quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ser Bela dói

Sou tão bela, mas tão bela que até firo as vistas.
Por vezes, o descontrolo é tanto que me tentam atropelar
Assobios e piropos nem ouvi-los (será surdez?)
Passar à frente então, nem pensar!
"um copo de água, se faz favor!"
"olhe levante-se e vá buscar!"

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Frio Polar

Hoje o dia acordou cinzento, um vento desagradável, chuva na iminência de cair a qualquer momento.
Estamos a 29 de Maio. 29 de Maio??!! Não era para estar um calor descomunal, daqueles que nos faz transpirar até mais não, em que maldizemos o anúncio do desodorizante que diz que podemos andar activas durante 48h sem uma pinga de suor ou cheiro?!
Quando saí para mais um dia de labuta, senti que deveria ter vestido outra roupita mais aconchegante e quem sabe voltar ao casaco de Inverno.
Porra, está um frio do caraças!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Punk is not dead!!!

                                                               Miley Cyrus - MET 2013
                                                               Madonna - MET 2013
                                                              Nina Dobrev - MET 2013
                                                          Anne Hathaway - MET 2013
                                                           Kristen Stewart - MET 2013
                                                             Sienna Miller - MET 2013
                                                        Donatella Versace - MET 2013
                                                           Julie Macklowe - MET 2013
Modelos que era bem capaz de vestir.
                                                              Adoro esta cor de baton
   Olhos esfumados, que ainda ando a aprender a fazer. Maquilhagem e eu não combina muito bem, eheh.

Gosto destas! As de cima para uma ocasião especial, as de baixo para o dia a dia

A roupa é simplesmente fantástica. Muito do meu agrado, mesmo os modelos masculinos.
Punk is not dead e está na moda este ano.
Em termos musicais, em Portugal, temos ou tivemos: Censurados, Mata-Ratos, Mão Morta, Peste & Sida; a nível internacional: Iggy Pop, My Chemical Romance, Ramones, Ratos do Porão, Sex Pistols, Siouxsie & the Banshees, The Clash, The Offspring, Joy Division, The Cure, Echo & the Bunnymen, The Jesus and Mary Chain, Nick Cave and the Bad Seeds, The Smiths, etc.
Estas as minhas preferências!

sábado, 25 de maio de 2013

Revista Plátano - Lançamento

Café Alentejano - o palco da cerimónia

O céu azul presenteou o dia 22 como um verdadeiro dia de Primavera, como não se tem visto este ano.
Já passava um pouco das 17:30h quando se deu início à cerimónia com a interpretação musical de Vera Soldado de dois poemas de Fernando Correia Pina.

Mário Casa Nova Martins, Director da Plátano - Revista de Arte e Crítica de Portalegre, o grande impulsionador desta iniciativa e em angariar colaboradores.
Da mesa fazem parte, e da esquerda para a direita, Olga Ribeiro - Conselho Editorial, Avelino Bento - Conselho Editorial, Maria Adelaide Teixeira - Presidente da Câmara Municipal de Portalegre e claro, Mário Casa Nova Martins.

Alguns do presentes na sala emblemática de um café que se recusa em modernizar e ainda bem. Entrar nesta sala é como entrar nos anos 50, 60. As mesas, as cadeiras, os sofás, os espelhos criam uma atmosfera mágica.
Um dos momentos de poesia, declamada por Olga Ribeiro.

Isabel Corte Real e o seu "Portalegre está de luto", mais um momento de poesia.
E porque não convidar a plateia a recordar momentos da sua vida naquele mesmo café??
Manuel Morujo tem muitos momentos vividos ali, uma vez que morava a menos de 20 metros, mais tarde, na altura do liceu. Estórias de vida, de gente, de grande escritores como José Régio que por ali também passava.
Aqueles sofás vermelhos têm muita história e o boneco lá atrás, se falasse... eheh
Outro momento de confidências, desta vez, do sr. Padre Américo, também ele um Portalegrense adoptado.
A capa da revista.

