Uma sobremesa preparada pelo marido com a ajuda (moral) do cunhado, eheh.
domingo, 25 de março de 2012
Surpresas
Uma sobremesa preparada pelo marido com a ajuda (moral) do cunhado, eheh.
sábado, 24 de março de 2012
Por ti
sexta-feira, 23 de março de 2012
Bom fim de semana
Como não consegui colar o vídeo, fica a letra.
COLDPLAY (FIX YOU)
When you try your best, but you don't succeed,
When you get what you want, but not what you need,
When you feel so tired, but you can't sleep
Stuck in reverse
And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone, but it goes to waste
Could it be worse?
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you
And high up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try, you'll never know
Just what you're worth.
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try, to fix you.
Tears stream down your face,
When you lose something you cannot replace
Tears stream down your face
And I... [2x]
Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down your face
And I...
Lights will guide you home
And ignite your bones
I will try to fix you...
quinta-feira, 22 de março de 2012
quarta-feira, 21 de março de 2012
Dia Mundial da Poesia
E logo no Dia Mundial da Poesia
Não podia o dia ser mais azarento
Queda, negras e galarós
Ficou o humor, birrento!
Amanhã espero que melhore
Senão ao dr. tenho que ir
Rebolar seis degraus não é brincadeira
Vá, pronto! Comecem lá a rir!!
Vou embora antes que piore
E em vez de rir tenha que chorar
Adormeço com os anjos
Com Morpheu quero acordar
Fui....
terça-feira, 20 de março de 2012
SLB 3 - FCP 2
Mas o meu Glorioso seguiu em frente.
O Galo cantou mais alto
segunda-feira, 19 de março de 2012
Dia de Pais
Aos que são filhos, mimem muito o vosso pai, todos os dias.
sexta-feira, 16 de março de 2012
Sonhos
quinta-feira, 15 de março de 2012
...
Um dia que gostava que nunca tivesse acontecido.
Ainda hoje me fazes muita falta.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Feliz Aniversário
Hoje a Rádio Comercial faz 33 anos.Não me recordo dela no início, mas de há 4 anos a esta parte, faz parte do meu dia de trabalho, do meu dia em casa, durante a semana, fim de semana.
Filho lucrativo
Quando coloco a roupa para lavar, ele é areia, pedras, paus, bocados de tijolos, um sem fim de materiais de construção civil pelos bolsos.
Hoje já o avisei: "D, amanhã trazes o cimento, está bem?"
sexta-feira, 9 de março de 2012
The Gift - Primavera
Para quando os dias "invernosos" teimam em não nos abandonar, é bom ter uma "primavera" a florir.
Bom fim de semana!
Uma música de um grupo português que não posso dizer que goste muito. É mais um amor/ódio, eheheheh.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Florbela Espanca
De sofrimento cheio, eis a mulher!
Esmaga o coração dentro do peito,
E nem te doas coração, sequer!
Sê forte, corajoso, não fraquejes
Na luta: sê em Vénus sempre Marte;
Sempre o mundo é vil e infame e os homens
Se te sentem gemer hão-de pisar-te!
Se à vezes tu fraquejas, pobrezinho,
Essa brancura ideal de puro arminho
Eles deixam pra sempre maculada;
E gritam então vis: "Olhem, vejam
É aquela a infame!" e apedrejam
a pobrezita, a triste, a desgraçada!
Ó Mulher! Como é fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosas duma imagem
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca ri alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doces almas de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Dedico a todas as mulheres, e porque não, a todos os homens que me visitam.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Glorioso!!! Ai Gloriosa!!
A segunda mão em Lisboa, correu de feição ao meu Benfica.Já em tempo de descontos um golo fantástico de Maxi Pereira.
