não estrangeiro.

Neta - Então como sabes que era lindo, tu não sabes ler!

Avó - Vi os bonecos.


E aqui calei-me. Não valia a pena dizer mais nada. Pelo menos pela interpretação dos bonecos (actores) ela gostou do filme e isso foi o mais importante.

Pato/cisne

Quando vemos um patinho feio dos anos 80, transformado num belo cisne, versão século XXI, "Mon Dieu, mon chérri!"

Com dispneia ou sem dispneia, até engoli a seco, eheheh. Ora toma!

Vi e revi fotos mais de meia hora, pois não queria acreditar no que os meus olhos viam, o olhar do menino de 12 anos ainda lá estava, mas o resto desapareceu.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pedro Abrunhosa - Tudo o que eu te dou.


Há momentos assim!!

GPS de trazer por casa

Quem me conhece, sabe que não conduzo. Não porque não quero, acho que é mesmo fobia, ou então fui concebida para ser o "GPS caseiro".
Moradas, direcções/direções e afins é comigo.
Uma casa, uma estátua, uma flor, nada me passa despercebido.
Em relação à menina do GPS, a verdadeira; a minha voz é mais sensual e a presença acho que também.
Quando me sento ao lado do condutor, sou capaz das mais fantasiosas façanhas. É só carregar no play e é conversa do início ao fim da viagem:
"-Olha o carro da frente!"
"-Vais muito depressa!"
"-Olha a senhora na passadeira!"
"-Está vermelho! Pára!"
Pensavam que as façanhas era o quê?? Aiai.
Mas por veezs a rádio vai tão alto, que nem me consigo ouvir. Quererá dizer alguma coisa??

sábado, 25 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Perto do fim

Um vazio intenso
Invadiu todo o meu ser
O pensamento vagueia pelo abismo
Há uma vontade, mais do que o querer

Os dedos não obedecem
Ao delírio sonhado
Escapa-se o texto friamente
Sinto que está tudo acabado

Não consigo escrever
Nem tão pouco pensar
Fogem as letras no texto
Encontra-se perto o findar.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Bloqueada

Caros Seguidores.

Andei um pouco distante esta última semana. A morte de um familiar e a pouca inspiração deixaram-me KO.

De volta ao mundo bloguista, constato que alguns dos blogues que sigo, não os consigo visitar e mesmo os que visito, não consigo comentar.

Vamos ver como corre os próximos dias.


Glorioso


Não merecíamos! Mas o "Afonso Henriques" resolveu deitar a cabeça fora da campa e deixar os Gloriosos como sempre, a sofrer até ao fim.

O meu Rodrigo já está bom, o meu Cardozo aéreo, e o meu Aimar parecia uma fera enjaulada. Pena a garra do "cabelo dos tempos antigos" como a minha filha lhe chama não ter conseguido acertar com a baliza. É que o guarda-redes dos "Afonsinhos" também estava em todas, xiça!!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Rodrigo!!!

Bruno Alves, não foi de propósito o caraças!!
Coitadinho do meu menino Rodrigo. Mas ele é forte e estará pronto para "extinguir" os dragões de vez, eheheheh.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

1943-2012

E agora com quem vou jogar às damas?

Com quem vou jogar às cartas?

Quem me ensina a fazer batotice nas cartas?

Quem me dá os canudinhos de pevides?

Entre muitas, estas foram algumas das coisas que marcaram a minha infância, a minha vida ao longo destes 37 anos, e agora, assim do nada vais-te embora sem dizer adeus??

Assim não vale!! Quando te encontrar irei ralhar tanto contigo, por teres partido e nem te despedires da tua sobrinha.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

São Valentim, o tanas!

Não sei porquê, mas nunca acreditei muito no menino de fraldas, cabelo loiro encaracolado a disparar setas em todas as direcções.

Ah, falta o andar em cima da núvem.

E para que serve este dia? O que tem este dia especial, que os outros não têm? O negócio! Pois só podia.

Por isso meninos em vez de irem comprar uma porcaria qualquer, escrevam um poema, umas frases sentidas, mesmo com erros, conta à mesma.

