sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quero Amar-te

A brisa gelada que entra pela janela do quarto, desperta-me.
O dia acorda num cinzento-azulado que deixa vislumbrar o teu corpo despido.
Ainda sinto o teu cheiro, entranhado no meu corpo.
Vejo-te dormir.
Sorrio, por estares aí.
A tua mão, aberta, segura o meu seio. O único contacto entre nós.
Fecho os olhos, e relembro a noite em que os nossos corpos se uniram pela primerira vez.
O desejo, a paixão, a descoberta.
Suavemente toco na tua pele, deslizando a minha mão pela tua cabeça, pescoço...
Sorris.
Os teus braços envolvem o meu corpo, atraindo-me a ti.
Os teus lábios encontram os meus, como se fosse uma questão de sobrevivência.
A tua mão, percorre o meu corpo, explorando cada milímetro.
Dizes baixinho: "Quero fazer amor, contigo."
Nada digo.
Deixo as minhas mãos, os meus lábios e o meu corpo dar a resposta.
Pela janela, a brisa gelada continua a entrar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

1º Aniversário


Faz hoje um ano que esta infeliz cabeça, pensou (sei pensar!?!?!?) escrever num blog.
Avançar nesta relação com as letras, com as quais me enrolo, envolvo, muitas vezes sem saber como (um dos sintomas da doença de Alzheimer, eheheh) foi importante para me descobrir.
O começo foi tímido, introvertido, mas a confiança, aos poucos deixou transparecer, uma orquídea que se foi deixando desfolhar.
Aos poucos surgiram os seguidores, uns mais presentes que outros, mas todos importantes na manutenção deste blog.
Um obrigado, a todos os que ainda têm a paciência de visitar esta "casa".
Aos que vêm espreitar pelo buraco da fechadura, podem entrar, eu não mordo, nem pico.
Às vezes, arranho...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pinçalhadas

Nada como ter uma destas, para domar um impressora armada aos cucos.
Encravas as folhinhas, é?
Agora quem te encravou fui eu!!!
Poderosa!!!
Eheheh

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Amar-te

Quanto de ti a minha alma precisa?
Quanto do teu ser, o meu corpo adora
Procuro-te
Procuras-me

As folhas outonais vestem o chão, que meus pés descalços pisam.
As árvores dançam valsas ao som do vento. As suas folhas rodopiam, deixando-se cair no chão, como se fossem lábios a unir-se em mágicos beijos.
Chegas, calmamente.
O teu olhar feiticeiro, fascinante paraliza-me.
Deixo-me levar.
Para onde? Não sei. Apenas sigo os teus passos, como se estivessemos ligados num só tronco.
As ramagens, asperamente rasgam-me a pele.
Olhas-me de novo.
Nada dizes.
As tuas mãos tocam-me.
As roupas são arrancadas do meu corpo.
Os teus lábios saboreiam-me.
Amamo-nos intensamente.
O luar denuncia o adiantar da hora.
As folhas, essas, continuam rodopiando, agora tapando a nudez dos nossos corpos, que continuam unidos, como se fossem um só.
As árvores continuam a sua dança...

sábado, 23 de outubro de 2010

Sentimento profundo esta saudade que sinto.
Saudade de ti, do teu sorriso, da tua voz, do teu calor, do teu amor...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Leonices

Pronto!! Estou fula, zangada, chateada.
Só me apetece bater em alguém.
E depois digam que não é verdade.
Levanta-se uma pessoa de madrugada para vir trabalhar, sorridente, contente e zás!! um sportinguista a armar-se aos cucos.
- Ontem o Sporting ganhou 5-1.
- Ah sim!! Parabéns.
- Foi um jogão. Somos do melhor.
(silêncio) Ai a vontade de o mandar à merda, mas pronto o meu avô ensinou-me a respeitar os mais velhos.
- O Benfica perdeu, não foi? 2-0.
- Sim. Para a próxima corre melhor.
- A ver vamos. Continuamos em 1º lugar no grupo.
Ai que ódio. Acreditem que me passou uma coisa ruim pela cabeça. Tipo um bicada de uma águia na cabeça de um leão.
A sorte foi começar uma música na rádio.
Qual? Qual?
Elevation - U2
E pronto era só isto que queria dizer.
E Viva o Benfica, claro

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Noite

Noite.
O receio no seu início, transforma-se em magia no seu findar.
Encontro-me numa rua deserta. Ainda é noite.
Os meus passos é tudo o que consigo ouvir.
O meu pensamento está longe.
O meu desejo encontra-se longe.
Tão longe e tão perto.
Segues os meus passos, sem te conseguir ouvir.
Sorris ao ver o ondular do meu corpo a andar. É como as ondas que rebentam na praia.
Como te queria aqui.
Fechos os olhos. Viajo longe.
Encontro-me numa praia. Estou só. Ouço as ondas rebentar.
Ando, descalça pelo areal.
A água convida a um mergulho.
Não está ninguém, dispo-me calmamente e entro. A água gelada entranha-se no corpo.
Deito-me na areia e fecho os olhos que o sol encandeia.
Vens devagar para não me assustar. Sentas-te perto de mim. Observas-me. Sorris.
Ao ouvir o teu sorriso abro os olhos e sento-me no areal.
Dizes para não ter medo.
Não tenho medo, apenas as faces ruborescem pela nudez...
A tua mão toca a minha face, os teus lábios encontram os meus...
Abro os olhos, a rua continua deserta...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Arco-iris



O desejo de um dia de chuva encontrar o sol, faz vislumbrar uma maravilhosa paleta de cores...

Ser

O teu sorriso é tudo o que me lembro.
Sinto-te perto.
Os olhos continuam fechados.
Sinto as tuas mãos percorrer o meu corpo.
Mãos ásperas de quem trabalha a terra.
A tua voz, como será?
Deixo-me embalar.
Peço-te água.
Aconchegas-me.
Pegas-me ao colo e levas-me para casa.
Dizes que vais tomar conta de mim.
Estou exausta, a luta tem sido cansativa.
Adormeço nos teus braços.

sábado, 16 de outubro de 2010

Perdição

Que 1,91m de perdição me apareceu agora aqui à frente!!!
Com vistas assim até valeu a pena levantar às 6:00h da manhã para vir trabalhar.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Desejos

Eu quero
Eu quero-te
Eu quero-te muito


Desejo saborear-te
Desejo saborear-te intensamente


A minha boca deseja-te
A minha boca deseja-te ardentemente


Lloyd Cole


Gosto deste ar de vagabundo.