Ele foi bola por cima, bola por baixo, mais à direita, mais à esquerda. Defender, tudo bem, agora faltaram foi à aula que os ensinava a atacar, em Portugal.Era só vê-los a eles, zenitianos deitadinhos pelo chão.
domingo, 4 de março de 2012
Quero Amar-te (Reeditado) 29/Out/2010
sábado, 3 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Dias
Quantas horas, quantos minutos
Deixar a vida seguir o seu rumo
Quando tudo o que faço
Tudo o que desejo
É poder um dia, um único dia, sentir o calor do teu corpo
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Conversas de Avó e Neta
Pato/cisne
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
GPS de trazer por casa
Uma casa, uma estátua, uma flor, nada me passa despercebido.
Em relação à menina do GPS, a verdadeira; a minha voz é mais sensual e a presença acho que também.
Quando me sento ao lado do condutor, sou capaz das mais fantasiosas façanhas. É só carregar no play e é conversa do início ao fim da viagem:
"-Olha o carro da frente!"
"-Vais muito depressa!"
"-Olha a senhora na passadeira!"
"-Está vermelho! Pára!"
Pensavam que as façanhas era o quê?? Aiai.
Mas por veezs a rádio vai tão alto, que nem me consigo ouvir. Quererá dizer alguma coisa??
sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Perto do fim
Invadiu todo o meu ser
O pensamento vagueia pelo abismo
Há uma vontade, mais do que o querer
Os dedos não obedecem
Ao delírio sonhado
Escapa-se o texto friamente
Sinto que está tudo acabado
Não consigo escrever
Nem tão pouco pensar
Fogem as letras no texto
Encontra-se perto o findar.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Bloqueada
Glorioso
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Rodrigo!!!
Coitadinho do meu menino Rodrigo. Mas ele é forte e estará pronto para "extinguir" os dragões de vez, eheheheh.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
1943-2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
São Valentim, o tanas!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Dia Internacional da Rádio
Anos mais tarde e com um tio mais velho que eu 9 anos, por um gira discos parecido com este ouvia-se a rádio e os primeiros discos de venil que ele comprava.
Já casada comprei uma aparelhagem parecida e mesmo já com cd, a rádio foi sempre a minha companhia. Os "40 Principales", a "RFM" aqueceram muitas das minhas noites, manhãs, tardes ao longo de muitos anos.
E porque não levar a rádio para a rua, quando ia correr, passear?
Até quando tive os meus filhos, foi a minha companhia no hospital.
Com o dia a dia atarefado de manhã, não consigo ouvir música em casa, mas quando chego ao carro ligo logo o rádio. Agora, os meus ouvidos passam mais pela "Rádio Comercial".Mesmo até no telemóvel tenho rádio, e quando poso é só ligar o auricular e ficar na onda comercial.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Oh sr. Professor!
Desencontros
Sem nada de ti saber
Devora por dentro o meu corpo
Sinto-me enlouquecer
Do alto me vigiavas
Protegias os meus movimentos
Sinto-me desamparada e triste
Envolto no meu ser, pensamentos
O frio gélido da manhã
Enregela o meu corpo
Onde estão as asas que me protegem
As asas que não encontro
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Poesias
Para quem não gosta de ler, ainda me saí uma "declamadora".
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Entradas
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Mercado de Inverno
Sim, sou Benfiquista ferrenha, ranhosa, e outras esquisites tais. Mas o que querem, o belo jogador portista chama por mim. "Quem me dera!"segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
My Sweet Angel
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
27 de Janeiro - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
É doloroso relembrar, mas nunca o poderemos esquecer.
1ª vez
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
24-01-2000 - 12:33h
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Trancados em casa
domingo, 22 de janeiro de 2012
Invisível
Ao longe, escondida entre a multidão, observo-te. Tenho-te observado todos os dias, sei todos os teus rituais matinais.
Acordas cedo, e o caminho entre a cama e a banheira é dos mais belos bom dia que recebo. Observar o teu corpo despido, o seu contorno como se esculpido fosse, o desenho que mostra quando andas, soberbo! A escolha da roupa que vestir, a indecisão na gravata a colocar e observar a tua expressão no espelho. O café bebido à pressa, o andar apressado para o elevador.
Quando a porta do prédio se abre e sais para a rua, é o arco-íris que chega naquele momento. Sigo-te!