E o mais importante, façam dos outros 365 dias, dias de São Valentim!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dia Internacional da Rádio

Hoje, e pela primeira vez no mundo, comemora-se o Dia Internacional da Rádio.

Muito se poderia dizer ou escrever sobre as ondas que no fim do século XIX, Marconi desenvolveu, mas eu prefiro falar sobre como essas ondas mexem comigo.

A telefonia em cima, não é minha, mas foi numa parecida que comecei a ouvir música. Todos os dias de manhã, enquanto o meu avô fazia a barba, ouvia-se a rádio para começar bem o dia. Voltava-se a ligar mais ao final do dia, pois o resto do dia passava-se ou na escola ou na rua a brincar.

Anos mais tarde e com um tio mais velho que eu 9 anos, por um gira discos parecido com este ouvia-se a rádio e os primeiros discos de venil que ele comprava.

Foi num gira discos assim que ouvi pela primeira vez U2.


Já casada comprei uma aparelhagem parecida e mesmo já com cd, a rádio foi sempre a minha companhia. Os "40 Principales", a "RFM" aqueceram muitas das minhas noites, manhãs, tardes ao longo de muitos anos.
E porque não levar a rádio para a rua, quando ia correr, passear?
Até quando tive os meus filhos, foi a minha companhia no hospital.

Com o dia a dia atarefado de manhã, não consigo ouvir música em casa, mas quando chego ao carro ligo logo o rádio. Agora, os meus ouvidos passam mais pela "Rádio Comercial".
Mesmo até no telemóvel tenho rádio, e quando poso é só ligar o auricular e ficar na onda comercial.


Mesmo até no serviço tenho um pequeno rádio, que funciona as 7h diárias que me encontro no serviço.

Sim já sei, podia ligar no pc, sim senhor, se não estivesse bloqueado.

Isto para dizer que neste Dia Internacional da Rádio ouço rádio todos os dias!!!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Oh sr. Professor!

Oh senhor Professor não havia necessidade de uma gaffe assim.

Então anda a criança a treinar o poema de Florbela Espanca, tão entretida na leitura e eu toda contente, e o senhor esqueceu-se de avisar a menina que o recital era hoje???.

Isso não se faz. Chegou a criança desgostosa e quase nem almoçou.

Agora nem sei se pegará tão rápido num livro para ler.

Desencontros

Esta espera angustiante
Sem nada de ti saber
Devora por dentro o meu corpo
Sinto-me enlouquecer


Do alto me vigiavas
Protegias os meus movimentos
Sinto-me desamparada e triste
Envolto no meu ser, pensamentos


O frio gélido da manhã
Enregela o meu corpo
Onde estão as asas que me protegem
As asas que não encontro

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Poesias

Aos poucos vamos lá.

Como alguns sabem a minha filha A.S. (12 anos) não gosta de ler. Até hoje nunca leu um livro completo, e mesmo quando lê alguma coisa, duas, três folhas é um sacrifício.

A semana passada comunicou-me que o professor de Língua Portuguesa convidou cinco meninos da turma para lerem um poema.

Ontem depois do teste, leram o poema e a linda da filhota foi escolhida para representar a turma.

Mazinha como sou perguntei-lhe logo se os outros não tinham aparecido, eheh.

O passo seguinte foi a escolha do poema. Entre Florbela Espanca, José Régio, Almeida Garrett e Bocage, a escolha recaíu na minha preferida, Florbela Espanca.

O poema "Amiga"

"Deixa-me ser a tua amiga, Amor,

A tua amiga só, já que não queres

Que pelo teu amor seja a melhor

A mais triste de todas as mulheres (...)"
Agora é treinar, treinar.
Para quem não gosta de ler, ainda me saí uma "declamadora".

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Vaga de frio

Que "esta" vaga de frio continue até ao Verão.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O gelo do Inverno compactua com o meu ser.
O vento corta a minha alma, como facas aguçadas.
Olhei para cima e não te vi. Onde estás meu anjo?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Entradas

Não consigo perceber a mania que há, de colocar as portas a abrir para fora. Ainda para mais numa repartição como os Correios, que é daqueles sítios que tem sempre pouca gente.

