terça-feira, 5 de julho de 2011

Não perca!!

A SUL

exposição de Adalrich Malzbender

CASA DAS ARTES MÁRIO ELIAS

de 6 a 31 de Julho


A pedido da minha amiga Mané, aqui fica a informação.

Um Delírio XIV




(continuação)



Ricardo tinha perguntado por mim!!

"- Entrego para o mês que vem. Pode ser que o sr. Meireles venha." - respondi, mais para tentar desviar a conversa pois sabia que isso não seria verdade.

"- Mesmo assim, o sr. Ricardo enviou outro livro para leres e disse que poderias entregar os dois para o mês que vem."

Peguei no livro, mas nem olhei para a capa. Mais tarde veria com mais atenção. Ao colocá-lo em cima da mesa, caiu um envelope.

"-Um envelope?!!!"- pensei. O meu coração acelarou.

José baixou-se e segurou no envelope.

"- Isto caiu do livro e tem escrito o teu nome. O que se passa Maria? Porque este envelope tem o teu nome? Porque não foste entregar o livro?" - perguntou José, saindo a sua voz num tom cada vez mais alto, mais alterado.

"- Não sei." - respondi sem saber o que mais dizer ou fazer.

Vi as mãos de José rasgar o envelope bruscamente. As sua mãos seguravam uma pequena folha. Os seus olhos encheram-se de lágrimas, amachucou o papel, e saiu.

Levantei-me da cadeira, os meus pés não conseguiam coordenar os movimentos até à porta da rua. "Meu Deus, o que estaria escrito naquele papel? Onde foi José?"


(continua)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Carga Policial II

Nota: Esta imagem foi retirada da net, não tem nada a ver com o post.

Acho que até se me parou a digestão.
Estava eu muito compenetrada no meu serviço, quando pára a carrinha da polícia (digo Ramona) em frente à minha janela.
Saltam (mas é que foi mesmo saltar) de lá dois manfios, quer dizer dois polícias, de uma molhada de cinco. Pensei logo."O que terei feito?!"
Ele era farda de intervenção, pistola, algemas, uma bolsinha que fiquei intrigada do que seria, e sei lá mais o quê.
O pavor assolou o meu corpo, a minha alma.
À minha cara de pânico, vislumbro uma cara sorridente a perguntar se sábado íamos a M. fazer colheitas.
"-O quê?!?"
Então saltam dois manfios de uma ramona para me perguntar se sábado vamos a M, fazer colheitas????
Ora vão trabalhar, seus vadios!

PS: Só para dizer que são os mesmos que no início do ano, vieram pedir os calendários.
Depois desta é que me vêm prender de verdade, ehehehe

sábado, 2 de julho de 2011

MC - Trilho das Azenhas-Montalvão

Perdidos por longínquos trilhos
Neste caminho me fui encontrar
Aqui do cimo tudo vislumbro
Só, pronto a abandonar

Em tempos que já lá vão
Fui o mais forte no montado
Na minha sombra viveram-se vidas
E de vidas fui abandonado

Em templos que foram de glória
Frondoso foi o meu viver
Agora só eu me encontro
Abandonado até morrer

sexta-feira, 1 de julho de 2011

"Bens " de coração

É por dias como este que vale a pena vir trabalhar!!
Aiaiai, o meu coração!!! Entrou numa arritmia desenfreada.
E, mais não digo!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um Delírio XIII

Claude Monet (Garden Path/1902)

(continuação)

Casar!! Será que estava a ouvir bem?! José estava a pedir-me em casamento??"- Então o que dizes?- Achas um disparate, não é? Eu tenho idade para ser teu pai. - a voz saiu tão sumida, como se tivesse medo que eu ouvisse o que ele dizia."- José, tenho quase 15 anos. Acabei de perder o meu pai. Ainda nem tive tempo para pensar o que será a minha vida, o meu futuro. Tenho a minha mãe, tenho que a ajudar.""- Eu sei isso, Maria. Eu sei. E por isso mesmo te faço este pedido, neste dia."Como toda a rapariga, também eu sonhava com o meu casamento. O vestido, a igreja, a festa, o noivo. O noivo tinha sido até à bem pouco tempo, a única incerteza em todo este sonho. O corpo era visível, a face nem tanto. Tantos livros que lera, tantos sonhos. E, agora, neste momento o confronto com um dos sonhos ao qual eu não sabia dar resposta.A mão de José segurou a minha. Os nossos dedos entrelaçaram-se. Os seus dedos faziam cocegas na minha mão.O meu olhar baixou ao chão. A dor tornara-se mais forte. Os olhos encheram-se de lágrimas. Lágrimas de tristeza, lágrimas de felicidade."- Não chores, Maria. Por favor não chores. Se não quiseres casar, eu compreendo. Afinal somos desconhecidos um para o outro. Se tu quiseres, eu espero.""- Eu quero, José. Eu quero casar contigo. Choro de tristeza pela perda de meu pai. Ao mesmo tempo sinto alegria por este pedido.""- Minha doce Maria."Senti os seus lábios tocar levemente os meus. Os seus braços envolver o meu corpo.Fechei os olhos e deixei-me levar.



