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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Alto...






São momentos de humor

Que mascaram um semblante negro

Vivências alegres, fúteis

Que minha alma abandonam

Por vezes necessários, outras apenas úteis!



O sol abrasador que me queima

Faz arder a minha alma gelada

Suave no seu toque mais profundo

Desejos ardentes no pensamento

Caídos! Caídos pelo chão, imundo!



O corpo é apenas um fantoche

Manipulado por correntes ásperas

De vivência passageira deitada para o ar

Procura uma orquídea pelo seu anjo

Que lá no alto a continua a guardar...

domingo, 12 de junho de 2011

Oh meu Rico Santo António!!

Oh meu rico Santo António
Santinho da minha devoção
Não me arranjes já marido
Não me quero casar, não!

Roupa lavada e comida já prontinha
Todos querem de bom agrado
Mas ajudar aqui as meninas
É pior do que mau olhado!

No início tudo é bonito
Das flores, ao beijo "roubado"
Depressa esquecem os miminhos
E procuram outro achado

Nas noites de bailarico
Gosto da bela sardinha assada
Comprar uma rifa e sair um mangerico
E chegar a casa toda amassada

Mas a noite já passou
E o meu santinho que bem se comporta
Perto do meu coração
E homem longe da minha porta!

sábado, 11 de junho de 2011

O Teclado

Os dedos tocam no teclado
Como se de uma paixão se tratasse
Encostam suavemente uns nos outros
À espera que a paixão passe

Por mais que se tente, às vezes
Esse encontro é inevitável
Quase que chamam uns pelos outros
Tal é a paixão inimaginável

O 1º encontro foi para todos assustador
Do susto à paixão foi um passo
Hoje é vício, ferramenta de trabalho, ou lazer
Do toque mais suave, por vezes sai um abraço

Companhia sempre presente
Vem o écran, as colunas e o rato
Por vezes uma câmara também se aloja
E tudo fica pronto para o 1º acto.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Encruzilhada

Deambulando pela rua andei
tão depressa, que me perdi
Tentei encontrar o caminho
Chorei e depois sorri

Encontrar o caminho de volta
Foi algo difícil de realizar
as ruas eram intermináveis
e a uma encruzilhada fui dar

Esquerda ou direita?!
Às cegas fui seguindo
Difícil foi a escolha.
Mas no fim fiquei...sorrindo

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Ausência

É obscuro o caminho traçado.
Como obscuro está o meu ser.
Longínquo estão os dias límpidos.
Longínquo o meu viver

Viver por vezes dói
Como dói a tua ausência
Para sempre a tua alegria
Para sempre a tua presença

domingo, 6 de março de 2011

Florescer

Floresce um ser assustado
Por descobrir um novo mundo
Alegrias, tristezas, saudade
Não mais irá bater no fundo

A solidão ficou para trás
Em frente segue um rodado
Parado à espera do tempo
O tempo demora. Fico encostado

Corre! Corre, até mais não!
Não deixes fugir quem te esperou
É hora de lutar, mudar
Encontra quem sempre te Amou...

domingo, 19 de dezembro de 2010

Volta depressa, meu Outono

Anne-Louis Girodet de Roucy-Trioson
"Autumn"

Servem os dias mais frescos
Para anunciar a minha chegada
Dos meus cabelos caem folhas
A minha vinda está anunciada
A folhagem converte-se do verde ao castanho
Passando pelo rubro, escarlate
No ar a essência a castanhas
Faz lembrar um quente chocolate
Daqui a pouco vais embora
Outono do meu contentamento
Chega o gélido Inverno
Volta depressa, Meu encantamento!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Vencida

Serve o tempo de consolo à solidão?!
Apaga-se o rasto de minha presença em tua vida,
Guardas memórias de tempos passados
Tempos vividos, tempos amados.

Foge! Foges de mim, enlaçado
Como se teu corpo estivesse unido ao meu
Lembranças, mera lembranças de uma vida amaldiçoada
Nem sempre vencida, mais os tempos em que perdeu


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Longe...

O sol já não me aquece
Não me aquece com o seu calor
O meu coração sangra de saudade
Sinto falta do teu amor

Deixaste-me só e triste
Sem ti sinto-me perdida
Arrasto-me pelo tempo
A minha alma encontra-se ferida

Ferida com golpe profundo
Profundo como um punhal
Sinto-te longe de mim
Vem! Não te vou fazer mal...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Amar-te


Quem me atormenta o pensamento
Deixando-me louca
Invade todo o meu corpo
E beija a minha boca

O vento vai e vem
O sol já não me aquece
Estou só neste mundo
Sinto que o corpo se enfraquece

O espírito há muito se desvaneceu
O corpo ficou solitário
Despojado de todos os sentimentos
Bem perto do fim do mundo esmoreceu

Quem se afigura cauteloso
Em passos silenciosos
Sinto o fel das entranhas
O meu corpo estava desejoso

Sentir o teu corpo voar
Presa a ti queria estar
Voar para bem longe
Para nos podermos Amar

Poder tocar-te, Beijar-te
Sentir-te dentro de mim
Amando-te toda a noite
Não quero que tenha fim

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Voa


Vem voar
Vem voar comigo para bem longe
Através dos campos
Através do mar
Presa a ti
Agrilhoada sem saber como
Desejo-te mais que tudo
Os teus beijos, as tuas carícias
O teu toque
Impossível de ter
Impossível de realizar
Esse meu desejo de te ter
Só para mim...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Quem me leva..