Fluarix da minha vidix II

Ainda não foi desta!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Fluarix da minha vidix

Fluarix rima com vernix.
Vamos lá ver é se não borro a pintura por ter levado a vacina da gripe.
Se amanhã não disser nada, morri.
É que, com a sorte que tenho, é mesmo azar a morte não me bater à porta. Se escapar, deve ser por milésimas.
Já sabem, se não houver notícias minhas logo de manhã, estão convidados a assistir. Não quero tristezas. A música e as bebidas são por minha conta. Quanto aos fumadores, tenho pena, mas fumar é na rua, que não posso ir a cheirar a fumo que afuguentava os bichinhos.
E enquanto festejam, não se esqueçam de me ir dando um copito de vez enquando. Não me abandonem logo...
(Saltapocinhas)
Nestas areias te encontrei
Nestas areias te perdi

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Recordações

O que têm os avós de bom??
Deixam fazer tudo aos netos, impôem limites à sua maneira. Para eles não há tempo para ralhar, nem para "educar".
Ontem, ao fim do dia, passei pela casa na qual vivi os melhores anos da minha vida.
A casa, térrea, fica rodeada por um pequeno pátio com árvores de fruto, flores, e os melhores poejos da região, eheh. As tardes de sábado que eu passei a limpar aquele pátio, que na altura me parecia enorme, e ontem a perspectiva foi completamente diferente.
É como tudo na vida. A inocência aos olhos infantis.
Nada mais na vida me soube tão bem, como o que eu fiz ou saboreei naquela altura.
Até uma simples fatia de pão com manteiga não tem o mesmo sabor que na casa da avó. E ontem comprovei isso. Havia mais coisas para lanchar, mas quis comprovar se era verdade o que tenho vindo a afirmar. E, não é que é verdade?? Será o pão? será a faca? será a manteiga? Acho que não. São as recordações, os cheiros, a magia que nos ficou da infância e que nos acompanham toda a vida.
As lágrimas correram pela face. Para estar tudo certo, para voltar a ser a pequenina C. só faltava ali uma pessoa. A mais importante da minha vida. E a avó, em silêncio olhou para mim, e os seus olhos também ficaram tristes, molhados, pela lembrança, pela recordação, pela saudade. Só ela compreendeu a importância daquele momento.
Obrigado avó, por estares aí, e por fazeres parte da minha vida.
Obrigado avô, por teres feito parte da minha vida.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Um sonho

A chuva lá fora convida a uma tarde enroscada no sofá, sem nada para fazer, simplesmente ficar ali.
Vejo nas notícias os pequenos "temporais" pelo país.
O dia está cinzento, praticamente negro, pelas nuvens carregadas que teimam em cair, sem pedir licença. O vento sopra forte, levando tudo à frente.
A chávena de chá encontra-se na mesinha, perto do sofá. Já pouco resta. O livro, entreaberto ainda no início deixa antever uma leitura tardia e nada empolgante. Os livros, ou me entusiasmam logo de início, ou nada feito. Tão depressa leio um livro num dia, numa noite, como posso demorar meses a ler outro.
Apago a televisão. O livro encontra-se no chão. Do chá, apenas ficou o aroma a frutos vermelhos pelo ar, ao qual se junta o de uma vela acessa com perfume a frutos e especiarias... deixei-me ir, calmamente de encontro aos braços de Morpheu.
A chuva continua a cair. As árvores "dançam" ao som do vento, que as ondeia apaixonadamente.
Não sei onde me encontro, a paisagem que vislumbro parece saída de uma floresta que faz lembrar os filmes do senhor dos aneis.
O vento gelado passa pelo meu corpo. Percorro um caminho trilhado. Os ramos das árvores roçam no meu corpo, ferindo-o. Nada sinto. Apenas quero percorrer aquele caminho. Onde me levará, não sei. Apenas sei que é por ali que quero ir.
Ao fundo, algo mexeu. Será humano? Será animal?
Parei.
A chuva molha-me o rosto, não me deixando ver nítidamente.
É uma pessoa, pelos menos o corpo assim o indica.
Sigo devagar.
O frio passou, a chuva já não me molha.
Estás à minha frente. Não sinto medo. Os teus olhos negros cegam-me. As tuas mãos, quando me tocam, queimam-me. Quero fugir. Não consigo.
Inclinas-te na minha direcção.
Os teus lábios tocam nos meus, suavemente...sugando-me a alma....
Ouço a chuva bater fortemente na vidraça. Abro os olhos. A minha sala, o meu sofá, a minha manta.
Foi um sonho. Foi um sonho.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

You´re The One

Mountains may move
River may run
But you make me be myself
You make me be
How do I tell you
How do I tell
You're the one
Stars may move
Time may run
But you make me free myself
You make me free
How do I tell you
How do I tell
You're the one
You're the one
In the world's eye
We were Laurel and Hardy
In our minds
We were Heathcliff and Cathy
In a moment of wisdom
We were a wizard and a witch
In a moment of freedom
We were Don Quijote and Sancho
In reality
We were just a boy and a girl
Who never looked back
How do I tell you
How do I tell you
How do I tell you
How do I tell you
How do I tell you
How do I tell you
How can I tell you
How could I tell you

You're the one
You're the one
You're the one
You're the one...
Para comemorar o 70.º aniversário do Beatle activista, amanhã dia 9.

Limpezas


Todos os dias é a mesma coisa.
Da janela que se encontra à minha esquerda, observo um prédio alto, e o último andar é o local do crime.
Às 10:00h em ponto abre-se a janela e começa a sacudidela das fronhas, dos lençóis, dos toalhoes de banho, dos tapetes e de mais uns panos que ainda não consegui muito bem perceber o que é.
Mas atenção que são quase 11:00h e a sacudidela ainda continua. É mais de 10minutos para cada peça. As fronhas até são voltadas do avesso e tudo e sacudidas.
Na minha opinião ou há alí falta do que fazer, ou então é paranóia a mais.
Já pensei em trazer a roupa que tenho lá em casa para passar, que é sempre muita. Às vezes chego a pensar se não tenho lá em casa uma nascente de roupa para passar.
Ou então, levar a sr.ª para casa à tarde e traze-la de manhã. Pena não ser um sr. Pena não ser o sr. da foto...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

As primeiras folhas já caem.
Passo calmamente onde te esperava encontrar. Nada. Nada sei de ti.
A tua ausência dói. A tua ausência mata.
As nuvens negras apressam-se em chegar. Pequenas gotas caem.
O vento sopra forte.
Sem ti nada é certo.

Confusões Policiais

Regresso de um curto tempo de férias e logo pela manhã (madrugada para alguns) chatearam-me.
Como habitual, antes de entrar ao serviço, fui beber um café ao posto de serviço da Galp.
Quando entrei, reparei que se encontrava ao balcão um agente da autoridade (PSP). Já não era a primeira vez que nos cruzávamos no referido posto.
- Oh giraça!
Olhei para o lado a ver quem seria a pessoa para a qual o referido agente estava a falar. Poderia ser alguém que ele conhecesse.
- Giraça, é mesmo para ti!!
Olhei para o referido sr. e perguntei: - O sr. agente está a falar comigo?
- Sim, giraça.
- Peço desculpa, mas o sr. agente deve estar a confundir-me com alguém.
- Não senhora, é contigo mesmo que estou a falar.
- Sr. Agente M. o sr. está a passar das marcas. Está a faltar-me ao respeito, e eu não o conheço de lado nenhum.
- Não? Então não te lembras do assalto na piscina?
- Eu fui assaltada na piscina, mas não me lembro de si. E peço desculpa, mas já estou a ficar atrasada para o serviço.
Sai porta fora e nem olhei para trás. No caminho ainda pensei se o referido sr. não estaria com um copito a mais, se não teria feito noite e estaria desorientado.
Quando ouço a palavra giraça, só me lembro de girafa e isso não sou de certeza. Nem girafa acabadinha de nascer.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Sugestão Semanal

James Dean 1931/1955
Sábado 02/10
22:30h "Fúria de Viver"
00:30h "A Leste do Paraíso"
RTP2
A não perder!!