O meu conto, com ilustração da minha amiga Mané

E para acabar, o painel com imagens de trabalho no campo do nosso Alentejo, um dos "ex-libris" do café Alentejano.
Foi uma tarde bem passada com sala cheia, como alguns fizeram questão de mencionar, como há muitos anos atrás.
Das poucas recordações que tenho daquele espaço, uma delas inclui sem dúvida o meu avô.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Revista Plátano - O Conto



Envolta na Bruma

“-Vá lá Matilde, só desta vez!”
Mais uma vez as colegas a conspirar contra ela. Sempre a quererem arranjar-lhe namorado; o primo da vizinha, o amigo da prima, o irmão da senhora da loja de bijuteria, tantos que já lhes tinha perdido o conto. Eles bem se esforçavam para lhe agradar, mas não valia a pena. Ela não pensava encontrar o seu príncipe encantado assim.
Por vezes ela dizia-lhes: “…sem esperar, ele vai aparecer numa noite em que a bruma descer sobre a cidade, e quando o nosso olhar se encontrar, eu saberei!”, e as amigas riam com o discurso da paixão imaginária.
“-Está frio! Já viram como o tempo se está a pôr?”
“-No restaurante não está frio.”
“-Está bem! Está bem! Irei ter com vocês às 20h. Que aborrecidas!
Voltou-se para a janela e observou o tempo lá fora. O dia cinzento, por vezes negro como breu, o nevoeiro intenso e a chuva miudinha que caía desde manhã. O vento soprava, por vezes forte, outras como um toque suave de uma pena gelada. Um dia de Inverno.
“ Um Inverno como não se via há muito na cidade. Pelo menos era o que ouvia aos mais velhos sentados no Jardim do Tarro, ou mesmo àqueles que a meio da tarde bebericavam o café, um bagaço ou um copo de vinho, no café.
Perde-se a ver a paisagem. A sua mente vai além do que o parque de estacionamento em frente, ou o “muro” de prédios que bloqueiam a sua visão. Por vezes parte para longe. A sua alma viaja pelo tempo, levando-a por sítios onde nunca esteve, fazendo-a sorrir. Outras vezes a viagem é por perto, com pessoas do dia-a-dia, conversas que se interligam em espaços confusos.
“-Até logo!” – a voz da colega que se despede, acorda-a dos seus pensamentos.
“-Sim. Desculpa. Até logo!”
Olha em frente e embrenha-se no trabalho até à hora de saída.
Ainda chove quando sai. Abotoa o casaco, segura na mala e abre a porta. A aragem fria que lhe toca a face, enregela-a, assim como as pingas que molham o rosto. A seu lado, alguns colegas apressam o passo, outros debaixo dos guardas chuvas e olham-na espantados. Desde sempre gostara de andar à chuva, e de sentir as gotas cair na face, escorrendo, gelada.
Ao sentar-se no carro, sorri.
“-Talvez ligue a desmarcar o encontro.”
Um sentimento estranho percorreu o seu corpo e nesse momento o seu pensamento voa para longe. Ouve o som de uns sinos e alguém chamar  “Vicente”. O rádio acende e a música acorda-a daquele sonho. “-Que estranho!”
Ao início da noite ainda continua a chover, a neblina está ainda mais cerrada, não deixando ver tão bem a estrada em frente. Vai devagar. Não há lugar no estacionamento perto do restaurante, a solução encontra-a perto da antiga moagem e segue a pé.
Mais uma vez o jantar não correra bem. Quer dizer, para ela corre sempre bem, por vezes chega a ter pena dos esforços e figuras tristes que os pretensos pretendentes fazem.
“-Não quer companhia até ao carro?”
“-Não é preciso o carro está aqui perto.”
“-Não te vamos deixar ir sozinha.”
“-Vou a correr, não se preocupem. Está mesmo aqui ao lado e ainda é cedo.”
Depois da despedida sai sozinha do restaurante.
Continua a chover e a bruma é intensa. A famosa Rua Direita com as suas luzes fantasmagóricas assustam qualquer um. Uma rua tão diferente da que foi noutros tempos. O comércio resistente a esta crise com tanta dificuldade de seguir em frente, em arranjar chamariz aos lagóias de carteira vazia.