Recordei tudo isto, desde que José tinha fechado a porta."-Maria, ouviste o que te perguntei?"Levantei-me e fui ter com José. Beijei-o como se fosse a primeira vez, como a do riacho."- Gosto muito de ti, José.""- Também gosto muito de ti, minha doce Maria."O nosso olhar encontrou-se e os seus olhos transmitiam amor."- Ainda não me respondes-te. Porque não foste à biblioteca? O sr. Ricardo perguntou por ti. Não foste levar os livros?"Ricardo! Ricardo, perguntou por mim?!?
(continua)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Sem volta!

O desejo mais do que profundo em querer sair do aconchego, fez-me voar para longe, levada pelo vento, levada pelas mágoas, levada pela tristeza.
A noite cai e com ela os meus medos voltam.
Não sei onde me encontro.
Ao longe vislumbro umas luzes que me servem de protecção.
A chuva continua a cair. Cada vez mais gelada, cada vez mais intensa.
Adormeço!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Um Delírio XII


(Continuação)

A profunda dor continuou em meu peito.
Que difícil era respirar!
Ouvia a respiração pausada de minha mãe, o vento a soprar nos cabelos.
Continuava com os meus olhos fechados.
Ouvi passos ao longe, senti a minha mãe voltar a cabeça e dizer algo.
"- Tens que vir para casa!" - ouvi a voz de José calmamente bem perto de mim.
As lágrimas ofuscavam a minha visão.
"- José!" - a voz saiu muito embargada.
Senti os braços de José envolver o meu corpo. Pegou-me e levou-me do sítio onde acabava de ficar metade do meu coração.
A minha cabeça ficou amparada no ombro forte, robusto de José. Os meus braços envolveram o seu pescoço. Senti uma paz. Ali sentia calma.
Olhei ao longe a terra revolta onde tinha ficado o corpo de meu pai. As flores espalhadas pelo alto, de forma ovalada, fez-me recordar a planície na primavera.
"- Tu prometes-te que irias ser forte."
José parou e o nosso olhar encontrou-se.
"- Temos que falar e tem que ser hoje!" - a sua voz denunciou perturbação.
Os braços que me tinham amparado estavam a colocar-me no chão.
Sentámo-nos na beira da estrada e fiquei a olhar para José.
"- Que queres dizer?" - perguntei um pouco envergonhada.
Ele disse algo que não percebi. O meu pensamento estava longe naquele momento. Olhava para José e recordava o nosso primeiro beijo. Pensei: "E, se ele me ia dizer que se ia embora? Que nunca mais nos poderíamos ver?"
"- O que dizes? Maria!" - a sua voz soou um pouco mais alto.
"- Dizer do quê?"
"- Não ouviste nada do que te disse!"
"- Vais-te embora?"
"- Embora!? Maria, perguntei-te se querias casar comigo!!"
"- Casar?? Eu?? Contigo??"

(continua)

ALERTA!!!!!



Atenção!!!!


Se é homem, vai dar sangue, e estamos no verão, NÃO leve calções. Pior, calção até pode levar, mas leve cueca também.


É que deitado/sentado na cadeira de colheita não se aperecebe, que, quem está à sua frente VÊ tudo até à alma, eheheheheh.

Final de tarde de 5ª Feira

Nazaré/2011

Um final de tarde na praia.
O sol, escondia-se pela neblina que teimou e fazer companhia bem no final do dia.
Foi uma despedida em beleza!!!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Gelados!!!