Momentos

"Um dia levo-te para um elevador e carrego no stop"

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Longe...

O sol já não me aquece
Não me aquece com o seu calor
O meu coração sangra de saudade
Sinto falta do teu amor

Deixaste-me só e triste
Sem ti sinto-me perdida
Arrasto-me pelo tempo
A minha alma encontra-se ferida

Ferida com golpe profundo
Profundo como um punhal
Sinto-te longe de mim
Vem! Não te vou fazer mal...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Need You Now

Picture perfect memories,
Scattered all around the floor.
Reaching for the phone 'cause
I can't fight it any more.
And I wonder if I ever cross your mind
For me it happens all the time.

It's a quarter after one,
I'm all alone and I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now.

Another shot of whisky,
can't stop looking at the door.
Wishing you'd come sweeping
in the way you did before.
And I wonder if I ever cross your mind.
For me it happens all the time.

It's a quarter after one,
I'm a little drunk, and I need you now.
Said I wouldn't call
but I lost all control and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now.

Yes, I'd rather hurt than feel nothing at all.
It's a quarter after one,
I'm all alone and I need you now.
And I said I wouldn't call
but I'm a little drunk and I need you now.
And I don't know how I can do without,
I just need you now,
I just need you now.
Oh, baby I need you now.

Lady Antebellum

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O tempo


o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava. era a tua
a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.
era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.


José Luis Peixoto

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vindima

Ler o blog de um dos meus seguidores, fez-me recuar no tempo.

Finais de Setembro, a escola ainda não tinha começado. Eram os últimos dias de férias.
Antes da vindima, preparavam-se os cestos, os apetrechos, combinavam-se os turnos, e quem fazia o quê. Como sempre, deixavam-me de fora. Andava sempre a cirandar de um lado para o outro, queria ver como era, queria fazer parte do mundo adulto.
- Vai ler um livro! Vai ver os livros da escola! - mas como? se já tinha visto tudo, mais do que uma vez, e até já tinha feito algumas fichas de trabalho. Não queria ler, queria estar ali a aprender tudo, a ver como se fazia. E no dia seguinte, também queria ir.
Não conseguia dormir, acordava vezes sem conta durante a noite. E, há hora de acordar, estava a dormir que nem uma pedra.
5h da manhã, hora de acordar.
Custa um pouco no início, mas depois passa o sono e a ânsia de ir para as vindimas é tanta que até me esqueço do sono e da noite mal dormida.
A vinha fica no meio da serra. É ainda noite quando chegamos. Está nevoeiro. Mágico.
Perco-me um pouco na paisagem, e nem dou pelos trabalhos começarem. Esqueci um pouco a vindima, nem ouço as cantorias para aquecer a alma. Estou longe, bem longe, daquele lugar.
- C. então não vens ajudar? - ouço a minha mãe dizer.
Corro a buscar um cesto pequenino, pego na tesoura de poda e lá vou eu aprender.
A meio da manhã, já tinha apanhado dois cestos, pois entretinha-me mais a ver os outros a trabalhar do que propriamente a apanhar as uvas.
O almoço era quase sempre carne frita com migas de batata ou de pão, salada de tomate.
Depois de almoço, dormia a sesta, e quando acordava já estava quase tudo apanhado para aquele dia. No dia seguinte havia mais.
E assim era durante quase uma semana.


As noites já refrescam um pouco.
Durante o dia o sol aquece, um pouco.
Já sabe tão bem, um cafezinho bem quentinho, uma manta pelas pernas e ficar enroscadinha no sofá, a ler, ou então, não fazer nada. Simplesmente ficar assim.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Avó "Parinho"

Com a chegada do Outono, vi partir uma avó emprestada, mas que considerava como se fosse minha de verdade.
94 anos de idade.
94 anos de vida dura, vida sofrida de uma mulher abandonada pelo marido com três filhas a cargo. Trabalho do nascer ao pôr do sol para que nada faltasse às suas meninas.
Quis o destino que morresse no mesmo dia que o marido que a abandonou, com diferença de 3 anos.
Avó "Parinho" como o teu bisneto te chamava, vamos sentir a tua falta, do teu sorriso, da tua gargalhada.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Chegou o Outono

Finalmente!!!
A brisa outonal já se faz sentir.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Luz ao longe

A noite gela o meu corpo.
Abro os olhos.
O luar denuncia uma presença.
O corpo dorido tenta fugir, não consigo.
Agrilhoada. Encontro-me presa à terra que me consome, pouco a pouco.
Alguém chega.
A força abandonou o meu corpo.
Seguras-me. Sinto as tuas mãos no meu corpo.
A tua mão, dá-me de beber.
Os olhos abrem-se muito a custo.
Encontrei um olhar doce, um sorriso tão calmo.
Tentei sorrir...

SLB

Para os meus amigos sportinguistas, com muito amor e carinho.

sábado, 18 de setembro de 2010

Rattle and hum II

Simplesmente genial!!!
Adoro-te ...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Rattle and Hum



O DVD que chegou hoje às minhas mãos!!!
Já adivinharam onde vai ser passado o meu fim de semana e a fazer o quê.
Tantos temas para ouvir e ver.
Quem me conhece, sabe muito bem como estou, eheheh

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Procura

Procurei por ti
Procurei uma presença tua
O vento sopra forte.
Ando pela rua sentindo a aragem fresca que me gela o rosto, o corpo, o coração.
Sigo por uma estrada sem saber onde me leva
Começa a chover.
As gotas misturam-se com lágrimas que teimam em correr
O coração, aos poucos, vai gelando.
Os passos vão ficando difíceis de dar.
O corpo aos poucos vai definhando.
Se, ao menos, tu estivesses aqui...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Um sonho desfeito

De entre tanta gente que nos vai surpreendendo pela negativa, ainda há quem nos surpreenda pela positiva. Ao menos isso.
Para desgostos e amarguras, bem basta as que nos vão batendo na cara, como se chapadas fossem. E o mais engraçado é que damos sempre a outra face.
A vida continua, como sempre continuou, e sempre há-de continuar, mas o olhar fica mais triste. O interior moribundo. Algum dia já nem sei quem sou, nem para onde vou.
Os sonhos nunca passaram disso mesmo.
Sonhos...