Até hoje acho que nunca deste pela minha presença. Todos os dias te sigo, escondida entre a multidão. Sinto o teu perfume no ar que fica quando passas.
Quando passas a passadeira, fico do lado de cá à tua espera, que acontece todos os dias no final da tarde. Nem mesmo aí, quando por mim passas lado a lado e os meus olhos te obervam intensamente, sentes a minha presença.
O pôr do sol de Inverno está magnífico. O dia esteve quente para a época. E mais uma vez cá estou do outro lado da passadeira à tua espera. Como sempre, olhas a multidão deste lado à espera de passar, o sol ilumina o teu olhar, triste, vazio. Quando avanças na minha direcção a aragem faz esvoaçar o teu cabelo, o teu olhar ilumina o meu dia, e o teu sorriso cansado traz ouro à minha vida. Quando chegas perto, desvias-te um pouco e sinto a tua respiração cansada a passar lado a lado comigo, o teu cheiro enebria o meu ser, e assim fico imóvel, parada, saboreando o momento. Momento esse que voltará amanhã.
Hoje o dia está diferente. As núvens ameaçam desabar a qualquer momento, o cheiro da humidade no ar faz adivinhar chuva a qualquer momento. Torna-se dificil nestes dias ver-te tão bem. Já te vejo ao longe, parado, à beira da passadeira. Olhas para o céu, abres a gola do casaco, fazendo com que tape o teu pescoço, a tua mão agarra fortemente a pasta e na outra o guarda-chuva a postos para ser aberto. Já vens a passar na passadeira, quando as primeiras gotas teimam em cair. Guarda-chuvas abrem-se em todas as direcções, por momentos deixo de te ver. Os meus olhos começam a percorrer todas as direcções, todas as pessoas que consegue alcançar. Tenho que te encontrar, hoje não posso perder o momento. O momento que me faz sonhar todas as noites, o momento que me faz acordar todos os dias.
Perdi-te! Não pode ser! Não te posso perder, não te quero perder!
Olho em todas as direcções e nada. Como te posso ter perdido?
Concentrar! Tenho que me concentrar. Fecho os olhos e tento imaginar o percurso que fazes na minha direcção. Deixou de chover? Que bom! Pode ser que ainda consiga ver-te.
Abro os meus olhos e aqui estás mesmo à minha frente a olhar para mim. Não tinha deixado de chover. O teu guarda chuva cobre-nos. Olho para ti, nada consigo dizer. Tu não podias estar aqui, como estás aqui? Nunca olhas para mim, nem devias saber que eu existo e agora estás aqui à minha frente?
Vejo os teus olhos brilhar, um brilho de arco-íris. E o teu sorriso, lindo!
Tento afastar-me, mas a tua mão segura o meu braço, impedindo-me de fugir.
Chove torrencialmente. A rua está quase deserta e nós debaixo de um guarda-chuva, molhados, a sorrir e a olhar um para o outro sem nada dizer, simplesmente sentir. Sentimentos profundos!
Não sei quanto tempo ali ficámos. A chuva entretanto parou. Fechas o guarda-chuva e sorris. Sinto o cheiro do teu perfume tão intensamente. A tua face, o teu olhar fica cada vez mais perto do meu. Os teus lábios passam levemente pelos meus, em direcção ao meu ouvido:"Hoje quero continuar o que tenho sonhado todas as noites!"
Aquela era a frase que eu tinha que dizer, não ele.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Simple Minds - Belfast Child
Uma recordação maravilhosa.
O que este grupo fez na minha adolescência!!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
The Cure no Optimus Alive
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Viroses
Não consigo comentar os blogues que habitualmente visito, e alguns nem os consigo visualizar.
Estou por aqui e tento visitá-los, mas o virus está a ficar cada vez mais potente.
Tenho que "morder" alguns pescoços extra, eheh.
Socorro, tenho uma filha adolescente
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Foto Nova
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Beleza Perfeita
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Aulas de Espanhol
"Que bom! E o que aprendes-te?"