A porta é de vidro, alta, com uma parte metálica, pensei :"isto deve pesar como tudo". Respiro fundo e empurro a porta. Zás!!! Vou de encontro à porta, esborracho a minha linda face no vidro. Um barulho tremendo! Fica tudo a olhar para a porta, digo, para mim. Uma senhora de certa idade que estava ao lado da porta começa aos gritos, um miúdo chora com o susto.

Coloco o meu melhor sorriso e entro.

Um senhor, perto do balcão, que é meu conhecido, começa a dizer em voz alta:" Isto de vir para aqui querer partir as portas e depois entrar a sorrir como se não fosse nada com ela, sim senhora!" "Há mulheres que gostam de fazer entradas triunfais, como se fosse preciso!"

Escondi-me o mais que pude, e só desejei ser atendida o mais rapidamente possível para sair dali. Cada passo que dava, era observada ao milímetro para ver se não esbarrava com nenhum expositor de livros, de postais, de envelopes.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mercado de Inverno

A noite de ontem correu muito bem.

Saber que o "Precious" Gonzalez está de volta a Portugal, é fantástico.

Durante alguns anos, não era sacrificio nenhum ver um jogo do FCP (meu eterno rival).

Sim, sou Benfiquista ferrenha, ranhosa, e outras esquisites tais. Mas o que querem, o belo jogador portista chama por mim. "Quem me dera!"

Houve uma altura que até usei o cabelo como na foto em cima e tudo eheheheh.
"El Comandante" eu deixava, eu deixava que ele comandasse tudo.


Só tive pena que não viesse para Lisboa, para o meu Glorioso.

E por falar em Glorioso "Oh Jesus, o Djaló??"´

Eu percebo, o meu Jesus ficou comovido pela esposa do menino dizer que não tinha dinheiro para comer, e fez uma obrinha de caridade e colocou "o pão" no prato "floribiano".

Agora imaginar imagens destas no meu relvado Glorioso, é melhor não!!
E saber que pelos bancos Gloriosos irá passar o traseiro da Luciana "Floribela" com a sua chunguisse, é pavoroso.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pode o céu desabar um dia, e ficar a rir-se???
Pode!
Pode uma palavra doer mais que um estalo???
Pode!
Pode a tua ausência, "matar-me"???
Pode!

domingo, 29 de janeiro de 2012

My Sweet Angel


No alto te refugias
Observas o meu viver
Amamo-nos no silêncio
Amar demais, sofrer!

Viverás eternamente
Eternamente no meu ser
Um Anjo e uma Orquídea
Amar até morrer!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

27 de Janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Um filme que retrata as atrocidades do holocausto.

Por mais doloroso que seja ver, presenciar, conta uma belíssima história de amizade entre dois inimigos mortais, que um piano juntou.

É doloroso relembrar, mas nunca o poderemos esquecer.