sábado, 11 de setembro de 2010

Recordações

Ainda estava eu a deliciar-me com a recordação do meu 5ºano (antigo 1º do ciclo) na dita escola, onde fui levar a minha filha para o 1º dia de aulas quando ouço:
- Não vais para a Católica? O teu pai e os teus tios não foram e tu também não vais.
- Oh avó, mas as minhas amigas vão e depois vou ficar sozinha.
Católica??? - pensei. Mas ainda agora entraram no 5º ano, já está a pensar na universidade?? Erro meu.
- Lá não se aprende nada, tudo o que dizem é mentira, Deus não existe.
Pronto, a Católica não era senão as aulas de Religião e Moral.
Recordei as minhas aulas de Religião e Moral no 5º e no 6º ano, e só me recordo que foi onde aprendi a dar nós nas gravatas, não me recordo de mais nada. Ah e da catequista também, que ainda hoje vai ao meu serviço falar-me a mim e a metade da população de Portalegre, claro e o mais engraçado é que sabe os nossos nomes ainda. Não o nome que tenho no cartão de identificação, o nome de solteira mesmo.
Mas a conversa entre avó e neta continuou.
E no fim pensei. Está aquela criança (mais alta do que eu) a iniciar uma nova fase da sua vida, era para ser acarinhada, mimada e a parva da avó só a melgar a miúda. Ainda olhei duas ou três vezes de lado, a ver se ela percebia, mas acho que não me viu, só "via" era dizer mal de tudo, da escola, do ensino, dos professores, dos horários,...
Cheguei a casa, falei com a A. sobre a conversa da sr.ª e ela diz que não ouviu muito bem, pois estava a "ver" a escola nova. Contei-lhe algumas peripécias engraçadas, revi professores que ainda me recordam (por bom comportamento, não pensem que era uma rebelde), revi onde me apaixonei pela 1ª vez (e o apaixonado à minha frente com o filho) ehehehe.
Foi bom voltar ao 1º ano do ciclo, que era assim que se chamava no meu tempo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Check-up

Doutourices à parte, hoje foi dia de check-up anual.
Diagnóstico:
Visão - Cansada
Audição - Surdez de percepção (ouvir, até ouço, não percebo é certos sons; coisa que convêm às vezes)
Olfacto, Gosto e Tacto - não são mensuráveis (que desperdício o gosto e o tacto não serem avaliados com este doutor)
ECG - Coração de ferro, não sofro de mal de amor
RX ao Tórax - Boa insuflação
Análises - Segue o resultado amanhã
E como me apanharam lá, vacinaram-me. Não contra a raiva, mas sim contra o tecto, perdão, tétano. Com aquele doutor, era no tecto, na parede, no chão...

Sugestão Semanal

10 de Setembro 2010
21:00h
Pavilhão Atlântico

Poucos artistas cantam o amor com tanta elegância, eloquência e sentimento como o canadiano Leonard Cohen.
Aproveitem, para ouvir o mestre das letras românticas.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Saudades

Uma brisa outonal já espreita no horizonte.
Hoje, o dia está propício para uma estadia no sofá, a ler um bom livro, e um chá de frutos vermelhos ao lado.
Já tinha saudades deste tempo...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O sol brilha intensamente, queimando-me a pele
Penso em ti, nas saudades, na falta que me fazes
Estar sem ti, dói.
Uma dor agonizante.
Uma lembrança tua, rejuvenesce o meu ser

sexta-feira, 3 de setembro de 2010


A brisa madrugadora entra sorrateiramente pela janela.
Abraça o meu corpo despido, gelando-o.
Imagino-te... penso em ti.
Sentir a tua mão percorrer o meu corpo.
Os teus lábios saboreando-o.
Deixo-me levar por um sonho bom.
Deixo-me levar...

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Abelhita

Sou um docinho, disso já não tenho dúvida.
No início do verão, umas picadas na perna, de seguida um ataque aracnídeo, na praia umas melguitas e agora uma abelha.
De manhã, aguardava a boleia da mãmã, e os cabelos ondelavam por causa da brisa matinal.
Acabadinha de tomar o banhinho matinal, a cheirar a pétalas de rosa, entrelaça-se a abelha no cabelo, vou lá com a mão e zás, duas picadelas, que doeram imenso. O dedinho, minúsculo, franzino, ficou quase da largura do punho. Só queria sair dali, senão a malvada ainda ia chamar as manas e para além do dedinho, ficava eu toda um inchaço.
Cheguei ao serviço e recorri logo à urgência para tomar um anti-histamínico que me deu uma pedrada enorme. O dedinho já está normal.
Durante o dia fiquei a pensar "devo ter um sangue bem docinho". Mas ainda bem que os vampiros, só mesmo os da novela e dos filmes, senão tinha filas intermináveis à porta. Acho que até se mordiam uns aos outros pelo meu sangue. Assim à falta de vampiros, que se queriam jeitosos, lá vamos tendo umas melgas, umas aranhitas e uma abelhinha.
Que mais virá até ao fim do verão.
Quero a minha estação do ano favorita, rápido.
Outono, onde andas??

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A vontade era mais forte que o desejo.
Passei pelos mesmos sítios por onde andas, na esperança de te encontrar.
Procurei-te em cada rosto que se atravessava no meu caminho.
Amei, desejei, quis... ter-te, ali. Só nós.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dádivas de sangue

Segundo uma tabela apresentada pelo Instituto Português de Sangue, em qualquer pesquisa na internet, no questionário para dadores de sangue, um dos critérios de elegibilidade de dadores é "Alguma vez teve contactos sexuais a troco de dinheiro ou drogas?".
Visto bem as coisas temos pelo menos duas interpretações nesta mesma pergunta.
Ou vamos pela via directa da questão, em que perguntamos indirectamente, ou não, a uma pessoa se é prostituta e aí temos uma questão de segregação social, ou por outro lado, se temos uma comum união familiar em que o marido chega a casa e diz para a mulher, "Maria, hoje recebi o ordenado, vamos festejar" e festejam muito, Quando acaba o festejo: "Maria tens aqui o dinheiro", não estaremos a excluir uma potencial dadora no inquérito em questão??
Claro que a última parte é uma graçola.
Sabemos tão bem, que hoje em dia em questões de dádivas de sangue é tão importante uma prévia selecção de dadores, pois todos sabemos que existem grupos de risco e embora não queiramos colocar ninguém de parte, mas temos que garantir qualidade no sangue a ser transfundido e as pessoas que dele precisam terem essa mesma garantia de qualidade.
Hoje é um bom dia para dar sangue...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Quem é o meu filho?