"É um boneco espanhol, uma casa espanhola,..."
Assim é a aula de Espanhol, imaginada pelo meu filho na pré-primária.
Mas feliz pois já sabe falar espanhol, eheheheh.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Lua Nova
Por uma só noite.Por uma noite me queria perder em teus braços, sentir a força possante do teu ser.
Perco-me na noite
Envolta pelo nevoeiro
Procuro a tua presença
Sinto o teu cheiro
Deambulo sozinha por entre o espesso arvoredo. Sei que estás aí, sinto-te.
Procuro-te incessantemente.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Notícias do Covil Vampiresco
Habitualmente o mês de Janeiro serve para fazer o balanço do ano transacto, e o covil dos vampiros não foge à regra.sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Dia de Reis


Em Espanha há entregas de prendas.
Eles é que são espertos, aproveitam os saldos para as compras.
Por uma estrela são guiados
Para encontrar o Menino
Não passem é cá por Portugal
Que o Governo rouba de mansinho
Baltazar que trazes ouro
Não publicites muito a tua fortuna
Cai-te o (Vítor) Gaspar em cima
Dá-te cabo da coluna
Belchior com a tua mirra
Deixa o Macedo em sofrimento
Coloca o Infarmed na miséria
Vai para a Holanda fazer medicamentos
Gaspar com o teu incenso
Dá-lhes logo uma grande "mocada"
Defuma bem o nosso Governo
Acaba depressa com esta macacada
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Memória
Memórias!
Nos meus dias sobrevivo das memórias do que passei.
Nesse tempo existias tu, existia o teu ser, o teu corpo, o teu carinho, o teu amor.
E agora? O que existe agora?
Memórias que doem e que ao mesmo tempo me fazem sorrir.
Eternamente existiremos!!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Um Delírio XXV
Já tinham passado catorze dias desde que tinha saído de Lisboa e nunca me tinha apercebido que houvesse alguém a vigiar-me. Sempre andei de um lado para o outro, as conversas não tinham sido às escondidas, os encontros também não, não havia nada de anormal que me fizesse suspeitar que tais pessoas também viajassem para África. Que iriam lá fazer?
No dia seguinte era o dia da chegada a Angola. Para onde iria? O que me iria acontecer? Agora sabia que iriam estar sempre a vigiar-me, já não sentia a liberdade como tinha sentido nestes últimos dias, como tinha sentido em toda a minha vida. Adormeci...
A azáfama da chegada fez com que toda a gente andasse atarefada. O arrumar dos quartos onde tinham ficado, as roupas, as despedidas antes da chegada, a chamada dos militares para lhes indicarem para onde se deveriam dirigir quando desembarcassem. E eu? Para onde iria?
Fui procurar Ana Maria.
Encontrei-a debruçada sobre a proa. O vento quente ondeava o cabelo loiro. O vestido cintado desenhava o seu corpo formoso. Fazia sonhar qualquer homem, imaginar uma mulher assim a nosso lado. Mas para mim Ana Maria era como uma irmã. Intimamente tinha jurado protegê-la e levá-la sã e salva para casa.
"- Estás aí, José?"
"- O quê? Ah sim, andava à tua procura."
"-Já me encontras-te! Anda aqui para o pé de mim. Quero estar a teu lado quando avistarmos Angola."
"-Acho que ainda faltam algumas horas."
"-Não faz mal. Quero ficar aqui contigo um pouco."
Será que o tal homem também "visitou" Ana Maria?? Não lhe podia perguntar nada, não a queria preocupar. Tinha que aguardar que ela me dissesse alguma coisa. Ficámos a conversar coisas banais da nossa infância, juventude. Conhecermo-nos mais um pouco.
À medida que chegávamos mais perto de Luanda, o tempo foi ficando escuro. As nuvens sobrecarregaram o céu fazendo adivinhar uma tempestade tropical como já tinha ouvido dizer a alguns tripulantes do navio. A temperatura continuava alta. Esta mudança no tempo quase que era um prenúncio de como iria ser a nossa vida em Angola.