1ª vez

Ontem foi a minha 1ª vez.
A expectativa do encontro, a troca de olhares, o desejo deixou-me um pouco nervosa. Arranjei-me o melhor que pude, não queria causar má impressão. A 1ª imagem é a que fica guardada para sempre.
Como seria a sua reacção à minha chegada?
A hora chegou. Enquanto me dirigia ao seu encontro, o frio passou, o ar foi ficando abafado, senti tonturas até (seria fome?). A sua imponência deixou-me espantada. Quando entrei nele (esperem lá! entrei nele?? não é mais ele entrar em mim???) ..acordei! Que chatice!
Ao chegar ao Centro de Saúde pela primeira vez como utente. Era disto que eu estava a falar.
Fiquei a saber que pertenço ao Agrupamento Portus Alacer (um dos primeiros nomes da actual Portalegre). Foi tão bem recebida pelo colega administrativo que era capaz de lá ficar toda a tarde a ser atendida vezes sem conta. Mas passemos à frente! Encaminhada para a sala de espera, quando lá cheguei já tinha cinco senhoras à minha frente. Sentei-me, puxei do livro que levei para ler "O Livro" de José Luís Peixoto e aguardei a chamada para ir à sala de enfermagem para a primeira triagem.
Fiquei a saber que peso 53kg (balança amiga), o perímetro abdominal está abaixo do normal (a barriga é tão pequenina que quase nem se vê, eheheh), a tensão é 92/53 (baixinha), mas também não sou alta, que deveria ter visto o meu ginecoligista mais uma vez o ano passado, ter livro de saúde da mulher. Alto lá! O livro não tenho, pois a última vez que tive consulta de planeamento familiar, ainda as consultas eram no antigo edifício e nem livros haviam, era solteira, airosa e pesava 43kg.
De regresso à sala de espera verifico que a mesma já se encontra cheia, mas lá consigo arranjar uma cadeira a meio da sala. Antes de começar a ler, dou uma vista de olhos pela sala e verifico que todas, sim TODAS as mulheres estão de volta dos telemóveis, sms para aqui, sms para ali, sorrisos parvos nas caras. Ninguém fala com ninguém. Ao menos eu trouxe um livro.
Quando chegeui ao consultório médico, estranhei a cara desconhecida que estava à minha frente. Não era a minha médica de família, não podia ter mudado assim tanto nos últimos, quê? 17/18 anos?? Se dúvidas ouvessem assim que abriu a boca e saiu um sotaque espanhol vi logo que não me tinha enganado.
"Está nervosa?"
"Um pouco."
"Não esteja, senão assim ainda dói mais."
"Estou habituada ao meu ginecologista, só por isso é que estou um pouco nervosa." Não sei se a dr.ª neste momento ficou aborrecida, zangada ou furiosa, pois ao tentar calçar as luvas, rompeu-as, o aparelho que iria servia para me inspecionar deixou-o cair, partiu qualquer coisa e teve que abrir outro. E eu entrei em pânico. A mulher vai observar-me até à garganta! Com a zanga que me tem, só pode. Nada senti. Quando o exame acabou só me disse que tinha um colo muito bonito, nem parecia que tinha tido dois filhos. Ao menos isso! E pensei: "O meu ginecologista nunca me disse isto!" e saí.
Fiquei fã do meu Centro de Saúde. Irei lá voltar mais vezes durante este ano.
Até estou a pensar abrir um clube de fãs no facebook. eheh.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

24-01-2000 - 12:33h

Este foi sem dúvida o mais doloroso, mas ao mesmo tempo o melhor dia da minha vida.
As alterações do corpo ao longo dos 9 meses pouco me importaram, afinal engordei 22kg, mas a minha prioridade era o teu bem estar.
O dia estava como hoje, um sol de inverno lindo.
Quando te vi pela primeira vez, esqueci todas as dores, todos os medos. Os teus olhinhos, a tua carinha franzina, pesavas 2,970Kg em pouco mais que 46cm. A minha princesa!
Ensinaste-me que há um amor eterno, contra tudo e contra todos.
As histórias que eu te lia quando eras bebé, e ficavas a olhar para mim, o teu primeiro sorriso, o primeiro dente. Cheguei até ter ciumes da tua ama, por passar mais tempo contigo e por ser ela a presenciar muitas das tuas façanhas.
Os anos foram passando e tornaste-te numa menina linda, uma verdadeira princesa.
Ultimamente as coisas entre nós não andam bem, mas um dia perceberás que é para o teu bem.
Hoje é o teu dia e tenho muito orgulho em ti.
Feliz Aniversário!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Trancados em casa

"Ele tranca-me em casa!" (...)
Esta foi uma das frases proferidas por Stacy Keibler (quem???) acerca do seu namorado George Clooney.
Por mim até me podia trancar e deitar a chave fora e tudo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Invisível