Ontem foi o final do ano lectivo do pirata.
Quando o fui buscar ao infantário, tinha à minha espera a educadora com o boletim de informação (uma espécie de avaliação).
Ao longo do ano fomos falando várias vezes sobre o comportamento dele, o desenvolvimento, coisas normais do dia a dia.
Quando cheguei a casa e li o boletim de informação, perguntei-me "Onde anda aquele filho desconhecido? O que fazem elas aquela criança quando a vou buscar? Onde escondem elas aquele anjinho?".
Também quero aquele filho na minha casa, não quero só o traquinas, irrequieto, activo, mexido, etc.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mar

O vento sopra fortemente. Uma brisa fresca, revolta-me os cabelos.
Sigo, só, por um caminho agreste, descalça, meio despida.
Os ramos arranham o meu corpo, pequenas gotas de sangue escorrem por mim.
Procuro-te.
Ouço o barulho do mar, a bater com violência nas rochas.
As lágrimas gelam no rosto.
Chego ao início do precipício. O mar chama por mim. Salto.
A água salgada faz arder o meu corpo que não se debate contra a violência das ondas.
Não sei quanto tempo terei estado dentro de água.
Acordo no areal de uma praia.
O sol, aquece o meu corpo, o meu espírito.
Perto, uma presença segue na minha direcção.
Não consigo manter os olhos mais tempo abertos.
Sinto os teus lábios nos meus...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Belos Duchesses

Gulosa como sou, soube tão bem uns Duchesses iguais aos da imagem (6).
Não se preocupem, que esta pancada, só dá de tempos a tempos.
Estou carente de docinho.
Hipoglicémia meninos, é do que estou a falar...

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

jhgjhgjdfgkj

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

...

Descobrir-te
Desejar-te
Amar-te
Querer-te

Tudo em mim
Todo o meu ser
Amar-te eternamente
Amar-te até amanhecer

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quanto vale um sorriso?

Com tantas medidas no nosso governo, em combater a crise, só faltará um dia cobrar uma taxa por sorrirmos.
Mas aviso já, que se assim fôr, meus amigos lembrem-se de mim, quando me virem a pedir esmola.
Adoro sorrir, rir à gargalhada até, quando o momento se proporciona.
Bem me avisaram, quando era pequenina que rir fazia rugas, mas o que importa? Adoro as minhas rugas, eheheh
Para tristezas já bastam aquelas que não conseguimos manobrar.
Por isso, sorriam muito.
Eu sorrio e muito.
ObrigadoS.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um dia na praia


Fechei os olhos e sonhei
Um sonho que desejo
Um sonho que vive em mim intensamente
O dia, acordou cinzento, no entanto o ar é quente, sufocante.
Pequenas gotas caem. Não me importo, adoro andar à chuva.
Passeio à beira-mar. As ondas molham-me os pés. Arrisco um pouco e entro na água, está quente. Perco-me um pouco no tempo, no espaço. As horas passam...
As ondas devolvem o meu corpo à praia, sorrio.
Deixo-me ficar deitada sobre a areia.
Ao longe, alguem me observa. Esse alguém se levanta e vem na minha direcção.
Deixo-me ficar deitada, a ver o céu cinza, que continua a deixar fugir umas gotas.
Chegas, devagar, calmamente. Sorris ao ver-me.
Eu sorrio.
Deitas-te a meu lado. A tua mão aconchega-me o rosto.
Os teus lábios tocam os meus e assim ficam enquanto me abraças.
Os nossos corpos entrelaçam-se num só.
Amamo-nos intensamente, como se não houvesse um amanhã.
A noite vai chegando, sinto frio.
Abro os olhos, já não estás.
Terá sido um sonho?? Terá sido real??
Umas pegadas ficaram na areia.
Ao longe alguém sorri..

domingo, 8 de agosto de 2010

Damien Rice.... Elephant

O que eu adoro esta música.

Excelente compositor, músico...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Imaginação


Hoje arrisco,
Hoje arrisco tudo.
O tempo pára quando não estás, quando não te encontro.
Desço calmamente a rua. A noite está linda, a lua (quarto minguante) magnífica.
Penso em ti. Dentro de mim tento encontrar as palavras certas, o momento certo. Apenas sei, que me fazes falta.
Ando, sem saber por onde. Procuro-te...
As horas vão passando, nem dou pelo tempo passar...
A noite está mais escura, umas nuvens teimam em não deixar passar a pouca luz que me acompanha.
Não sei onde estou, ao meu redor apenas árvores, altas, enormes, fantasmagóricas.
Fecho os olhos, quero-te aqui...
O vento começa a soprar fortemente, gélido. Pequenas gotas caem pelo meu corpo.
Sento-me. Estou cansada.
As lágrimas confundem-se com a chuva.
Eu só queria que estivesses aqui.
Fecho os olhos, encosto-me ao tronco da árvore mais próxima, deixo-me ficar...
Imagino o teu rosto, o teu sorriso, a tua voz.
Imagino-te...

Aqui no hay playa


Podéis tener Retiro, Casa Campo y Ateneo,
podéis tener mil cines, mil teatros, mil museos.
Podéis tener Corrala, organillos y chulapas.
Pero al llegar agosto,
¡vaya, vaya!
Aquí no hay playa,
¡vaya, vaya!
no hay playa,
¡vaya, vaya!
Podéis decir a gritos que es la capital de Europa,
podéis ganar la Liga, podéis ganar la Copa.
Afirmaréis seguros que es la capital de España.
Podéis tener hipódromo, Jarama y Complutense,
y al lado la Moncloa donde siguen los de siempre.
Podéis tener al mando del imperio en vuestras manos,
pero al llegar agosto y el verano.
Podéis tener la tele y los 40 Principales,
podéis tener las Cortes, organismos oficiales,
el Oso y el Madroño, Cibeles, Torrespaña... ¡
Escucha, Leguina!
Podéis tener movida ¡hace tiempo!
movida promovida por el Ayuntamiento,
podéis rogar a Tierno o a Barranco o al que haya...

Los Refrescos


Quero a praia aqui e agora!!!!
Loucos anos 80 a ouvir Los 40 Principales...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma melodia


Sigo as pegadas na areia
Para onde me levarão??
O luar acompanha os meus passos.
Ao longe, ouço música
Alguém toca uma música triste
Só, encontra-se só
Caminho em sua direcção
Sento-me perto
A música, aos poucos vai mudando o ritmo
Fecho os olhos
Imagino-te aqui
As tuas mãos percorrem o meu corpo
Arrancando-me as roupas
Os teus lábios saboreiam-me
A música parou
Abro os olhos
Encontro um sorriso à minha frente
Sorrio
Sentas-te a meu lado

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Por onde anda o homem peludo?