"-Ana Maria é melhor irmos para dentro."
"-Não! Vamos ficar aqui. Quero ver tudo, quero sentir a chegada nem que seja à chuva."
"-Vamos para dentro!"
"-Por favor José fica aqui comigo!"
Senti a mão de Ana Maria segurar a minha, puxando-me para junto dela. Os nossos olhos encontraram-se. Encontraram-se de uma maneira especial. Ela chegou-se mais perto, o seu corpo tocou o meu, senti a sua respiração perto de mim.
"-Fica!"
Encostou a sua cabeça no meu peito e ficámos assim os dois a presenciar a chegada a terra. À medida que nos fomos aproximando a chuva teimou em cair cada vez mais forte, mas nenhum de nós se moveu. Abracei-a mais um pouco para sentir o seu corpo bem perto do meu.
"-Não te preocupes, irei proteger-te enquanto aqui estivermos."
"-Eu sei Ana Maria. Mas só como amigos."
Ela desviou-se um pouco, olhou para mim e disse: "-Amigos!".
Quando o navio atracou, cada um voltou ao seu quarto para ir buscar as malas.
Combinámos encontrar-nos no início das escadas antes da descida. Mas quando ia a sair do quarto, vi o mesmo homem do dia anterior. Dirigia-se para mim. Entregou-me um envelope. "-Dirige-te a esta morada e entrega este envelope, estará lá alguém à tua espera. Não te esqueças!" e seguiu.
Será que aquela gente nunca mais me iria deixar sossegado?
Quando cheguei perto de Ana Maria ela notou que algo que não estava bem. Disse-lhe que estava nervoso com toda esta novidade e descemos as escadas.
Tinha chegado a África, Angola. Tinha chegado não para uma, mas para duas guerras.
sábado, 31 de dezembro de 2011
2012
"ALEGRIA" porque cada vez mais temos que viver a nossa vida como se fosse um momento de circo; a luta dos leões, a magia dos momentos de ilusionismo, o equilibrismo das focas, a inocência do olhar das crianças, a "ALEGRIA" e o sorriso que os palhaços nos proporcionam.
Desejo à minha família: marido e filhos esse momento mágico durante todo o ano.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Férias!!
A vida nem sempre corre como gostaríamos.
De momento não tenho vontade de ler, escrever nem falar com ninguém.
De volta ao trabalho no dia 2 de Janeiro. Pode ser que até lá a neura tenha passado.
Fui...
sábado, 24 de dezembro de 2011
Queen - Thank God it's Christmas
É hoje! É hoje!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Chegou o Inverno!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Encontro!
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Feliz Natal!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Onde anda a lua?
My Chemical Romance All I Want For Christmas Is You
Uma versão pouco natalícia, mas que me agrada muito.
domingo, 18 de dezembro de 2011
"Xiquinho"
"- Voaram!"
"- Com o ninho?", esqueci-me desse pormenor. Mas depressa se resolveu o assunto.
Agora para não ficarmos com uma gaiola vazia em casa, chegou à dois dias, "Xiquinho" o canário com dotes de soprano, eheh.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Um Delírio XXIV
"-José, que bom ver-te, homem!"
"-Ana Maria, estás bem!"
"-Claro que estou bem. Eles quebram, mas não partem."
O meu pensamento levou-me aos últimos dias da minha vida. Dias que preferia esquecer, mas que de momento fizeram-me ficar triste. As lágrimas correram umas atrás das outras, e o abraço a Ana Maria ficou forte, apertado.