O sol brilha intensamente nos teus olhos.
Olhar triste, vazio.
Ao longe, escondida entre a multidão, observo-te. Tenho-te observado todos os dias, sei todos os teus rituais matinais.
Acordas cedo, e o caminho entre a cama e a banheira é dos mais belos bom dia que recebo. Observar o teu corpo despido, o seu contorno como se esculpido fosse, o desenho que mostra quando andas, soberbo! A escolha da roupa que vestir, a indecisão na gravata a colocar e observar a tua expressão no espelho. O café bebido à pressa, o andar apressado para o elevador.
Quando a porta do prédio se abre e sais para a rua, é o arco-íris que chega naquele momento. Sigo-te!
Até hoje acho que nunca deste pela minha presença. Todos os dias te sigo, escondida entre a multidão. Sinto o teu perfume no ar que fica quando passas.
Quando passas a passadeira, fico do lado de cá à tua espera, que acontece todos os dias no final da tarde. Nem mesmo aí, quando por mim passas lado a lado e os meus olhos te obervam intensamente, sentes a minha presença.
O pôr do sol de Inverno está magnífico. O dia esteve quente para a época. E mais uma vez cá estou do outro lado da passadeira à tua espera. Como sempre, olhas a multidão deste lado à espera de passar, o sol ilumina o teu olhar, triste, vazio. Quando avanças na minha direcção a aragem faz esvoaçar o teu cabelo, o teu olhar ilumina o meu dia, e o teu sorriso cansado traz ouro à minha vida. Quando chegas perto, desvias-te um pouco e sinto a tua respiração cansada a passar lado a lado comigo, o teu cheiro enebria o meu ser, e assim fico imóvel, parada, saboreando o momento. Momento esse que voltará amanhã.
Hoje o dia está diferente. As núvens ameaçam desabar a qualquer momento, o cheiro da humidade no ar faz adivinhar chuva a qualquer momento. Torna-se dificil nestes dias ver-te tão bem. Já te vejo ao longe, parado, à beira da passadeira. Olhas para o céu, abres a gola do casaco, fazendo com que tape o teu pescoço, a tua mão agarra fortemente a pasta e na outra o guarda-chuva a postos para ser aberto. Já vens a passar na passadeira, quando as primeiras gotas teimam em cair. Guarda-chuvas abrem-se em todas as direcções, por momentos deixo de te ver. Os meus olhos começam a percorrer todas as direcções, todas as pessoas que consegue alcançar. Tenho que te encontrar, hoje não posso perder o momento. O momento que me faz sonhar todas as noites, o momento que me faz acordar todos os dias.
Perdi-te! Não pode ser! Não te posso perder, não te quero perder!
Olho em todas as direcções e nada. Como te posso ter perdido?
Concentrar! Tenho que me concentrar. Fecho os olhos e tento imaginar o percurso que fazes na minha direcção. Deixou de chover? Que bom! Pode ser que ainda consiga ver-te.
Abro os meus olhos e aqui estás mesmo à minha frente a olhar para mim. Não tinha deixado de chover. O teu guarda chuva cobre-nos. Olho para ti, nada consigo dizer. Tu não podias estar aqui, como estás aqui? Nunca olhas para mim, nem devias saber que eu existo e agora estás aqui à minha frente?
Vejo os teus olhos brilhar, um brilho de arco-íris. E o teu sorriso, lindo!
Tento afastar-me, mas a tua mão segura o meu braço, impedindo-me de fugir.
Chove torrencialmente. A rua está quase deserta e nós debaixo de um guarda-chuva, molhados, a sorrir e a olhar um para o outro sem nada dizer, simplesmente sentir. Sentimentos profundos!
Não sei quanto tempo ali ficámos. A chuva entretanto parou. Fechas o guarda-chuva e sorris. Sinto o cheiro do teu perfume tão intensamente. A tua face, o teu olhar fica cada vez mais perto do meu. Os teus lábios passam levemente pelos meus, em direcção ao meu ouvido:"Hoje quero continuar o que tenho sonhado todas as noites!"
Aquela era a frase que eu tinha que dizer, não ele.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Simple Minds - Belfast Child



Uma recordação maravilhosa.
O que este grupo fez na minha adolescência!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

The Cure no Optimus Alive


The Cure no Optimus Alive!!

The Cure no Optimus Alive!!

Fiquei.... UUUAAAAUUUUU!!!

Robert Smith!!!

"Kiss Me Kiss Me Kiss Me"!!!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Viroses

Pelos vistos a virose blogueira chegou à minha "casa",
Não consigo comentar os blogues que habitualmente visito, e alguns nem os consigo visualizar.
Estou por aqui e tento visitá-los, mas o virus está a ficar cada vez mais potente.
Tenho que "morder" alguns pescoços extra, eheh.