Encontra-se tão embrenhada nos pensamentos que nem repara que, um pouco atrás, três jovens conversam sobre a sua passagem e a seguem. Um pontapé numa lata denuncia os perseguidores, fazendo com que Matilde se volte devagar e se aperceba do que se passa.
“-Para que lado vou? Se seguir para baixo até à Fonte Nova, eles conseguem alcançar-me antes que chegue ao carro. Se ligar a pedir ajuda, já não chegam a tempo.”
Encontrava-se embrenhada nestes pensamentos, quando o seu olhar encontra o Antigo Palacete dos Condes de Castelo Branco, onde actualmente está o museu de Tapeçaria Guy Fino. Pensa logo no novo jardim junto à muralha e que se correr um pouco chegará rapidamente ao carro.
O corpo vira-se em direção ao Palacete, os seus passos aceleram um pouco. Sente o frio na sua face, a neblina cerrada envolve-a como se fosse envolvida por um abraço protector. Ao voltar-se para o lado do jardim, o seu olhar “morre” no portão fechado.
“-Faz com que esteja aberto! Por favor!”. Todo o seu corpo desfalece quando as mãos tentam empurrar o portão e este não abre. Tacteia o portão, tentando encontrar a fechadura, a tranca. O rosto encosta-se às grades tentando passar através delas. Atrás, ouve os passos dos seus perseguidores, agora mais perto.
O nevoeiro cerrado não a deixa distinguir quem se aproxima, mas consegue ouvir as vozes, os risos e os passos cada vez mais perto. Volta-se para eles, aguardando-os. O seu corpo tenta fundir-se com o portão. Lágrimas começam a escorrer pelo seu rosto. Cerra os olhos. Não quer nem ver quem a persegue.
De repente, sente o corpo, sem o apoio do portão, e ser puxado por alguém. Alguém a abraça suavemente. Não consegue abrir os olhos, não consegue gritar. O abraço aquece o seu corpo gelado, fazendo-a acalmar.
“-Será que morri?” – pensa, um pouco confusa.
Aos poucos abre os olhos e em frente a si, encontra os três homens que a perseguiam. O seu corpo estremece com o medo. Os braços que a abraçam, apertam-na um pouco, como se quisessem dizer para ficar quieta.
“-Para onde foi? É impossível ter-se evaporado.”
“-O portão está fechado. Por aqui ninguém passou. Será que a viste vir para este lado? Com o nevoeiro que está podemos ter-nos confundido.”
“-Vamos embora!”
Como era possível estar frente e frente com os seus perseguidores e eles não a verem? Como teria passado pelo portão fechado?
Viu os perseguidores voltarem-se e seguirem pelo caminho que ela mesmo tinha feito. Gradualmente foi ouvindo os passos cada vez mais longe. Agora chegava a hora de ver quem a segurava. O seu coração bombeava o sangue tão rápido, que sentia esse batimento forte bem perto na sua garganta. O corpo estava sem força, não sabia o que ia encontrar e o medo tinha-a paralisado.
O abraço forte que a segurava, foi-se despegando lentamente. Sentiu alguém atrás de si. Tinha tanto medo de se voltar.
“-Nada temei, minha senhora” – o som daquelas palavras fizeram o seu corpo acalmar e aos poucos o medo começou a passar. Lentamente, voltou-se.
Não queria acreditar no que se encontrava à sua frente. Um homem, isso tinha a certeza pelo aspecto da barba por fazer. Um homem vestido de guerreiro, como se o Carnaval ainda não tivesse acabado. A roupa era de couro, reforçada por placas metálicas, brafoneiras e caneleiras e um capuz de malha metálica. Na mão um escudo circular de madeira, também revestido com placas de ferro e, para completar a indumentária, punhais e outras armas de que nem sabia o nome. Neste momento não sabia muito bem se estaria em segurança. Recuou um pouco.
“-Quem és?” – perguntou, a medo.
“-O meu nome é D. Vicente de Barbosa, filho de D. Fernão Pires de Barbosa, tenente de Vizela, nobre ao serviço de meu senhor el rei D. Dinis, e do seu irmão D. Afonso, senhor de Portalegre minha senhora.”