Em dia de calor, para recarregar as baterias.
A top-model sou eu, mas sendo conhecida internacionalmente, não posso colocar a minha foto, senão perco o patrocínio da lingerie, ai, da marca que me patrocina o gel duche.
O gelado foi uma perdição, mas comi-o todo e mais que houvesse.

A caminho da fila...




Foi com grande pesar (ah! ah! ah!) que, hoje soube que este senhor (bom, bom bom...rapaz) está de novo solteirinho...


A viagem para Itália já está marcada. Ir bem depressa, pois as aves de rapina irão ser mais do que as mães.


Belíssimo!!!!

Uma ida à praia

Esta foi uma das imagens que vi durante o dia de ontem.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Verão!

Quando era mais nova, o Verão chegava no dia 21 de Junho.

Hoje em dia também, mas tem hora marcada. Modernices!! Só falta tirar a senha e esperar a vez de aparecer.

Pelos visto é lá pelas 18h. Já o sol se vai quase a pôr, quando chega a estação do sol, mar, praia, férias!!! As minhas só daqui a 1mês.

E ainda para mais este fim de semana é dos tais, a trabalhar!!! E o descansinho que é bom é só lá para sexta-feira da próxima semana.

Sobrevivi da outra vez, e desta também.

Ainda por cima dão 39graus para Portalegre no domingo. Acho que vou trabalhar de bikini!!!

É melhor não, senão as tensões dos senhores não deixavam de subir e as das senhoras de descer, eheheheheheh

Chega de maluquices!!

Ao trabalho!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Alto...






São momentos de humor

Que mascaram um semblante negro

Vivências alegres, fúteis

Que minha alma abandonam

Por vezes necessários, outras apenas úteis!



O sol abrasador que me queima

Faz arder a minha alma gelada

Suave no seu toque mais profundo

Desejos ardentes no pensamento

Caídos! Caídos pelo chão, imundo!



O corpo é apenas um fantoche

Manipulado por correntes ásperas

De vivência passageira deitada para o ar

Procura uma orquídea pelo seu anjo

Que lá no alto a continua a guardar...

domingo, 19 de junho de 2011

Visão do "meu" Eclipse -15/06/2011







Estas são algumas das fotos que tirei ao eclipse.
Logo no início não deu para tirar, pois a lua estava completamente tapada e a minha câmara não a distinguia no céu.
Não tenho nenhuma máquina profissional com milhares de pixeis (que eu pensava que eram bonecas) e o zoom chega ao 8.00x (nem sei o que isto quer dizer).
Como o "olho" para a foto não é grande coisa, esta serve muito bem.

sábado, 18 de junho de 2011

Um Delírio XI

Nicholas Poussin
The Funeral of Phocion, 1648


(continuação)

O espelho que se encontra à minha frente, reflecte uma figura escura, estranha, distante.A cara alegre de outros dias, está fechada, triste.Os olhos vermelhos, inchados. A pele envelheceu séculos. O olhar, fundo, vazio.Esta dor, agonizante que não me deixa respirar, dificulta o meu viver, está cada vez mais entranhada no meu corpo, no meu ser.
"-Maria, temos que ir."