Socorro, tenho uma filha adolescente

Hoje estou angustiada, triste. Uma tristeza tão grande que assola a minha alma, o meu ser.

Acho que não fui uma adolescente problemática. Ter ficado sem pai muito cedo (tinha 5 anos) fez-me crescer. Também os tempos eram outros.

Comecei a fumar tinha 13 anos, bebia a minha cervejinha por volta dos 15 anos. Comecei a namorar com o meu marido, tinha 15 anos. Tirando estes estados precoces, fui uma adolescente normal, acho que normal até demais.

Chegar agora aos 37 anos, ter uma filha com quase 12 anos (24 Janeiro) que nunca me deu trabalho até à coisa de 6/7 meses atrás. É excelente aluna, com média de 4+ (entre 1 e 5), mas entrou na fase da parvoice, responde aos professores, pensa que já é "senhora" do seu nariz, faz a vida do irmão (3 anos) num inferno e por arrasto a minha também.

Sempre fui e sou uma mãe preocupada com o bem estar dela, tento dar-lhe quase tudo o que ela necessita, atenção, tempo de qualidade. Por vezes não tem mais pois ela é que se vai afastando. Sei que é uma fase confusa, o despertar das paixonetas, a rivalidade com as colegas, o tentar ser das melhores nos estudos.

Sempre lhe ensinei a ser uma boa menina, respeitar os mais velhos, ser obediente, agradecer, até lhe "perdoo" o facto de não gostar de ler, mas não percebo estas atitudes. Ajudo-a nos estudos, mesmo que não saiba tento informar-me, principalmente a matemática.

Não sei mais que fazer.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Foto Nova

Para contrariar o "bandido" do bloguer que já que me "rapinou" a foto de perfil, coloquei uma foto nova, disfarçada de turista numa prova de motos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Beleza Perfeita

"De aparência delicada, sensíveis, caprichosas até, as orquídeas exigem um dono à altura, que as cubra de mimos e atenção, mas na dose certa porque o excesso de zelo também as faz murchar...


Precisam de muita luz, mas não directa, de água, mas não demais - é preciso mergulhá-las em água semanalmente mas escorrê-las tão bem que sobre apenas humidade.


Aos que se provem capazes destes desvelos elas recompensam com uma beleza etérea capaz de comover o espírito mais empedernido." in Activa - Agosto 2011




É tão fácil "mimar-me"!!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Aulas de Espanhol

"Mãe, hoje aprendi umas letras espanholas."
"Que bom! E o que aprendes-te?"
"É um boneco espanhol, uma casa espanhola,..."

Assim é a aula de Espanhol, imaginada pelo meu filho na pré-primária.
Mas feliz pois já sabe falar espanhol, eheheheh.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Lua Nova

Por uma só noite.
Por uma noite me queria perder em teus braços, sentir a força possante do teu ser.

Perco-me na noite
Envolta pelo nevoeiro
Procuro a tua presença
Sinto o teu cheiro

Deambulo sozinha por entre o espesso arvoredo. Sei que estás aí, sinto-te.
Procuro-te incessantemente.

Percorro caminhos desconhecidos, caminhos que sei que me levam a ti.

Sento-me perto de um riacho, sinto o fresco da madrugada, da água a correr. A lua nova não deixa visualizar nada. Não sinto medo. Sei que estás perto.

A tua mão acaricia suavemente a minha face. Fecho os olhos. Sorrio ao sentir a tua presença.

Sentas-te perto de mim. A tua mão acaricia o meu cabelo. Os nossos lábios tocam-se suavemente. Deitamo-nos sobre a folhagem. Sinto a tua mão acariciar o meu pescoço, descendo até ao peito. Encontro os teus olhos, sorris. Os teus lábios, a tua língua fazem o mesmo percurso que a tua mão tinha feito. Não quero que acabe. Intensamente sinto os teus lábios em meu peito.

A tua mão vai descendo pela minha barriga, suavemente. Suspiro. O meu corpo move-se um pouco. Sinto o meu corpo arder de desejo. Desliza suavemente até não ter mais onde deslizar. Páras. Os nossos olhos encontram-se mais uma vez. Sinto a tua mão rodar a minha anca, segurar a minha nádega forte. O outro braço passa pelo meu pescoço. Beijamo-nos. Pegas em mim ao colo e dizes baixinho :"Um dia..."