“-O quê?”- de certeza que tinha morrido e ido para um lugar entre o céu e o inferno. Começou a andar de um lado para ou outro, sem saber se assustada pela presença de estranha criatura, se por não saber o que lhe teria acontecido. O seu pensamento recuou um pouco e visualizou todo o trajecto desde a saída do restaurante até ao portão.
“-O portão!”
Encaminhou-se para ele e encontrou-o fechado. Como teria ela passado por ele? Continuava a chover. O céu escuro e o nevoeiro que descia pela encosta da serra, dançavam com as luzes uma dança maravilhosa. D.Vicente encaminhou-a por umas escadas, passaram pelo passadiço no pequeníssimo lago e sentaram-se perto da fonte. Matilde começou a chorar.
 “-Como pode tão linda donzela deixar o espelho da alma mostrar seus segredos?” e sentou-se perto de Matilde.
O olhar dela subiu devagar até encontrar o olhar de D.Vicente. Um olhar meigo, calmo que transmitia segurança, um olhar que tocou o seu coração.
“-Nada temei, não vos vou fazer mal. Já há muitos anos que não falava com viv’alma, que não via ninguém, minha senhora.”
“-Esteve preso? E porque está vestido dessa maneira?”
“-Preso no tempo, preso por amor.”
Matilde sentiu o seu coração parar de bater por breves segundos. Aquele olhar ficou preso ao seu. Ali estava o seu príncipe encantado e como ela sempre disse, ele chegou numa noite em que a bruma desceu sobre a cidade.
“- Corria o ano de 1299, da graça de D. Dinis, El-Rei de Portugal e do Algarve. Meu pai encontrava-se ao serviço de D. Dinis e eu ao serviço de seu irmão D.Afonso, senhor de Portalegre. Eram poucos os nobres que lutavam ao lado de D.Dinis.”
“-Você está a brincar, não está?”
“-Minha senhora, não ouso enganar vossa senhoria.”
“-O que estava a acontecer?”, pensou Matilde, preocupada, encaminhando-se para perto da muralha, sendo seguida por D.Vicente, que continuava a falar:
“-O cerco durava a algumas semanas. D. Afonso não queria deixar a vila, tinha o apoio do povo e de alguns nobres que D.Dinis não soube acarinhar, tratando-os arrogantemente, principalmente a nobreza de corte, deixando desaparecer as principais linhagens, não as substituindo, extinguindo as tenências, entre outras medidas pouco convencionais para um rei. Preocupava-se mais com os versos. Contudo D. Dinis foi recuperando quase todos os senhorios detidos por D. Afonso.”
Matilde olhava para D.Vicente enternecida. Por muito que lhe custasse acreditar no que estava a acontecer, quando D.Vicente segurou a sua mão e a encaminhou para a torre, o toque dessa mão era bem real.
“-Era daqui que avistava as tropas inimigas, muitos conhecidos, mas divididos nesta luta entre o seu rei e o seu senhor. Jurei defender o meu posto até à morte.”
“-Este cerco de que fala, durou quanto tempo?”
 Lembrou-se, um pouco envergonhada, que deveria ter prestado mais atenção nas aulas de História.
“-Cerca de cinco meses, ocupando grande parte do tempo quente. Portalegre sempre foi uma vila quente, até as noites.”
Ao chegarem no cimo da torre, avistaram o que a bruma deixava, descendo pela encosta da serra, envolvendo a cidade, passando pela Serra da Penha, indo morrer na zona da estação.
D.Vicente contemplava a cidade como se fosse a primeira vez, mas pelo que dizia já ali andava há 700 anos. Seria isso possível?
“-Foi então que vi a mais bela donzela de todo o reino. Tentando acabar novamente com a guerra entre os dois irmãos, como já tinha acontecido em Arronches, em 1286, D.Beatriz de Castela, mãe dos infantes, D.Isabel de Portugal e D. Maria de Castela chegam a Portalegre para falar com D. Afonso. Com D. Isabel de Portugal, vinha a Belíssima Sofia, uma de suas aias. Quando o nosso olhar se encontrou, o meu coração parou de bater, nunca tinha visto tão bela donzela. Com o meu ser, jurei-lhe amor eterno. Os poucos dias que nos encontrámos valeram por semanas, meses, anos. Enquanto D. Isabel, D.Beatriz e D.Maria falavam com D. Afonso tentando apaziguar a guerra entre os dois irmãos, eu mostrava a vila a tão bela donzela, Belíssima Sofia. A atalaia mais alta onde a vista se perdia no horizonte, o pôr do sol quente do Alentejo. Apaixonámo-nos perdidamente.”