"-José estás a magoar-me!""- Desculpa Ana Maria." - afastei-me um pouco, mas não o suficiente, para deixar de sentir o cheiro bom que emanava pelo ar, que vinha dela. Depois de contar o que se tinha passado comigo, queria saber o que lhe tinha acontecido."- Já sou habitual nessas andanças. Os meus pais sempre foram pessoas contra o regime que se vive em Portugal. Muitas vezes fomos todos presos, mas nunca conseguiram que denunciássemos nenhum dos nossos camaradas. O maior desgosto da minha mãe é não saber onde está o meu pai. Um dia levaram-no para Caxias e nunca mais o vimos. Ainda tentámos o Aljube, Tarrafal, mas ninguém nos diz nada. Naquele dia que nos apanharam no jardim pensaram que eras o Júlio que está em França e que de vez em quando vem a Portugal. Quando lhes disse que tinhas vindo da aldeia, nunca tinhas vindo a Lisboa e que te estava a mostrar a cidade, acreditaram em mim, mas disseram-me logo que tinha dois dias para me apresentar no Quanza e seguir para Angola, não..."
"-Angola? Ana Maria vamos para Angola? Para a guerra? Se sabiam quem eu era, porque não me deixaram seguir a minha vida? Angola porquê?". As lágrimas voltaram a correr ininterruptamente. Que seria da minha vida?
"-Eu vou estar contigo. Vou fazer parte da equipa de enfermagem. Tento colocar-te no hospital para não ires para a frente de batalha. Não te preocupes José, irei tomar conta de ti."
Ao ouvir aquelas palavras, e sem saber explicar, senti que estava em segurança perto de Ana Maria.
Só então reparei que havia mais gente no pequeno quarto onde estávamos.
Os dias foram passando calmamente na companhia de Ana Maria e dos seus amigos, que também já eram meus amigos. As outras pessoas já não olhavam para mim de soslaio, afinal tudo ali estava para ir para a guerra, a guerra em África.
Sabia que tinha começado à quatro, cinco anos, já tinham passado na aldeia a recrutar homens para a missão, mas não sei como, tinha sempre ficado para trás. E agora estava ali.
"-Amanhã chegamos a Angola. Quando desembarcarmos fica perto de mim."
"-Claro que sim. Assim como tomarás conta de mim, também tomarei conta de ti para te levar sã e salva para Lisboa de volta a casa."
"-Não preciso que tomem conta de mim!"
"-Amigos Ana Maria, só amigos!"
Aqueles últimos dias na companhia de Ana Maria, fizeram-me esquecer um pouco o terror que me tinha acontecido. Nunca mais queria estar numa situação daquelas, embora aquela para onde ia, não fosse a mais agradável, mas no momento seria o paraíso comparado com o que passei. Despedimo-nos com um abraço, como sempre fazíamos, e segui para o compartimento que tinha sido o meu quarto nos últimos 14 dias. Por momentos senti que estava a ser seguido, mas devia ser imaginação, pois havia tanta gente no barco, que era normal seguirmos uns atrás dos outros para onde quer que fossemos. Mas aqueles passos pareciam estranhos, não um passo normal, mas continuei. Quando cheguei à porta do meu quarto voltei-me e ali estava um rapaz novo, parecia mais novo que eu, olhava-me com um ar estranho.
"-Boa noite!" - disse.
"-Boa noite!" - avançou na minha direcção. Senti o meu corpo estremecer, relembrei o meu pesadelo, o meu coração disparou, uma angústia assolou o meu corpo.
Passou lado a lado comigo e seguiu pelo corredor. Fiquei a olhar para ele. Senti um alívio enorme. Não era nada. Só coincidência de passagem.
Quando olhei em frente, vi um rosto bem perto do meu.
"-Não te esqueças, estamos de olho em ti, sempre!"
Agarrei com toda a força a maçaneta da porta para não cair, pois as forças caíam em pique, em direcção ao chão. As pernas tremiam, todo o meu corpo tremia. O pesadelo não tinha acabado.
Um "desejo" de Natal

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Encontro II
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Um Delírio XXIII
Tentei imaginar os meus pais no cais. Intimamente até acho que os vejo mesmo. Ali, ao fundo, encostados aquele poste. Sorrio. Uma lágrima corre pela minha face. O braço, dorido, levanta-se e acena. Quero acreditar que os estou mesmo a ver. Aceno fortemente para o cais, como fazem dezenas de pessoas a meu lado. Não sou o único que chora. Mas possivelmente serei o único a não ter ninguém fisicamente naquele dia, naquele espaço a corresponder à minha despedida.