Hoje à hora de almoço, aproveitei e fui dar uma voltinha, apanhar um pouco de ar.
Como há um jardim perto, aproveitei e fiz um piquenique. Sentei-me da relva, descalcei-me e fiquei um pouco a ver a paisagem, as pessoas que passavam, os raios de sol por entre as árvores,...
Reparei num casal jovem que passava, ela de saia, ele de calções e as pernocas sem pelo. Passaram mais algumas pessoas e então comecei a reparar que a maioria dos meninos não tem pelo na pernoca.
Não é que goste de homens peludos (tipo de neandertal), mas algum pelo é giro, é charmoso. Nem quis imaginar o resto.
Ou eu ando muito distraída, ou os homens já não têm pelo à muito tempo.




domingo, 1 de agosto de 2010

Tatuagens

Uma tarde passada com a filhota, foi no que deu.
A compra de uma revista juvenil, que tinha umas tiras de desenhos para fazer tatuagens e uma caneta. Foi a loucura total. Experimentámos todas pelo nosso corpo e rimo-nos imenso.
O que eu adoro tatuagens.
Infelizmente ainda não consegui fazer. Primeiro, tenho uma incompatibilidade com agulhas (ser sedada ou anestesiada seria a melhor solução); Segundo, e talvez a mais importante, o desenho. Tenho três em mente, um proibido, e os outros dois têm que ser juntos mas ainda não me debrucei muito sobre o assunto, quem sabe um dia quando perder realmente o medo de agulhas.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio

A minha lembrança vai ter sempre ao Nando. Como não encontrei nenhuma foto dessa altura, optei por não colocar nenhuma.
A doença é mesmo uma grande Treta...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Areal

Deitada sobre o extenso areal, observo a lua, que me ilumina com o seu luar mágico.
Os pés descalços, brincam com a areia.
Sento-me, observando o mar. As ondas convidam-me a entrar.
Ao caminhar pelo areal, em direcção à água, as roupas vão ficando espalhadas.
A água gélida toca no meu corpo.
Sinto a tua presença perto de mim.
Chegas devagar. Abraças-me.
O teu corpo toca no meu.
O meu corpo aconchega-se no teu.
Os nossos lábios, saboreiam-se...

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Trovejar

A noite está quente, abrasadora.
Ao longe o céu troveja.
Saio para a rua, desnuda, descalça...
Tento encontrar-te, procuro-te em vão.
O ar fica irrespirável.
As gotículas sentem-se chegar. Ao tocar na pele, queimam.
Abro os braços, elevando-os aos céus. Olho as núvens negras que vão desabando em mim.
A pouca roupa cola-se em meu corpo molhado.
Sinto uma lágrima cair.
Pensava em ti...
Queria-te aqui...

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Mariza

Uma música que gosto de ouvir, com uma letra profunda...

29ºc de mínima

29ºc de mínima???
Que as noites têm estado abrasadoras, é verdade. Mas 29ºc acho que é demais.
Os senhores da meteorologia têm andado de candeia às avessas com a entidade patronal por causa do pagamento das horas extraordinárias, entre outras reivindicações.
Não me parece que aldrabem os portugueses com a previsão da meteorologia.
Estou mesmo a ver que lá para Abril de 2011 irá haver um boom de natalidade, pois com esta temperatura durante a noite, a dificuldade em dormir, e cá a malta dormir com pouca roupa ou nenhuma, já se está mesmo a ver que isto vai dar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Todo o meu ser sangra!!
Uma lágrima corre pela minha face.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Avó Rosa

Parabéns Avó Rosa!!!
Foi preciso haver um dia dedicado aos avós para eu nunca mais me esquecer do teu aniverário.

PS: A avó Rosa é a minha mãe.
Filha desnaturada que nunca se lembrava do aniversário da mãe. Era sempre no dia seguinte. Ela já estava habituada e hoje em dia até estranha eu lembrar-me.

Feliz Aniversário!!!!

Desejo

O luar entra pela janela.
A noite está abafada.
Vislumbro o teu corpo junto ao meu.
Adoro ver-te dormir...
Passo a minha mão pelo teu cabelo, afago-o suavemente.
Encosto o meu corpo ao teu, quero sentir-te.
Abraço-te.
Vou acariciando o teu corpo. Os meus lábios saboreiam a tua pele.
Sorris.
Sinto as tuas mãos percorrer o meu corpo.
Abraçamo-nos.
Sinto os teus lábios nos meus.
Quero-te...
Quero-te agora...

domingo, 25 de julho de 2010

The Killers

Para sorrir, sonhar e dançar. Dançar imenso...

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Necessito inspiração!!
Por onde anda?
Aceito sugestões...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Qual 1,75m???

Storytailors
Este também não me importava de usar.

1.75m

TM Collection
Quando tiver 1,75m quero este vestido.
Com esta idade vai ser dificil...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Meu Anjo

(Nas Asas do Desejo - Wim Wenders)1987
Triste e só eu me sinto.
Esperei, desesperei por ti
Pela tua presença
E... nada.
Amar o impossível.
Amar...
Querer...
Desejar...
Fecho os olhos, uma lágrima teima em sair.
Não posso deixar, não quero deixar.
A minha alma vagueia, só, pela noite
Os espinhos atravessam o meu corpo, sangro
O meu coração sangra...por ti
Um sonho.
Sim, um sonho é assim que te quero recordar
Um anjo, que no alto, protegia a sua orquídea...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Dormir

Ver a cidade a dormir. Tão diferente do dia.
O nevoeiro foi descendo pela serra, avançando pouco a pouco, como um escudo protector.
Adoro dias e noites de nevoeiro e ontem ter assistido a toda aquela magia, fez-me sorrir.
Abri a janela e senti a aragem gélida que ia chegando calmamente.
Fechei os olhos. Voei para longe, bem longe.
Quando cheguei, encontrei a janela fechada.
Olhei para ti, estavas a dormir. Bati ao de leve na janela. Mexeste-te um pouco. Voltei a insistir, um pouco mais forte. Nada. Já não ouves, já não sentes a minha presença.
Fiquei um pouco a ver-te dormir. Lindo!
Deixei uma pequena orquídea na janela do teu quarto.
Voltei, triste.
O nevoeiro estava mais denso, pequenas gotículas colavam-se ao meu corpo.
Foi dificil encontrar o caminho de casa.
Cheguei!!!
Uma dor profunda, uma tristeza... assolam o meu corpo...

sábado, 17 de julho de 2010

Não Desistas de Mim

A porta fechou-se contigo
Levaste na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão
E alguém ao longe me diz
Há um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal está aberto
Desenhos de corpos na cama fechada
São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois pássaros loucos
Voamos pelas ruas que fizemos céu
Somos a pele um do outro
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manhã e o teu corpo por dentro
E a pele na pele de quem se quer tanto
Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te
Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora
E não desistas de mim
Não te percas agora


Pedro Abrunhosa

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Quase a chegar...
Não chorem mais de saudades...
Beijos

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Férias

De volta a 16 de Julho!!!

Olhos Mágicos

Mãe: Tens uns olhos bonitos!
Filho: (olhando bem de perto os olhos da mãe) Mãe, tens o Dodo nos olhos!
Mãe: O Dodo está nos olhos da mãe? É magia!
Filho: Magia?
Mãe: Sim, magia. Estás nos olhos e no coração.
Abraçam-se e ficam assim encostadinhos um ao outro.

terça-feira, 29 de junho de 2010

F.....

Todos os anos é a mesma coisa.
Avaliação de desempenho.
Sinto que me estão sempre a f...., e o pior de tudo é que eu deixo e ainda por cima por uma gaja.
Contestar não vale a pena. Fi-lo sempre e o que ganho?? Nada. Atraso na avaliação, ser chamada à administração e depois a nota é alterada 2décimas.
Bela prenda a um dia das férias.