Matilde não conseguia deixar de olhar para D.Vicente, imaginando-se num filme medieval.
“-No dia em que partiu, jurei-lhe que ao findar da batalha, iria ter com ela a Lisboa. Já tinha falado com meu senhor, D. Afonso, que me prometera dispensar uns dias. Desde que a tinha visto pela primeira vez, à noite escrevia-lhe pequenas cartas de amor. Guardei-as e no momento da despedida, entreguei-lhas. Ousei beijar suas mãos delicadas, formosas, jurando-lhe amor eterno, entre lágrimas.”
Suspirou, e continuou:
“Após a sua partida, viveram-se dias complicados, de grande tensão. D. Afonso recuou no decidido com sua mãe, e após uma longa batalha, as tropas de D. Dinis entraram em Portalegre. Ao saber disso, D.Afonso foge, deixando muitos dos seus defensores para trás. Não houve misericórdia para os inimigos. Jurando defender a minha torre, lutei por D. Afonso fugitivo. Vendo-me cercado, soube que ia morrer. Mesmo sendo meu pai um rico-homem ao serviço de D. Dinis, não houve misericórdia para o seu varão. Ao descer essas mesmas escadas (apontava para as escadas atrás deles), jurei amor eterno à Belíssima Sofia, e com as lágrimas a escorrer pelo meu rosto por saber que nunca mais veria tão bela donzela, lutei até a última adaga trespassar o meu corpo, tirando-me a vida.”
 D.Vicente calou-se, a sua mão deslizou para perto do seu coração, e uma mancha de sangue apareceu. O rosto voltou-se para o horizonte, e o silêncio desceu sobre eles, como a bruma.
Matilde visualizou toda a história na sua cabeça uma vez mais. Ali à sua frente, estava um homem com 700 anos que morreu a lutar no que acreditava, a lutar por um fugitivo, jurando amor eterno à sua donzela. Chegou-se perto de D.Vicente, a sua mão tocou a dele, olharam-se, abraçaram-se e ali ficaram no cimo da torre. Fechou os olhos. Ao longe ouviu uns sinos tocar.
“-Belíssima Sofia, eu sabia que te iria encontrar outra vez.”
Quando abriu os olhos, encontrava-se deitada em sua cama, enrolada nos lençóis. Sentou-se, olhando em redor. O relógio marcava 6:45h da manhã, hora de acordar para mais um dia de trabalho. Teria sido um sonho? Tinha sido tão real!
Após o duche, olhou-se no espelho e pensou em como seria a Belíssima Sofia. Pensou em D.Vicente.
No caminho para o serviço, ao passar pela torre, parou o carro e encaminhou-se para lá. Subiu as poucas escadas, olhou o pequeno jardim à direita, passou por baixo da muralha e encaminhou-se à torre. Ao subir os degraus, sentiu o coração bater mais forte, olhou em volta tentando ver D.Vicente. Teria sido um sonho?
Olhou novamente em todas as direções, sorriu e começou a descer as escadas. Ao chegar à última, olhou para o lado e encontrou um pedaço de papel preso entre as pedras, na parede. Pegou nele mas não conseguiu ver o que era. Correu até ao carro e seguiu para o serviço.
Ao entrar, deparou-se-lhe alguma confusão por causa da chegada no novo gestor.
“-Matilde, esqueceste-te!?”-
Tinha-se esquecido, mas agora já era tarde.
“-Não esqueci. Dormi mal e nem tive tempo de me arranjar.”
“-Deixa já não há nada a fazer.”
Colocou-se ao lado da colega para receber a comitiva da direção.
O seu olhar prendia-se no pedaço de papel que tinha retirado da torre. Nem deu pela chegada das chefias à sala. Quando a colega a beliscou para ela estar com atenção, o papel caiu no chão. Alguém se baixou para o apanhar e, quando o entrega a Matilde, ela fica pasmada com o olhar e a face que está à sua frente.
“-Creio que seja seu, Belíssima Matilde!”