"-Vou já, mãe!" - digo muito baixo.
Escovo o cabelo mais uma vez. Fecho os olhos e por mais que queira, não consigo chorar. A dor é tão forte, que me bloqueia.
"O meu pai! O meu querido pai! Partiu! Agora foi-se embora!" é aqui que está o meu pensamento.
Lá fora, o sol brilha. Mas esse brilho, ao contrário de outros dias, não alegra a minha alma.
Ao encaminhar-me para a porta revejo toda a minha curta vida. Em todos os momentos lá estava o meu pai. Até quando me perdi, ele foi o primeiro a chegar perto de mim.
Ao entrar na sala, reparo que está cheia, mas a dor intensa, nem me deixa ver quem lá se encontra. Aceno a cabeça em sinal de cumprimento. O olhar encontra pessoas, mas o pensamento não consegue distinguir quem são.
O cemitério sempre foi um sítio que me deixava melancólica, distante. Ao passar ao seu lado, a caminho da escola; verão, inverno, sol, chuva, neve, todos esses momentos foram perturbantes.
E, agora estava ali. E nada do que imaginava estes anos todos, era real. O sítio era calmo, de paz.
Estava a olhar para o meu pai.
Agora tinha a certeza que era a última vez!
Ali, aquele momento, aquela imagem era a última recordação do meu pai.
Ouvia o choro da minha mãe, de alguns dos presentes, e a minha alma encontrava-se tão dolorosa, tão dolorosa.
Os meus olhos tentaram encontrar o José. Não me tinha apercebido se ele estaria presente, mas naquele momento pensei nele. Olhei em volta e não o encontrei. Onde estaria?
Senti a minha mão ser segura.
Era a minha mãe. Olhou para mim e nos seus olhos eu vi uma tristeza tão grande.
"-É agora, Maria! Vai partir para sempre!"
Agarrei-me com toda a força à minha mãe. Os meus braços envolveram o seu corpo, as minhas mãos agarraram com toda a força as suas costas e nesse momento o meu mundo ruiu, desabou para todo o sempre. Senti as minhas pernas fraquejar, enquanto toda a força do meu corpo se concentrava naquele abraço a minha mãe. As lágrimas saíam sem eu ter controlo nelas. A dor tão profunda no meu peito, no meu ser, no meu corpo. Chorei!!
Enquanto o meu pai descia até à sua última morada, a dor ficava cada vez mais forte, das minhas mãos escorria sangue!
Aos poucos as pessoas iam embora. Sentia a minha mãe mexer a cabeça. Ninguém se aproximava de nós.
Os meus joelhos tocavam o chão. Os meus braços abraçavam agora as pernas da minha mãe.
As lágrimas caíam ininterruptamente!
O sol estava baixo no horizonte.
Nenhuma das duas tinha saído do seu lugar.

(continua)

Para descontrair

Dois gajos do Porto, dos Super Dragons discutem sobre férias, e diz o primeiro:
- Este ano num bou seguir os teus cunseilhos!
- Atão e porquê?
- Atão, em nobenta e oito sujeriste-me o Habay. Eu fui e a Maria engrabidoue! Em nobenta e nóbe sujeriste-me a Republica Dóminicâna.
Eu fui e a Maria engrabidoue! Em dois mil mandaste-me pró Brazil. Eu fui e a Maria engrabidoue! Arre porra, não confio mais em ti, carago!

- Deixa-te de coisas! Este ano bai mas é às Ilhas Seixales, mas tens que tomar um cuidado!


- Cuidado! que cuidado?

- Desta bez leba a Maria cuntigo, carago!!!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eclipse I

Estava eu ontem a falar no eclipse lunar e o que me traria ele.
Sabem o que trouxe, sabem???
Uma operação Stop na estrada.
Realmente não tenho sorte...

Copianço

"Marinho Pinto defende anulação de prova do CEJ

O bastonário da Ordem dos Advogados considera que a decisão do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) é censurável por branquear a falta de seriedade dos futuros magistrados.

À TSF, o bastonário da Ordem dos Advogados disse discordar da medida do Centro de Estudos Judiciários.


O bastonário da Ordem dos Advogados defendeu, em declarações à TSF, que a prova que os formandos do Centro de Estudos Judiciários (CEJ) realizaram devia ser «anulada».
Numa referência ao caso do copianço generalizado num teste do curso de auditores de Justiça do CEJ, Marinho Pinto lembra: «No meu tempo, se um aluno fosse descoberto a copiar a prova era anulada».
O bastonário entende que «no CEJ nivelou-se tudo por baixo para evitar que o assunto fosse público», considerando que «é preciso que as pessoas fiquem com a ideia de que os futuros magistrados são pessoas acima da média».
À TSF, António Marinho Pinto disse ainda que «em Portugal há o paradigma de que quem é magistrado é honesto. Isso é mentira, são tão honestos ou desonestos como o comum das pessoas».
«Este episódio demonstra que estão a tentar ser magistrados pessoas que já dão provas da sua desonestidade, antes de acederem ao cargo», conclui. "

(Via TSF-Rádio Notícias)


NOTA PESSOAL: Não concordo com muitas coisas que Marinho Pinto por vezes diz, mas neste caso "AH Ganda Marinho!!"

Tem razão em tudo o que diz, mas serem "punidos" com 10?!? Punição é anulação e expulsão. Que credebilidade têm essas pessoas que nem numa prova conseguem ser honestos?!?

Aguardemos os próximos dias.

Eu voto na expulsão e, quem queira, começar tudo de novo, do zero.