Quem me leva por este caminho?
Quem me leva e deixa sozinha?

Porque me levas às profundezas
e me abandonas à sorte?
Sinto-me só e triste
Sem rumo e sem norte

O teu beijo sabe a fel
O teu toque é desconhecido
Porque me abandonas a este papel
Não sabes o que tenho sofrido

Na penumbra te escondes
Não me deixas ver o teu rosto
Amaldiçoas-te a minha vida
Abandonaste-me e deste-me um desgosto

Sem ti a minha vida é vazia
O meu corpo uma ramagem espinhosa
O meu pensamento vagueia pelo abismo
A minha alma em vão; gloriosa

Será de certo uma desculpa
pelos meus dias tão solitários
Desejava ter-te uma vez mais
Sentir-te, abraçar-te
Anseio por ti
Poder amar-te...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Perdida


Perdida na noite
Sem rumo
Perdida de ti
Sem destino
Procuro e não te encontro
Procuro e não te sinto
Deixaste-me sozinha
na solidão
desamparada, triste
Com saudades de te ter
junto a mim
Com saudades de te sentir
dentro de mim
Continua à procura
Sozinha
Perdida...na noite

sábado, 29 de maio de 2010

Amantes

Olhar para ti mais uma vez
Era tudo o que queria
Ter novamente o teu corpo
É tudo uma fantasia

Despindo-te pouco a pouco
e poder tocar-te
Sentir o teu cheiro
Não quero só olhar-te

Passando as mãos pelo teu corpo
Poder-te agarrar e possuir
Beijando loucamente a tua boca
Será que vou conseguir?

Sinto-me enlouquecer de prazer
Quero ter-te neste momento
O meu corpo anseia por ti
Quero parar o tempo

Sinto o meu corpo tremer
Como te queria tocar
Poderes entrar no meu corpo
Anda! Quero-te agarrar.

Beija-me, meu querido
Quero sentir-te dentro de mim
Vem! Dá-me prazer
Não me deixes à espera, assim.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sozinha

Vagueio pela noite
Sozinha, triste e amargurada
Vagueio sem sentido
Numa encruzilhada
A rua parece não ter fim
assim como o meu pensamento
Fico perdida e solitária
Aguardando o momento
O momento em que tudo se passa
e nada acontece
Solitária num mundo presente
Sinto que a vida se enfraquece
Aguardo notícias que não chegam
Sinto-me perdida e rejeitada
Como será possível viver
Sem no entanto ser amada
Amada por quem se esconde
Por trás de uma aventura
Sozinha, vagueio pela noite
Atrás de quem me procura...

domingo, 16 de maio de 2010

A minha Morte

Sonho com algo
Que pode nunca acontecer
Anseio por algo
Que me faz enlouquecer

A noite chega por fim
e com ela a escuridão
Sinto que me afundo
Só vejo podridão

A neblina é cerrada
Não vejo quem se afigura
Sinto que estou errada
Será que é loucura?

Vens chegando devagar
O luar vai-te denunciando
Toca-me como gosto
Vamo-nos amando

As folhas vão caindo
Ao longe o céu troveja
Sinto a morte perto de mim
Não quero que me veja

Sinto um frio gélido
O meu corpo vai estremecendo
Quem será que me toca?
Não estou reconhecendo

És tu, meu Amor de outras vidas?
Como te queria neste momento
O meu corpo vai definando
Sozinha e sem contentamento

Sinto a minha alma voar
O corpo despojado pelo chão
A morte veio e levou-me
Como é triste esta solidão

A minha morte foi solitária
Mágica, triste e silenciosa
Pensava em meu amor
Como estava desejosa

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Quem és?

Chegou em silêncio
Altiva e bom porte
Transforma tudo o que toca
Em desgraça e em morte

Transfigura-se em mil pessoas
Bela, sedutora e sarcástica
Eleva os braços além do tempo
A sua plenitude é mágica

Quem será que me atormenta
Com aspecto tão divino?
O meu corpo transforma-se
Que pensamento maligno

O fogo é o seu alimento
As cinzas a sua força
Transforma a vida num inferno
Oxalá ninguém nos ouça

Gritar não vale de nada
A sua presença é-nos imposta
Não vale a pena lutar
Por fim sossega. E depois cai morta!