Deixo-me ficar encostado aos ferros a ver a cidade de Lisboa ficar cada vez mais pequena.
"Para onde irei?"
Aos poucos, lembro as últimas horas, os últimos dias, e uma dor assola não só o meu corpo, como o meu ser.
Respiro fundo. Deixo a brisa do mar, entrar bem fundo nos meus pulmões. Saco às costas. Tenho que procurar alguém que me diga para onde vou.
Caminho sem saber para onde. Entro por uma porta que me leva a um corredor estreito, onde vejo algumas portas abertas. Camas e mais camas. A meio do corredor, encontro outras escadas, que desço. Poucas são as pessoas que para mim olham. Nem sei muito bem como estou. Possivelmente as feridas, as nódoas negras que terei na cara, afastam-nas e percebo porquê. Não condeno ninguém por me querer afastar. Mas precisava mesmo saber para onde ia.
"...mesmo longe da pátria, temos que nos unir, ajudar os irmãos que ficaram..." - eu conheço esta voz! Uma voz conhecida. Sigo mais rápido até chegar à porta de onde saía o som da voz.
"-Ana Maria!"
(continua)
sábado, 10 de dezembro de 2011
Encontro !
Aos poucos entreabro os olhos. Reconheço o quarto onde me encontro.
Estou deitada numa cama. Um véu, cobre toda a cama. Os meus olhos percorrem o pouco que me deixa alcançar. À minha esquerda, um grande espelho numa moldura majestosa. Por baixo uma cómoda que serve de mesa a uma jarra com uma flor. Mais à frente uma porta fechada. Em frente à cama, uma janela entreaberta que deixa entrar uma aragem gélida. O céu, pela penumbra do quarto, deve continuar cinzento. À direita, uma porta aberta. Será por ali a minha saída.
Tento levantar-me mas em vão. Não consigo mexer nenhum membro do meu corpo. Apercebo-me então que só tinha mexido os meus olhos. O meu olhar! Que se está a passar?! Onde estou?
Uma lágrima corre pela minha face.
Lembro-me que ouvi alguém dizer que estava à minha espera.
Como poderiam estar à minha espera, se nunca aqui tinha estado?
"-Está aí alguém? Por favor, respondam!"
Silêncio! A minha resposta foi um silêncio frio.
Olho novamente em volta. Não consigo ver ninguém.
Sinto a aragem gelada no meu rosto. O meu corpo encontra-se quente. Pelo menos devo estar tapada, senão teria enregelado.
Recordo o último momento antes de desfalecer. Estava alguém comigo, de certeza!
"-Está aí alguém?" - chamo novamente.
Continua o silêncio.
Quero chorar, gritar. O medo começa a tomar conta do meu corpo, do meu pensamento. Tenho realmente muito medo de estar aqui. Que me teria acontecido?
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Lembrança
A tua presença irrompeu pela minha vida, sugando-me todo o ar ainda existente.
Extrais-te de mim todo o poder, toda a essência.
Um arco-íris nos dias cinza.
Por vezes ainda sinto a tua presença. Uma presença inexistente.
Sinto o meu corpo ser envolvido pelo teu abraço, o teu calor, o teu cheiro.
O anjo presente nas noites escuras, nos momentos sós e tristes.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Nascimento
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Passeio no 1º de Dezembro
O dia acordou com um sol radioso. Um convite da natureza ao passeio. Aproveitar ao máximo o feríado, pois será a última vez que iremos gozar este dia, como feríado.
Olhar à esquerda, olhar à direita e só árvores. Não ouvir nada mais a não ser o vento na copa das árvores, os nossos pés a pisar as folhagem seca no chão.
Pelo caminho ainda encontrámos um dos braços da barragem da Apartadura.
Um belíssimo souto, perto do Porto de Espada, Marvão.
Mais uma escolha. Desta vez, direita e São Julião, bem no interior da serra.



