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Revista Plátano - Lançamento

 http://4.bp.blogspot.com/-OEP0jAf03Pc/UZjKMluUEeI/AAAAAAAAPdI/VeDnqkijzog/s1600/capa.bmp
http://avozportalegrense.blogspot.pt/2013/05/platano-n-6.html

É aqui que irá sair o conto que escrevi passado (inventado) na minha cidade. Tudo devaneio, mas o qual tive muito prazer em escrever.
Depois do lançamento, publicarei aqui o conto para quem não tem oportunidade de o ler na revista.
Quem tem oportunidade, apareça!! Eu estarei por lá, escondida!! eheheh

Oculto ser

Imagem retirada da net

O amanhecer chega gelado, dissipando-se a bruma por entre a paisagem invernosa.
O tempo passa devagar, devagar demais deixando nessa altura as lembranças assolar o nosso pensamento. Houve alturas em que esta mesma paisagem era verdejante, florida e a copa das árvores tão densa deixava o chão envolto em grandes sombras, ofuscando os raios solares.
É ali, perto do altar destruído que nos reuníamos todas as manhãs. Aos poucos íamos chegando trazendo notícias que ninguém estava interessado em ouvir, novidades sempre velhas, e nenhuma certeza no futuro. A muralha arrasada pelos últimos bombardeamentos, leva-nos de encontro ao centro de operações. Majestosamente erguidas o derradeiro conjunto de abóbadas ogivais, pertencente ao que foi um imponente templo, a casa que muitos de nós considerámos como nossa, criaturas nocturnas.
Arrastando-nos, passo a passo, o nosso corpo segue na direcção que mentalmente desejamos.
É bom estar em casa!
                                                                                                                                 (eventualmente continua)

sábado, 18 de maio de 2013

Encruzilhadas

Gentilmente cedida por Zé MCPi - 2013

Contemplo o céu que lá no alto me aconchega
Querendo subir, tentando te alcançar
Encruzilhadas da vida que nos separam
Quando tudo o que queria era poder te amar


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Consultas da Dr.ª Carlota

Para os pobres "corações" apaixonados que por vezes quase páram de bater de tanto sofrimento, ou mesmo para quem nem coração tem, e precisa ser relembrado deste órgão tão importante do nosso corpo, aqui vai uma mezinha.
Fazer um aerosol com umas gotinhas de Ventilan 5mg/ml e outras tantas de soro fisiológico. É tiro e queda de verdade!
A arritmia dispara e de uns míseros sessenta e poucos batimentos por minuto, quase aos duzentos em poucos minutos. Parecia uma carro de fórmula1! Um único inconveniente, as mãos começam a tremer de tal maneira que deixa o Parkinson a anos luz de distância. Os batimentos são sentidos em todos os pontos do nosso corpinho. Quem experimenta uma vez, nunca mais quer repetir!
Isto tudo para vos dizer que foi assim que fiquei ontem à noite, depois de fazer um aerosol por causa da minha bronquite.
Os tremores acalmaram ao fim de 3h/4h, mas a arritmia continuou alta e hoje ainda não voltou aos valores normais. Pelo menos a crise de bronquite passou!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Crescente de Maio