Invisível

Quinta do Alamal (Saltapocinhas)
Sentindo o teu cheiro
Sentindo o amanhecer
Invisível é a tua presença
Invisível é o teu ser

sábado, 26 de junho de 2010

Um sorriso


Devido à minha profissão, sou "obrigada" a conviver com todo o género de pessoas: novas, velhas, saudáveis, doentes...
Aos sábados o dia de trabalho é diversificado, pelos concelhos vizinhos. De 15 em 15 dias lá vou eu de viagem.
O dia começa cedo, como sempre.
Quando chegámos, já vários clientes nos aguardavam.
O atendimento foi decorrendo normalmente, até à chegada do Sr. M.
- Bom dia, menina! Que lindo dia está!
- Bom dia, sr. M.
Fiz o atendimento habitual, com o questionário do costume e o sorriso do Sr. M sempre presente em cada resposta.
- Sabe, d.C, estes dias são tão risonhos na minha vida!
- Pois, está um dia maravilhoso, mas vai estar calor.
Passou para a fase seguinte.
A meio da manhã, fomos tomar o pequeno-almoço e lá encontro de novo o sr.M que veio de novo meter conversa.
Os colegas de serviço, já estavam na brincadeira a dizer que tinha um admirador. Mas a mim a conversa já não me estava a agradar.
Antes de virmos embora, lá tinha de novo o sr.M perto de mim, a querer ajudar na arrumação do material.
- Não é preciso, senhor M.
- D.C. não faz mal, gosto de ajudar. O seu sorriso vale por tudo.
Aqui fiquei sem saber o que dizer, e o que fazer.
- Sr. M, ai a brincadeira. - respondi a sorrir.
- Sabe, d.C já a conheço há muitos anos, desde o seu antigo serviço, o qual era frequentador habitual, e o seu sorriso foi sempre uma alegria para mim. A sua alegria, a sua atenção e disponibilidade para atender os mais idosos, dava muita alegria a muita gente. Mesmo quando íamos doentes, muito em baixo, só de chegar ao pé de si, ficávamos logo bons.
Fiquei surpresa, com tal elogio. Como era possível aquele sr, lembrar-se de mim.
Agradeci. Dei um beijinho ao sr. M (senhor dos seus 64 anos) e sorri.
Ao menos, fiquei a saber que o meu sorriso, alegra muita gente.
Aos meus velhinhos queridos, um sorriso...




sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ida à praia

Com a chegada do tempo quente, nunca é demais lembrar os cuidados a ter numa ida à praia:
- Ir a meio da manhã; (que isso de ir para a praia de madrugada, nem parace que estamos de férias; e claro os meninos levantam-se tarde, por causa das noitadas);
- Abancar no sítio onde há os meninos mais giros; (na falta deles, pode ser o nadador salvador, o pai de família, o tio, qualquer um);
- Não despir a farpela de uma só vez, ir despindo calmamente e devagarinho, tipo strip; (para que os meninos, pais, e tios e os demais, não desfaleçam com um enfarte repentino);
- Estender a toalha; (nesta altura, pedir ajuda ao menino);
- Protector solar; (Ohh menino, se faz favor... ; Sim, sim, é no corpinho todo...) temos que aproveitar a mão de obra);
- Na altura de ir à água, fazer um desfile apropriado à ocasião (é nestas alturas que os meninos tropeçam, babam-se...; os pais de família nem ouvem os filhos, quanto menos a mulher; e os tios, bem os tios, tapam-se com a toalhita);
- Quando estamos dentro de água, nadar tipo sereia, e se queremos ver os meninos, os pais e os tios a correr para a água que nem uns loucos, é fingir que a parte de cima do fato de banho se evaporou; Fingir que nos estamos a afogar, só se o nadador salvador valer mesmo a pena;
- No regresso à toalha, voltar a desfilar, e agora, assim com o corpito molhado, o efeito ainda é mais devastador;
- Sentar na beira da toalha, deixar o sol secar a pele, e quando se volta a pegar no protector, já há briga para ver quem vem colocar o mesmo;
- E enquanto estão todos entretidos, aproveitar e sair de mansinho...
Bons banhos
-

quinta-feira, 24 de junho de 2010

U2: In the Name of Love

Esta foi a do início da paixão avassaladora, que dura até hoje.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Amar-te


Quem me atormenta o pensamento
Deixando-me louca
Invade todo o meu corpo
E beija a minha boca

O vento vai e vem
O sol já não me aquece
Estou só neste mundo
Sinto que o corpo se enfraquece

O espírito há muito se desvaneceu
O corpo ficou solitário
Despojado de todos os sentimentos
Bem perto do fim do mundo esmoreceu

Quem se afigura cauteloso
Em passos silenciosos
Sinto o fel das entranhas
O meu corpo estava desejoso

Sentir o teu corpo voar
Presa a ti queria estar
Voar para bem longe
Para nos podermos Amar

Poder tocar-te, Beijar-te
Sentir-te dentro de mim
Amando-te toda a noite
Não quero que tenha fim

2ª Oportunidade


Bem, como ontem o Richard não me prestou atenção, pode ser que o hoje o Sir me diga alguma coisa.
Já enviei mail, ehehe

Sombrio, de volta

Continuo sem saber onde me encontro.
A paisagem árida, o sol abrasador, queima o meu corpo.
Sinto-me liberta, mas uma ramagem do meu corpo continua presa à terra que me suga. O sangue escorre para alimentar aquele punhado de terra. Tento fugir. Libertar-me.
As minhas pernas tentam mover-se. Luto.
Desabo fortemente contra o chão.
Estou presa.
Ao longe, sinto uma presença.
Clamo, imploro.
Os meus lábios secos, vertem gotas de sangue que alimentam quem me enclausura. Forte. Fortaleço quem me enfraquece.
Os olhos encerram-se.
Sinto o meu corpo envolto pelo chão árido.
Anoitece.
PS: Para compreender este spot, tem que ler os anteriores.
Obrigado

terça-feira, 22 de junho de 2010

Convite para jantar

Hoje gostava de receber um convite deste senhor para jantar.
Eheheheh

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Voa


Vem voar
Vem voar comigo para bem longe
Através dos campos
Através do mar
Presa a ti
Agrilhoada sem saber como
Desejo-te mais que tudo
Os teus beijos, as tuas carícias
O teu toque
Impossível de ter
Impossível de realizar
Esse meu desejo de te ter
Só para mim...

Atacada de novo


Começo a ficar preocupada com a minha saúde. Algo de grave se passa.
Ontem um ataque de mosquito, hoje um ataque aracnídeo.
Pensava que era irresistível entre o sexo masculino (brincadeira) agora ter pragas a sugar-me o sangue é demais. Antes um vampiro, jeitoso como o Robert Pattinson, que me sugasse todo o meu sangue. Sempre era mais romântico, do que mosquitos e aranhas.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Quem me leva..