Encosto a minha cabeça no teu peito, os meus braços envolvem o teu pescoço e seguimos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Notícias do Covil Vampiresco

Habitualmente o mês de Janeiro serve para fazer o balanço do ano transacto, e o covil dos vampiros não foge à regra.

O nosso Grão-Mestre (onde é que eu terei ouvido esta palavra maçónica?) confirmou o que há muito a gente sabia pelo árduo trabalho de escolher o melhor pescoço, ai, quer dizer o melhor braço, foi o melhor ano de sempre. É como na viticultura.

Não podemos deixar de agradecer aos amigos pardais, que muito contribuíram para esta excelente produção. Agradecer também ao IPS por nos ter "oferecido" algumas brigadas que eles faziam no Alentejo.

Com a alteração das taxas moderadoras não sabemos como será daqui para a frente. Por agora ainda não notámos muita diferença.

Daqui a uma semana iremos ter nova remessa de pardais para lhe poder acariciar a jugular, visualizar a excelente forma física, o bombear do coração, ai ai nada disso.

Fazer a medição da hemoglobina e da tensão arterial, peso e nada mais, ohhhh, nada mais.

Esperemos que seja tão bom como o anterior, senão os vampiros ainda viram vegetarianos, eheh.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Dia de Reis




Hoje é dia de Reis.

Por cá petisca-se o bolinho acima exibido. Uma delícia!

Também se come uma romã e guarda-se a sua coroa. Coisa que eu me esqueço sempre de fazer, eheh, quando me lembro já as cascas estão no lixo, por isso nunca tenho dinheiro.

É dia de desmanchar a árvore de Natal. Os enfeites para um saco, as fitas para outro, e o pinheiro artifical para dentro da caixa até Dezembro. Ah as luzes também as guardo no saco das fitas.

Por vezes deixo um pequeno enfeite para nos lembrarmos do espírito natalício durante o resto do ano.



Em Espanha há entregas de prendas.
Eles é que são espertos, aproveitam os saldos para as compras.


Por uma estrela são guiados
Para encontrar o Menino
Não passem é cá por Portugal
Que o Governo rouba de mansinho


Baltazar que trazes ouro
Não publicites muito a tua fortuna
Cai-te o (Vítor) Gaspar em cima
Dá-te cabo da coluna


Belchior com a tua mirra
Deixa o Macedo em sofrimento
Coloca o Infarmed na miséria
Vai para a Holanda fazer medicamentos


Gaspar com o teu incenso
Dá-lhes logo uma grande "mocada"
Defuma bem o nosso Governo
Acaba depressa com esta macacada

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Memória

Agoniza a dor que do meu peito exala.
Memórias!
Nos meus dias sobrevivo das memórias do que passei.
Nesse tempo existias tu, existia o teu ser, o teu corpo, o teu carinho, o teu amor.
E agora? O que existe agora?
Memórias que doem e que ao mesmo tempo me fazem sorrir.
Eternamente existiremos!!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Um Delírio XXV

(continuação)