Gentilmente cedida por Mónica Carvalho - Portalegre - 12/05/2013

Olhar para ti aí no alto, faz-me querer voar.
Voar, partir, fugir
Até te encontrar e nesse lugar repousar
Repousar na tua forma arqueada.
E aí, vigiar quem me faz sorrir, viver
Por uma noite
Por uma só noite, o meu Anjo guardar
E adormecer, sonhando te abraçar.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Desejo nocturno

Imagem retirada da net

A tormenta aproxima-se.
Sinto a brisa salgada inundar o meu corpo, despido.
Esta noite queria perder-me em teus braços, perder-me no teu corpo gélido.
Amar cada pedaço do teu corpo.

domingo, 12 de maio de 2013

SER BENFIQUISTA, SEMPRE!!



«Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.
(Refrão)
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes.»

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Sem resposta

Mãe: Diogo, amanhã tens a hora de leitura na Biblioteca, não podes fazer barulho e tens que te portar bem.
Filho (Diogo): E se a história for para rir, não posso rir??
Mãe: (sem resposta) ehehehe.

terça-feira, 7 de maio de 2013

BENFICA!!!

Isto é que vai ser sofrer até ao fim!
Glorioso SLB!!
Nos bons e maus momentos, na saúde e na doença como se de um casamento se tratasse, eheh.
Gloriosa, sempre!!!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sentados ao Luar

Imagem retirada da net

A lua e a bruma escondem todo o rasto que ficou da tua presença na minha vida.
São pedaços de tanto e pedaços de nada que ficaram depositados pelo chão.
Ali sentados, ali deitados jurámos promessas de amor eterno. Ali senti o toque da tua pele, o teu cheiro, os teus lábios, tanto que sonhei, tanto que desejei.
Agora, o banco está só. Por vezes olho para ele e sorrio ao recordar os nossos momentos, os nossos encontros, os nossos desencontros. 
Revejo o teu ser ali sentado, olhando para mim a sorrir. 
Sorrio.
E, quando quero sentir tudo de novo, basta sentar, fechar os olhos e deixar o desejo chegar.
Eternamente.

Maio mais quente

Com Maio chega o tempo mais quente, mais seco.
O mês das festas da cidade, que se comemora a 23.
Lembro-me quando era mais nova, a alegria que era quando chegava o mês de Maio. Pelos campos as margaridas floresciam deixando um manto branco e amarelo até perder de vista. Nessa altura não tinha alergia a nada e passava muitas tardes, a correr pelo campo, perto da casa da minha avó.
Como tradição, colhiámos as ditas margaridas para fazer coroas, pulseiras, aneis, fios para desfilar no dia 23, como Maia. Como nunca fui escolhida, fazia o meu desfile em casa.
Era a mais linda das Maias.
Hoje em dia, as margaridas continuam a florescer, eu é que já não posso andar tão à vontade a correr pelos campos. Por vezes o anti-histamínico é tão poderoso que fico com uma pedrada, que nem me lembro onde ando, eheheheh

sexta-feira, 3 de maio de 2013

BENFICA!!!!! BENFICA!!!

Hoje só vou escrever isto:
O BENFICA É O MAIOR!!!!!!

Jesus, até te saltou a pastilha da boca com os nervos, eheheheh

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ser ou não ser?!

É errado querer fugir?
Correr, subir, descer
Pé ante pé
Numa volta, reviravolta
que no mundo nos desperta
madrugada a bocejar, abocanhar
nesta vida nada concreta
e no fim acabar dilacerada
ensanguentada, abandonada
Parar de fugir e viver amargurada?
angustiada
no fundo
ser ou não ser amada??