Quem me leva por este caminho?
Quem me leva e deixa sozinha?

Porque me levas às profundezas
e me abandonas à sorte?
Sinto-me só e triste
Sem rumo e sem norte

O teu beijo sabe a fel
O teu toque é desconhecido
Porque me abandonas a este papel
Não sabes o que tenho sofrido

Na penumbra te escondes
Não me deixas ver o teu rosto
Amaldiçoas-te a minha vida
Abandonaste-me e deste-me um desgosto

Sem ti a minha vida é vazia
O meu corpo uma ramagem espinhosa
O meu pensamento vagueia pelo abismo
A minha alma em vão; gloriosa

Será de certo uma desculpa
pelos meus dias tão solitários
Desejava ter-te uma vez mais
Sentir-te, abraçar-te
Anseio por ti
Poder amar-te...
Amiga

Deixa-me ser a tua amiga, amor;
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor
A mais triste de todas as mulheres.
Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa, a mim?!
O que quiseres
É sempre um sonho bom!
Seja o que for
Bendito sejas tu por mo dizeres!
Beija-me as mãos, amor, devagarinho…
Como se os dois nascêssemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho…
Beija-mas bem!… Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!…


Eu

...Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho,e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida
...Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca

Infelizmente, não são meus...

Um ataque surpresa


Isto há coisas que nem dá para acreditar.
Que tenho um efeito, por vezes avassaldor sobre as pessoas, é verdade. Mas neste caso a avassalada fui eu.
Ia eu, pela rua, hipnotizando quem passava (digo eu), quando perto de um jardim frondoso, com uns arbustos cheirosos (mau para as alergias), estava eu distraida a ver quem passava, e zás, atacam-me. Assim, sem mais nem menos.
Começo por sentir um pequeno ardor na perna, que vai descendo aos poucos (eu a pensar que subia directo ao coração, mas não, vai para baixo); nem quando sou atacada, é como deve ser.
Andei mais um pouco, e zás, outra picada.
Senti um incómodo enorme, como poderia eu despir-me assim, no meio da rua, para não continuar a ser atacada? Ou despia-me no momento, e provocava um acidente rodoviário pelo vislumbre do meu corpo ou aguentava o ataque até onde pudesse (sou forte).
Como a segunda opção era a mais razoável, foi a que optei. Pelo menos, acusada de provocar disturbios na via pública, nunca serei.
Cheguei ao local apropriado e tão depressa me despi, que nem cheguei a ver quem tinha sido o meu atacante. De uma coisa tenho a certeza, devo ter um sangue tão saboroso, que ele sugou e bem, pela pernoca abaixo.
Agora, cá estão as marcas de tão intenso ataque e com uma festa no final de semana que requerer um vestido giro, de pernoca ao ar, lá vou eu com as marcas também à mostra.
Ai sangue guloso...




segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ter Asas


Abraço um nada de ti
Abraço um todo de nós
Sinto uma dor colossal
No meu peito, doído, ferido, desfeito
Quanto de mim, dou
Quanto de mim, ofereço
Só, neste mundo cruel
Procuro, sinto, desfaleço
...

Sempre tenho asas..

Licenciatura de Matemática


É desta que fico licenciada a Matemática.
Matéria complicada, com a qual nunca tive um relacionamento saudável. Um pouco por culpa de alguns professores que não sabiam explicar bem a dita, ou por minha culpa que não a percebia, como eles queriam.
Comecei à quatro anos e pelo início. Primeiro ano, antiga primeira classe, isto na minha altura. (mania de mudar os nomes às coisas). Lá fui reaprendendo tudo de novo. Porque seria que na minha altura de verdade, era tudo tão complicado?
Passei noites a sonhar com divisões com números decimais, reduções de medidas de grandeza, multiplicações por 10,100,1000 e 0,1 0,01 e 0,001, sólidos, calcular áreas em m2, enfim tudo uma trabalheira enorme, mas que ao fim destes quatro anos, surtiu efeitos. Pelo menos a verdadeira estudante, tem tido boas notas, melhor da turma e segunda melhor da escola, por isso, posso dizer, é desta que me vou licenciar a matemática, pois em Setembro lá vamos "nós" para o 5º ano.


sábado, 12 de junho de 2010

É dolorosa a espera
É doloroso o silêncio
Saudades que matam
Perdida
Sozinha

Manic Street Preachers: Autumnsong

Libertar a rebeldia

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Nevoeiro

Suave o lamento do meu ser
A tua ausência, doi
Como dói a minha alma
Alma que voa, perdida
Tentando encontrar-te
O nevoeiro, o obscuro nevoeiro
Fecha a tua presença ao meu olhar
Sinto-te perto
não te vejo
Uma ramagem espinhosa
Extirpa o sangue do meu corpo
Nada sinto
O meu pensamento voa
Como te queria aqui
Perder-me em ti
Perder-me em teu corpo
Sugando
Beijando os teus lábios

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A decisão

Há momentos na nossa vida em que paramos e reflectimos, sobre o que somos, quem somos, o que fazemos e porque o fazemos.
Olho para trás e vejo uma menina frágil, solitária, medrosa, sonhadora... vida dificil, batalhadora...
Revejo a minha imagem no espelho, a cara de menina mantêm-se (é giro quando nos dão menos idade do que a que temos), o ar frágil, solitária (tem dias), medrosa (nunca mais), sonhadora (sempre).
Foi uma semana de reflexões, decisões.
Decisão mais acertada (assim o espero) continuar com este blog.

Luar

O brilho do luar no teu corpo, encandeia de beleza o meu olhar.
Um quadro celestial pintado por dedos divinos.
Que pintor ou escultor será capaz de trabalhar imagens tão divinas?

terça-feira, 1 de junho de 2010

Prenda do dia da Criança





E, como ainda sou uma criança, não deixei passar este dia sem comprar um prenda que muito gosto, livros.
Como é costume dizer-se, há uma criança dentro de cada um de nós. Não vamos deixar de ser crianças, nunca.
Este livro, foi recomendado por uma grande amiga, também ela grande apreciadora de leituras fora de horas.
Às noites perdidas!!

Perdida


Perdida na noite
Sem rumo
Perdida de ti
Sem destino
Procuro e não te encontro
Procuro e não te sinto
Deixaste-me sozinha
na solidão
desamparada, triste
Com saudades de te ter
junto a mim
Com saudades de te sentir
dentro de mim
Continua à procura
Sozinha
Perdida...na noite

Ser criança



Ser criança em 2010 é tão, tão diferente de ser criança em 1980.
A ingenuidade, a inocência, a simplicidade da vida. Estar na rua de manhã à noite sem problema nenhum, sem carros, sem medos. Andar descalça pelas poças de água, rebolar nas folhas no Outono, subir às árvores, jogar ao berlinde, à bola, fazer casinhas de areia, coisas que nos faziam sorrir, sonhar e acreditar que um amanhã seria sempre assim.