Decidi não contar a Ana Maria o que se tinha passado, não a queria assustar.
Já tinham passado catorze dias desde que tinha saído de Lisboa e nunca me tinha apercebido que houvesse alguém a vigiar-me. Sempre andei de um lado para o outro, as conversas não tinham sido às escondidas, os encontros também não, não havia nada de anormal que me fizesse suspeitar que tais pessoas também viajassem para África. Que iriam lá fazer?
No dia seguinte era o dia da chegada a Angola. Para onde iria? O que me iria acontecer? Agora sabia que iriam estar sempre a vigiar-me, já não sentia a liberdade como tinha sentido nestes últimos dias, como tinha sentido em toda a minha vida. Adormeci...
A azáfama da chegada fez com que toda a gente andasse atarefada. O arrumar dos quartos onde tinham ficado, as roupas, as despedidas antes da chegada, a chamada dos militares para lhes indicarem para onde se deveriam dirigir quando desembarcassem. E eu? Para onde iria?
Fui procurar Ana Maria.
Encontrei-a debruçada sobre a proa. O vento quente ondeava o cabelo loiro. O vestido cintado desenhava o seu corpo formoso. Fazia sonhar qualquer homem, imaginar uma mulher assim a nosso lado. Mas para mim Ana Maria era como uma irmã. Intimamente tinha jurado protegê-la e levá-la sã e salva para casa.
"- Estás aí, José?"
"- O quê? Ah sim, andava à tua procura."
"-Já me encontras-te! Anda aqui para o pé de mim. Quero estar a teu lado quando avistarmos Angola."
"-Acho que ainda faltam algumas horas."
"-Não faz mal. Quero ficar aqui contigo um pouco."
Será que o tal homem também "visitou" Ana Maria?? Não lhe podia perguntar nada, não a queria preocupar. Tinha que aguardar que ela me dissesse alguma coisa. Ficámos a conversar coisas banais da nossa infância, juventude. Conhecermo-nos mais um pouco.
À medida que chegávamos mais perto de Luanda, o tempo foi ficando escuro. As nuvens sobrecarregaram o céu fazendo adivinhar uma tempestade tropical como já tinha ouvido dizer a alguns tripulantes do navio. A temperatura continuava alta. Esta mudança no tempo quase que era um prenúncio de como iria ser a nossa vida em Angola.
"-Ana Maria é melhor irmos para dentro."
"-Não! Vamos ficar aqui. Quero ver tudo, quero sentir a chegada nem que seja à chuva."
"-Vamos para dentro!"
"-Por favor José fica aqui comigo!"
Senti a mão de Ana Maria segurar a minha, puxando-me para junto dela. Os nossos olhos encontraram-se. Encontraram-se de uma maneira especial. Ela chegou-se mais perto, o seu corpo tocou o meu, senti a sua respiração perto de mim.
"-Fica!"
Encostou a sua cabeça no meu peito e ficámos assim os dois a presenciar a chegada a terra. À medida que nos fomos aproximando a chuva teimou em cair cada vez mais forte, mas nenhum de nós se moveu. Abracei-a mais um pouco para sentir o seu corpo bem perto do meu.
"-Não te preocupes, irei proteger-te enquanto aqui estivermos."
"-Eu sei Ana Maria. Mas só como amigos."
Ela desviou-se um pouco, olhou para mim e disse: "-Amigos!".

Quando o navio atracou, cada um voltou ao seu quarto para ir buscar as malas.
Combinámos encontrar-nos no início das escadas antes da descida. Mas quando ia a sair do quarto, vi o mesmo homem do dia anterior. Dirigia-se para mim. Entregou-me um envelope. "-Dirige-te a esta morada e entrega este envelope, estará lá alguém à tua espera. Não te esqueças!" e seguiu.
Será que aquela gente nunca mais me iria deixar sossegado?
Quando cheguei perto de Ana Maria ela notou que algo que não estava bem. Disse-lhe que estava nervoso com toda esta novidade e descemos as escadas.
Tinha chegado a África, Angola. Tinha chegado não para uma, mas para duas guerras.

(Continua)

sábado, 31 de dezembro de 2011

2012


Para finalizar 2011 que também trouxe coisas boas. A vossa presença todos os dias, a vossa escrita, a vossa atenção, o vosso carinho, desejo-vos a todos os que me seguem e aos que me visitam um 2012 cheio de "ALEGRIA".
"ALEGRIA" porque cada vez mais temos que viver a nossa vida como se fosse um momento de circo; a luta dos leões, a magia dos momentos de ilusionismo, o equilibrismo das focas, a inocência do olhar das crianças, a "ALEGRIA" e o sorriso que os palhaços nos proporcionam.
Desejo à minha família: marido e filhos esse momento mágico durante todo o ano.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Férias!!

Estou de férias e não me apetece escrever nada.
A vida nem sempre corre como gostaríamos.
De momento não tenho vontade de ler, escrever nem falar com ninguém.
De volta ao trabalho no dia 2 de Janeiro. Pode ser que até lá a neura tenha passado.
Fui...